A vitória do Ituano por 1 x 0 contra o Peixe no Pacaembu ontem está longe de sacramentar a conquista do time do interior.
Ituano fez bonito derrotando o Peixe com propriedade o que lhe fez sonhar com a repetição do título de 2002, quando sem a presença dos "grandes", o Galo de Itu sagrou-se Campeão Paulista daquele ano.
Nem o favoritismo mudou de lado com a vitória do Ituano ontem.
Para mim o Santos vence, e fácil.
Apostaria em 3 ou 4 x 0 para o time do litoral.
Mas como não aposto, vou esperar (sem assistir, porque só assisto a um único time nesta minha vida) e ver se entendo alguma coisa de futebol.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Nos palanques da vida.
É impossível ser imparcial.
O que existem são pessoas muito ou pouco parciais.
Mas imparcial não se pode ser. A menos que seja algum assunto em que não se conhece absolutamente nada e então não há juízo de valor sobre isso.
Abro o texto de hoje para relatar algumas atitudes que tomei quando Diretor do Departamento de Educação e Cultura que foram balizadas por experiências vividas, ou gosto pessoal, ou por tendência parcial minha.
01. ENEM.
Quando vereador, solicitei do Prefeito ao longo dos 4 anos de mandato o transporte gratuito dos alunos da cidade para prestar o ENEM, por entender que era uma boa oportunidade para os estudantes.
Como nunca fui atendido, quando tive a "caneta na mão" para poder realizar o meu próprio pedido, não pensei duas vezes.
02. Unesp.
Por razões afetivas (minha graduação aconteceu na Unesp, em Franca), disponibilizamos veículo gratuitamente para os alunos que quisessem prestar Unesp.
Meu argumento para "mascarar" minha preferência pela Unesp:
a) Vestibular mais acessível aos alunos da rede pública.
b) Único vestibular que na época era realizado em 3 dias, portanto mais oneroso aos estudantes da cidade.
Minha condição: Que todos optassem pela realização do exame em Franca/SP, para disponibilizarmos veículos apenas para uma cidade (barateando para os cofres públicos).
Oferecemos veículos para outros vestibulares quando possível, mas para a Unesp foram todos os anos.
03. Capoeira.
Talvez nossa gestão tenha sido a que mais apoiou esta importante manifestação da cultura brasileira.
Além de ser uma arte típica do país, com raízes históricas profundas e herança da cultura afro na nossa sociedade, foi durante alguns anos o esporte que pratiquei, chegando a conseguir cordão amarelo inclusive (3º da graduação).
E como os grupos de capoeira também eram responsáveis por um grupo de percussão na cidade, aproveitamos para incrementar com instrumentos e local próprio para os ensaios o grupo que durante anos atuou em nossa cidade e depois de um tempo parados, voltou suas atividades que duraram apenas no período em que fui Diretor do Departamento de Esporte e Cultura.
04. Zé Ramalho.
Pouca gente sabe mas foi sugestão minha o show do cantor Zé Ramalho na Expuã de 2006.
O Prefeito municipal queria algum cantor que fugisse do sertanejo e eu sugeri o show deste artista que eu já o havia assistido em festa na cidade de Colina/SP no ano de 2002.
Pena que quando sugeri Engenheiros do Havaí a banda já havia se desfeito, provisoriamente segundo seu vocalista.
O que existem são pessoas muito ou pouco parciais.
Mas imparcial não se pode ser. A menos que seja algum assunto em que não se conhece absolutamente nada e então não há juízo de valor sobre isso.
Abro o texto de hoje para relatar algumas atitudes que tomei quando Diretor do Departamento de Educação e Cultura que foram balizadas por experiências vividas, ou gosto pessoal, ou por tendência parcial minha.
01. ENEM.
Quando vereador, solicitei do Prefeito ao longo dos 4 anos de mandato o transporte gratuito dos alunos da cidade para prestar o ENEM, por entender que era uma boa oportunidade para os estudantes.
