sexta-feira, 7 de março de 2014

Um pouco de Vinícius de Moraes, numa sexta feira chuvosa.


"Como dizia o poeta"
(Vinícius de Moraes).

Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

quinta-feira, 6 de março de 2014

5 coisas que o Carnaval 2014 me ensinou.

Segue abaixo, uma relação de 5 coisas que eu não sabia até o Carnaval 2014.


05. Que o Bell ia sair do Chiclete com Banana.

04. Que depois do Funk, o sertanejo também invadiu o Carnaval Brasil afora.

03. Que o "Circuito Campo Grande" ficava em Salvador/BA e não em Campo Grande/MS.

02.  O que era o "Beijinho no ombro".

01. O que era o "Lepo Lepo".

quarta-feira, 5 de março de 2014

A quarta promete ser cinzenta.

Tempo fechado, raios e trovões se anunciam nos céus de Ipuã.

Uma cinzenta quarta feira, de cinzas ainda por cima, e o clima promete fechar logo mais à noite, em especial no Jardim Paraíso, mais precisamente na região da Câmara Municipal.

Razão?

O embate interrompido pelo gongo na última sessão, que promete um 2º round hoje, e que a julgar pelos comentários que ouço, promoverão a audiência na rádio e in loco.

Lamento que a maioria dos cidadãos procure participar como ouvintes ou espectadores das sessões da Câmara em momentos de digladiação e não em votações importantes ou discussões benéficas à vida pública.

Caso não entendeu, assista ao vídeo no link "parte 4", da sessão de 17 de fevereiro de 2014, no site da Câmara Municipal.

Tomara eu esteja errado e a  sessão de hoje, como a do dia 17, não contenha atos que entrem na lista dos momentos a serem esquecidos na história do Legislativo Ipuanense.

Site da Câmara, clicando aqui.

Vídeo, clicando aqui.

terça-feira, 4 de março de 2014

CarnaGuaíra ou CarnaIpuã?

Presidente da festa chamado Isaías.

Ipuanenses em peso curtindo o carnaval.

Locutor brincando com a piada: "Cadê a torcida do Co... ritiba?".

Por alguns instantes, pensei que estivesse em Ipuã.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Grito de carnaval.

Se um de vocês, caros 9 leitores, não sabe o que é "grito de carnaval", por favor, procure outro blog.

Sou do tempo em que havia, no sábado que antecedia o começo do carnaval, um evento pré carnavalesco chamado "Grito de Carnaval".

Na infância, quando eu ouvia pais e irmãs dizendo que iam ao "grito" e eu que pela idade ficava em casa cuidado pela minha avó, imaginava que ao entrar no salão (sou do tempo que o carnaval era em salão, como explicarei adiante) os foliões iam se agrupando até que em determinada hora, alguém, pensava ser o Rei Momo, gritava: Caaaaaaaarnavaaaaaalllllllll.

Claro que esta imagem era fantasia da minha cabeça, conforme pude constatar assim que minha idade me permitiu conferir o que acontecia no tal "grito".

Era apenas um evento para abrir o carnaval daquele ano, uma espécie de Galo da Madrugada caipira, apesar de não saber se na capital ou grandes cidades o evento tenha o mesmo nome.

E como disse, no meu tempo o carnaval era em salão.

Em Ipuã, no Ipuã Country Club; em Guaíra, no Grêmio e no saudoso Maracá (para os mais corajosos); em São Joaquim da Barra, no Espigão; e em Guará, em um clube que não sei o nome.

Para ficar apenas nas cidades em que frequentei.

Em Ipuã, a noite era dividida em 4 blocos, com um intervalo entre eles.

O pessoal ficava rodando no salão, alguns abraçados, outros solitários, outros correndo atrás de não terminar a noite sozinhos, outros com mulheres sobre os ombros.

E havia até quem rodasse sozinho com os dedos indicadores levantados fazendo movimentos alternados de subida e descida com cada uma das mãos. O estereótipo do folião.

De Guaíra, recordo dos primeiros contatos com a bebida alcoólica, os primeiros xavecos e inevitavelmente, as primeiras ressacas e os primeiros foras. O difícil era saber qual dos dois demoraria mais a passar: o mal estar da ressaca ou a frustração do fora.

Geralmente ambos desapareciam na noite seguinte, com nova rodada de bebida.

Ainda em Guaíra, a ordem expressa dos tios era chegar antes das 05:00h, pois o guarda iria embora e não teria ninguém para abrir o portão.

Evidente que nós chegávamos, invariavelmente, às 05:45h, o que fazia com que o menor e mais magro do grupo de primos e primas, ou seja, eu, fosse designado para escalar as grades do portão para adentrar na casa e assim conseguir abrir o portão, pois a porta da sala ficava destrancada.

Um texto que era pra falar sobre Grito de Carnaval acabou navegando pelos mares da saudade, que vez por outra bate neste blogueiro e que se não escrever o que pensa/sente fica doido.

Bom resto de carnaval a todos e a todas.

domingo, 2 de março de 2014

Nos palanques da vida.

Porque éramos vereadores responsáveis e porque ao analisar o orçamento para o ano de 2002 entendemos que haviam direcionado muita verba para eventos, resolvemos fazer uma emenda transferindo parte da verba destinada ao carnaval para a compra de remédios.

Éramos vereadores, veja vocês, da situação.

Não demorou muito para a boca miúda promover a boataria. Diziam que não haveria carnaval e a culpa seria dos vereadores.

