O verbo "dever" do título acima pode ser interpretado de duas formas: como uma previsão minha de que ele não aceitará ao convite e também, a uma recomendação minha de que ele não deveria aceitar ao convite.
E por razão legal e ética.
Legal, porque para assumir o cargo de Ministro da Justiça, ele teria de renunciar ao emprego de Juiz Federal, o que cá pra nós seria sandice.
Quem em sã consciência trocaria a estabilidade de um emprego dos sonhos para qualquer advogado por um cargo temporário e instável? Na melhor das hipóteses, seu cargo duraria até o fim do Governo Bolsonaro.
E ético, porque às vésperas do 1º turno, Sérgio tomou uma decisão em relação à delação premiada do ex Ministro Palocci que de certa forma, prejudicou ainda mais a já prejudicada imagem do cabo eleitoral do candidato Haddad.
Aceitar o cargo agora passaria a impressão de que o fez por troca de favores.
Até acredito que não foi o caso, mas a mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta.
Já para uma futura vaga de Ministro no STF, o Capitão Presidente poderia perfeitamente indicá-lo, para horror dos juristas e do judiciário em geral que não vê essa nomeação com bons olhos. Por que será?
Como há a previsão de que ao longo do Governo Bolsonaro, 2* Ministros do STF se aposentarão, o Capitão terá a chance de fazer o que promete e nomear pessoas por competência e não indicações fisiológicas.
Aliás este Blog mesmo já sugeriu tempos atrás nomes como Marcelo Bretas, Dentan Dalagnol e Gabriella Hardt.
Seria bom ter no STF a "Turma da Lava Jato".
*Corrigido.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Geraldo Alckmin, o 2º maior derrotado nas eleições 2018.
Senhor absoluto do estado por 3 eleições: 2002, 2010 e 2014. Vencendo duas delas no 1º turno.
Antes, havia herdado o Governo com a morte de Mário Covas. Portanto, foi Governador por 4 vezes e quem mais ocupou a cadeira no Estado de SP.
Disputou o 2º turno contra Lulla em 2006 e, abandonado pelo partido, obteve menos votos no 2º turno que tivera no 1º.
Ajudou a eleger seu sucessor, José Serra em 2006 (Governador), antes já havia ajudado a elegê-lo Prefeito da Capital, em 2004.
Mas seu maior feito mesmo foi ter contribuído sobremaneira, com seu empenho, carisma e máquina pública, para eleger um apresentador de talk show e lobista, prefeito da maior capital da América do Sul.
Firmou-se como liderança nacional.
Tanto que se cacifou para lançar-se candidato à Presidência em 2018, acreditando que a polarização com o PT ainda era com o PSDB.
Vendeu a alma ao chamado "centrão" em troca de tempo de TV e, caso eleito, certamente, cargos e emendas para os partidos que o apoiavam.
Antes no entanto, cabe ressaltar que o afilhado político, lobista e apresentador de talk show, tentou lhe passar a perna, tirando dele a vaga de candidato ao Planalto.
Avisado das pretensões do afilhado, Geraldinho se armou e evitou o golpe, fazendo com o afilhado conseguisse a vaga de candidato ao Governo de SP, o que ele, Geraldo, não queria (nem ninguém do PSDB), e teve que engolir.
Desde então, os dois não se deram. Um, pouco ajudou na eleição do outro.
A diferença é que o lobista foi eleito, enquanto o padrinho, amargou uma derrota vexatória.
Pela 1ª vez desde 1994 o PSDB não foi protagonista em uma eleição Presidencial.
Abandonado pelas lideranças do partido, Geraldo amargou um 4º lugar com pouco mais de 4% dos votos. Pouco, para um partido que esteve em todos os 2º turnos disputados pós redemocatização, exceto em 1989.
Teve que ouvir do afilhado que receberia dele um "voto solidário" e rebateu chamando-o de "traidor" na primeira oportunidade, e apesar de não apoiá-lo, o malandrinho elegeu-se Governador.
Seu partido agora junta os cacos.
O Governador eleito de São Paulo não medirá esforços para tomar o partido para si, valendo-se do vácuo do poder deixado pelo afastamento das grandes e antigas lideranças, seja por motivos de saúde, seja por derrotas eleitorais, seja pelos tentáculos da Lava Jato.
Caso não consiga tomar o partido, o garoto mimado o deixará, migrando para outra legenda oportunista afim de consolidar seu projeto maior, impedido em 2018: a Presidência.
Seja ficando no partido e tomando-o para si, seja saindo do partido e rachando ainda mais o ninho tucano, esse misto de Lex Luthor com o Cérebro (do Pink e Cérebro) foi a vitória que derrotará o PSDB.
E Geraldo assistirá a tudo quase impotente e lamentando: o que eu fui fazer com o meu partido?