Como nunca fui atendido, quando tive a "caneta na mão" para poder realizar o meu próprio pedido, não pensei duas vezes.
02. Unesp.
Por razões afetivas (minha graduação aconteceu na Unesp, em Franca), disponibilizamos veículo gratuitamente para os alunos que quisessem prestar Unesp.
Meu argumento para "mascarar" minha preferência pela Unesp:
a) Vestibular mais acessível aos alunos da rede pública.
b) Único vestibular que na época era realizado em 3 dias, portanto mais oneroso aos estudantes da cidade.
Minha condição: Que todos optassem pela realização do exame em Franca/SP, para disponibilizarmos veículos apenas para uma cidade (barateando para os cofres públicos).
Oferecemos veículos para outros vestibulares quando possível, mas para a Unesp foram todos os anos.
03. Capoeira.
Talvez nossa gestão tenha sido a que mais apoiou esta importante manifestação da cultura brasileira.
Além de ser uma arte típica do país, com raízes históricas profundas e herança da cultura afro na nossa sociedade, foi durante alguns anos o esporte que pratiquei, chegando a conseguir cordão amarelo inclusive (3º da graduação).
E como os grupos de capoeira também eram responsáveis por um grupo de percussão na cidade, aproveitamos para incrementar com instrumentos e local próprio para os ensaios o grupo que durante anos atuou em nossa cidade e depois de um tempo parados, voltou suas atividades que duraram apenas no período em que fui Diretor do Departamento de Esporte e Cultura.
04. Zé Ramalho.
Pouca gente sabe mas foi sugestão minha o show do cantor Zé Ramalho na Expuã de 2006.
O Prefeito municipal queria algum cantor que fugisse do sertanejo e eu sugeri o show deste artista que eu já o havia assistido em festa na cidade de Colina/SP no ano de 2002.
Pena que quando sugeri Engenheiros do Havaí a banda já havia se desfeito, provisoriamente segundo seu vocalista.
sábado, 5 de abril de 2014
Com o giz na mão.
Episódio de hoje: Amizades.
A carreira docente também proporciona a nós professores a possibilidades de conhecer novos colegas de trabalho.
E da aproximação com outros colegas invariavelmente surgem, por afinidade, amizades que podem durar mais tempo que o intervalo de tempo em que trabalhamos juntos.
Mesmo quando mudam de horário, de escola, ou mesmo de profissão, fica ainda o contato com companheiros e companheiras de escola, facilitado pelas redes sociais.
Não vou citar os inúmeros amigos e amigas que fiz e faço ao longo da carreira pelo receio de esquecer alguém e cometer uma tremenda injustiça.
Mas são vários exemplos ao longo destes 15 anos de sala de aula.
Apesar de não gostar do ambiente de sala dos professores, muitas vezes estragado por culpa de um ou outro, reconheço que ao evitá-la durante muito tempo perdi ótima oportunidade de estreitar laços de amizade com outras pessoas.
Assuntos aleatórios, besteiras, reclamações, troca de experiências, futebol, enfim, uma gama de assuntos dentro dos 15min de intervalo, das reuniões de planejamento e em alguns casos nas conversas de botequim.
E até porque professor é um ser humano como outro qualquer, acontece com a gente muitas vezes de perguntar a algum colega se ele sabe se aquela professora nova na escola é, além de bonita, também solteira. Ou se aquela outra largou do namorado? Até mesmo se a mãe daquele menino é mãe solteira? ou divorciada?
E quem sabe assim não nasce dentro do ambiente escolar alguma relação que ultrapasse os limites da amizade?
Não é o ambiente mais propício, admito, mas assim como médicos e juízes cuja atividade diária os limita a conhecer apenas pessoas do trabalho e assim acabam se relacionando entre si, com professor parece ser o mesmo caso.
A carreira docente também proporciona a nós professores a possibilidades de conhecer novos colegas de trabalho.
