sexta-feira, 11 de maio de 2012

Para matar a saudade.

Não sei se foi a falta de assunto.
Ou se foi a nostalgia.
Talvez, a proximidade da edição 2012 da Feira do Livro de Ribeirão Preto.
Mas me bateu uma vontade doida de publicar esse vídeo novamente. Toquinho e MPB4 , em Ribeirão Preto, 2009.
Novamente porque já o fiz, na época, no blog antigo (que vale a pena ler como registro histórico: www.orandesrocha.zip.net).
Aos novos leitores e antigos também, aos que já assisiram ao vídeo, filmado e editado pelo blogueiro, e aos que ainda não o assistiram, enjoy it.



Um show inesquecível por orandes no Videolog.tv.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

NOTA.

O Hospital Sítio Boa Sorte, em atenção às enormes procuras por notícias sobre o estado de saúde do Sr. Orandes Rocha, perdoe, Ms Orandes Rocha, meia atacante do "Escravos da Alegria F.C", vem a público divulgar:

01. O atleta sofreu uma fratura na costela e ficará fora dos gramados por 5 semanas.
O incidente ocorreu em um treino, sábado último, no Estádio Orandes Carlos da Rocha e o estado de saúde está estável.
02. Orandes já encontra-se em repouso e, infelizmente, liberado para trabalhar como professor.
O repouso acontece em casa, onde ele está sob os cuidados de 3 enfermeiras. Não se sabe de onde são, mas ouviu-se Orandes telefonando para Uberaba pouco tempo antes das "distintas" senhoritas chegarem.
03. Orandes segue sendo o maior artilheiro da história do Estádio Orandão, com 234 gols anotados desde a sua fundação.
04. Veja a repercussão do caso na imprensa:
- Revista Veja: Governo é acusado por contusão de atleta.
- Folha de SP: CPI da Costela pode acusar Aécio Neves como responsável.
- Diário Popular: Revelação do Paulistão tem 4 costelas quebradas, fratura exposta no fêmur e traumatismo craniano. Suspeito foge em carro roubado, depois de estuprar a dona do veículo.
- Brasil Urgente (Datena): É uma barbaridade, Comandante Hamilton, corta pra mim.
- Jornal da Noite (Bóris Casoy): Isso é uma vergonha.
05. Confira a repercussão entre personalidades e atletas:
- Nunca antes na história desse país, uma costela se quebrou tão fácil. (Lulla).
- Não atrapalha o Corinthians, ele é atacante e eu não gosto de atacante por causa da atacantibilidade. (Tite).
- Agora tenho chance de ser titular em 2014. (Neymar).
- Foi meu melhor jogador na categoria de base (Pep Giardiola).
06. O Presidente do Clube, Sr. Paquinha, já procura substituto à altura.
O Problema é que um tal de Lionel ainda tem contrato com um clube da Europa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

"Cachorrofobia"

Já tô até vendo.
Corro o risco de ser execrado pela opinião pública, de ser processado pelas associações em defesa deles, de ser amaldiçoado por aqueles que os estimam, posso até perder algum dos meus 9 fiéis leitores deste Blog.
Mas na real, a celeuma em torno do policial, flagrado em fotografia, jogando spray de pimenta num cachorro durante operação na Rocinha é, para mim, um tanto quanto exagerada.
Não estou defendendo a atitude do PM, errou em usar, aparentemente sem motivo, um de seus equipamentos em um animal, mas daí prender o rapaz por 1 ano, isso sim é exagero.
Nem se fosse no rosto de um morador, a foto não daria tanta polêmica.
Claro que sei que o cachorro tinha dono e que seu dono sofreu com a atitude etc... mas também acho que quem tem cachorro deve deixá-lo trancado dentro de casa e não na rua, onde está sujeito a atropelamento, briga com outros cães e, agora, spray de pimenta.
Por que ninguém faz campanha para os donos de animais não deixar eles nas ruas, muitos até atacando pessoas?
Tenho um amigo que para ir na casa da namorada, levava com ele um choque taser para espantar cachorros. Pois havia entre ele e a garota, uma meia dúzia de cães, com dono, soltos na rua prontos para avançar.
Aí a gente eletrocuta um cachorro para não ser mordido, e pode acabar preso, é mole?
Sei que sofro de uma certa "cachorrobia" (ou será "dogfobia"?), já fui atacado inclusive, mas não é com isso que busco embasamento para meu raciocínio.
Meu raciocínio se embasa no ódio mesmo. Eu odeio cachorro.
E fico feliz em saber que eles também me odeiam.
Se você estiver junto comigo quando um cachorro ameaçar atacar, fique tranquilo, ele me atacará e não a você.
Já me disseram que eles sentem quem tem medo, ou quem não gosta deles. Se for verdade, estou perdido.
Preciso comprar um spray.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Notas nada a ver, numa segunda feira custosa.

