quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"Cargo à disposição".

Vendo a movimentação do Governo Federal em torno de uma reforma ministerial, entre demissões, mudanças de pastas e contratações, me ocorreu uma frase que vira e mexe algum ocupante de cargo comissionado solta: "Coloco meu cargo à disposição".

Frase infeliz, usada no sentido de "se o Executivo quiser me demitir, não me oponho".

Digo infeliz pelo seguinte: O cargo de quem ocupa emprego em comissão está "à disposição" desde o primeiro dia em que ele assumiu. O cargo não é teu cara pálida, é do Prefeito, Governador, Presidente, é de quem te nomeou e não precisa de você colocá-lo "à disposição" para que então o Executivo possa lhe demitir.

Cargo comissionado só tem data de ingresso, data de saída quem decide é o Chefe do Executivo.

A frase acima é uma mera desculpa de quem sabe que está sendo fritado e que mais hora menos hora vai perder o cargo, então a utiliza com sentido de "não me importo de ser mandado embora".

Mesmo porque quem quer sair não coloca à disposição, mas pede pra sair.

domingo, 27 de setembro de 2015

Nos palanques da vida.

Dos projetos de lei que me envergonho de não ter votado contra, o aumento do salário de vereadores está entre eles.

Havia 2 legislaturas que o salário de vereador na Câmara Municipal era de R$450,00.

Reunimos e entendemos que um reajuste era necessário.

Espicha daqui, espicha dali, decidimos em conjunto que R$1.200,00 seria um valor que não comprometeria o orçamento da Câmara Municipal e estaria em um alto valor para os padrões da cidade.

À mesma época, em uma cidade vizinha, um colega Vereador me informou que eles recebiam R$1.200,00 e aumentariam para mais de R$3.000,00.

Hoje, vendo os movimentos em favor da redução de salários de vereador, uma bandeira que acho justa porém que por razões óbvias seria hipocrisia defender tendo feito o contrário no passado, não posso deixar de fazer alguns questionamentos:

* Vereador não é profissão.

* O salário tem que existir, pois existem gastos não reembolsáveis para o exercício da função.

* Vereador não trabalha apenas nas sessões. Vereador é vereador o tempo todo, ou o que você diria se procurasse algum deles e ouvisse: "Não estou na sessão, não posso lhe ajudar"?

* Não é verdade que vereador não faz nada, trata-se de uma importante função dentro da sociedade e se você reclama deste ou daquele, escolha melhor da próxima vez e não generalize jamais.

* Câmara Municipal recebe uma porcentagem do orçamento municipal (6% no máximo).

Em Ipuã, salvo engano, nenhuma legislatura nunca exigiu o limite máximo garantido por lei.

Na prática, significa que não é reduzindo salários que teremos mais dinheiro nos cofres municipais, pois o repasse continuaria o mesmo, apenas sobraria o dinheiro que não seria gasto com salário para ser utilizado em outras coisas na Câmara Municipal como: benfeitorias, obras, aquisição de equipamentos, veículos, etc...

Ou seja, é uma questão estrutural, não basta apenas diminuir salários, é preciso realocar a verba excedente.

* Existem dois cargos de Secretários Municipais recebendo a bagatela de R$6.000,00; o Jurídico e o da Saúde.

Também não deveriam ser revistos estes valores?

Ou Vereador ganhando R$3.500,00 é muito mas Secretário, dispensado de ponto e de presença diária na Prefeitura, não?

sábado, 26 de setembro de 2015

Com o giz na mão.

Curiosamente nunca tive estagiária(o) em sala de aula.

Daqueles que o curso exige que seja feito estágio de observação na sala de aula, como conteúdo da disciplina da licenciatura e a gente tem que assinar.

Geralmente assina-se umas horinhas a mais para ajudar o futuro colega de trabalho, afinal no passado houve quem nos fizesse o mesmo.

Então não custa fazer o mesmo.

Mas com moderação, porque entendo o estágio um momento fundamental na vida do graduando, pois ele terá o primeiro contato com a docência, ainda que apenas observando, mas poderá ir conhecendo melhor o ambiente escolar em suas diferentes nuances.

Empirismo na sua melhor definição.

Uma vivência que faculdade nenhuma consegue passar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

E a excursão foi assim...

Abaixo o vídeo resumo da excursão à Arena Corinthians no dia 20/09/2015 para assistir ao jogo Corinthians x Santos.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Voltando à vaca fria.

Diz um "ditado" que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

Uma coisa é uma Instituição da área da saúde, de renome internacional, que presta serviço relevante para o país todo, orgulho de nossa região, merecedora de todos esforços voluntários e financeiros que o ipuanense puder contribuir, e ainda será pouco diante de tamanha ajuda que esta Instituição já promoveu em nossa cidade.