E da aproximação com outros colegas invariavelmente surgem, por afinidade, amizades que podem durar mais tempo que o intervalo de tempo em que trabalhamos juntos.
Mesmo quando mudam de horário, de escola, ou mesmo de profissão, fica ainda o contato com companheiros e companheiras de escola, facilitado pelas redes sociais.
Não vou citar os inúmeros amigos e amigas que fiz e faço ao longo da carreira pelo receio de esquecer alguém e cometer uma tremenda injustiça.
Mas são vários exemplos ao longo destes 15 anos de sala de aula.
Apesar de não gostar do ambiente de sala dos professores, muitas vezes estragado por culpa de um ou outro, reconheço que ao evitá-la durante muito tempo perdi ótima oportunidade de estreitar laços de amizade com outras pessoas.
Assuntos aleatórios, besteiras, reclamações, troca de experiências, futebol, enfim, uma gama de assuntos dentro dos 15min de intervalo, das reuniões de planejamento e em alguns casos nas conversas de botequim.
E até porque professor é um ser humano como outro qualquer, acontece com a gente muitas vezes de perguntar a algum colega se ele sabe se aquela professora nova na escola é, além de bonita, também solteira. Ou se aquela outra largou do namorado? Até mesmo se a mãe daquele menino é mãe solteira? ou divorciada?
E quem sabe assim não nasce dentro do ambiente escolar alguma relação que ultrapasse os limites da amizade?
Não é o ambiente mais propício, admito, mas assim como médicos e juízes cuja atividade diária os limita a conhecer apenas pessoas do trabalho e assim acabam se relacionando entre si, com professor parece ser o mesmo caso.
O IPEA errou.
Divulgado que o resultado da pesquisa que assombrou o país não é aquele divulgado anteriormente, motivo de discussões e debates filosóficos sociológicos e reportagens televisivas.
Clique aqui.
Não 65%, mas 26% dos entrevistados responderam que as mulheres que usam roupas que mostram partes do corpo merecem ser atacadas.
Os 65% referiam-se aos entrevistados que concordavam com Nelson Rodrigues, dizendo que as mulheres que são agredidas pelos parceiros e continuam com eles, gostam de apanhar.
Desfeito o grande equívoco e passado o susto, hora de ler os comentários:
Do sexista: Deve ter sido alguma gostosa burra que errou ao digitar a pesquisa.
Do machista: Quem digitou devia estar preocupada em pendurar a roupa do marido.
Agressor: Lá se foi minha popularidade.
Apesar de entender que erros acontecem, mas faltou profissionalismo ao IPEA em divulgar uma pesquisa que mexeu com o país sem que os dados fossem devidamente conferidos à exaustão.
A retratação apaga tudo o que pensamos e dissemos sobre o Brasileiro na última semana?
Clique aqui.
Não 65%, mas 26% dos entrevistados responderam que as mulheres que usam roupas que mostram partes do corpo merecem ser atacadas.
Os 65% referiam-se aos entrevistados que concordavam com Nelson Rodrigues, dizendo que as mulheres que são agredidas pelos parceiros e continuam com eles, gostam de apanhar.
Desfeito o grande equívoco e passado o susto, hora de ler os comentários:
Do sexista: Deve ter sido alguma gostosa burra que errou ao digitar a pesquisa.
Do machista: Quem digitou devia estar preocupada em pendurar a roupa do marido.
Agressor: Lá se foi minha popularidade.
Apesar de entender que erros acontecem, mas faltou profissionalismo ao IPEA em divulgar uma pesquisa que mexeu com o país sem que os dados fossem devidamente conferidos à exaustão.
A retratação apaga tudo o que pensamos e dissemos sobre o Brasileiro na última semana?
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Fagner, pra fechar a semana.
"Canteiros"
(Cecília Meireles / Fagner / Belchior).
Música incidental: "Águas de março" (Tom Jobim).
Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã, cedo, claro, feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã, cedo, claro, feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O conservadorismo está de volta.
Na verdade o título nos induz ao erro: o conservadorismo nunca foi embora, sempre esteve presente em nossa sociedade.
Mas a onda liberal que assolou a Terra deste os anos 60 serviu para que o conservadorismo adormecesse, ou pelo menos submergisse, esperando o momento certo de voltar à luz dos holofotes.
E o momento é agora.
Em tempos de Felicianos, Bolsonaros e similares, o cidadão que antes escondia suas reais opiniões, parece ter adquirido a coragem necessária para expor-se.
A recente pesquisa em que os entrevistados (pasmem, a maioria era mulher) disseram que a mulher que usa roupas provocantes merece ser estuprada tirou o véu diáfano que encobria valores morais até então julgados desaparecidos: machismo, sexismo, preconceito,...
Imputar à mulher a culpa pelo seu estupro apenas porque ela, como do de seu corpo, exibiu "mais do que deveria" é de uma imbecilidade que meu talento não consegue descrever sem usar adjetivos não lisonjeiros aos mais de 60% que assim se manifestaram.
E quando eu digo que o conservadorismo nunca sumiu é porque recordei ao ver a pesquisa de um fato ocorrido há mais de 20 anos.
O ex pugilista Myke Tyson, então no auge da carreira, foi preso e condenado pelo crime de estupro. Na época, a mídia noticiava que Desiree Washington, uma das candidatas do concurso de Miss América Negra a que Tyson foi convidado para participar do júri, havia sido violentada por ele em seu apartamento por volta das 03:00 da manhã.
Era comum ouvir nas rodas de botequim a "explicação" de que a moça procurou isso, pois subiu ao apartamento de um homem solteiro em plena madrugada e acreditar que não faria sexo era ingenuidade.
Novamente a culpa do estupro caindo na vítima.
Óbvio que a partir do momento em que a mulher diz "NÃO", o que acontece em seguida é classificado como violência ao seu corpo. Inclusive entre casais, solteiros ou casados.
Assim como pouco importa o quão provocante esteja a mulher, que certamente o faz para ser cortejada e jamais atacada por doentes mentais cuja prisão só não é melhor que a "punição" que o mesmo sofrerá na cela quando os demais colegas souberem o motivo dele estar lá.
O que me remete a uma última filosofada neste artigo: entre os piores criminosos o estupro é condenado, e entre as pessoas em liberdade, justificado.
Eu que não tento mais entender este mundo maluco.
Mas a onda liberal que assolou a Terra deste os anos 60 serviu para que o conservadorismo adormecesse, ou pelo menos submergisse, esperando o momento certo de voltar à luz dos holofotes.
E o momento é agora.
Em tempos de Felicianos, Bolsonaros e similares, o cidadão que antes escondia suas reais opiniões, parece ter adquirido a coragem necessária para expor-se.
A recente pesquisa em que os entrevistados (pasmem, a maioria era mulher) disseram que a mulher que usa roupas provocantes merece ser estuprada tirou o véu diáfano que encobria valores morais até então julgados desaparecidos: machismo, sexismo, preconceito,...
Imputar à mulher a culpa pelo seu estupro apenas porque ela, como do de seu corpo, exibiu "mais do que deveria" é de uma imbecilidade que meu talento não consegue descrever sem usar adjetivos não lisonjeiros aos mais de 60% que assim se manifestaram.
E quando eu digo que o conservadorismo nunca sumiu é porque recordei ao ver a pesquisa de um fato ocorrido há mais de 20 anos.
O ex pugilista Myke Tyson, então no auge da carreira, foi preso e condenado pelo crime de estupro. Na época, a mídia noticiava que Desiree Washington, uma das candidatas do concurso de Miss América Negra a que Tyson foi convidado para participar do júri, havia sido violentada por ele em seu apartamento por volta das 03:00 da manhã.
