domingo, 13 de março de 2016

Protesto à Ipuanense.

Em dia de protestos por todo país, um ipuanense (ainda anônimo) resolveu direcionar sua revolta à política caseira e encontrou uma maneira bem humorada de protestar contra um buraco enorme no meio fio no cruzamento da Rua Campos Sales com a Av Albino Leonetti, a 150m da Prefeitura Municipal.

Certamente a placa não dura até o final do dia, retirada por algum correligionário ofendido; e a "lagoa" até o final da semana, quando espera-se que após a divulgação e a repercussão do protesto, o Prefeito Nenê Barriga tome as devidas medidas para que seja reparado.





Nos palanques da vida.

Dói fazer algumas declarações abaixo, mas vamos lá...

Eu já votei em Orestes Quércia.

Filho de um Quercista (e acreditem, peemedebista) fanático, era natural que eu crescesse admirando o Governador que tocou obras em São Paulo a ponto de confiar-lhe meu primeiro voto para Presidente, aos 17 anos.

Mas aí a gente amadurece, pesquisa, começa a ser mais critico,...

E nunca mais votei nele.

Também já votei em Wagner Rossi.

Para Deputado em 1994.

O homem que falava e "assinava embaixo", que assisti a comícios na minha infância.

Mas aí vieram os escândalos no Porto de Santos, na Conab, do lobista Júlio Fróes, da licitação no Min da Agricultura e do uso do jatinho de empresa de agronegócios.

E eu que já não votava nele desde a vez citada, fiquei apenas com a vergonha de tê-lo feito um dia.

Eu já votei no Francisco Rossi.

Estava filiado ao PDT, partido pelo qual me candidataria a vereador em 2000 e naquela campanha de 1998, entrei de cabeça na chapa do partido, que tinha Rossi como candidato favorito ao Governo de SP.

Mas aí a gente analisa melhor depois do tempo passado e vê o engodo que era.

E nunca mais votei nele.

Eu já votei no Lulla.

Em 98 e 2002 (nesta eleição, nos 2 turnos). Estava descontente com o Governo Tucano, sua privataria e os casos de corrupção mal explicados, queria mudança.

Mas aí veio Mensalão, e mais recentemente isso tudo que a gente está vendo e então a gente reflete: ele fez o que eu nunca imaginei que ele faria.

E nunca mais votarei nele.

Mas eu já votei no Eduardo Suplicy.

Para Senador em 98, 2006 e 2014.

E mesmo achando ele meio anacrônico para a atual conjuntura, não me arrependo de ter votado.

Votaria nele quantas vezes pudesse.

Eu já votei na Marina Silva.

Para Presidente em 2010 e 2014.

E apesar de algumas divergências poucas que tenho quanto algumas posições dela, ainda é alguém em quem acredito.

E votaria de novo.

Também votei no Cristovam Buarque.

Para Presidente em 2006.

Em minha opinião, o melhor Ministro da Educação que pude acompanhar.

Caso um dia venha a ser candidato a Presidente de novo, confesso que ficarei dividido.

Eu nunca havia votado na Luiza Erundina.

Ela era a Prefeita que "afundou São Paulo".

Mas aí a gente cresce, analisa melhor, vê o quanto ela foi boicotada pela imprensa conservadora Paulistana e nacional.

Descobre o quanto seu Governo foi de dificuldades e ainda assim conseguiu importantes conquistas, porém governando para os mais pobres, o que nunca é bem visto pela elite.

Descobre que Paulo Freire foi seu Secretário de Educação. 

E então votei nela nesta eleição de 2014.

Que aos 80 anos não deve animar candidatar-se de novo.

Uma pena.

sábado, 12 de março de 2016

Com o lápiz na mão.

Nunca fui aluno atentado.

Talvez mal incompreendido.

Analisando as carraspanas que tomei de Diretores de escola, concluo que nem sempre estive errado.

A primeira visita a uma Diretoria ocorreu no ano de mil novecentos e não é da conta de ninguém, por motivo tolo.

Estavam reformando uma quadra na escola e a ordem era que nenhum aluno adentrasse a obra.

