sábado, 18 de outubro de 2014

Tinha de ser o Timão

Nos cinemas de todo o Brasil, o justo reconhecimento ao maior movimento esportivo em favor de um Estado Democrático de Direito já realizado no mundo.

Tinha de ser o clube mais popular.

Tinha de ser o clube mais democrático.

Tinha de ser o clube mais politizado.

Tinha de ser um clube consciente de que sua influência poderia transformar a sociedade.

Tinha de ser o clube onde jogava Sócrates, Casagrande e Wladmir.

Tinha de ser Corinthians.



Com o giz na mão.

Quando comecei na carreira docente, lá atrás, no começo dos anos 2000, dar aula de bermuda era algo que eu sempre tive vontade.

Lembrei desse fato agora com essa onda de calor que invade nosso estado e a falta de chuva que contribui para tornar o tempo quase insuportável.

Curioso é que nunca cheguei a dar aula de bermuda.

Não sei se por vergonha ou mesmo por não saber como o patrão reagiria.

Indaguei uma diretora certa vez sobre a possibilidade de dar aula com tal traje.

Ela respondeu que em anos de carreira era a primeira vez que algum professor a questionara sobre, e que não via mal caso fosse alguma bermuda daquelas mais longas, bem abaixo do joelho, inclusive que muitos alunos usavam.

Mesmo assim não animei.

Anos mais tarde vi, com alguma inveja, um colega professor, numa escola particular onde inegavelmente a liberdade é maior, dando aula trajando bermuda.

Mas eu já estava institucionalizado, burocratizado e era já um trintão.

E a burocracia apenas aumentou, pois sempre que me imaginava lecionando em faculdade, imaginava usar blazer. Não o terno completo, apenas o blazer mesmo, algo bem casual com jeans e - evidentemente - tênis.

Também não tive coragem.

Talvez por achar que blazer com tênis num ambiente educacional seria algo beirando o ridículo, talvez por achar exagero usar blazer, talvez por achar que transmitiria uma seriedade excessiva, desproporcional à necessidade, ou talvez, e este acredito ser o principal motivo, lecione em Ribeirão Preto, onde o calor combina muito mais com a bermuda sonhada no começo da carreira que o blazer sonhado recentemente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Apenas para assinantes.


A maioria das reportagens do site do Jornal "Folha de SP" estão bloqueados. Disponíveis apenas para assinantes.

Única justificativa é que a mídia eletrônica está assassinando a impressa.

Se a moda pega, farei o mesmo: cobrarei para as pessoas lerem besteiras como esta que escrevo agora.

Apesar de não crer que meus 9 leitores diários (2.500 pela margem de erro do IBOPE), caso todos virem assinantes, irão conferir a mim uma renda extra ao final do mês que compense o incômodo de fazê-los pagar.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A culpa é do rato ou do queijo?


Já vi muita coisa nessa vida, mas rato colocar a culpa no queijo, é a primeira vez!!!

Clique aqui.

O indecente salário docente no Brasil.

Para refletir...


A fonte não é das melhores, mas serve para refletirmos sobre o salário da atividade docente pública no país (aqui).

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mais um 13/10.

"(...) eis que assisto
a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo
de me tornar planície (...)
".
(Carlos Drummond de Andrade).

domingo, 12 de outubro de 2014

Com o giz na mão.

Semana da criança era a melhor data do calendário das escolas na época em que fui Diretor do Depto de Educação.

Cardápio especial, atividades diferentes, passeios, atrações, enfim, cada escola caprichava na programação para comemorar a data junto à criançada.

Era realmente uma semana diferente, para ficar marcado na vida de cada criança das nossas escolas.

Eu participava na medida do possível, quando a agenda permitia, com a presença em todas as unidades para prestigiar os eventos realizados e, é claro, comer alguma coisa do cardápio especialmente preparado ou mesmo alguma guloseima que nos demais dias do ano não faziam parte da merenda escolar.

Sempre havia alguma escola que inovava com alguma apresentação teatral encenada pelos próprios alunos, atividades que eu como amante da cultura fazia questão de presenciar nem que fosse uma parte.

No mais, era ficar trancado na sala resolvendo os problemas que invariavelmente apareciam na pasta enquanto alunos e professores aproveitavam a semana.

Aliás, justamente por estar resolvendo problemas trancado na sala é que eles podiam aproveitar a semana.

Um sacrifício que valia a pena, valia muito a pena.

sábado, 11 de outubro de 2014

Com o giz na mão.

Você já deve ter ouvido falar na famigerada "Semana do Saco Cheio".

Presente nas faculdades país afora, trata-se de uma semana em outubro, mais precisamente na semana do dia do Professor e também feriado de 12 de outubro, onde as aulas são suspensas.

É uma espécie de micro férias temporona para os alunos recuperarem suas energias para o final do ano letivo.

A moda se espalhou e atingiu as escolas de educação básica.

Com a mesma finalidade: repor as energias para terminar o ano.

No caso do ensino médio há também outra vantagem: um descanso necessário para dar um up grade nessa reta final e enfrentar com maior disposição a maratona que se aproxima: ENEM, FUVEST, UNICAMP e UNESP.

Mais que uma semana de folga, a semana do saco cheio cada vez mais tem um componente pedagógico.

Ahhh claro, para nós professores também é um momento de descanso e reposição de energias.

Se é que a gente consegue descansar!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Agora no Tuíter.

Quem diria que eu me interessaria pelo Tuíter?!

Pois bem abri uma conta e vamos ver até onde vai essa novidade para mim.

Modernista da 1ª geração que sou, não consigo entender o porque da rigidez formal de 140 caracteres para poder escrever o que pensa.

Quero a liberdade da forma para usar quantos caracteres eu quiser!
 
Mas não resisti e resolvi experimentar.

Nunca se sabe quando vou me cansar e deletar minha conta.

A do novo Icequê durou menos de uma semana, quem sabe o Tuíter dure um pouco mais na minha vida.

Interessados: @OrandesRocha