Pessoas me paravam na rua (naquela época não havia rede social para mentir ou desmentir) e eu explicava que havia dinheiro sim, e se não fizesse carnaval era por obra e graça do executivo municipal.

E teve carnaval normalmente.

Normalmente vírgula, na abertura do evento, o então vice prefeito, subiu ao palco e discursou dizendo algo tipo: "apesar de algumas pessoas terem tentado impedir o carnaval, nós realizamos".

Ou coisa que o valha.

Ora bolas, nós, vereadores entendemos que referia-se a nós, pois apesar de não citar (e acredito que tenha sido instruído a não citar, como também acredito que tenha sido incitado a fazer o infeliz discurso), o boato na cidade é que os vereadores eram contra o carnaval, portanto o sujeito oculto na frase do vice seria "vereadores".

Mais que depressa o assunto entrou na pauta da sessão subsequente, na quarta feira de cinzas.

Pena que a sessão não era transmitida.

Todos nós vereadores, não poupamos adjetivos, não elogiosos, para (des)qualificar a atitude do vice prefeito.

sábado, 1 de março de 2014

Com o lápis na mão.

Sou do tempo em que o calendário escolar contava com apenas 180 dias em teu ano letivo.

Então as férias duravam até após o carnaval.

Isso quando o carnaval não caía, como este ano, no mês de março, quando acredito que as férias começavam uma semana ou duas antes.

Disse que "acredito" porque sinceramente minha memória, já se aproximando da nebulosa região chamada "dos 40", por mais que eu tente me desfazer do nevoeiro que a povoa, não consigo recordar de um único momento como aluno que remeta ao carnaval.

Na minha época (e esta frase está ficando chata!!!) não havia carnaval na escola, pelo menos não na escola em que eu estudava.

Enfeites, música, comemorações na semana do "feriado de momo" não me recordo que tenha havido nada disso nos anos em que estudei na escola Vereador Alberto Conrado.

O que não significa que não tenha acontecido.

Nem me atrevo a afirmar que não houve tais comemorações pelo temor de ser desmentido por alguma foto inquestionável em que eu apareça vestido, ainda que por uma fantasia indefinível, com roupas carnavalescas comemorando o carnaval naquela escola.

Caso alguém tenha foto assim, favor enviar ao blogueiro.

Por e-mail ou pelo inbox do feicebuqui por favor, os anos me foram gentis e é esta a imagem que quero deixar aos meus 9 fiéis leitores.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sonhei que teve carnaval em Ipuã.

O blogueiro noite passada sonhou que havia carnaval em Ipuã neste ano de 2014.

E como o sonho é meu, o carnaval em Ipuã:

- Não foi no recinto de festas, mas em alguma avenida da cidade interditada para este fim.

- A avenida estava toda decorada para a festividade e contou com tendas ao longo de toda a área destinada ao carnaval para proteger em caso de chuva.

- A banda, além de animada, tocou marchinha. Não tocaram funk no meu sonho de carnaval.

- Os comerciantes montaram barracas com venda de bebidas e alimentos diversos, todos recolheram taxa na prefeitura para poder comercializar seus produtos. O dinheiro arrecadado ajudou - e muito - a cobrir os gastos da festa.

- Seguranças tinham muitos, mas não foi necessário atuar, pois não houve brigas.

- Houve um desfile de blocos da cidade, todos com roupas especialmente confeccionas para a ocasião. Houve até premiação para os blocos mais animados, muita gente participou.

- Banheiros químicos foram instalados.

- Não tinha camarotes, tudo junto e misturado.

- Teve matinê para as crianças durante o dia.

- E o melhor de tudo: não tinha aquelas latinhas espuma.

Aí quando eu ia começar a "pular", acordei.

Ando tendo cada sonho bobo ultimamente viu.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Saudade, por Miguel Falabella.

"Trombei" com este texto hoje, e acho que deve ter uns 12 ou 14 anos da primeira vez que o li.

É do ator Miguel Falabella (pelo menos os créditos encontrados na internet e à época em que circulou por e-mails, pois ainda não tínhamos redes sociais).

Vale a pena ler.


Saudade.


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo, dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a Saudade...

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ele para a faculdade mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia todo sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade, é basicamente o não saber...

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia e se foi na consulta com o dermatologista como havia prometido.

Não saber se ela anda comendo bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada. Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se continua cantando tão bem.

Saudade, é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos. Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento. Não saber como frear as lágrimas diante de uma música. Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro e ao mesmo tempo querer... É não querer saber se ele está feliz e ao mesmo tempo perguntar a todos por isso... é não saber se ele está mais magro, se ela está mais bela...

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e que você, provavelmente está sentindo agora, depois que acabou de ler...
Miguel Falabella.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Antes e depois.

ANTES:
- "Vergonha"
- "Ipuã já não tem nada"
- "Roubou o dinheiro por isso não vai ter carnaval"
- "O comércio é prejudicado com a falta do carnaval"
- "Coitado de quem não pode sair de Ipuã para poder curtir carnaval em outra cidade, o Prefeito deveria pensar nisso".
- "Se acontecer acidente na pista a culpa é do Prefeito".

AGORA
- "Nada que faz tá bom".
- "Tendo ou não tendo o pessoal reclama do mesmo jeito".
- "Também não teve no governo passado".
- "Existem outras prioridades na cidade".
- "Falta verba para festa, as pessoas têm que entender".


Triste constatação: não existem discursos idealistas.

O que existe são discursos político partidários das pessoas nas redes sociais que conforme o Prefeito, é o discurso.