Bloguerio avariado.
A boa e velha garganta deu sinais que alergia é para sempre.
Dor nas costelas em razão de uma dividida com o goleiro no futebol sábado.
Como sou hipocondríaco:
 - Vou me automedicar para ver se sara essa garganta.
- Suspeito de traumatismo nas costelas e prevejo um afastamento temporário das atividades futebolísticas aos sábados, no Orandão.
Nada que prejudique a minha artilharia no Estádio, que segundo minhas somas, já são 123, os gols anotados em partidas oficiais.
A 1ª segunda feira de maio começou "bem".

Passou batido.
Tanta coisa acontecendo na vida do Blogueiro, que ele acaba deixando de falar sobre o triste passamento do cantos Tinoco.
Era o último grande baluarte da música sertaneja raiz (a verdadeira música sertaneja).
Morreu pobre, mesmo tendo conhecido a fama, numa época em que fama não era sinônimo de riqueza excessiva. Rifou seu carro usado para pagar o tratamento da esposa, tempos atrás.
Artistas como ele, quando ganhavam muito, era pra comprar sua casa própria e, quiçá, um sitiozinho para passar sua velhice em paz.
Ao lado do irmão, Tonico, gravaram centenas de músicas e foram de enorme sucesso dos anos 50 em diante.
Mum universo musical cheio de produtos das gravadoras, como Luans Santanas e Cristianos Araújos, cheio de dancinhas idiotas divulgadas pela internet e letras sem letra (bará barê), o blogueiro lamenta a morte quase no ostracismo de um dos maiores nomes da nossa música sertaneja.

Peixe com a mão na taça.
Mesmo com toda a torcida contra deste que vos escreve, o Peixe colocou a mão na taça.
O Guarani de Campinas, a exemplo de seu eterno rival, Ponte Preta, está fadado a ser sempre vice.
Exceto no Brasileirão de 78, quando sagrou-se campeão e no Brasileirão de 86, quando foi garfado pelo juiz que beneficiou os Bambinos do Jd. Leonor, o bugre sempre pipocou na hora H.
Melhor pro Santos, que voltará a ser tri depois de 50 anos, e será com uma goleada de 4 ou 5 x 0.

domingo, 6 de maio de 2012

Nos palanques da vida.

Sou ansioso por natureza.
Sobretudo com o que me é novo, com experiências novas, inéditas.
Por isso, nessa semana de ansiedade "a 1000", não dá pra não lembrar da minha posse como Vereador, no já distante 01/01/2001.
Era ano novo, eu havia comemorado até altas horas a virada do ano e a aurora da nova administração que, eu ainda acreditava, seria de novos tempos.
Não foi, mas isso não vem ao caso agora.
Depois de passar a noite festejando com amigos e amigas, dormi, ou melhor, cochilei e levantei cedo pra ir pra posse.
Vesti meu terno, recém comprado para aquela ocasião, ensaiei um discurso breve (que felizmente não fiz) e fui com família e amigos para a posse.
Um a um, todos os vereadores eleitos foram sendo chamados ao plenário montado no Ginásio de Esportes, bem como as autoridades presentes.
O curioso é que de tão nervoso, eu não conseguia parar de sorrir.
Mais curioso ainda é, que quando acaba, você não se lembra de quase nada o que aconteceu.

sábado, 5 de maio de 2012

Ainda o Mestrado.