Era comum ouvir nas rodas de botequim a "explicação" de que a moça procurou isso, pois subiu ao apartamento de um homem solteiro em plena madrugada e acreditar que não faria sexo era ingenuidade.
Novamente a culpa do estupro caindo na vítima.
Óbvio que a partir do momento em que a mulher diz "NÃO", o que acontece em seguida é classificado como violência ao seu corpo. Inclusive entre casais, solteiros ou casados.
Assim como pouco importa o quão provocante esteja a mulher, que certamente o faz para ser cortejada e jamais atacada por doentes mentais cuja prisão só não é melhor que a "punição" que o mesmo sofrerá na cela quando os demais colegas souberem o motivo dele estar lá.
O que me remete a uma última filosofada neste artigo: entre os piores criminosos o estupro é condenado, e entre as pessoas em liberdade, justificado.
Eu que não tento mais entender este mundo maluco.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Março produtivo.
Era para este texto ter saído ontem, mas por forças maiores saiu hoje.
Sem que fosse planejado, o mês de março foi um dos mais produtivos deste blog, há quase 3 anos nesta plataforma blogspot.com.br.
Seja pelo número de publicações (36), seja pelo número de visitas (em torno de 140 visitas diárias), ambos recorde neste Blog.
Evidente que um está ligado ao outro: mais textos, maior quantidade de visitas.
Mas há que se ressaltar também a divulgação via feicebuqui e o teor dos textos.
O Feicebuqui, quando colegas generosamente compartilham os links dos textos aumentando exponencialmente a abrangência dos leitores e interessados.
E o teor dos textos com o aumento de meio tom nas críticas acerca da vida política de nossa cidade.
Índices modestos quando comparados a outros espaços virtuais, mas para o Blogueiro que não se pauta pela audiência, razão para comemorar.
E dividir com vocês.
Sem que fosse planejado, o mês de março foi um dos mais produtivos deste blog, há quase 3 anos nesta plataforma blogspot.com.br.
Seja pelo número de publicações (36), seja pelo número de visitas (em torno de 140 visitas diárias), ambos recorde neste Blog.
Evidente que um está ligado ao outro: mais textos, maior quantidade de visitas.
Mas há que se ressaltar também a divulgação via feicebuqui e o teor dos textos.
O Feicebuqui, quando colegas generosamente compartilham os links dos textos aumentando exponencialmente a abrangência dos leitores e interessados.
E o teor dos textos com o aumento de meio tom nas críticas acerca da vida política de nossa cidade.
Índices modestos quando comparados a outros espaços virtuais, mas para o Blogueiro que não se pauta pela audiência, razão para comemorar.
E dividir com vocês.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Feliz 1º de abril.
Como professor que sou não posso deixar de elogiar a política pública para a educação em nossa cidade.
O Departamento de Educação vem tomando medidas que vão ao encontro dos anseios dos educadores, pais e cidadãos em geral.
A escola de tempo integral é hoje uma realidade. Além de manter as modalidades esportivas e culturais instaladas na administração passada, a nova gestão da educação ipuanense incrementou as atividades lá desenvolvidas.
O reajuste salarial docente é outro ponto que pesa em favor.
Não apenas o elevado valor do bônus pago aos docentes, mas um aumento real no valor da hora aula que ultrapassa os índices inflacionários.
O planejamento escolar com os docentes também é digno de nota: cursos, palestras, oficinas pedagógicas no começo do ano contribuíram para o bom início das atividades logo no começo do ano letivo de 2014.
Ano letivo que começou com concurso já realizado e todos os aprovados sabendo que teriam aulas atribuídas a eles, sem que nenhum incidente fosse registrado na atribuição, seja para os novos contrados, seja para os efetivos.
O transporte universitário também não ficou de fora das ações tomadas pelo Departamento.