Assim como Quércia cavou sua cova política ao eleger Fleury ao invés do Dr Pinotti, Geraldo Alckmin fez seu velório político no dia em que optou por lançar João Dória, como Prefeito de São Paulo, ao invés de Andrea Matarazzo.
Pudesse voltar no tempo não tenho a menor dúvida que Geraldo Alckmin deixaria apresentando programas de talk show e fazendo lobby com empresas do Brasil e do exterior, aquele sujeito que aparentando ser bom moço, conquistou o apoio daquele que um dia foi o mais importante político do Glorioso Estado de São Paulo.
Antes, havia herdado o Governo com a morte de Mário Covas. Portanto, foi Governador por 4 vezes e quem mais ocupou a cadeira no Estado de SP.
Disputou o 2º turno contra Lulla em 2006 e, abandonado pelo partido, obteve menos votos no 2º turno que tivera no 1º.
Ajudou a eleger seu sucessor, José Serra em 2006 (Governador), antes já havia ajudado a elegê-lo Prefeito da Capital, em 2004.
Mas seu maior feito mesmo foi ter contribuído sobremaneira, com seu empenho, carisma e máquina pública, para eleger um apresentador de talk show e lobista, prefeito da maior capital da América do Sul.
Firmou-se como liderança nacional.
Tanto que se cacifou para lançar-se candidato à Presidência em 2018, acreditando que a polarização com o PT ainda era com o PSDB.
Vendeu a alma ao chamado "centrão" em troca de tempo de TV e, caso eleito, certamente, cargos e emendas para os partidos que o apoiavam.
Antes no entanto, cabe ressaltar que o afilhado político, lobista e apresentador de talk show, tentou lhe passar a perna, tirando dele a vaga de candidato ao Planalto.
Avisado das pretensões do afilhado, Geraldinho se armou e evitou o golpe, fazendo com o afilhado conseguisse a vaga de candidato ao Governo de SP, o que ele, Geraldo, não queria (nem ninguém do PSDB), e teve que engolir.
Desde então, os dois não se deram. Um, pouco ajudou na eleição do outro.
A diferença é que o lobista foi eleito, enquanto o padrinho, amargou uma derrota vexatória.
Pela 1ª vez desde 1994 o PSDB não foi protagonista em uma eleição Presidencial.
Abandonado pelas lideranças do partido, Geraldo amargou um 4º lugar com pouco mais de 4% dos votos. Pouco, para um partido que esteve em todos os 2º turnos disputados pós redemocatização, exceto em 1989.
Teve que ouvir do afilhado que receberia dele um "voto solidário" e rebateu chamando-o de "traidor" na primeira oportunidade, e apesar de não apoiá-lo, o malandrinho elegeu-se Governador.
Seu partido agora junta os cacos.
O Governador eleito de São Paulo não medirá esforços para tomar o partido para si, valendo-se do vácuo do poder deixado pelo afastamento das grandes e antigas lideranças, seja por motivos de saúde, seja por derrotas eleitorais, seja pelos tentáculos da Lava Jato.
Caso não consiga tomar o partido, o garoto mimado o deixará, migrando para outra legenda oportunista afim de consolidar seu projeto maior, impedido em 2018: a Presidência.
Seja ficando no partido e tomando-o para si, seja saindo do partido e rachando ainda mais o ninho tucano, esse misto de Lex Luthor com o Cérebro (do Pink e Cérebro) foi a vitória que derrotará o PSDB.
E Geraldo assistirá a tudo quase impotente e lamentando: o que eu fui fazer com o meu partido?
Assim como Quércia cavou sua cova política ao eleger Fleury ao invés do Dr Pinotti, Geraldo Alckmin fez seu velório político no dia em que optou por lançar João Dória, como Prefeito de São Paulo, ao invés de Andrea Matarazzo.
Pudesse voltar no tempo não tenho a menor dúvida que Geraldo Alckmin deixaria apresentando programas de talk show e fazendo lobby com empresas do Brasil e do exterior, aquele sujeito que aparentando ser bom moço, conquistou o apoio daquele que um dia foi o mais importante político do Glorioso Estado de São Paulo.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Lulla: o grande derrotado nas eleições 2018.
Se as eleições 2018 tivera um derrotado, ele se atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva.
A quem chamo carinhosamente por, Lulla (com ll desde que se uniu ao Collor, que ele tanto combateu e foi combatido em 89).
Lulla acreditou que seu carisma e poder ultrapassaria as grades em que ele encontra-se preso desde o começo de abril e, mais uma vez, como o líder popular construído pelo PT, elegeria um, poste.
Não que Haddad seja um imbecil, longe disso.
Foi um bom Ministro da Educação, tem uma bela carreira acadêmica e teve experiência administrativa ao ser eleito Prefeito em SP, aliás, muito em função do empenho do Lulla por sua eleição.