Para a alegria e orgulho da família:



Para alegria, orgulho do sobrinho, e a oportunidade de tirar um sarro na cara do Tio, em plena entrada da cidade.


Com o lápis na mão.

Não foi uma tarefa fácil.
Um curso de mestrado por si só já é uma tarefa complicada: dedicação, comprometimento, paciência, tempo,... O problema era o tempo.
Durante dois semestres inteiros, viajei a São Paulo duas vezes por semana.
Eram horas intermináveis dentro de ônibus. Aliás, não apenas ônibus mas carro, metrô, circular e algumas vezes, táxi.
Só não usei avião.
Dois anos complicados pra mim, onde cada coisa na minha vida teve de dividir espaço com a preocupação do mestrado. A convergência dos meus esforços e pensamento era para o Mestrado.
Mas pra que serve um mestrado?
Das milhares de respostas possíveis, escolho uma que apenas a pouco tempo consegui formular: Serviu para me fazer melhor.
Não melhor que os outros, pois o título por si só não tem esse poder, mas o mestrado me ajudou a ser melhor que a mim mesmo, a conhecer minhas possibilidades, minhas habilidades e é claro, meus limites.
Graças a esses 2 anos de trabalho árduo, me tornei uma pessoa melhor, um professor melhor, um aluno melhor. Não apenas pelas aulas, mas por tudo que o curso envolveu.
Nunca me imaginei conhecendo São Paulo. Ao menos em parte. Ao longo desses anos, comecei a saber de cor itinerários de ônibus, ruas, locais,...cheguei até a ensinar moradores "perdidos".
Não achava que numa cidade tão fria e impessoal, pudesse estabelecer relações de amizade que depois dos 30 não se espera que possa construir.
Não imaginava o quanto poderia aprender sobre educação em apenas 2 anos.
Não achava que um caipira, saído de uma cidadezinha no interior do Estado, pudesse se tornar um caipira pesquisador em educação.
Foram 2 anos que, no início, pareciam 2 séculos, e agora, ao chegar ao fim, olho pra trás e não são mais que duas semanas.
Ontem, ao deixar o prédio da PUC/SP, após cumpridos os últimos trâmites burocráticos, fui descendo as rampas e lembrando os locais onde percorri, as pessoas com as quais convivi, fatos banais ocorridos, fatos relevantes, memórias...
Saí de lá com uma estranha certeza, a de que essa história não terminou ontem e que muito mais ainda está por vir.
Afinal, mestre Fernando Pessoa já dizia:

"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
a certeza de que é preciso continuar,
a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…
Portanto, devemos: fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro…"

Ponto final.

04/05/2012.
Acabo de chegar de São Paulo, onde terminei a maior "encrenca" da minha vida de estudante.
Defendi minha Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo pela PUC/SP.
Foi a última etapa de um trabalho que durava 2 anos.
E que agora acabou, me deixando com uma estranha sensação de vazio, como se esses últimos 2 anos tivessem durato o tempo de duas semanas.
Amanhã escrevo alguma coisa na série "Com o giz na mão".

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Afinal, pra que serve o frio?

