terça-feira, 30 de junho de 2015

Livro novo na praça.


Sebastião Cruz não para.

Mal acabou de lançar um compêndio de poesias, crônicas e contos e já vem com outro.

"Prosa e verso" é seu mais novo livro.

À exemplo do anterior, uma coletânia de poesias, contos e crônicas de ipuanenses que se aventuraram pelo mundo da escrita.

Pouco a pouco a biblioteca ipuanense vai ficando com muitos títulos de autores locais.

Felizmente.

Abaixo, uma foto tirada pelo próprio autor do livro, usada na contracapa da obra e cujo nome popular ou mesmo científico é desconhecido.

Caso alguém saiba, favor informar o Blogueiro, ou o próprio Sebastião.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

E na sessão, pouco se falou.

Como apenas neste final de semana o vídeo da sessão ordinária da Câmara Municipal do dia 22 de junho foi inserida no portal, poderei comentar sob o tema.

Pouca coisa foi falada sobre a ação do GAECO em nossa cidade.

Somente na palavra livre foi dito que a Câmara deve aguardar a decisão da justiça para poder tomar alguma providência, pois até que saia algo mais concreto sobre os envolvidos, nada pode ser feito.

Conforme você pode conferir no site da Câmara (aqui).

Discordo.

Há coisas que poderiam e deveriam ser feitas naquela Casa de Leis, instituição pela qual tenho o mais profundo respeito.

Como por exemplo verificar e cobrar providências quanto a situação funcional no quadro de servidores municipais, dos envolvidos.

Se ainda estão nomeados em seus cargos, e portanto, recebendo do erário municipal sem contudo estar no exercício da função? Ou se tiraram licença, férias vencidas,... até que possam retornar.

Perguntas simples mas que fazem muito sentido buscar suas respostas.

Mais um texto que não publiquei.

Por alguma razão, que acredito ter sido vergonha ou timidez, sei lá, o texto abaixo, escrito em 2013 não foi ao ar no Blog.

Estava inclusive inacabado quando o encontrei em meus guardados.

Tive de concluí-lo e criar coragem para publicá-lo.

O texto foi escrito em 2013, em meio às manifestações que pipocavam nas ruas e a proximidade do centenário do Poetinha Vinícius.

Nem título eu dei. O texto em questão é

Segue o texto na íntegra, com a parte marcada em azul foi a que eu concluí esta manhã.

Como poderão ver o processo criativo do Blogueiro é meio desconexo, o final já havia sido escrito quando abandonei o texto.

Não procurem entender.

Segue o texto:


VINÍCIUS

E não é que a máquina do tempo do Blogueiro funcionou?

Pena que o mecanismo dava apenas para duas viagens e nada mais, o que cá entre nós, limita muito a opção dentro das infinitas possibilidades que o contínuo espaço/tempo nos possibilita.

Grécia Antiga? Nascimento de Jesus? Morte de Jesus? Idade Média? Renascentismo? Descobrimento do Brasil? Bandeirantismo? Velho Oeste? São Paulo no começo do século (semana de arte moderna)? Anos 60 (ditadura militar)? Gol salvador do Basílio em 1977???

Olha quantas opções eu tinha na hora de programar lugar e data no display da máquina.

Ocorre que descobri um problema: para voltar ao Renascimento, por exemplo, eu deveria estar com a máquina em Florença, Itália, pois voltar ao século XIV aqui onde a máquina está, me transportaria para o Séc. XIV mas em Ipuã, o que cá entre nós, não teria muito que ver.

Pior, teria de dar um jeito de ir até a Europa se quisesse ver o Renascentismo.

O jeito foi viajar aqui no Brasil mesmo.

Aproveitando o centenário do Vinícius de Moraes, pensei em viajar até os anos 60 e trazê-lo para conhecer o Brasil de hoje e assim, ele próprio participar das comemorações de seu centenário.

Não foi fácil convencê-lo, queria trazer violão, amigos, whisky,... expliquei-lhe que a máquina do tempo é de professor, que o baixo orçamento me permitiu utilizar não mais que uma Romi-Isetta.