Diferente da Dilma, que mesmo o mais fanático petista há de envergonhar-se ao defendê-la, atribuindo a ela adjetivos como competência, dinamismo, eficiência, boa gestora,... nem mesmo honestidade, haja visto que a Lava Jato já lhe roça os calcanhares.
Lulla pensou mesmo que conseguiria mais uma vez eleger um Presidente. E estava certo, elegeu: Jair Bolsonaro.
Não fosse o ódio ao Petismo, personalizado em Lulla, talvez Bolsonaro fosse um mero coadjuvante nessas eleições.
Seria bem votado, pois parte de seus votos se atribuem ao estilo falastrão, fanfarrão, de quem se aproveita do senso comum de boa parte do eleitorado brasileiro, cada vez maior, que clama por um Governo mais forte e autoritário.
Suas frases de efeito caíram no gosto popular, assim como seu estilo "trator" de lidar con interlocutores.
Mas o Anti-petismo e Anti-Lulismo que Bolsonaro conseguiu encarnar, fez dele o fenômeno de votos que foi nessas eleições, quase vencendo-as no 1º turno.
E digo mais: fosse Lulla o candidato, tenho sérias dúvidas se Bolsonaro não o venceria nas eleições. Talvez de maneira menos folgada, mas consigo imaginar que mesmo com o deus petista no páreo, o deus militar se sairia vencedor.
Mas Lulla não se mostrou apenas um péssimo cabo eleitoral, mostrou-se também um péssimo estrategista.
Ao inventar que seria candidato e usar boa parte da propaganda para divulgar essa mentira que só mesmo um idiota para acreditar, Lulla anulou qualquer chance de que um substituto viesse a disputar as eleições com chances reais de vitória.
Tivesse lança do Haddad logo que começaram as eleições, e desaparecido do noticiário, talvez o ex Ministro seria um adversário mais portentoso.
Mas não, preferiu esperar o último minuto para lançá-lo e depois, ficar ditando as regras da campanha do marionete de dentro da cadeia, exigindo ser entrevistado, exigindo ser visitado toda segunda feira.
Não conseguiu mais nada senão atrair mais a antipatia do anti-petismo/anti-lulismo que àquelas alturas, ultrapassava a casa de metade dos eleitores brasileiros.
Poderia ter lança Ciro Gomes, único dentre os candidatos que talvez pudesse fazer frente ao Capitão.
Mas Gleisi Hoffmann falou: "Nem com reza brava".
E Lulla ainda puxou o tapete do ex aliado Ciro ao retirar-lhe apoios importantes de partidos como o PSB, que fugiu de Ciro por articulação de Lulla.
Resultado: Morreram abraçados Lulla, Ciro e PSB.
E o "Filho do Brasil" revelou-se ainda um péssimo líder.
Não se preocupando em preparar alguém para substituí-lo. Talvez na certeza de que nunca seria punido ou que, se fosse, seu poder seria grande o bastante para fabricar um sucesso às pressas, encarregado de, após eleito, vingá-lo de todo sofrimento que passou com a Lava Jato.
Restou a Lulla assistir a tudo de sua cela.
À ruína do partido que outrora orgulhoso e arrogante, viu-se obrigado a mendigar apoio de antigos desafetos.
Contava com Ciro Gomes, que voou para Europa e só voltou às vésperas para votar em Haddad (e olhe lá?!).
Reclamaram do não apoio de partidos em nome de uma Frente Democrática. Curiosamente, os mesmos partidos que Lulla sempre pisou quando podia.
Se humilharam pelo apoio de FHC, a quem sempre acusaram de ter "quebrado o país duas vezes". FHC esboçou apoio em Haddad, mas condicionou o apoio à auto crítica petista pelos erros que levaram no Mensalão e Petrolão, além de um pedido de desculpas. Era querer demais dessa gente né FH?
Procurou o PSDB, aquele mesmo que sempre criticaram, aliado do DEM, que Lulla pediu sua extirpação da política. Reclamaram que o apoio não veio por causa de João Dória, que pouco a pouco em apossa do partido como uma erva daninha.
Não teria o PT vergonha de ser apoiado pelo PSDB?
Talvez não, afinal não tiveram vergonha de ser apoiado por Renan, Jucá, Eunício,...
Recebeu o apoio gratuito de Marina Silva, que manifestou "apoio crítico", seja lá o que for isso, a mesma que 4 anos atrás a Super Gerente Dilma - com a anuência dos petistas - acusava que, se eleita, tiraria a comida da mesa do trabalhador. Mas Marina desidratada não pode ajudar muito.
