sexta-feira, 31 de março de 2017

Mais um capítulo do Lar São Vicente de Paulo.

Publicado no Portal Ipuã (disponível aqui), a notícia da condenação em 1ª instância dos administradores do já fechado Lar São Vicente de Paulo é mais um capítulo (não o último), da celeuma envolvendo aquela instituição.

Evidentemente por não conhecer os detalhes jurídicos da ação, me abstenho de qualquer comentário sobre legalidade ou mérito da condenação proferida, tampouco da possível culpa dos réus.

Comento apenas que tal questão foi muito mais o palco de uma disputa velada de poder que necessariamente a preocupação com a manutenção de uma entidade que durante duas décadas serviu ao povo ipuanense.

Uma disputa que se polarizou na figura de dois grupos: os antigos administradores e os interventores.

Os antigos administradores, não cogitavam a hipótese de deixar a administração da entidade; uma espécie de questão de honra, ainda que, ao que parece, tocaram com problemas de natureza financeira e estrutural.

E os interventores, que assumiram após a constatação de que o local era mal gerido e que uma nova - e temporária - administração se fazia necessária para sanar os problemas que levaram à intervenção.

Os antigos administradores, alijados do poder, manusearam o estatuto da Associação mantenedora para assim excluir o Lar do recebimento de recursos públicos municipais.

Os interventores trataram então de alardear o golpe junto a opinião pública, à época sensibilizada com a situação e ainda, e ao mesmo tempo se eximir (antevendo o que aconteceria) da culpa pelo fechamento da entidade; além de aproveitar para tirar algum proveito eleitoral, com a divulgação demagógica de que havia esperança da Prefeitura Municipal assumir a administração do Lar impedindo seu fechamento.

Nesse meio tempo, uma caça às bruxas apontando culpados, acusações, troca de gentilezas nas redes sociais entre as partes e acirramento dos ânimos sobre uma questão que deveria ter sido resolvida com diplomacia e não com ódio.

Resultado da questão: Fechamento definitivo do Lar a banalização da nossa parte com o ocorrido.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A melhor pescaria do aniversário de Ipuã de todos os tempos.

Faustão diria (e leia com a voz dele): "Mais do que nunca, a melhor pescaria do aniversário de Ipuã de todos os tempos galera!!! Ô lôco meu!".

Confira as fotos e um vídeo curto e dê sua opinião se foi ou não a de maior sucesso de público e crítica:






Talvez porque tenha sido a primeira e novidade sempre é bem vinda.

Mas a Pescaria de 2006 é fato histórico incontestável, ainda que à época muitos desfaziam do evento. Pelo menos nesse ponto os Quinzócritas foram menos incoerentes que de costume; pois se não participam do evento, pelo menos hoje em dia não o critica mais.

Mas a grande questão é tentar responder: porque o evento está definhando?

Outro evento municipal que - a exemplo do carnaval - precisa urgentemente se reinventar.

domingo, 26 de março de 2017

Os cidadãos têm motivos para comemorar o aniversário de sua cidade?

Aniversário é sempre uma data feliz.

Quando uma cidade completa mais um ano, seus cidadãos devem comemorar a data.

Ainda que por vezes a cidade não tenha muitos motivos para comemorar neste dia 26 de março, data de seu aniversário.

Infelizmente a cidade comemora seu aniversário enfrentando problemas como violência, desemprego e aumento de impostos.

E também ruas esburacadas que prejudicam o trânsito. O próprio Prefeito disse ao tomar posse (aqui) que a cidade estava "suja, feia e cheia de buracos". A população espera que não fique apenas na crítica, mas que soluções sejam apresentadas nestes primeiros 3 meses de Administração.

Tudo isso agravado pelo pouco investimento que a Administração Municipal tem promovido, fazendo o que pode, sempre responsabilizando o Governo Estadual (que não é do mesmo partido que o Prefeito) que achata os cofres municipais.

A população tem motivos para comemorar?

Sempre tem, a festa é do povo e o dia é de esquecer os problemas.

Sinceramente, adoraria que todos os moradores aproveitassem o dia curtindo alguma das inúmeras atrações preparadas para vocês (confira a programação aqui), que conta com apresentações artísticas, esportivas e culturais.

Espero que neste 26 de março o cidadão Portoalegrense possa sair às ruas e comemorar os 245 anos de sua cidade.

Parabéns Porto Alegre.

Parabéns Ipuã: 68 anos de luta e de glória.

Em via de regra, o povo brasileiro não usa o feriado para refletir sobre o que a data significa.

Geralmente feriado é dia de descanso, dia de não fazer nada, dia de viajar.

A reflexão sobre sua simbologia, seu porquê, e a razão de haver uma data em que, livres de fazer qualquer coisa rotineira, deveria ser um momento de refletir sobre a existência de tal dia é cada vez mais rara.

Por que comemorar o aniversário de uma cidade?

Pelo mesmo motivo que comemoramos o nosso, ora bolas!

É mais um ano que nossa cidade completa, dia de pensarmos em como Ipuã chegou até aqui, como aquele povoado na beira do córrego Santana se tornou a cidade que escolhemos para nós.

