domingo, 22 de abril de 2012

Nos palanques da vida.

Assistindo às movimentações (de idas e vindas) dos partidos acerca da CPI do Cachoeira, me ocorreu que nos 4 anos em que fui Vereador, não passei pela experiência (dissabor?) de votar numa CPI na Câmara dos Vereadores.
Buscando na memória mais ou menos recente, já se vão 10 anos, recordo que houve 2 ou 3 momentos em que a abertura de uma CPI para investigar atos do Executivo.
O problema é que CPI em cidade pequena é o seguinte: Não basta ferir, tem de matar. Metaforicamente, que fique bem claro.
O temor é que abrir uma CPI, e após as invetigações os vereadores optem por votar partidariamente e não pela análise dos fatos, absolvendo o Prefeito, resultaria em efeito contrário. O Prefeito absolvido usaria sua absolvição como um troféu, explicando aos eleitores que fora investigado e nada fora provado.
Seria usado como um atestado de idoneidade, ainda que não a houvesse e que só escapara, graças ao fisiologismo político.
Fora as testemunhas, que na hora "H", temerosas por represálias, nem sempre mantém suas palavras iniciais.
Infelizmente, esses são os caminhos da política em cidade pequena.
Buscando mais ainda na memória, recordo apenas de uma CPI realizada pela Câmara, salvo engano, no ano de 1999.
Mas essa é outra história.

sábado, 21 de abril de 2012

Com o giz na mão.

Quando eu ainda ensinava História (há muito tempo atrás), gostava de contar para os alunos a versão verdadeira, ou a mais aceitável, da história de Tiradentes.
Nada a ver com a versão romanceada dos livros de História do ensino fundamental, que inclusive aproximava-o fisicamente da imagem, convencionalmente aceita, de Jesus Cristo.
Não que Tiradentes não tenha sua importância na História do Brasil, mas deixava claro aos alunos que ele foi um "bode expiatório", que morreu por não ter "as costas quentes" como os demais insurretos e ainda, que só se tornou o mito que é hoje, com o advento da Proclamação da República, quando o novo governo necessitava de um herói militar, oriundo das camadas populares e que morrera lutando pela independência do país do julgo de Portugal.
Já publiquei sobre isso no Blog antigo e  você pode procurar o texto, intitulado "Tiradentes", clicando aqui.
Esse breve resumo da História foi só pra contar que certa vez, um aluno  me perguntou sobre a possibilidade de Tiradentes não ter morrido, pois ele havia lido em algum lugar que Tiradentes teria sido salvo pela Maçonaria, que em seu lugar colocou um mendigo para ser enforcado enquanto o verdadeiro Tiradentes era enviado, a salvo, para algum lugar fora do Brasil.
Com o advento da internet, as várias teorias da conspiração, umas com base científicas, outras não, fazem com que os alunos mais curiosos transformem-se em detetives, querendo arrancar de nós, incautos professores, alguma confissão para validar a teoria.
Já fui questionado em sala de aula:
- Se é verdade que Getúlio Vargas não suicidou-se, mas sim, assassinado (essa é a mais clássica das teorias da conspiração no Brasil).
- Sobre o navegador anônimo, que teria escrito cartas relatando a descoberta do Brasil bem antes de Pedro Álvares Cabral.
- Sobre a veracidade da inscrição Fenícia na Pedra da Gávea.
- Se é verdade que a CIA tramou a morte do Kennedy.
- Uma aluna certa vez, apaixonada por Leonardo da Vince, aproveitando a onda de publicações, me questionava constantemente sobre o tal "código".
- Se Jesus era maçom. (E até onde eu sei, a Maçonaria surgiu na Idade Média).
Para que meus alunos não fiquem ofendidos, quero lhes dizer que adoro ouvir essas teorias e, sempre que posso, ou sempre que sei, lhes dar alguma resposta convincente, ou o meu próprio ponto de vista.
E para empatizar-me com eles, digo que quando aluno, também tinha as minhas curiosidades, o que acabava sempre em questionamentos aos professores, geralmente de História.
Recordo que no cursinho, procurei um professor, questionando-lhe sobre a possibilidade de Getúlio Vargas e Tancredo Neves, terem sido assassinados.
Lembro que ele respondeu que Getúlio havia suicidado, que não existe qualquer indício de assassinato. E concluiu de modo a me deixar mais cabreiro com a história: "Já a morte do Tancredo... essa foi mais estranha".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Feliz Dia do Índio.