Uma coisa é a comissão organizadora do tradicional leilão beneficente em prol desta entidade, que todo ano ocorre em Ipuã nos dias subsequentes à Expuã. Uma Comissão honesta, que faz este trabalho com extrema competência e com a ajuda indispensável de voluntários e doadores que reconhecem o trabalho da Instituição e da Comissão organizadora do leilão, contribuindo para o evento.

Outra coisa é a personalização de algo que deve ser impessoal.

Estampar um nome, de quem quer que seja, no convite vendido para o evento, abre brecha para inúmeros questionamentos sobretudo de quem talvez acabe confundindo as coisas.

Se erra quem confunde alhos com bugalhos, erra também quem, sabe-se lá por qual razão, resolveu dar motivo para que as pessoas fizessem tal confusão.

Portanto, entendo ser totalmente desnecessário o nome de qualquer cidadão ipuanense carimbado no convite para o leilão.

Como desnecessário seria justificar a inabilidade do autor da ideia de ter estampado o nome em questão, ainda mais com um carimbo que falta com a verdade.

Ou os convites não foram carimbados recentemente, ou quem o fez, quis demonstrar poder utilizando-se de um evento cujo único poder que deveria ser demonstrado era o da solidariedade; poder este que o povo ipuanense sempre soube como exercer.

domingo, 20 de setembro de 2015

"Parpites"

Horas antes da contenda na Arena Corinthians, Ipuanenses e Guairenses arriscaram seus "parpites".

Quem acertasse, ganharia uma mesa open bar no Baile do Havaí de Ipuã.

Pelo menos foi o que eu ouvi dizer...


Apesar do Blogueiro ter errado, a escrita se manteve: Nunca assisti do estádio a uma derrota do Timão.

E Fábio Augusto é aquele que jogou nos anos 90?

Nos palanques da vida.

Hoje, futebol e política se misturam.

Segue abaixo um resumo do Corinthians nos anos em que participei, ativamente, da vida pública Ipuanense:

Como Vereador (2001 - 2004)

2001
Campeão Paulista.

2002
Campeão da Copa do Brasil.
Campeão do Torneio Rio-SP

2003
Campeão paulista.

2004
Quase rebaixado no Campeonato Paulista (Obrigado  Grafite).


Como Diretor do Departamento de Educação e Cultura (2005 - 2008).

2005
Campeão Brasileiro,

2006
Quase Rebaixado no Brasileirão.

2007
Rebaixado no Brasileirão.

2008 (apesar de ter deixado o Departamento em março)
Vice Campeão da Copa do Brasil.
Campeão da Série Brasil.

sábado, 19 de setembro de 2015

Com o giz na mão (Republicação).

Não existia nada mais angustiante para mim, no início de carreira, que entrevista de emprego.
 
Dos muitos currículos que já esparramei na região, alguns surtiram efeito e eu fui chamado para a tal entrevista.
 
Era terrível.
 
Já teve escola que, sabe-se lá por quais motivos, não me contrataram; e outras que, após a entrevista, eu achei que não daria certo trabalhar lá.
 
E, claro, tiveram aquelas que me contrataram.
 
No começo eu me preocupava demais com o que vestir, o que falar, como agir, etc...
 
Hoje, simplesmente vou à entrevista. Com esse jeitão meu que todos conhecem.
 
Sigo a mesma filosofia que nas conquistas amorosas: sou exatamente isso o que você está vendo, não faço tipo, não faço média, não sei ser outra pessoa e não espere grandes mudanças.
 
Em ambos os casos, já deu certo e errado.
 
Mas a pior parte da entrevista é quando te perguntam sobre a pretensão salarial.
 
Tem escola que já informa quanto é o salário, outras questionam a sua pretensão salarial, e é aí que o bicho pega.
 
Meu temor, era falar um valor alto demais e a escola dispensar meus serviços, sem ao menos uma negociação.
 
Ou falar um valor baixo demais e a escola aceitar.
 
Ou pior: falar um valor e depois descobrir que se eu tivesse pedido mais, a escola pagaria.
 
Em uma dessas, pedi um valor e a escola topou sem pensar muito.
 
Não era um valor baixo, era pouca coisa acima da média que se pagava para a maioria dos professores na mesma situação.
 
Na volta pra casa após a entrevista, sozinho, dirigindo meu carro, comecei a pensar num diálogo do filme "Uma linda mulher" (sem comparações entre a minha profissão e a profissão da protagonista por favor).
 
Richard Gere (executivo) negociando o preço que Julia Roberts (prostituta) cobraria para passar o final de semana com ele, tiveram o seguinte diálogo:
 
- Eu quero US$ 3.000.
 
- Tudo bem!
 
Após ela festejar o lucro, lhe diz, enquanto ele vai até a carteira pegar o dinheiro:
 
- Eu teria feito por dois.
 
E ele responde:
 
- E eu teria pago quatro.

Vim a sensação que deveria ter pedido mais.