Cérebro de criança é complexo, o ouvido escuta "não pode entrar aí", mas o cérebro traduz como "vai, entra agora".

Eu e outros 3 colegas, incluído o filho do Diretor fomos convidados a conhecer as dependências de uma diretoria escolar.

A segunda, outra bobeira.

Uma paródia do Hino à Bandeira feita em voz baixa mas naquele instante trágico em que você vai falar e todo mundo se cala e então sua voz ecoa absoluta como a única a reverberar no recinto.

E o "Salve o lindo pendão da esperança" virou "Salve o lindo bundão da esperança".

Nada que corasse o rosto do Olavo Bilac, ou ofendesse sua memória, mas aos olhos (e ouvidos) da Direção, terminados os risos dos colegas, a paródia mereceu uma reprimenda.

A terceira vez que me lembro, foi na já citada história da máscara de carnaval, onde desenhei (com ajuda de colegas, pois eu era péssimo) um Jacaré de boca aberta, piscando um olho, para ficar com uma cara bem marota e uma placa no pescoço com os dizeres: "Em rio que tem piranha, jacaré usa camisinha".

Até hoje não sei se foi o duplo sentido da palavra "piranha", ou o uso da palavra "camisinha", mas fato é que além do novo pito, a informação de que minha máscara havia sido censurada.

Foi a primeira vez que ouvi a palavra censura, onde em casa meu pai trataria de me explicar o que significava.

E a 4ª vez do meu histórico de contravenções escolares, só foi acontecer no ensino médio (as demais citadas foram da 1ª à 5ª série), quando estudando em São Joaquim da Barra tinha o hábito de matar aulas, mas por uma boa razão.

Tinha pouco dinheiro e para economizar, pegava carona pra voltar pra casa.

Matar a última aula significava em melhores oportunidades e maior tempo para pegar carona.

Matávamos a aula em grupo, e certa feita fomos pegos em flagrante delito.

Não sei se por achar que se tratava formação de quadrilha, ou nossas explicações, quando indagados sobre o motivo do ato, respondendo que eram aulas de Educação Artística, a Diretora qualificou nosso crime com maior rigor, nos ameaçando de transferência compulsória o que só foi demovida da ideia após pedidos de clemência e promessa de nunca mais reincidir no delito.

Considero que estive certo em todas as vezes que fui repreendido. 

Na 1ª, entendo que sendo local público, a quadra em reforma deveria ser um espaço ocupado por nós.

Na 2ª, um pouco de humor para descontrair e marcar o Dia da Bandeira.

Na 3ª, eu estava sendo um precursor das campanhas contra DST/AIDS e Gravidez Adolescente.

E na 4ª, bem, na 4ª além de fazer por questões financeiras, eram aulas de Educação Artística.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Vídeo da Semana: Lionel Richie

Aproveitando a visita do Lionel Richie, segue o vídeo daquela que (para mim), ao lado de I Should Have Known Better, do Jim Diamond, é a balada romântica mais emblemática dos saudosos Anos 80.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Tião Carreiro e a Lava Jato.

A coisa tá feia
"Bezerrada de gravada
que se cuide e não se meta
Quem mamava no governo
agora secou a teta”.


Amargurado.
"Do que é feito daqueles beijos
que eu te dei?
Daquele amor cheio de ilusão
Que foi a razão do nosso querer?
Pra onde foram tantas promessas
que me fizestes?"


Palavra de honra.
"Hoje tudo tá mudado 
Pra ninguém isto é segredo
A moral de certos homens
Está servindo de brinquedo
Quando fala volta atrás 
Muda a verdade por medo".


A coisa tá feia.
"Colírio de dedo duro pimenta malagueta
Sopa de caco de vidro é banquete de cagueta".


 O Mineiro e o Italiano.
"Esse juiz é uma fera
caboclo sério e de tutano".

terça-feira, 8 de março de 2016

Mulheres... ah mulheres...

Na História do Brasil: Olga Benário.

Na História mundial: Madre Teresa.

Na luta pela igualdade: Rosa Parks.

Na TV: Fernanda Montenegro.