Hoje é dia do Índio!
Os simpáticos habitantes primeiros da nossa Terra Brasilis.
Que aqui chamavam de Pindorama, e os Portugueses insistiram em batizar como Brasil.
Tudo graças ao Pau Brasil, árvore abundante por aqui na época da chegada da esquadra de Cabral.
Fosse hoje, ao chegar aqui e ver o mar de cana de açúcar que nosso país tem se tornado, penso que batizariam o país de Canavialis.
E por que o Pau Brasil chama-se Pau Brasil?
Pau, porque é madeira. Óbvio!
E Brasil, por causa da sua cor avermelhada, semelhante ao brasil (braseiro, brasa) de uma fornalha.
Seja como for, decidiram que o dia 19 de abril seria o dia do índio, desde os tempos que Getúlio Vargas resolveu instituí-lo, após o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, no México, dar as diretrizes da preservação da cultura indígena.
Mas que bom que existe uma data para exaltar os primeiros habitantes do nosso Brasil, assim alguns se esquecem do genocídio e do etnocídio que se abateu sobre os índios, custando a vida de aproximadamente 9 milhões deles.
Apesar dos pesares, Feliz Dia do Índio!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carlos é sobrenome.

Terminou hoje a última etapa da confecção do meu passaporte.
Retirei-o na Polícia Federal, na cidade de Ribeirão Preto após mais de 2 meses tramitando o processo de confecção, que começa com o pagamento da taxa, passa pelo agendamento de data disponível (o mais demorado), a entrevista e entrega dos documentos necessários e termina com a retirada.

Salvo engano, é o último documento que faltava ao Blogueiro.

RG, tirei aos 10 anos, após ter sido barrado ao viajar de ônibus de Guaíra (onde passava férias) para Ipuã. Naquele dia, decidi que um documento de identificação facilitaria viagens futuras.

CPF veio aos 16, quando abri conta em banco e precisava para poder usar cheque.

Reservista aos 18, por força da lei.

CNH aos 18 e meio, não deu para tirar aos 18 exatos porque estudava fora.

E agora, aos 35 anos, tiro meu Passaporte.

Tirar passaporte é simples, não tem complicação alguma. Aliás, o que mais deu complicação foi meu nome.
Eu explico...

Chego na sede da PF para entrega dos documentos e entrevista, sou recepcionado por uma educada mocinha que chama:
- Orandes Carlos.

Entro, sento à sua frente, cumprimento-a educadamente (como mamãe me ensinou que devemos tratar os funcionários públicos, sobretudo os funcionários públicos do sexo feminino).

Ela pergunta:

- Seu nome é Orandes Carlos?

Eu respondo:

- Orandes, o Carlos é sobrenome.

Com cara de espanto ela confirma, como que querendo que eu me questionasse sobre um possível engano (o que seria um engano de 35 anos):

- Carlos é mesmo sobrenome???

Novamente confirmei.

E ela, ainda incrédula:

- Seus irmãos também assinam Carlos?

Pensei em dar-lhe toda a genealogia do nome, iniciada quando Zeca Faustino casou-se com Maria Alta e todos seus filhos assinaram "Carlos da Rocha", inclusive Onofre, que casara com Donatília e todos seus filhos também assinavam "Carlos da Rocha".

Limitei-me a responder que tenho apenas irmãs, que levaram apenas o Rocha, além do sobrenome materno, mas que meu pai e seus irmãos assinavam o, tão estranho para ela, "Carlos".

Após a minha 3ª confirmação, a moça pôs-se a preencher a papelada, tirar foto, pegar assinatura de demais et céteras.

Terminada a burocracia, ela encerrou dizendo:

- Bom, então Carlos ficou como sobrenome. O Passaporte fica pronto dia 18.

Agradeci e fui embora pensando: Que raios ela tem contra o nome, ou no caso, sobrenome, "Carlos"?

Só porque meu nome é um tanto quanto incomum, não significa que tenha de ser nome composto para ficar mais comum.

Eis que hoje, vou para pegar o passaporte e sou chamado por um rapaz.

- Orandes!

Opa, já começamos bem. Finalmente não vou passar pelo inconveniente de ter de explicar que não tenho nome composto, mas um sobrenome confundido com nome.

Sentei, cumprimentei-o cordialmente.

Ele olha meu passaporte franzindo a testa, como que desconfiado que algo saíra errado e diz:

- Olha, Carlos está aqui como sobrenome.