Até Joaquim Barbosa recebeu elogios petistas ao manifestar voto em Haddad. O mesmo Joaquim Barbosa que petistas atacaram em ocasião do Mensalão, que condenou o Guerreiro do Povo Brasileiro e tantos outros, que quase saiu candidato contra Haddad. Esse mesmo odiado por petistas, recebeu deles um "muito obrigado", quase envergonhado por tudo o que fizeram com ele.
Se Sérgio Moro quisesse cair nas graças dos petistas, era só declarar seu voto ao Haddad que tudo seria esquecido
E dessa forma assistimos ao fim de uma Era, a Era Petista.
Personificada na figura de Lulla, que mesmo que venha a ser solto não terá mais o poder, nem a idade, para empreender o seu projeto de poder pessoal.
Quem sabe ele não tenha um rasgo de humildade e passe o bastão para alguma outra liderança ainda não manchada pela Lava Jato?
Talvez até de outro partido, porque no PT eu não vejo quem.
A quem chamo carinhosamente por, Lulla (com ll desde que se uniu ao Collor, que ele tanto combateu e foi combatido em 89).
Lulla acreditou que seu carisma e poder ultrapassaria as grades em que ele encontra-se preso desde o começo de abril e, mais uma vez, como o líder popular construído pelo PT, elegeria um, poste.
Não que Haddad seja um imbecil, longe disso.
Foi um bom Ministro da Educação, tem uma bela carreira acadêmica e teve experiência administrativa ao ser eleito Prefeito em SP, aliás, muito em função do empenho do Lulla por sua eleição.
Diferente da Dilma, que mesmo o mais fanático petista há de envergonhar-se ao defendê-la, atribuindo a ela adjetivos como competência, dinamismo, eficiência, boa gestora,... nem mesmo honestidade, haja visto que a Lava Jato já lhe roça os calcanhares.
Lulla pensou mesmo que conseguiria mais uma vez eleger um Presidente. E estava certo, elegeu: Jair Bolsonaro.
Não fosse o ódio ao Petismo, personalizado em Lulla, talvez Bolsonaro fosse um mero coadjuvante nessas eleições.
Seria bem votado, pois parte de seus votos se atribuem ao estilo falastrão, fanfarrão, de quem se aproveita do senso comum de boa parte do eleitorado brasileiro, cada vez maior, que clama por um Governo mais forte e autoritário.
Suas frases de efeito caíram no gosto popular, assim como seu estilo "trator" de lidar con interlocutores.
Mas o Anti-petismo e Anti-Lulismo que Bolsonaro conseguiu encarnar, fez dele o fenômeno de votos que foi nessas eleições, quase vencendo-as no 1º turno.
E digo mais: fosse Lulla o candidato, tenho sérias dúvidas se Bolsonaro não o venceria nas eleições. Talvez de maneira menos folgada, mas consigo imaginar que mesmo com o deus petista no páreo, o deus militar se sairia vencedor.
Mas Lulla não se mostrou apenas um péssimo cabo eleitoral, mostrou-se também um péssimo estrategista.
Ao inventar que seria candidato e usar boa parte da propaganda para divulgar essa mentira que só mesmo um idiota para acreditar, Lulla anulou qualquer chance de que um substituto viesse a disputar as eleições com chances reais de vitória.
Tivesse lança do Haddad logo que começaram as eleições, e desaparecido do noticiário, talvez o ex Ministro seria um adversário mais portentoso.
Mas não, preferiu esperar o último minuto para lançá-lo e depois, ficar ditando as regras da campanha do marionete de dentro da cadeia, exigindo ser entrevistado, exigindo ser visitado toda segunda feira.
Não conseguiu mais nada senão atrair mais a antipatia do anti-petismo/anti-lulismo que àquelas alturas, ultrapassava a casa de metade dos eleitores brasileiros.
Poderia ter lança Ciro Gomes, único dentre os candidatos que talvez pudesse fazer frente ao Capitão.
Mas Gleisi Hoffmann falou: "Nem com reza brava".
E Lulla ainda puxou o tapete do ex aliado Ciro ao retirar-lhe apoios importantes de partidos como o PSB, que fugiu de Ciro por articulação de Lulla.
Resultado: Morreram abraçados Lulla, Ciro e PSB.
E o "Filho do Brasil" revelou-se ainda um péssimo líder.
Não se preocupando em preparar alguém para substituí-lo. Talvez na certeza de que nunca seria punido ou que, se fosse, seu poder seria grande o bastante para fabricar um sucesso às pressas, encarregado de, após eleito, vingá-lo de todo sofrimento que passou com a Lava Jato.
Restou a Lulla assistir a tudo de sua cela.
À ruína do partido que outrora orgulhoso e arrogante, viu-se obrigado a mendigar apoio de antigos desafetos.
Contava com Ciro Gomes, que voou para Europa e só voltou às vésperas para votar em Haddad (e olhe lá?!).
