Diz um ditado que "o tempo é o senhor da razão".
Outro diz que "errar é humano".
E é justamente com estes dois ditados que escrevo esta "carta" de desculpas merecidas a pessoas que, hoje, julgo terem sido injustiçadas com palavras duras (algumas até ofensivas) de minha parte.
Espero que leitores compreendam e que os ofendidos, motivados pelo espírito cristão do perdão, possam receber tais desculpas.
Quem acompanha este espaço sabe que vez por outra esta instituição é alvo de crítica por minha parte.
Não só a instituição em si, mas muitos de seus membros e até mesmo, vez por outra, seu Chefe.
Sobretudo no começo deste ano de 2017, quando não poupei adjetivos, nada lisonjeiros, criticando veementemente de maneira precipitada esta instituição que, a bem da verdade, não merecia estas críticas de minha parte.
Se é verdade que houve alguns tropeços dela [a instituição] no começo, também é verdade que com o andar da carruagem as coisas foram se arrumando e hoje caminham de maneira invejável até mesmo por aqueles que torcem contra.
O próprio chefe maior da instituição é exemplo disso.
Começou de maneira tímida, com pouca voz de comando, muitas vezes tratado como chacota pelos adversários e até mesmo pelos apoiadores. Mas bastaram os primeiros resultados aparecer para que ele pudesse imprimir se estilo e a equipe toda, em sintonia, fazer a coisa melhorar.
E que melhora!
Desta forma, críticos contumazes - como este que vos escreve - tiveram suas bocas caladas face aos resultados obtidos e sobretudo, ao sucesso de público e crítica que agora vemos.
Reconheço que critiquei injusta e precipitadamente, pessoas que não mereciam; e venho a público pedir desculpas e mais, reconhecer que não entendo mesmo do assunto que julgava ser autoridade.
Quero neste artigo, pedir desculpas ao S. C. Corinthians Paulista, que desde o início do ano tenho dito que é "o pior Corinthians que já vi jogar". Pedir desculpas a cada atleta do clube, na figura do treinador Fábio Carille, cujos resultados obtidos não apenas me fizeram calar a boca, como engolir as críticas feitas este ano.
O campeonato paulista, o título simbólico do 1º turno da maneira como foi conquistado e a forma aplicada como a equipe se comporta, para mim já basta neste ano de 2017.
Ainda que o Brasileirão não venha (toc toc toc) em uma destas catástrofes que vez ou outra acontece no futebol, não me fará novamente voltar a criticar esta equipe que já me orgulha pelo muito que fez, com o pouco que tem.
Como torcedor apaixonado que sou, e pela minha extensa folha de serviços dedicada ao clube em 4 décadas de Corinthianismo, certamente serei perdoado pela Instituição.
E admito: não devo entender de futebol como eu pensava.
Segue o baile.
Ou melhor, segue o líder!
segunda-feira, 31 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
E numa Creche bem perto daqui...
E a situação pode piorar.
Rumores dão conta de falta de carne.
O leite voltou a ser servido hoje, graças à intervenção da funcionária responsável (e competente) pelas compras da Educação.
Quanto ao pão, está substituído por bolacha até a situação se normalizar, o que deverá acontecer na 1ª semana de Agosto.
Daqui 10 dias.
Curioso é que se sabe que tem aluno, se sabe que tem merenda, por que não planejar melhor?
Já pensou se fosse na Creche de 300 alunos?
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Pense duas vezes antes de trair uma compositora.
O Ministério do Amor, Paixão e Sentimentos Afins adverte: Se namorar uma cantora/compositora, não traia.
sábado, 22 de julho de 2017
Julho em A Voz Ipuanense.
Garantia do Direito à Educação ou cumprimento do dever?
Por Orandes Rocha*.
Fui convidado para ser o Palestrante que
abriria o I Encontro Regional de Direito à Educação, promovido pelo Centro de
Ensino Superior de São Gotardo/MG (CESG), para falar sobre o Plano Nacional da
Educação (PNE) com a seguinte provocação: Garantia do Direito à Educação ou
cumprimento do dever?
A plateia, composta por alunos e alunas do
Direito e da Pedagogia, exigia de mim uma resposta não simplória para uma
questão tão complexa.
Por um lado, exaltamos aos quatro ventos que
Educação nos é um direito, inclusive constitucional, mas nos esquecemos muitas
vezes que para todo direito à uma correspondência: o dever.