Iria começar tudo de novo...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Galvão mengão

- "Eu já sabia!!!"
Gritou Galvão Bueno reiteradas vezes, naquele grande prêmio onde o Senna, já campeão antecipado, permitiu a ultrapassagem de Gerard Berger, seu companheiro de equipe, para que Alan Prost perdesse o "título" de vice campeão naquele ano.
Era o Grande Prêmio do Japão, e o ano era 1991.
A partir daí, comecei a acompanhar Galvão Bueno.
Ele estava na Globo na Copa de 1990, mas como aquela Copa foi tão horrorosa, até o locutor eu quis esquecer.
Só não esqueço Lazzaroni não convocando Neto para levar Bismarck e Tita.
Outra injustiça assim, só o Felipão levar Ricardinho e não Alex, na Copa de 2002.
Mas voltemos ao Galvão...
Em 1994 só deu ele nas transmissões da Globo.
E de lá pra cá, à medida que seu prestígio na Globo aumentava, meu senso crítico também o fazia.
Depois de uma entrevista onde ele afirmou que jamais criticaria a Seleção, pois como patriota ele tem de sempre elogiar a Seleção, pra mim o pouco de credibilidade que lhe dava, foi pro espaço.
A proximidade da relação que ele tem com certos jogadores o impede de ser imparcial.
Jogadores amigos seus, jamais são criticados. Mesmo jogando mal, ele consegue a proeza de arrancar elogios para eles.
Costumo dizer que muitas vezes ele não está narrando o jogo a que estamos assistindo.
Sua já anunciada despedida promete uma overdose de Galvão na TV.
Prova disso foi a presença dele no Altas Horas sábado passado, onde ele revelou (contrariando a determinação da Globo que proíbe jornalista de fazer isso) ser Flamenguista. Além de Salgueirense.
Revelou ainda uma certa simpatia pelo Santos, que ele acompanhou, ainda garoto, na época de Pelé.
Recordo de um jogo Palmeiras x Flamengo. onde o Bebeto pegou a bola e parou na frente do zagueiro palmeirense e Galvão bradou a plenos pulmões:
- "Vai Bebeto! Parte pra cima dele!!!"
Percebendo que sua torcida extravasara os limites da ética, corrigiu em voz mais branda:
- "Craque como o Bebeto, em má fase, a gente torce para que ele jogue bem".
Então tá!
Mas a revelação de sua Flamenguice não nos assusta. Aliás Galvão: "Nós já sabíamos".
Segue abaixo a relação de algfuns jornalistas e seus times de coração.
A fonte são vários sites, basta uma boa pesquisada no google.

TV Globo
Galvão Bueno – Flamengo
Cléber Machado – Santos
Luís Roberto – São Paulo
Mauro Naves – Corinthians
Sérgio Noronha – Vasco

TV Bandeirantes
Nivaldo Prieto – Palmeiras
Luciano do Valle – Ponte Preta
Mauro Beting – Palmeiras
Milton Neves – Santos
Renata Fan - Internacional
Neto - Corinthians
Denílson - São Paulo.
Ronaldo - Corinthians.
Ulisses Costa - Palmeiras.
Dr Osmar de Oliveira - Corinthians

SporTV
Luis Carlos Jr. – Fluminense
Milton Leite – Corinthians
Paulo César Vasconcelos – Botafogo
Alex Escobar – América-RJ
Renato Maurício Prado – Flamengo
Marcelo Barreto – Flamengo
Alberto Helena Jr. – São Paulo
José Roberto Wright – Fluminense
Roberto Assaf - Flamengo
André Loffredo - Corinthians
Maurício Noriega - Palmeiras
Armando Nogueira - Botafogo
André Rizek - Corinthians

ESPN Brasil
José Trajano – América-RJ
Paulo Vinícius Coelho – Palmeiras
Mauro César Pereira – Flamengo
Paulo Calçade – Corinthians
Antero Greco – Palmeiras
Sílvio Lancellotti – Corinthians
Soninha – Palmeiras
André Plihal – São Paulo
João Palomino – São Paulo
Paulo Amigão Soares – São Paulo
Fernando Calazans – Flamengo
Juca Kfouri – Corinthians
Márcio Guedes - Botafogo
Celso Unzelte - Corinthians
Marcelo Duarte - Corinthians
Flávio Gomes - Portuguesa
João Carlos Albuquerque - Santos
Arnaldo Ribeiro - São Paulo
André Kfouri - Corinthians