Dia também de pensar como chegamos até nossa cidade.

Você, morador Ipuanense, escolheu a cidade ou escolheram para você? O que o prende aqui? Já ficou longe? Do que sentiu ou sente saudade de Ipuã?

E você cidadão Ipuanense que mora fora, pensa em voltar? o que sente falta? qual sua lembrança mais viva da cidade?

Dia de não apenas refletirmos sobre "de onde viemos" mas também "para onde vamos": O que nos desgosta em Ipuã? O que mudou para pior? O que poderia mudar para melhorar? O que estamos fazendo para contribuir com nossa cidade?

E para finalizar este texto, mais uma provocação filosófica: Se você pudesse definir Ipuã em uma única palavra, qual palavra seria?

Parabéns Ipuã pelos 68 anos de luta e de glória.

Em tempo: Eu definiria Ipuã com a palavra "Alegria".

sexta-feira, 24 de março de 2017

Dá pra ser feliz de novo?

Março de 2017 e a sensação que tenho é que estou andando em círculos.

Há 7 anos atrás eu inventava de fazer uma Pós Graduação na cidade de São Paulo e, ao mesmo tempo, construía um campo de futebol no sítio.

Passados 7 anos, e muita águia debaixo da ponte do ribeirão, estou de novo cursando um Programa de Pós Graduação, desta vez em Uberaba/MG e, novamente, mexendo no campo de futebol, com a reforma completa do gramado.

No passado, um dos períodos mais felizes da minha vida.

Em todos os sentidos: pessoal, profissional, acadêmico e amoroso.

Será que dá pra repetir e viver coisas felizes novamente  em um novo lugar? como novas pessoas? novos momentos? contextos parecidos?

Boa sexta feira!

domingo, 19 de março de 2017

Reconhecendo firma no cartório.

Em um cartório, em Uberaba, precisei reconhecer firma de uma assinatura minha esta semana.

Tudo correu muito bem até a moça perceber que eu tenho "Júnior" em meu nome, porém assino apenas como "Orandes Rocha".

O diálogo foi mais ou menos assim.

- O Sr tem Júnior no nome.
- Sim!
- Vou ver se tem como reconhecer, pois o Sr não assinou o Júnior.
- É que por ter nome grande, eu encurtei a assinatura, ficando a forma como sou mais conhecido: Orandes Rocha.
- Mas o Sr concorda que assim podem pensar que é seu pai assinando?

Pensei em brincar com a moça, dizendo que meu saudoso pai não assinava mais nada há quase 30 anos, e pensei ainda em estender a brincadeira dizendo que em uma cidade com forte influência espírita talvez isso fosse um problema, mas em Ipuã e região nunca foi.

Apenas expliquei.

- Esta é a forma como eu assino há décadas: RG, CNH, cheques, documentos tudo isso chancelado por firma reconhecida em cartório na minha cidade.

Mas a moça não se deu por vencida:

- É que só pode abreviar os nomes do "meio" nunca o primeiro e o último.

Ainda que eu não estivesse abreviando nada, apenas não usando outras partes do nome (inclusive presentes no documento ora assinado) como assinatura por questões pessoais, expliquei:

- Assinatura é a forma como quero ser reconhecido em documentos oficiais. Será que o João Dóaria assina João Dória Jr? Mário Covas assinava Mário Covas Filho? Será que o Gusttavo Lima assina Nivaldo Lima?

E concluí:

- E se fosse rubrica? Você saberia se faltava o "Júnior" ou qualquer outra parte do nome?

Por fim ela cedeu.

Não sem antes pedir que, no verso do cartão de firma, eu escrevesse meu nome completo.

Coisa que eu não fazia há anos: escrever meu nome completo em letra cursiva. Porque escrevo há mais de 20 anos apenas em letra de forma.

Nem me atrevi a escrever em letra de forma, eu precisava daquela firma reconhecida.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ainda sobre a manifestação de terça feira.

Ao protestar contra a draconiana Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal, os professores e professoras de Ipuã somaram-se às outras milhões de pessoas país afora que ecoaram seu descontentamento para chegar aos ouvidos dos nossos governantes.

Vozes unidas em torno de um mesmo ideal mostra união dos Brasileiros, não importa se em cidades distantes ou mesmo se manifestações enormes como na Av Paulista, ou mais reduzida, como na nossa querida Ipuã.

O que vale é o registro de que, no dia 15 de março, professores e professoras de uma pequena cidade do interior do Estado de São Paulo uniram-se ao coro dos descontentes e cobraram de seu Governante direto, no caso o Prefeito, que leve aos seus contatos políticos (Deputados) o descontentamento da classe com as medidas propostas.

E é sobre isso que vou dedicar meia dúzia de palavras.

Ainda que veja com excelente olhos a ação dos colegas docentes, lamento o fato de que suas (e por que não dizer, nossas) reclamações com a Reforma da Previdência tal qual proposta, dificilmente serão ouvidas, ponderadas e atendidas pelo Deputado Federal representante do Prefeito.

Isso se as reclamações forem levadas até ele.