O que é direito para alguém é dever para outro
alguém. O outro alguém, no caso, é o Poder Público, seja ele Municipal,
Estadual ou Federal, cada um dentro das suas competências legais.
O binômio direito/dever é, portanto,
indissociável.
Na ocasião, ousei divagar sobre a
subjetividade do direito à Educação.
O art 5º da LDB traz que a Educação é um
direito público subjetivo para especificar que, cabe ao cidadão exigir das
autoridades competentes a contemplação deste direito, portanto é facultando ao
indivíduo a contemplação deste direito.
Subjetividade essa que deve ser vista com
cautela, uma vez que pena nossa legislação o ensino era obrigatório dos 7 aos
14 anos e agora dos 4 aos 17 anos. Neste caso, não cabe ao indivíduo a decisão
de acionar o direito ou não.
Cito a questão da obrigatoriedade para introduzir
o outro lado da moeda: o dever.
Tudo o que é direito para alguém encontra o
correspondente dever em outrem.
Evidente que ao tornar obrigatória a
escolaridade e direito do cidadão à Educação Básica o Estado tem o dever de
garantir que este direito seja efetivado.
Razão pela qual a oferta de vagas é
imprescindível, não podendo ser negada sob nenhuma circunstância. O aluno tem o
direito à matrícula na escola pública que ele bem entender.
Curioso como ao excluir a Educação Infantil e
o Ensino Superior do binômio direito/dever o Estado praticamente “passa recibo”
de que é incapaz de garantir estas modalidades de ensinos a todos cidadãos e
cidadãs.
Tornar a Educação Infantil obrigatória,
obrigaria o Estado a oferecer, por exemplo, vagas em creches a todas as
crianças. O mesmo com o Ensino Superior.
Aliás, este último um gargalo impossível de
ser desfeito, haja visto que Universidade Pública no Brasil é para poucos,
quando deveria ser para todos, como discutirei adiante.
Mas creche é um gargalo passível de ser
desfeito, basta investimento maciço nesta etapa da educação que até 20 anos
atrás era tratada (e financiada) como responsabilidade da Assistência Social e
não da Educação.
Não por outra razão em mais de 60 anos de
História Ipuanense apenas 4 Creches foram construídas pelo Poder Público, sendo
uma delas ampliada mais tarde. Coincidentemente, esta a que me refiro, foi
construída e ampliada durante nossa gestão a frente do Departamento de Educação
do Município.
O PNE traz em sua Meta 1 a questão da Educação
Infantil com os objetivos de universalizar a educação infantil e atender à
metade da demanda por vagas em Creche.
O reconhecimento, como disse antes, de ser
impossível oferecer creche a todos mas uma sinalização de que o objetivo desta
meta é minorar o problema pela metade. Para isso, há inúmeras estratégias
inclusive com financiamento público para construção de creches.
Divagações como estas me levam a refletir
sobre outro binômio presente na educação: quantidade/qualidade.
Ao oferecer vagar a todos, ao eliminar o
analfabetismo funcional, ao dobrar vagas etc o PNE estipula trabalha com
quantidade, mas e a qualidade?
A qualidade expressa na Meta 7 refere-se à
Educação Básica, aferida pelo índice oficial, o IDEB.
Mas o IDEB de fato avalia a qualidade do ensino?
Essa questão daria resposta para outro
artigo, e não vem ao caso no momento.
O que discuto é a questão da qualidade nem
sempre acompanhada da quantidade.
Universidade Pública por exemplo. A
Universidade de São Paulo (USP) se jacta - e com todos os méritos e justiça -
de ser a melhor Universidade Brasileira ranqueada no QS World University
Ranking, única Brasileira entre os 200 primeiros lugares, classificada em 120º
na edição de 2016 do referido ranking.
Mas eu pergunto: Para quem é a USP?
Para uma minoria privilegiada que, por seus
próprios méritos, destaco, conseguiram uma vaga na melhor Universidade do
Brasil e uma das melhores do Mundo.
O que me leva a outra pergunta: Por que não “USP”
para todos?
Soa meio utópico, mas utópico eu sou, desejar
que a Universidade Pública deva ser, como a Educação Básica, para todos, e que
a Universidade Pública seja de qualidade, como a USP e tantas outras no Brasil.