Outros
José Silvério (Band-SP) – Cruzeiro
Wanderley Nogueira (Jovem Pan-SP) – São Paulo
Flávio Prado (Jovem Pan-SP) – São Paulo
José Carlos Araújo (Rádio Globo-RJ) – Fluminense
Mauro Leão (O Globo) – Botafogo
Fernando Vanucci (Rede TV!) – Botafogo
Pedro Ernesto (Rádio Gaúcha) – Grêmio
Wianey Carlet (Zero Hora) – Internacional
David Coimbra (Zero Hora) – Grêmio
Paulo Brito (RBS) – Internacional
José Aldo Pinheiro (RBS) – Grêmio
Luís Carlos Ostermann (Zero Hora) - Grêmio
Sérgio Xavier Filho (Placar) - Grêmio
José Roberto Torero (Folha de S. Paulo) - Santos
Heródoto Barbeiro (Cultura) - Corinthians
José Calil (Rede TV) - Santos
Sílvio Luiz (Rede TV) - São Paulo
Éder Luís (Record) - Marília
Ricardo Capriotti (Sportv) - Corinthians
Roberto Avallone - Palmeiras
Jorge Kajuru (TV Sporte interativo) - Palmeiras

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Você se lembra?

O blogueiro recorda, com penosas lembranças, da musiquinha de encerramento do fantástico.
Nada era mais angustiante que aquilo.
A musiquinha de encerramento sinalizava que o fim de semana acabara e que logo logo você seria sumariamente expulso do seu sono, para retomar à labuta da segunda feira.
Só então percebíamos o quanto era curta, a distância que separava a sexta feira a tarde (começo do fim de semana), da musiquinha do fantástico.
Não sei quem foi seu compositor, mas eu o odeio com todas as minhas forças!!!
Penso que seria a trilha sonora perfeita para o momento em que a carruagem da Cinderela se transformava em abóbora.
Lembro de ficar parado, inerte em frente à TV suplicando que alguma coisa acontecesse, algo que me desse alguma esperança de que a segundona não seria o 1º dia de aula na semana.
Tirando a vez que morreu o Presidente eleito Tancredo Neves, minhas súplicas nunca foram atendidas. Não quero ser acusado da morte do Presidente, por favor, foi apenas uma infeliz coincidência.
Nas outras vezes, o que aparecia na TV eram os "Gols do Fantástico" e se a insônia, que me acompanha desde a mais tenra idade, persistisse, eu ainda assistia à série de TV "Dallas", torcendo é claro para as canalhices do JR Ewing.
Depois disso não tinha jeito, papi e mami me expulsavam da sala direto pro quarto para dormir, onde eu ainda rolaria na cama pensando em como o fim de semana era curto e como ainda estava longe a próxima sexta feira à tarde.
PS: Se você nunca ouvir a musiquinha, não sabe que havia os Gols do Fantástico, não sabe quem foi Tancredo Neves e nunca ouviu falar em Dallas (tampouco no JR), sinceramente, não sei o que o fez perder o tempo lendo até aqui.

PS2: Já que perdeu seu tempo, pelo menos vou te "presentear" com a musiquinha. O resto, tu que procure no google!



domingo, 15 de abril de 2012

Nos palanques da vida.

Uma breve análise dos principais grupos políticos de Ipuã nos últimos 30 anos!

Há muito tempo que eleições municipais Ipuanenses são marcadas pela presença de dois grandes grupos políticos.
Um, representado pelo PMDB e outro representado, no passado pelo PDS (atual PP) e mais recentemente, substituído pelo PSDB.
Os partidos que porventura fundaram-se desde então, giravam na órbita desses dois grupos.
É o caso do PL (atual DEM) que sempre esteve coligado ao PMDB em todas as eleições desde 1986, e o PSDB, que sempre fez coligação com o PP, ora como cabeça de chapa (como em 1996), ora como vice (como em 2000).
A eleição de 2004 "bagunçou" um pouco as coisas.
O grupo do PMDB trincou após a malfadada convenção do partido para a escolha do candidato no ano 2000, e acabou de rachar de vez na eleição de 2004, quando um suporto acordo de revezamento de candidaturas não foi cumprido.
Surgia um 3° grupo, representado pelo PPS.
Um grupo nascido da costela do PMDB, que atraiu muita gente daquele partido.
A divisão não era mais partidária, mas ganhou um toque de pessoalidade entre simpatizantes de dois ex prefeitos.
Naquela ocasião, quem antes era contra o PMDB não vi problemas em aproximar-se do PPS, ainda que o candidato tivesse sido PMDB sua vida toda.
Muitos eleitores do PSDB votaram no candidato do PPS para tirar o PMDB do poder.
A divisão começava a deixar de ser tão nítida assim.
Mas seria a eleição de 2008, a responsável pelo fim da dicotomia política ipuanense.
Adversários históricos, PMDB e PSDB uniram-se naquela eleição para impedir a reeleição do candidato do PPS.
E continuaram partidos co irmãos desde então.
Até agora...
Acredito que antigas feridas não cicatrizaram, e que anos de rancores de parte a parte, sobretudo da eleição de 1996, apenas permaneceram escondidos (mas não esquecidos), em nome do objetivo comum de retornar ao Executivo Municipal.
É inegável que o PSDB, na figura de seu pré candidato, disponha de uma boa parcela do eleitorado ipuanense. Parcela que esteve misturada nas últimas eleições: um pouco com o PMDB, outro pouco com o PPS e que agora vão migrar para seu lugar de origem.
A grande pergunta é: Quais dos outros dois grupos políticos perdem mais voto com a candidatura do PSDB?
Cada vez mais vou achando a eleição de 2012, a mais interessante dos últimos 20 anos!