Houve aquisição de novos veículos para a comodidade dos estudantes ipuanenses que buscam ensino superior nas faculdades da região. Tudo isso sem reajustar o valor do transporte e sem qualquer possibilidade de terceirização do serviço oferecido pela Prefeitura há mais de 20 anos.
Só me resta me desculpar por qualquer crítica feita neste blog e encerrar o assunto ouvindo a dupla Cézar e Paulinho.
O Departamento de Educação vem tomando medidas que vão ao encontro dos anseios dos educadores, pais e cidadãos em geral.
A escola de tempo integral é hoje uma realidade. Além de manter as modalidades esportivas e culturais instaladas na administração passada, a nova gestão da educação ipuanense incrementou as atividades lá desenvolvidas.
O reajuste salarial docente é outro ponto que pesa em favor.
Não apenas o elevado valor do bônus pago aos docentes, mas um aumento real no valor da hora aula que ultrapassa os índices inflacionários.
O planejamento escolar com os docentes também é digno de nota: cursos, palestras, oficinas pedagógicas no começo do ano contribuíram para o bom início das atividades logo no começo do ano letivo de 2014.
Ano letivo que começou com concurso já realizado e todos os aprovados sabendo que teriam aulas atribuídas a eles, sem que nenhum incidente fosse registrado na atribuição, seja para os novos contrados, seja para os efetivos.
O transporte universitário também não ficou de fora das ações tomadas pelo Departamento.
Houve aquisição de novos veículos para a comodidade dos estudantes ipuanenses que buscam ensino superior nas faculdades da região. Tudo isso sem reajustar o valor do transporte e sem qualquer possibilidade de terceirização do serviço oferecido pela Prefeitura há mais de 20 anos.
Só me resta me desculpar por qualquer crítica feita neste blog e encerrar o assunto ouvindo a dupla Cézar e Paulinho.
segunda-feira, 31 de março de 2014
50 anos de uma aberração.
O Blogueiro é formado nas instituições políticas democráticas.
A Democracia é minha escola foi minha escola política desde os primórdios.
E posso afirmar: apesar dos inúmeros defeitos que ela tem, ainda é a melhor forma de governo inventada pelo homem.
Razão pela qual a data de hoje não é uma data para ser comemorada, tampouco esquecida.
Hoje faz exatos 50 anos (na verdade foi no dia 1º de abril, mas para não virar chacota de dia da mentira, alteraram a data na história) do Golpe Militar de 1964 no Brasil.
Ao lado da Guerra do Paraguai e Guerra de Canudos, uma das 3 maiores vergonhas do Exército Brasileiro.
Há 50 anos tiravam de nós o nosso direito mais sagrado: o direito à liberdade de expressão.
O que se viu ao longo dos 20 anos que se seguiram ao Golpe, chamado de "Revolução"pelos que o defende, foi uma página infeliz da nossa história: prisões, torturas, mortes, exílios, cerceamento da liberdade, perseguições, fechamento do Congresso, etc etc etc
Em nome que de?
Do Brasil não virar comunista?
Mentira. O Golpe já estava ensaiado desde o Governo de Getúlio Vargas, cuja morte desarticulou os militares na tentativa de golpe. E Getúlio sequer era comunista, aliás, era de direita, havia sido ditador no Brasil e com simpatia por regimes autoritários.
Progresso econômico?
Outra falácia. Os dados mascarados da nossa economia não permite que possamos afirmar que de fato vivemos, naquela época, um período de milagre econômico. A prosperidade a que enaltecem os militares de que o país viveu foi um engodo, não contestado na época por razões óbvias: ninguém tinha liberdade para isso.
Ordem social?
Ouço pessoas dizerem que na época dos militares havia maior segurança, menos criminalidade.
Se é fato que o clima de medo que aterrorizava cidadãos de bem também aterrorizavam bandidos, o mesmo não se pode dizer dos bandidos de terno e gravata, que naquela época também infelicitavam nossa política e como a imprensa era censurada, não ficávamos sabendo.