Como bem dizia – e diz – Mário Sérgio
Cortella, "Qualidade sem quantidade
não é qualidade, é privilégio... Qualidade social exige quantidade total“.
A Universidade Pública, sob esse prisma, é,
infelizmente, um privilégio.
Mas tanto a quantidade como a qualidade
necessitam de investimento financeiro. Em outras palavras: dinheiro.
O PNE traz consigo em sua meta 20 a fonte de
recursos de onde sairia todo o dinheiro necessário (a revista Exame calculou em
R$ 800 bilhões nos 10 anos de execução do Plano) que prevê maciço investimento
na Educação e a meta audaciosa de elevar a porcentagem do PIB nacional aplicado
em Educação dos atuais 5% para 10% em 2024.
Preocupa que valor tão alto de investimento
tenha sido depositado no produto que, quando da elaboração, votação e aprovação
do PNE, era a menina dos olhos do Governo Federal: O Pré Sal.
Segundo o PNE, 75% dos Royalties do Pré Sal
seria destinado à Educação, além de 50% de um Fundo Social a ser criado.
Depositar o investimento da educação nacional
em um produto que ainda sequer tinha jorrado nas torneiras da empresa
prospectora é o mesmo que garantir a compra de um carro com o prêmio da loteria
que espero ganhar semana que vem.
Quando da definição de boa parte do
financiamento do PNE por meio do Pré Sal, o preço do barril de petróleo era
aproximadamente US$110,00; enquanto em abril último este preço estava em pouco
mais de US$50,00.
Em outras palavras: nosso “bilhete de
loteria” desvalorizou pela metade em poucos anos, inviabilizando a “compra do
carro”.
Como tentei explicar na palestra adaptada a
este texto, o Direito à Educação encontra-se na mesma medida que o Dever do
Estado, e este deve ser balizado pelo binômio quantidade/qualidade se quisermos
de fato ter a Educação que sonhamos.
O PNE foi uma ótima iniciativa neste sentido,
mas convenhamos, com o planejamento financeiro (indispensável, pois não se faz
Educação em dinheiro) que foi realizado, corre o mesmo risco de ser um Plano
que apontará evoluções, mas não o cumprimento efetivo de suas metas.
*Orandes Rocha, com todo respeito aos que
vivem disso, acha palestra um dinheiro preguiçoso.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Entre Prós e Contras: desapropriação do Prédio do Asilo.
Após a sessão que deu início ao processo (que pode se arrastar por anos) de desapropriação do Prédio onde funcionava o Asilo, opiniões divergentes apareceram ao Blogueiro na forma de e-mails, comentários e bate papo.
Segue um resumo:
Favoráveis à desapropriação.
* Local abandonado, sujeito à invasões (de moradores de rua) e ambiente propício para uso inadequado por parte de vândalos, proliferação de pragas urbanas etc...
* Desinteresse dos proprietários (teoricamente a Sociedade São Vicente de Paulo) em manter o Asilo funcionando ou mesmo a manutenção do local, repita-se, abandonado.
* Desinteresse de qualquer outra Entidade ou Associação séria da cidade em assumir o local como Asilo.
Contrários à desapropriação.
* Fim do sonho de um dia voltar a funcionar o Asilo em Ipuã.
* Desconfiança sobre o possível destino a ser dado ao Prédio e certeza de que Asilo nãop será.
* Uma obra fruto da generosidade coletiva do povo Ipuanense sendo expropriada pelo Poder Público Municipal.
Questões a serem discutidas:
* Quem é o dono do imóvel? Há escritura ou qualquer outro documento comprobatório? Não havendo dono comprovado, não haverá necessidade de indenização?
* O que será feito de imediato para que não ocorra invasões ou uso inadequado?
* Creche (como tem sido especulado) é a melhor opção?
Minha conclusão:
Contra ou a favor, a situação posta é essa: foi dado início ao processo de desapropriação do prédio onde funcionava o Asilo.
Uma vez que "Inês é morta", talvez seja o momento da Administração Municipal dar um passo adiante em meio à tamanha polêmica e transformar aquele espaço, infelizmente hoje símbolo de descaso e desolação, em um ambiente prazeroso, destinado a algo como Cultura (um espaço cultural, já pensaram?), ou para uso da Cidadania, destinado ao cuidado, recreação e ocupação da 3ª idade.