sábado, 14 de abril de 2012

Com o giz na mão.

Se tem uma coisa que a faculdade não ensina, e nem teria como, é a maneira como o professor vai dar aula.
Não existe uma fórmula do tipo, "para ser o professor ideal, você tem de...".
Claro que existem coisas a ser evitadas e outras que devem ser seguidas, mas o "jeitão" de cada professor é único, e não existe o certo e nem o errado.
Extrovertido ou Sisudo? o que conta partes de sua vida ou o que a preserva? transigente ou intransigente?
Cada um de nós criamos o nosso próprio estilo ao longo dos anos de aula, e acreditem, mudamos constantemente ao sabor da nossa vontade ou da necessidade de adaptação de uma sala para outra.
E como a transferência é inevitável, trago comigo muita coisa de professores que tive ao longo dos anos de estudante, procurando absorver (diferente de copiar) o que cada um tinha de bom para eu poder aprender e criar o meu "jeitão".
E uma triste, mas verdadeira, constatação: O professor que sou hoje foi moldado muito mais em razão de não querer ser como muitos professores que eu tive, por não considerá-los bons exemplos, que necessariamente uma compilação dos bons exemplos de professores excelentes que tive.
Sou muito mais o que eu evitei querer ser, que aquilo eu queria ser.
E antes que fique mais abstrato, melhor parar por aqui!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Feira do Livro CBS 2012

Uma boa opção cultural para o seu fim de tarde, começo de noite de hoje é a Feira do Livro promovida pelo Colégio Bom Samaritano (CBS).
O evento acontece na Praça D. Pedro II (Igreja Matriz) e vai até às 20:30h e conta com stands de livros para todas as idades e atrações teatrais.
Ao longo do dia, alunos de várias escolas municipais visitaram a Feira e divertiram com a encenação de "Alice no país das Maravilhas" apresentada por alunos do CBS.
A Feira estava prevista para encerrar às 18:00h mas a apedido de muitos visitantes estendeu o horário para que mais pessoas pudessem prestigiar.
Além de ser uma boa opção cultural para essa sexta, é também uma boa opção econômica, uma vez que em eventos assim os livros custam menos que nas livrarias.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Como o blogueiro previu.

O Ex Prefeito, Juscelino Maruno, confirmou sua pré candidatura a Prefeito de Ipuã nas eleições deste ano.
Quem informou a notícia foi o líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal, Vereador Alessandro, em nota pendurada no feicebuqui, na madrugada de ontem.
Claro que entre ser pré candidato e confirmar a candidatura, existe um período de tempo que para que ele ratifique ou retifique a ideia de ingressar na peleja eleitoral de 2012.
Seja como for, o primeiro passo foi dado e ele tem ainda 3 meses pela frente para amadurecer a ideia e principalmente, buscar alianças.
Seus ânimos devem ter se animado após a procura de outros candidatos, oferecendo-lhe até uma eventual vaga de vice em suas chapas, ainda que no passado tenham sido adversários ferrenhos e críticos contumazes.
O Blogueiro insinuou, em diversas oportunidades, que a cidade teria 3 prés candidatos, e sem citar nomes de nenhum deles, incluía o Ex Prefeito no roll dos "prefeitáveis". E para os mais chegados, falei várias vezes em privado sobre tal hipótese.
Caso os "Prés" tornem-se "Candidatos" até o dia 07 de Julho, teremos então os seguintes gladiadores do UFC Eleitoral Ipuanense:
- Juscelino Maruno, pelo PSDB.
- Léo Nascimento, pelo PPS.
- Nenê Barriga, pelo PMDB.
Faltam agora definir os vices.
Cada dia que passa, acho essa eleição a mais interessante da história recente de Ipuã.