Reclamaram do não apoio de partidos em nome de uma Frente Democrática. Curiosamente, os mesmos partidos que Lulla sempre pisou quando podia.
Se humilharam pelo apoio de FHC, a quem sempre acusaram de ter "quebrado o país duas vezes". FHC esboçou apoio em Haddad, mas condicionou o apoio à auto crítica petista pelos erros que levaram no Mensalão e Petrolão, além de um pedido de desculpas. Era querer demais dessa gente né FH?
Procurou o PSDB, aquele mesmo que sempre criticaram, aliado do DEM, que Lulla pediu sua extirpação da política. Reclamaram que o apoio não veio por causa de João Dória, que pouco a pouco em apossa do partido como uma erva daninha.
Não teria o PT vergonha de ser apoiado pelo PSDB?
Talvez não, afinal não tiveram vergonha de ser apoiado por Renan, Jucá, Eunício,...
Recebeu o apoio gratuito de Marina Silva, que manifestou "apoio crítico", seja lá o que for isso, a mesma que 4 anos atrás a Super Gerente Dilma - com a anuência dos petistas - acusava que, se eleita, tiraria a comida da mesa do trabalhador. Mas Marina desidratada não pode ajudar muito.
Até Joaquim Barbosa recebeu elogios petistas ao manifestar voto em Haddad. O mesmo Joaquim Barbosa que petistas atacaram em ocasião do Mensalão, que condenou o Guerreiro do Povo Brasileiro e tantos outros, que quase saiu candidato contra Haddad. Esse mesmo odiado por petistas, recebeu deles um "muito obrigado", quase envergonhado por tudo o que fizeram com ele.
Se Sérgio Moro quisesse cair nas graças dos petistas, era só declarar seu voto ao Haddad que tudo seria esquecido
E dessa forma assistimos ao fim de uma Era, a Era Petista.
Personificada na figura de Lulla, que mesmo que venha a ser solto não terá mais o poder, nem a idade, para empreender o seu projeto de poder pessoal.
Quem sabe ele não tenha um rasgo de humildade e passe o bastão para alguma outra liderança ainda não manchada pela Lava Jato?
Talvez até de outro partido, porque no PT eu não vejo quem.
domingo, 28 de outubro de 2018
E Bolsonaro é o novo Presidente do Brasil.
Deu o esperado: Bolsonaro Presidente.
Desde que abriram as urnas do 1º turno, sua vitória virou questão de tempo, e a eleição em 2º turno, uma mera formalidade.
A ascensão do Capitão reformado, de Deputado Federal do Baixo Clero a Presidente, é digna de aplauso.
Com um partido nanico, 8s de tempo de TV (o mesmo tempo em que um peão para em um boi, ele pedia votos a Presidente), sem coligações, esfaqueado no meio das eleições, não aceitando participar de debates e fazendo campanha usando lives em sua casa, Bolsonaro se elegeu sem precisar fazer muita campanha.
Campanha mesmo, só no 2º turno, quando finalmente contratou marqueteiro e conferiu alguma organização estrutural em sua campanha que até então, era feita basicamente de maneira amadora por filhos e pessoas muito próximas.
Mas essa campanha profissional no 2º turno foi só para consolidar a vitória que, a bem da verdade, aconteceu no 1º turno. O 2º foi uma formalidade, apenas para cumprir tabela e atender à legislação.
Nem em seus maiores sonhos, Haddad imaginou tirar uma diferença de quase 18 milhões de votos.
Bolsonaro terá agora a difícil missão de trocar o estilingue pela vidraça.
Criticar Kit Gay, Cotas, Desarmamento, defender Regime Militar e falar do Champinha agora terão de ser substituídos por ações que levem saúde, estudo, comida, emprego, lazer, cultura e muito mais, aos lares Brasileiros.
E é aí que a porca torce o rabo.
Tem a desvantagem de, de fato nunca ter tido experiência e, na minha modesta opinião, nem capacidade, administrativa.
Não acho que irá implantar a Ditadura, não acho que seremos um Governo Militar nem acho que ele fará 10% das bravatas que anunciava na Luciana Gimenes e que o projetou nacionalmente. Acho, e um ACHO bem, grande, que será um mau Presidente, deixando de atender aos cidadãos em suas condições básicas.
Mas isso eu só posso especular, jamais afirmaria que estou certo.
Porém, Bolsonaro tem uma grande vantagem: a de ter chegado onde chegou sozinho, sem o apoio de partidos conhecidos pelo fisiologismo, como aconteceu com todos os que o antecederam.
E isso é uma bela vantagem, pois desde a redemocratização, quem quis se eleger teve que vender sua alma ao Diabo. O Capitão fala em negociar com as bancadas e não com os partidos, o que pode desarticular partidos conhecidos pelo toma lá dá cá como o PMDB e o centrão.