Mas na minha humilde opinião, não uma Creche.
Cabe a Prefeitura agora dar razão aos críticos do Projeto, ou calá-los com uma iniciativa eficaz.
Seja o que for, tem de ser feito com alguma pressa, em negociação (hábil e diplomática) com a Entidade dos Vicentinos, sob o risco de continuar a mesma situação de desolação e uso inadequado, só que agora com outro dono.
O argumento de "como está não pode ficar" é verdadeiro e justo, mas não pode apenas trocar de dono.
A diferença é que, com o novo dono, do outro lado do lago, a população agora tenha onde ir cobrar para que o locar não fique abandonado.
Como está, não pode ficar.
Segue um resumo:
Favoráveis à desapropriação.
* Local abandonado, sujeito à invasões (de moradores de rua) e ambiente propício para uso inadequado por parte de vândalos, proliferação de pragas urbanas etc...
* Desinteresse dos proprietários (teoricamente a Sociedade São Vicente de Paulo) em manter o Asilo funcionando ou mesmo a manutenção do local, repita-se, abandonado.
* Desinteresse de qualquer outra Entidade ou Associação séria da cidade em assumir o local como Asilo.
Contrários à desapropriação.
* Fim do sonho de um dia voltar a funcionar o Asilo em Ipuã.
* Desconfiança sobre o possível destino a ser dado ao Prédio e certeza de que Asilo nãop será.
* Uma obra fruto da generosidade coletiva do povo Ipuanense sendo expropriada pelo Poder Público Municipal.
Questões a serem discutidas:
* Quem é o dono do imóvel? Há escritura ou qualquer outro documento comprobatório? Não havendo dono comprovado, não haverá necessidade de indenização?
* O que será feito de imediato para que não ocorra invasões ou uso inadequado?
* Creche (como tem sido especulado) é a melhor opção?
Minha conclusão:
Contra ou a favor, a situação posta é essa: foi dado início ao processo de desapropriação do prédio onde funcionava o Asilo.
Uma vez que "Inês é morta", talvez seja o momento da Administração Municipal dar um passo adiante em meio à tamanha polêmica e transformar aquele espaço, infelizmente hoje símbolo de descaso e desolação, em um ambiente prazeroso, destinado a algo como Cultura (um espaço cultural, já pensaram?), ou para uso da Cidadania, destinado ao cuidado, recreação e ocupação da 3ª idade.
Mas na minha humilde opinião, não uma Creche.
Cabe a Prefeitura agora dar razão aos críticos do Projeto, ou calá-los com uma iniciativa eficaz.
Seja o que for, tem de ser feito com alguma pressa, em negociação (hábil e diplomática) com a Entidade dos Vicentinos, sob o risco de continuar a mesma situação de desolação e uso inadequado, só que agora com outro dono.
O argumento de "como está não pode ficar" é verdadeiro e justo, mas não pode apenas trocar de dono.
A diferença é que, com o novo dono, do outro lado do lago, a população agora tenha onde ir cobrar para que o locar não fique abandonado.
Como está, não pode ficar.
Desapropriação encerra de vez o Lar São Vicente de Paulo em Ipuã.
Foi votado (e aprovado com 3 votos contrários, 4 favoráveis e uma abstenção) às 12:00 de hoje na Câmara Municipal um Projeto de Lei desapropriando o terreno e o prédio do Lar São Vicente de Paulo onde durante anos funcionou o Asilo.
Qualquer sonho, por mais utópico que fosse, de que um dia poderia alguma Entidade Municipal assumir e voltar a fazer funcionar o Asilo de maneira honesta e digna aos abrigados, está oficialmente impossibilitado de se realizar.
A história você deve lembrar.
Resumindo (e sem juízo de valor): Denúncia de irregularidades diversas - Intervenção - Briga entre Administração Municipal e Mantenedores da instituição - Mudança no estatuto - Fechamento da instituição e transferência dos abrigados.
Nesse meio tempo, até porque era ano eleitoral, notícias sobre a Administração Municipal assumir o Lar e reverter a tragédia de seu fechamento pipocaram nas redes sociais.
O tempo passou e as palavras ditas na internet viraram pó.
Como aliás quase todas ditas no período eleitoral.