Já começo respondendo: Pra nada.
Nada mesmo.
O frio começou, para desespero do Blogueiro.
Mas ainda não estamos no inverno, estamos naquele período desagradável em que calor e frio alternam-se ao longo do dia fazendo a gente vestir e tirar o agasalho dezenas de vezes.
No sol: calor. Na sombra: frio.
Pior que isso, só aquela temperatura, que consegue, com perfeição, nos fazer sentir calor usando o moletom, e frio, quanto estamos sem ele.
E ainda ouço pessoas que dizem gostar do frio.
Geralmente os argumentos usados são: é bom pra dormir, é bom pra namorar, oportunidade de comer certas comidas que no calor são inviáveis, as pessoas se vestem melhor,...
Vamos por partes, como diria, lá na Inglaterra Vitoriana, meu amigo Jack:
01. Como pode ser bom dormir soterrado por cobertores e edredons?
Ainda que fosse bom dormir assim, não se esqueçam de um detalhe: acordar não.
Experimente acordar antes das 06:00 pra ir trabalhar, em pleno inverno, e depois me diga se é bom.
Dormir é bom no calor, quando a gente fica todo esparramado na cama, livre das amarras dos pesados cobertores cobertos por ácaros.
02. Como pode ser bom namorar separado da pessoa amada por grossos tecidos?
O frio é torna os namorados impessoais.
Você não abraça a mulher amada, você abraça o moletom.
Durante o verão, deveria chamar sua namorada por Malwee e não pelo nome.
Garanto, no calor é bem melhor. Quando as divisas dos tecidos são eliminadas. E olha que nem vou entrar em detalhes mais íntimos do namoro, aí que o frio atrapalha mesmo.
Principalmente o homem, dada a sua anatomia protuberante.
03. Dizer que existem comidas que só podem ser degustadas no inverno é um absurdo.
No RJ come-se feijoada todo sábado. Mesmo no verão, quando o sol agita as coisas por lá.
E nem vou falar dos quilos a mais que ganhamos no inverno, pois achando que não comeremos tais alimentos no verão, aproveitamos ao máximo e não queimamos, pois o sedentarismo aumenta com o frio.
04. E as vestimentas?
Certamente algum especialista em moda explicaria que o inverno abre possibilidades para tendências etc etc etc...
Só vou dizer uma coisa caro leitor: Prefere ver uma guria de jaqueta e calça ou blusinha e shortinho?

Segue abaixo um breve resumo da previsão do tempo para os próximos meses.
Felizmente não faz mais frio como antigamente.
Vem essa onda de frio agora, depois ficará esse tempo chato (calor e frio alternando) boa parte de Maio e começo de Junho.
Final de Junho e começo de Julho, volta o frio mesmo pra valer
Em Agosto, com o clima mais quente, ainda teremos mais uma onda de frio.
Depois só no ano que vem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Feliz Dia do Trabalho.

Se você é um trabalhador Brasileiro, Feliz Dia do Trabalho para você.
Trabalhador que o IBGE chama de "Ocupados" e de "Desocupados".
Desocupados???
Eu explico...
Ocupados, são aquelas pessoas que possuem um emprego. Enquanto desocupados, são as pessoas que não têm trabalho no momento, porém estão dispostas a trabalhar e buscaram trabalho no último ano (fichas em empresas, envio de currículos, busca em jornais...).
Se você não trabalha e também não está procurando emprego, você não é nem ocupado, nem desocupado. É um vagal, como dizia no meu tempo.
Na Física, Trabalho é a medida da energia transferida pela aplicação de uma força ao longo de um deslocamento.
No dicionário, Trabalho é o exercícios material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa.
Assim sendo, quando escreve, o Blogueiro está trabalhando, ainda que nem todos pensem dessa forma. Trabalho escolar também se encaixa nesse exemplo.
No capitalismo, Trabalho é o esforço que se faz para acumular capital. Por isso chamam os índios de preguiçosos, pois o índio visa a autossubsistência e não a acumulação. Produz apenas para sobreviver, e não para sobrar, vender, lucrar.
Nessa linha, trabalho voluntário não deveria ser chamado de trabalho.
Marx diferenciava Burguês, de Proletário, como sendo o primeiro, o dono dos meios de produção; enquanto o segundo, aquele que vendia a sua força de trabalho.
Segundo Marx, havia também o Lumpemproletariado, uma divisão abaixo da linha do proletariado, formada por pessoas desprovidas de consciência crítica, muitos deles, pessoas que não procuravam emprego. Uma forma educada de chamá-los de... vagal.
Trabalho também é sinônimo de "encrenca".
A mãe vira e fala sobre a filha: "Essa menina me dá um trabalho".
Chega de falar de trabalho, não quero estragar essa preguiçosa terça feira de ociosidade.