Prefiro ser otimista e acreditar que, mesmo em um eventual mau governo, ao menos essa estrutura viciada de nossa política comece a mudar.
E torço, torço muito para estar errado e Bolsonaro fazer um bom Governo.
Seria ruim para o país ele ser uma mau Presidente, e péssimo para um tanto de gente que deveria desculpas a muitos de nós.
Boa sorte Capitão.
Desde que abriram as urnas do 1º turno, sua vitória virou questão de tempo, e a eleição em 2º turno, uma mera formalidade.
A ascensão do Capitão reformado, de Deputado Federal do Baixo Clero a Presidente, é digna de aplauso.
Com um partido nanico, 8s de tempo de TV (o mesmo tempo em que um peão para em um boi, ele pedia votos a Presidente), sem coligações, esfaqueado no meio das eleições, não aceitando participar de debates e fazendo campanha usando lives em sua casa, Bolsonaro se elegeu sem precisar fazer muita campanha.
Campanha mesmo, só no 2º turno, quando finalmente contratou marqueteiro e conferiu alguma organização estrutural em sua campanha que até então, era feita basicamente de maneira amadora por filhos e pessoas muito próximas.
Mas essa campanha profissional no 2º turno foi só para consolidar a vitória que, a bem da verdade, aconteceu no 1º turno. O 2º foi uma formalidade, apenas para cumprir tabela e atender à legislação.
Nem em seus maiores sonhos, Haddad imaginou tirar uma diferença de quase 18 milhões de votos.
Bolsonaro terá agora a difícil missão de trocar o estilingue pela vidraça.
Criticar Kit Gay, Cotas, Desarmamento, defender Regime Militar e falar do Champinha agora terão de ser substituídos por ações que levem saúde, estudo, comida, emprego, lazer, cultura e muito mais, aos lares Brasileiros.
E é aí que a porca torce o rabo.
Tem a desvantagem de, de fato nunca ter tido experiência e, na minha modesta opinião, nem capacidade, administrativa.
Não acho que irá implantar a Ditadura, não acho que seremos um Governo Militar nem acho que ele fará 10% das bravatas que anunciava na Luciana Gimenes e que o projetou nacionalmente. Acho, e um ACHO bem, grande, que será um mau Presidente, deixando de atender aos cidadãos em suas condições básicas.
Mas isso eu só posso especular, jamais afirmaria que estou certo.
Porém, Bolsonaro tem uma grande vantagem: a de ter chegado onde chegou sozinho, sem o apoio de partidos conhecidos pelo fisiologismo, como aconteceu com todos os que o antecederam.
E isso é uma bela vantagem, pois desde a redemocratização, quem quis se eleger teve que vender sua alma ao Diabo. O Capitão fala em negociar com as bancadas e não com os partidos, o que pode desarticular partidos conhecidos pelo toma lá dá cá como o PMDB e o centrão.
Prefiro ser otimista e acreditar que, mesmo em um eventual mau governo, ao menos essa estrutura viciada de nossa política comece a mudar.
E torço, torço muito para estar errado e Bolsonaro fazer um bom Governo.
Seria ruim para o país ele ser uma mau Presidente, e péssimo para um tanto de gente que deveria desculpas a muitos de nós.
Boa sorte Capitão.
SP adora PSDB. Agora SP à Dória PSDB.
Empresário, apresentador de talk show, Prefeito e agora... Governador.
Para quem se diz gestor e não político (como se ser político fosse demérito) João Dória revelou-se um político dos mais tradicionais.
Senão vejamos...
1. Fez mais marketing que gestão na cidade de SP
2. Tentou empreender uma campanha presidencial passando a perna em seu padrinho político, Geraldo Alckmin
3. Não conseguindo, renunciou à Prefeitura de SP 1 anos e 3 meses após sua posso para tentar voo mais alto e Governar o Estado
4. Na hora que viu a candidatura do padrinho naufragando, declarou que votaria nele apenas em solidariedade, já pensando em colar sua imagem a de Bolsonaro, que surfava na crista da onda dos votos no Estado
5. Passou a campanha toda apegado ao tripé: crítica ao PT, Apoio a Bolsonaro, e injeção de dinheiro, que nunca faltara em suas campanhas.
E assim, elegeu-se Governador mantendo a hegemonia tucana no estado que ao final de seu governo, terá completado quase 3 décadas de poder.
Desejo que nos próximos anos, à frente do Glorioso Estado de SP, Dória faça menos marketing e mais ações. Que pare de desprezar o que é público e a classe política e repense sua política privatista e de estado mínimo.
Quanto aos eleitores de Márcio França, aqueles que assim como eu quiseram o fim de uma Era, resta o consolo de saber que talvez o PSDB paulista vá seguir o caminho que seguiu o PT em nível nacional: Eleições fáceis, depois eleições mais difíceis, em seguida eleições disputadas palmo a palmo e, enfio, uma derrota fragorosa.