Uma nota no jornal da cidade, já em 2017, comunicava oficialmente que a Prefeitura de Ipuã estava devolvendo o prédio onde funcionava o asilo aos Vicentinos (entidade dona do imóvel).
E eis que hoje, a pá de cal que faltava: o prédio construído com a ajuda de muitos ipuanenses e doado aos Vicentinos para que ali funcionasse um Asilo, será* desapropriado sob alegação de que será reformado e adaptado para funcionar como Creche (informação extra oficial*).
*Corrigido às 14:45h.
Qualquer sonho, por mais utópico que fosse, de que um dia poderia alguma Entidade Municipal assumir e voltar a fazer funcionar o Asilo de maneira honesta e digna aos abrigados, está oficialmente impossibilitado de se realizar.
A história você deve lembrar.
Resumindo (e sem juízo de valor): Denúncia de irregularidades diversas - Intervenção - Briga entre Administração Municipal e Mantenedores da instituição - Mudança no estatuto - Fechamento da instituição e transferência dos abrigados.
Nesse meio tempo, até porque era ano eleitoral, notícias sobre a Administração Municipal assumir o Lar e reverter a tragédia de seu fechamento pipocaram nas redes sociais.
O tempo passou e as palavras ditas na internet viraram pó.
Como aliás quase todas ditas no período eleitoral.
Uma nota no jornal da cidade, já em 2017, comunicava oficialmente que a Prefeitura de Ipuã estava devolvendo o prédio onde funcionava o asilo aos Vicentinos (entidade dona do imóvel).
E eis que hoje, a pá de cal que faltava: o prédio construído com a ajuda de muitos ipuanenses e doado aos Vicentinos para que ali funcionasse um Asilo, será* desapropriado sob alegação de que será reformado e adaptado para funcionar como Creche (informação extra oficial*).
*Corrigido às 14:45h.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Expuã 2017: Shows que faltavam (e meu comentário sobre os valores).
Publicado no Diário Oficial as outras duas apresentações que faltavam para a Expuã 2017.
A dupla Bruno e Barreto se apresentará dia 09/09, ao custo de R$135.000,00.
E o cantor Felipe Araújo, no Feriado de 07/09, pelo valor de R$94.900,00.
A Expuã fica então definida com a seguinte grade de shows:
06/09: Israel e Rodolfo.
07/09: Felipe Araújo.
08/09: Milionário e Marciano (Lendas).
09/09: Bruno e Barreto.
Quando a grade de shows ainda era extra oficial, pesquisamos os valores referentes aos shows especulados, considerando apenas o ano de 2017 e shows realizados no Estado de São Paulo (confira aqui).
Com base nesta pesquisa, teríamos no melhor cenário (mais barato), um custo de R$ 275.000,00.
No pior cenário (mais caro): R$ 333.000,00.
A Expuã 2017 custará em shows o total de R$ 412.900,00.
Uma diferença de, na melhor das hipóteses, R$137.900,00 e, na pior, uma diferença de R$ 79.900,00 a mais para os cofres municipais Ipuanense.
Evidentemente que valores de shows obedecem à lógica do mercado, na qual atuam variáveis como: data da apresentação, época da contratação e exposição do artista no mercado.
Apenas me causou estranheza a majoração de mais de 70% no valor do show do Felipe Araújo, que se apresentou em Colina, na Festa do Cavalo este mês, pelo valor R$55.000,00.
Ao comparar os dois shows, uma explicação sensata para a diferença dos valores é a data da contratação dos mesmos.
Para apresentações na mesma semana que a Expuã, ou mesmo em meses anteriores, as contratações foram feitas em abril, enquanto para nossa festa, só no mês de Julho.
Pode parecer muito tempo, afinal faltam 2 meses para a realização da Expuã, mas minha pouca experiência neste assunto me permite afirmar sem medo de errar: estão contratando tarde.
E isso explicaria a diferença de valores entre quanto custaria a Expuã com base nos valores da pesquisa realizada, e quanto vai, de fato, custar a Expuã 2017 os contribuintes ipuanenses.
Explica, mas não justifica.
Afinal, com uma Comissão Organizadora experiente no assunto e os shows já especulados (sabidos, afinal a especulação se confirmou) há mais de 2 meses, é de se perguntar: por que não contrataram naquela época?
Parece que a questão da diferença no valor dos shows dos artistas, além das acima citadas, em Ipuã tem outra variável: Falta de planejamento.