Na política: Marina Silva.

No esporte: Rainha Hortência.

Na música: Marisa Monte.

Na literatura: Clarice Lispector.

Musa: Anne Hathway e Liv Tyler.

No coração: Amore.

E claro, na minha vida: Maria Inês, afinal foi quem me trouxe a este mundo maluco, de tantas mulheres inesquecíveis.

sábado, 5 de março de 2016

Com o giz na mão.

Charles Darwin já dizia lá no séc XIX: "Não sobrevive a espécie mais forte, mas a que se adapta à mudança".

E talvez seja isso que eu esteja fazendo nessa altura da carreira, me adaptando. 

Até onde é precaução, prevenção ou minha hipocondria falando mais alto não sei, mas fato é que o pequeno aumento na sobrecarga de trabalho foi sentido pela minha voz.

Justo ela, minha principal (mas não a única) ferramenta de trabalho.

Ela que, outrora me dera um dos maiores sustos que já levei nestes 16 anos de giz na mão.

Lição aprendida, sempre que acende a luz amarela corro pra me cuidar.

E assim me adaptei, apesar da vergonha, do medo de estar sendo ridículo e de lutar contra a timidez (que ninguém acredita que tenho).

Realizei um antigo projeto: comprei uma aparelhagem de som para usar em sala de aula.

Tenho salas com 50 alunas e um alívio provocado pelo uso de caixa de som potencializando a altura da voz é sem dúvida será de grande ajuda para não forçar e voltar tudo de novo.

Custo elevado, escolha do material difícil (algo que seja pequeno e potente), logística complicada (transporte e montagem requer tempo, agilidade e precisão) e a já citada timidez.

Vencido tudo isso, foi a hora de  testar se iria dar certo (sim, existia o risco de nada dar certo).

Apesar dos problemas técnicos, que já estou solucionando, fiquei feliz com o resultado, pois fiquei coma  certeza de que tem tudo para dar certo e para melhorar.

Basta eu, como disse Darwin, ir me adaptando.

Obrigado velho Charles!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Alguém viu o PMDB?

O PMDB nas campanhas de Dilma foi a noiva cobiçada.

No Governo PT, o "amigão" para todas as horas.

Pegou em lanças, defendeu, ajudou, combateu e toda a sorte de verbos que conjugam os companheiros.

Detalhe: enquanto a economia brasileira surfava no Tsunami de bonança, choviam-lhe indicações para cargos do 1º e 2º escalão e as arcas do Tesouro jorravam nos Ministérios e Pastas geridos pelo partido e nas emendas parlamentares aos Deputados da agremiação peemedebista.

Bastou o vento virar a bombordo e a procela se anunciar no horizonte para o partido submergir nas águas turvas.

Não se ouviu em todo o dia de hoje, palavra de defesa dos caciques peemedebistas a respeito da 24ª operação da Lava Jato que "convidou" Lulla a depor na PF no aeroporto de Congonhas.

Uma máxima em política diz que os primeiros sinais que indicam que um Governo está no fim são os amigos abandonando o barco e o café começa a ser servido frio.

Não sei a temperatura do café que Dilma e o PT leva aos lábios, mas que tem muito rato gordo pronto pra deixar o navio caso o iceberg faça grandes estragos, não me resta dúvida.

Lula e o verbo.

E não é que a "alma mais honesta do Brasil" vai fazer por obrigação o que não quis fazer por livre e espontânea: Depor na Polícia Federal na investigação da Operação Lava Jato.

Neste exato instante, o Filho do Brasil deve estar conjugando o verbo explicar-se.

Talvez num futuro próximo, a frase dita por ele (abaixo transcrita), fará parte do anedotário popular como a famosa "Nem Deus afunda o Titanic", dita pelo capitão do famoso navio.

“Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu (...) Duvido que neste país tenha um promotor, um delegado […] que tenha coragem de afirmar que eu tenha me envolvido em qualquer coisa ilícita neste país.”

Vídeo da semana: Zé Ramalho atual.


O Meu País.
(Zé Ramalho)

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, fico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, fico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, fico calado, faz de conta que sou mudo