Pena que teremos que esperar mais 4 anos.
Isso se eu estiver certo.
Para quem se diz gestor e não político (como se ser político fosse demérito) João Dória revelou-se um político dos mais tradicionais.
Senão vejamos...
1. Fez mais marketing que gestão na cidade de SP
2. Tentou empreender uma campanha presidencial passando a perna em seu padrinho político, Geraldo Alckmin
3. Não conseguindo, renunciou à Prefeitura de SP 1 anos e 3 meses após sua posso para tentar voo mais alto e Governar o Estado
4. Na hora que viu a candidatura do padrinho naufragando, declarou que votaria nele apenas em solidariedade, já pensando em colar sua imagem a de Bolsonaro, que surfava na crista da onda dos votos no Estado
5. Passou a campanha toda apegado ao tripé: crítica ao PT, Apoio a Bolsonaro, e injeção de dinheiro, que nunca faltara em suas campanhas.
E assim, elegeu-se Governador mantendo a hegemonia tucana no estado que ao final de seu governo, terá completado quase 3 décadas de poder.
Desejo que nos próximos anos, à frente do Glorioso Estado de SP, Dória faça menos marketing e mais ações. Que pare de desprezar o que é público e a classe política e repense sua política privatista e de estado mínimo.
Quanto aos eleitores de Márcio França, aqueles que assim como eu quiseram o fim de uma Era, resta o consolo de saber que talvez o PSDB paulista vá seguir o caminho que seguiu o PT em nível nacional: Eleições fáceis, depois eleições mais difíceis, em seguida eleições disputadas palmo a palmo e, enfio, uma derrota fragorosa.
Pena que teremos que esperar mais 4 anos.
Isso se eu estiver certo.
Eleição disputada.
Em 1989, eleições presidenciais, o voto era em cédulas.
No 1º turno, Collor disparou na frente. O duelo era para ver quem iria contra ele no 2º turno (que estreava no Brasil naquela eleição).
Lulla e Brizola disputavam voto a voto essa 2ª vaga.
Cada novo boletim na TV apontava um na frente do outro.
No final, Lulla prevaleceu; Brizola não o apoiou no 2º turno e o resto a gente já sabe.
Em 1998, eleições para Governador, o voto ainda era em cédulas na maioria das cidades.
No 1º turno, Maluf diparou na frente.
O duelo para ver quem venceria as eleições, pois que disputasse contra ele o 2º turno venceria, tamanha sua rejeição.
Mário Covas e Marta Suplicy protagonizaram um embate eletrizante.
Covas saiu na frente, Marta virou e na reta final, nova virada. Covas passou para o 2º turno e venceu aquelas eleições.
Em 2018, com voto eletrônico (mais sem graça para esse tipo de disputa) a emoção será a disputa voto a voto entre Dória e França.
Quem vencer, a diferença será pequena.
Chutaria de 2% a 3% no máximo.
Com uma margem de erro de 10 pontos para mais ou para menos, pois o DataOrandes não gosta de errar.
No 1º turno, Collor disparou na frente. O duelo era para ver quem iria contra ele no 2º turno (que estreava no Brasil naquela eleição).
Lulla e Brizola disputavam voto a voto essa 2ª vaga.
Cada novo boletim na TV apontava um na frente do outro.
No final, Lulla prevaleceu; Brizola não o apoiou no 2º turno e o resto a gente já sabe.
Em 1998, eleições para Governador, o voto ainda era em cédulas na maioria das cidades.
No 1º turno, Maluf diparou na frente.
O duelo para ver quem venceria as eleições, pois que disputasse contra ele o 2º turno venceria, tamanha sua rejeição.
Mário Covas e Marta Suplicy protagonizaram um embate eletrizante.
Covas saiu na frente, Marta virou e na reta final, nova virada. Covas passou para o 2º turno e venceu aquelas eleições.
Em 2018, com voto eletrônico (mais sem graça para esse tipo de disputa) a emoção será a disputa voto a voto entre Dória e França.
Quem vencer, a diferença será pequena.
Chutaria de 2% a 3% no máximo.
Com uma margem de erro de 10 pontos para mais ou para menos, pois o DataOrandes não gosta de errar.
Votei.
Em minha 7ª eleição presidencial como eleitor, votei neste 2º Turno pela 3ª vez seguida do mesmo jeito.
Curioso é que apareceu o mesmo nome na tela nas 3 vezes.
Em minha 7ª eleição para governador como eleitor, votei em um número que nunca tinha votado antes para Governador; porque para Presidente, eu votei nesse número no 1º turno da eleição passada.
Na 1ª eleição foi em 1994, votei no Mário Covas.