A dupla Bruno e Barreto se apresentará dia 09/09, ao custo de R$135.000,00.
E o cantor Felipe Araújo, no Feriado de 07/09, pelo valor de R$94.900,00.
A Expuã fica então definida com a seguinte grade de shows:
06/09: Israel e Rodolfo.
07/09: Felipe Araújo.
08/09: Milionário e Marciano (Lendas).
09/09: Bruno e Barreto.
Quando a grade de shows ainda era extra oficial, pesquisamos os valores referentes aos shows especulados, considerando apenas o ano de 2017 e shows realizados no Estado de São Paulo (confira aqui).
Com base nesta pesquisa, teríamos no melhor cenário (mais barato), um custo de R$ 275.000,00.
No pior cenário (mais caro): R$ 333.000,00.
A Expuã 2017 custará em shows o total de R$ 412.900,00.
Uma diferença de, na melhor das hipóteses, R$137.900,00 e, na pior, uma diferença de R$ 79.900,00 a mais para os cofres municipais Ipuanense.
Evidentemente que valores de shows obedecem à lógica do mercado, na qual atuam variáveis como: data da apresentação, época da contratação e exposição do artista no mercado.
Apenas me causou estranheza a majoração de mais de 70% no valor do show do Felipe Araújo, que se apresentou em Colina, na Festa do Cavalo este mês, pelo valor R$55.000,00.
Ao comparar os dois shows, uma explicação sensata para a diferença dos valores é a data da contratação dos mesmos.
Para apresentações na mesma semana que a Expuã, ou mesmo em meses anteriores, as contratações foram feitas em abril, enquanto para nossa festa, só no mês de Julho.
Pode parecer muito tempo, afinal faltam 2 meses para a realização da Expuã, mas minha pouca experiência neste assunto me permite afirmar sem medo de errar: estão contratando tarde.
E isso explicaria a diferença de valores entre quanto custaria a Expuã com base nos valores da pesquisa realizada, e quanto vai, de fato, custar a Expuã 2017 os contribuintes ipuanenses.
Explica, mas não justifica.
Afinal, com uma Comissão Organizadora experiente no assunto e os shows já especulados (sabidos, afinal a especulação se confirmou) há mais de 2 meses, é de se perguntar: por que não contrataram naquela época?
Parece que a questão da diferença no valor dos shows dos artistas, além das acima citadas, em Ipuã tem outra variável: Falta de planejamento.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Enquanto isso no bar: Após a condenação.
Entre um gole e outro de cerveja, dois amigos no bar agora no final da tarde.
- Condenado tem que ir pra cadeia.
- Não cabe recurso?
- Depois de tudo que ele fez???
- Se a justiça tem estes recurso, não nos cabe questionar.
- Mas muita gente por muito menos foi presa.
- Existem os atenuantes, os et céteras.
- Isso é que revolta.
- E o cara fez muita coisa pelos que torciam por ele quando ele estava na ativa.
- E isso justifica o crime?
- Não, mas há de convir comigo que ele foi condenado sem provas.
- Provas houve aos montes. E não é porque não achou o corpo que não houve o crime.
- "Corpo?" que metáfora mais absurda para se usar para um caso de corrupção.
- Corrupção? O goleiro matou a esposa.
- Goleiro?
- O Goleiro Bruno, não é ele que você disse que foi condenado sem provas?
- Não!
- Então quem foi?
- Deixa pra lá.
- Condenado tem que ir pra cadeia.
- Não cabe recurso?
- Depois de tudo que ele fez???
- Se a justiça tem estes recurso, não nos cabe questionar.
- Mas muita gente por muito menos foi presa.
- Existem os atenuantes, os et céteras.
- Isso é que revolta.
- E o cara fez muita coisa pelos que torciam por ele quando ele estava na ativa.
- E isso justifica o crime?
- Não, mas há de convir comigo que ele foi condenado sem provas.
- Provas houve aos montes. E não é porque não achou o corpo que não houve o crime.
- "Corpo?" que metáfora mais absurda para se usar para um caso de corrupção.
- Corrupção? O goleiro matou a esposa.
- Goleiro?
- O Goleiro Bruno, não é ele que você disse que foi condenado sem provas?
- Não!
- Então quem foi?
- Deixa pra lá.
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