E mesmo que sejam levadas, vale lembrar que o Deputado em questão é o Sr Baleia Rossi, líder da Bancada do PMDB (o partido do Presidente) na Câmara Federal e amigo pessoal e afilhado de casamento do Presidente Michel Temer.

Ouso apostar um rim que o Exmo Deputado Baleia Rossi votará a Reforma da Previdência da maneira como o Presidente da República quiser que ela seja aprovada.

Isso é óbvio.

Mas como disse, fica registrada a importante atitude de dezenas de professores da cidade (cidade esta que conferiu ao Deputado 1.518 votos na última eleição) contrários à Reforma.

E que conforme for o resultado da votação da Reforma, convém anotarmos os nomes dos Deputados que apoiaram o Governo ilegítimo e golpista e fazermos justiça com os próprios dedos na urna eletrônica eleitoral.

quinta-feira, 16 de março de 2017

De volta aos bancos escolares.

Um provérbio Chinês diz que "Uma caminhada de 10 mil léguas começa sempre com um primeiro passo", pois bem, não sei exatamente se serão estas léguas todas a caminhada que começo semana que vem, mas o certo é que o 1º passo foi dado hoje, ao me matricular no Programa de Doutorado em Educação da Universidade de Uberaba (Uniube).

Único Programa de Doutorado em Educação no raio de 150Km de Ipuã, um Programa novo (é o seu 2º ano) porém bem conceituado pela CAPES; e o melhor de tudo, bem próximo de casa, coisa que depois dos 40 a gente começa a considerar na hora de escolher onde estudar.

Enfim, mais uma encrenca que arrumei para a minha cabeça. E pensar que há 10 anos atrás eu sequer pensava em fazer Mestrado, quem dirá Doutorado.

Mas já que fiz um, pensei "por que não ir um pouco mais longe e fazer Doutorado?". E foi assim que eu cheguei aqui.

Dos 40 anos de idade, 20 deles foram passados em bancos escolares, e ao término deste Doutorado, terão sido 24 anos como estudante, mais da metade da minha vida.

E por que fazer Doutorado?

Em primeiro lugar para aprofundar em um tema que eu milito há anos, antes mesmo do Mestrado, que é a Educação enquanto Política Pública, e o meio acadêmico com suas discussões, fóruns, palestras, encontros e leituras ainda é o melhor lugar para quem quer conhecer mais este tema.

Segundo lugar, até porque não sou hipócrita, as oportunidades financeiras que um diploma assim pode render, com melhor perspectiva salarial, publicações, possibilidade de concursos, etc.

E por fim, farei este Doutorado para ser melhor.

Melhor que quem?

Melhor que a mim mesmo, meu grande desafio na vida.

Postagem sobre manifestação bate recorde no Blog.

O dia de ontem nem bem anoitecia e a postagem sobre a manifestação dos Professores contra a reforma da Previdência e em favor da Educação Ipuanense já era a mais visualizada na história do Blog.

Superando o texto sobre o aniversário de Ipuã em 2017 e o texto especulando sobre a hipótese do então Vice Prefeito Municipal poder estragar a possibilidade de candidatura única que se vislumbrava em julho do ano passado.

Em 5 anos e meio deste Blog, nunca uma postagem alcançara tamanha visualização em tão pouco tempo.

O Blogueiro não se pauta por audiência, mas não esconde a felicidade do enorme número de visualizações que seus textos têm obtido nos últimos anos.

Um Blog que começou (somado o Blog antigo) há mais de 9 anos, que no começo achava modesto ver textos com algumas dezenas de visualizações e que se dava por satisfeito quando as postagens passaram para a casa das centenas de visualizações, hoje comemora que estas estejam na casa dos milhares.

Fica aqui meu muito obrigado!

 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Professores manifestam em Ipuã e dão aula de Democracia.

- Hoje a aula é do que professores?

- DEMOCRACIA!!!!

Com estas palavras de ordem, professores e professoras deram um exemplo na porta da Prefeitura agora de manhã.

Vestidos de preto, organizaram uma manifestação pacífica contra a Reforma da Previdência proposta pelo Governo golpista e ilegítimo do Presidente Michel Temer e também, em favor da Educação Ipuanense, que não vem tendo a devida atenção por parte do poder público Municipal.

Cobram, dentre outras coisas, o Plano de Carreira que eles ajudaram a elaborar e que ainda não foi sequer enviado à Câmara Municipal.

E tinha que ser a categoria dos professores para dar orgulho às pessoas que não aceitam as coisas como elas estão, seja no Plano Federal, Estadual ou Municipal.

Como eu, que sinceramente (e me perdoe os colegas professores)não esperava viver para ver uma manifestação contra uma Administração PMDBista em minha cidade.

Professores que tantas vezes são taxados injustamente de encrenqueiros, quando na verdade são engajados.

Que o exemplo deles, de reivindicar direitos e melhorias na categoria se espalhe para outras áreas da Administração, e que médicos, motoristas, merendeiras, garis e todas as demais categorias que se sentirem prejudicadas em seus direitos, saiam da letargia que se encontram e ganhem as ruas cobrando o Prefeito.

Já passou da hora!