Só o demovi da ideia após explicar que o século XXI foi generoso nos trajes femininos.

- Muito generosos? perguntou-me o Poetinha.

- Não mais que a perda do pudor das moçoilas? disse-lhe aguçando sua curiosidade.

E assim viemos para o começo do Século XXI.

O Poeta estranhou um pouco ao sintonizar rádios da máquina do tempo e ouvir canções que ao invés de letra, pronunciavam interjeições inexplicáveis:

- Bará bará bará, berê berê berê...

- Eu que tchu, eu quero tchá...

- Sei fazer o lê lê lê lê lê lê.

- Underarí underarí...

- Deve ser problema na antena. Menti.

Chegando, ele quis ver Ipanema, praia que ele cantou em verso e prosa.

Demorou mas chegamos, tivemos de passar por avenidas tomadas por manifestantes, além de uma passeata que pedia explicações sobre o sumiço de Amarildo.

Tive de explicar que pessoas continuavam desaparecendo pelas mãos da polícia e que manifestações nas ruas contra o Governo apenas recentemente haviam voltado à tona, pois ele começava a pensar que a máquina não funcionava e que continuávamos nos anos 60, quando estas mesmas coisas aconteciam.

Em Ipanema, perguntou da Helô, mostrei-lhe uma foto da Ticiane, apesar da beleza da mãe resistir aos anos, a idade dela agora bate com a do poeta daquele tempo, e como sei que ele prefere mais jovens, a filha foi um boa substituta.

Quis rever Itapoã, praia da Bahia imortalizada por uma canção. Fomos de avião e ele pode conhecer o caos aéreo em que vive o Brasil e sobretudo o preço da passagem. Estranhou a sujeira da praia, mas gostou de ver uma estátua sua no local.

Em todas estas, insistindo para conhecer a música do século XXI e eu fazendo de tudo para disfarçar.

Até que não teve jeito:

- Ou me mostra a produção musical brasileira nas últimas décadas ou volto para os anos 60.

E então mostrei-lhe: Bonde do Tigrão, Tati Quebra Barraco, É o Tchan (cuja expressão de horror às letras só modificava quando via Carla e/ou Sheilas rebolando seu talento), Kelly Key, Latino, Funk (só gostou da Anita mas viu seu DVD no volume zero), MC Créu, foras as duplas sertanejas de uma, quiçá duas, músicas.

Meio constrangido, não me restou muita opção a não ser encerrar nosso tour em Brasília, que ele insistia para saber como a mais futurista cidade do país estaria no futuro.

Fui mostrando e dizendo que de futurista nada havia, uma cidade convencional, burocrata, sede do poder nacional que era Governado há 3 anos pela Presidenta Dilma e...

- Auto lá, somos governados por uma Presidenta em 2013?

- Sim!

- Ela é bonita?

- Entra na máquina logo Vininha...

domingo, 28 de junho de 2015

Nos palanques da vida.

O cargo, seja ele qual for, é sempre maior que o seu ocupante.

Por isso não gosto quando ouço alguém fizer que "É o fulano quem está ocupando o cargo do Beltrano".

Poxa vida, quem determinou que aquele cargo específico é do fulano?

Diretorias, Secretarias, Chefias e todos os cargos de provimento em comissão (chamados cargos de confiança) não são, na verdade, de ninguém.

Seus ocupantes o fazem temporariamente.

Em muitos casos temporariamente por 8, 12, 16 anos, o tempo não importa e tampouco se justifica para a pessoa se apoderar do cargo como seu, a ponto de muitas vezes ouvir a afirmação ignorante de que "Sem o fulano, a Prefeitura para".

A ignorância neste caso é ainda maior pois não apenas maior que o cargo, mas maior que toda uma administração municipal o Fulano em questão é colocado.

E a nossa história mostra que ninguém é insubstituível e mesmo aqueles que se perpetuam por décadas em cargos, transformando-os em seus feudos, assim permanecem muito mais por fisiologismo que necessariamente competência.

Ou concorda que em 2 décadas em uma cidade não apareceu nenhum profissional capaz de substituir ao Fulano com a mesma (ou até maior) capacidade?