Enfim, já deu pra perceber o que eu penso do Golpe Militar de 64.
O que me desgosta é ver hoje, em pleno século XXI, pessoas defendendo regime de exceção em nosso país, alguns até pedindo sua volta, falando com ares saudosistas que aquele tempo sim era bom.
Vejo jovens organizando marchas que remontam as marchas organizadas para apoiar o regime, vejo políticos conservadores de direita, travestidos de moral religiosa, aproveitarem-se deste nicho eleitoral para defender ideias pra lá de absurdas.
Sabe o que todos estes casos citados têm em comum?
Todos eles estão no seu direito de expressar-se livremente, sem que haja qualquer exército batendo em suas portas, ou polícia secreta lhe vigiando.
Espero pelo menos que estas pessoas que hoje podem "falar o que bem desejam" agradeçam àqueles que no passado foram presos, torturados, mortos e exilados lutando para que hoje, estas mesmas pessoas que os critica, tenham o direito que lhes fora negado no passado.
Lamento no fundo da minha alma não ter vivido naquela época para pegar em armas e lutar pela democracia.
Mesmo que hoje políticos corruptos sejam eleitos, mesmo que haja impunidade, mesmo que a justiça seja por vezes morosa e anacrônica, mesmo com tantos defeitos que possamos apontar, continuo acreditando que a culpa são dos homens, não da instituição.
A instituição DEMOCRACIA esta é inatacável.
PS: O blogueiro encontra-se longe de seu computador pessoal e, portanto, longe de seu corretor ortográfico. Razão pela qual o texto de hoje deve conter mais erros que o comum. Recebam minhas sinceras "discurpas".
A Democracia é minha escola foi minha escola política desde os primórdios.
E posso afirmar: apesar dos inúmeros defeitos que ela tem, ainda é a melhor forma de governo inventada pelo homem.
Razão pela qual a data de hoje não é uma data para ser comemorada, tampouco esquecida.
Hoje faz exatos 50 anos (na verdade foi no dia 1º de abril, mas para não virar chacota de dia da mentira, alteraram a data na história) do Golpe Militar de 1964 no Brasil.
Ao lado da Guerra do Paraguai e Guerra de Canudos, uma das 3 maiores vergonhas do Exército Brasileiro.
Há 50 anos tiravam de nós o nosso direito mais sagrado: o direito à liberdade de expressão.
O que se viu ao longo dos 20 anos que se seguiram ao Golpe, chamado de "Revolução"pelos que o defende, foi uma página infeliz da nossa história: prisões, torturas, mortes, exílios, cerceamento da liberdade, perseguições, fechamento do Congresso, etc etc etc
Em nome que de?
Do Brasil não virar comunista?
Mentira. O Golpe já estava ensaiado desde o Governo de Getúlio Vargas, cuja morte desarticulou os militares na tentativa de golpe. E Getúlio sequer era comunista, aliás, era de direita, havia sido ditador no Brasil e com simpatia por regimes autoritários.
Progresso econômico?
Outra falácia. Os dados mascarados da nossa economia não permite que possamos afirmar que de fato vivemos, naquela época, um período de milagre econômico. A prosperidade a que enaltecem os militares de que o país viveu foi um engodo, não contestado na época por razões óbvias: ninguém tinha liberdade para isso.
Ordem social?
Ouço pessoas dizerem que na época dos militares havia maior segurança, menos criminalidade.
Se é fato que o clima de medo que aterrorizava cidadãos de bem também aterrorizavam bandidos, o mesmo não se pode dizer dos bandidos de terno e gravata, que naquela época também infelicitavam nossa política e como a imprensa era censurada, não ficávamos sabendo.
Enfim, já deu pra perceber o que eu penso do Golpe Militar de 64.
O que me desgosta é ver hoje, em pleno século XXI, pessoas defendendo regime de exceção em nosso país, alguns até pedindo sua volta, falando com ares saudosistas que aquele tempo sim era bom.