Mas o voto é secreto, não vou nem dar dicas para vocês sobre como foram meus votos.
Boa eleição a todos e a todas.
Curioso é que apareceu o mesmo nome na tela nas 3 vezes.
Em minha 7ª eleição para governador como eleitor, votei em um número que nunca tinha votado antes para Governador; porque para Presidente, eu votei nesse número no 1º turno da eleição passada.
Na 1ª eleição foi em 1994, votei no Mário Covas.
Mas o voto é secreto, não vou nem dar dicas para vocês sobre como foram meus votos.
Boa eleição a todos e a todas.
Eu??? jornalista??? [Há 10 anos]
Já antecipei esse texto em postagens anteriores.
Sobre um jornal de Sorocaba que, em matéria sobre o possível mascote para a Copa no Brasil de 2014, usou meu Blog como fonte e referência.
Até aí normal, a curiosidade fica por eu ter sido chamado de "jornalista", coisa que nunca fui.
O texto foi esse, pena que o endereço do site não esteja mais disponível, o que poderá me fazer passar por mentiroso.
Eu??? jornalista???
Sobre um jornal de Sorocaba que, em matéria sobre o possível mascote para a Copa no Brasil de 2014, usou meu Blog como fonte e referência.
Até aí normal, a curiosidade fica por eu ter sido chamado de "jornalista", coisa que nunca fui.
O texto foi esse, pena que o endereço do site não esteja mais disponível, o que poderá me fazer passar por mentiroso.
Eu??? jornalista???
Estava eu procurando os
resultados da eleição de 2000 para passar o site ao meu amigo Carlos
Franco, quando me deparo com um site de Sorocaba que citava este humilde
blogueiro.
O site, mostrava uma matéria (sem
assinatura) sobre a polêmica envolvendo a escolha do Saci como mascote
para a Copa de 2014. A campanha pelo saci apareceu na mídia e logo
ganhou adeptos e contrários, cada um com seus argumentos.
Na época, este blogueiro deu sua
opinião e para a minha surpresa, a matéria do site citava justamente meu
texto do blog e mais, dizendo que o Jornalista Juca Kfouri era contra, o
Jornalista e Sociólogo Mouzar Benedito era favorável e que o Jornalista
(sic) Orandes Rocha não tinha opinião formada sobre o assunto etc...
Eu??? Jornalista???
Onde já se viu uma coisa dessas? sou professor (aliás, é a única coisa que sei fazer na vida).
Está lá, meu nome estampado ao lado do Juquinha e desse outro que me revelo ignorante em não conhecê-lo.
E mais: a matéria do site deu mais
destaque a mim que aos outros dois, quanta honra para um sujeito que há
pouco mais de 1 ano abriu um blog onde escreve sobre os mais diversos
temas só para ter espaço para emitir sua opinião.
Muito provavelmente o responsável
pelo site deve ter lido minha matéria no blog e pela qualidade dos meus
textos, (preciso procurar "modéstia" no dicionário) deve ter achado que
se tratava de algum jornalista ainda sem expressão nacional.
Pois bem, preciso visitar
Sorocaba, pode ser que esteja famoso por lá e não saiba. Pode ser que
minha carreira jornalística esteja começando e eu não saiba. Seja como
for blogonautas, peço que não me desmintam, por favor!
Ah, e para quem está duvidando,
segue abaixo o link do site, afinal este blogueiro mata a cobra e mostra
a cobra; pois mostrar o pau não prova que você realmente a matou,
concorda?
sábado, 27 de outubro de 2018
O país conhece a nossa rotina eleitoral.
Pessoas inconvenientes se achando no direito de palpitar sempre que alguém critica seu candidato.
Outros que nunca deixaram sequer um "Feliz aniversário" no seu Feicebuqui, comentando suas postagens diariamente.
Eleitores cegos se achando Donos da razão.
Votar em um só para não ver o outro vencer.
Famílias, amigos e vizinhos brigados por causa de eleição.
Não respeitar quem vota diferente.
Analistas políticos surgindo aos montes.
Ofensas.
Agressões.
Intransigência.
Provocações.
Ignorância.
E assim o País todo agora sabe como são as eleições municipais em Ipuã.
Há muito tempo!
Boa eleição a todos e a todas.
Outros que nunca deixaram sequer um "Feliz aniversário" no seu Feicebuqui, comentando suas postagens diariamente.
Eleitores cegos se achando Donos da razão.
Votar em um só para não ver o outro vencer.
Famílias, amigos e vizinhos brigados por causa de eleição.
Não respeitar quem vota diferente.
Analistas políticos surgindo aos montes.
Ofensas.
Agressões.
Intransigência.
Provocações.
Ignorância.
E assim o País todo agora sabe como são as eleições municipais em Ipuã.
Há muito tempo!
Boa eleição a todos e a todas.
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