Vejo jovens organizando marchas que remontam as marchas organizadas para apoiar o regime, vejo políticos conservadores de direita, travestidos de moral religiosa, aproveitarem-se deste nicho eleitoral para defender ideias pra lá de absurdas.
Sabe o que todos estes casos citados têm em comum?
Todos eles estão no seu direito de expressar-se livremente, sem que haja qualquer exército batendo em suas portas, ou polícia secreta lhe vigiando.
Espero pelo menos que estas pessoas que hoje podem "falar o que bem desejam" agradeçam àqueles que no passado foram presos, torturados, mortos e exilados lutando para que hoje, estas mesmas pessoas que os critica, tenham o direito que lhes fora negado no passado.
Lamento no fundo da minha alma não ter vivido naquela época para pegar em armas e lutar pela democracia.
Mesmo que hoje políticos corruptos sejam eleitos, mesmo que haja impunidade, mesmo que a justiça seja por vezes morosa e anacrônica, mesmo com tantos defeitos que possamos apontar, continuo acreditando que a culpa são dos homens, não da instituição.
A instituição DEMOCRACIA esta é inatacável.
PS: O blogueiro encontra-se longe de seu computador pessoal e, portanto, longe de seu corretor ortográfico. Razão pela qual o texto de hoje deve conter mais erros que o comum. Recebam minhas sinceras "discurpas".
domingo, 30 de março de 2014
Nos palanques da vida.
Quando Vereador votei contra alguns projetos
de lei que entendia injustos com a população.
Dos que consigo lembrar sem recorrer aos arquivos:
01. O projeto que criava a taxa de iluminação pública, que votei contra não pelo valor, que seria quase irrisório, mas pela sua ilegalidade. Duas vezes enviado, duas vezes rejeitado.
02. Projeto de Lei aumentando o ISSQN dos motoristas de caminhão.
Não ousaram, na nossa legislatura, enviar projeto de lei aumentando valor do IPTU> Sabiam que não seria aprovado.
Sempre defendi que uma Administração pode reajustar valores dos impostos e assim aumentar a arrecadação, mas até mesmo pela minha militância de esquerda, que o faça sobre quem tem mais.
Não se pode onerar a todos igualmente, deve-se cobrar mais impostos de quem ganha mais não de quem ganha pouco.
Reconheço desconhecer a legalidade da minha ideia, mas minha experiência é o bastante para saber que a legalidade de certas ações são mais em cima da vontade do governante que a regência de leis maiores em nosso país.
A fórmula a ser equalizada é: aumentar a arrecadação sem onerar o mais pobre.
Este é o desafio para esta - e para a próxima - administração.
Quem sabe na próxima eu não possa contribuir?!
Dos que consigo lembrar sem recorrer aos arquivos:
01. O projeto que criava a taxa de iluminação pública, que votei contra não pelo valor, que seria quase irrisório, mas pela sua ilegalidade. Duas vezes enviado, duas vezes rejeitado.
02. Projeto de Lei aumentando o ISSQN dos motoristas de caminhão.
Não ousaram, na nossa legislatura, enviar projeto de lei aumentando valor do IPTU> Sabiam que não seria aprovado.
Sempre defendi que uma Administração pode reajustar valores dos impostos e assim aumentar a arrecadação, mas até mesmo pela minha militância de esquerda, que o faça sobre quem tem mais.
Não se pode onerar a todos igualmente, deve-se cobrar mais impostos de quem ganha mais não de quem ganha pouco.
Reconheço desconhecer a legalidade da minha ideia, mas minha experiência é o bastante para saber que a legalidade de certas ações são mais em cima da vontade do governante que a regência de leis maiores em nosso país.
A fórmula a ser equalizada é: aumentar a arrecadação sem onerar o mais pobre.
Este é o desafio para esta - e para a próxima - administração.
Quem sabe na próxima eu não possa contribuir?!
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