É muita pretensão.

Lamentavelmente tive que conviver com muitos destes feudos quando fui Diretor do Departamento de Educação, cargo que sempre coloquei acima de mim e não o contrário, pois apesar de me achar bom no que faço, sem falsa modéstia, nunca me achei insubstituível ou imprescindível na Administração Municipal que, se não foi melhor após minha saída, assim o foi por escolhas erradas dos Governantes e não porque eu não estava lá.

Achar-se acima do cargo é um erro que muitos ocupantes do alto escalão de um Governo Municipal cometem, e fazem dos cargos sua vida a ponto de não saber como agir após uma eventual perda do cargo em razão, por exemplo, de uma mudança de administração.

Novamente voltando ao meu caso, segui com a vida sem problemas, procurando emprego, estudando, buscando novas oportunidades para a minha vida sem fazer do cargo que ocupei, a minha razão de vida.


A série "Nos palanques da vida" entra em recesso, retornando em agosto com novidades.

sábado, 27 de junho de 2015

Com o lápiz na mão.

Impossível não recordar as férias de julho no meu tempo de estudante em Ipuã sem associá-la com a Quermesse.

A coincidência dos eventos ficou indissociável na minha memória.

Até porque minha família raramente viajava em julho, portanto o jeito era aproveitar a folga escolar indo todos os dias na Quermesse que começava (e ainda começa) em meados de Junho e durava (e dura) até 26 de julho, dia da padroeira da cidade.

Um mês e meio.

Não conheço as datas de outras quermesses país afora mas, acredito ser esta a mais longa do país. Vale pesquisar pra saber.

Quem quantos alunos não estejam aproveitando o merecido descanso curtindo a Quermesse Nossa Sra Santana que este ano completa 100 anos de realização?

Apesar dos tempos terem mudados, da própria festa ter mudado, da sociedade ter mudado.

Gosto de imaginar que certas coisas não mudam.


A série "Com o Giz(lápis) na mão" entra de férias escolares. Volta em Agosto.

O Blog segue normalmente!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Valores de shows da Expuã.

Saiu no D.O. os valores de dois dos quatro shows da Expuã 2015.

César Menotti e Fabiano: R$131.000,00.

Fred e Gustavo: R$65.000,00.

Enquanto o primeiro apresenta um preço bem abaixo do cobrado pela dupla em outras festas pesquisadas (como Vinhedo/SP: R$180.000,00 e Louveira/SP: R$170.000,00, respectivamente fevereiro e março deste ano); o segundo apresenta um valor muito superior aos R$35.000,00 cobrados pela dupla para se apresentar em Cafelândia/SP em março do ano passado, única licitação referente à contratação da dupla que minha pesquisa encontrou no D.O.

Antes de crucificar organizadores lembrem-se de que variações de preço existem e muitas são as razões: inflação, mercado, data, dia da semana, disponibilidade da agenda do artista, antecipação na contratação, histórico com a cidade, etc...

Certamente a explicação no caso deve ser a valorização da dupla de um ano pra cá, com maior visibilidade na mídia e realização de shows no Brasil afora.

Vídeo da sexta: Barack Obama é da Fiel!

Se Obama não conhecia, agora conhece!

Vai Barack!

Assista ao vídeo por volta da marca de 1:37min.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cristiano Araújo e a imortalidade dos ídolos.

Por si só o enredo já seria trágico: jovem, bonito, rico, no auge da fama, morre em trágico acidente de carro junto com a igualmente bela e jovem namorada.

A comoção sobre a tragédia se deve ao fato do rapaz em questão ser um dos astros da música sertaneja universitária da atualidade, com um repertório nacionalmente conhecido, e os muitos shows Brasil afora, sempre lotados.

São mortes assim que trazem o duro choque de realidade: os ídolos são mortais.

Temos a impressão de que é justamente o contrário, o status de ídolo confere ao idolatrado uma aura de imortalidade, de que tudo o que afeta aos demais seres humanos, e a morte por extensão, lhes são estranhas, imunes, não lhes atingem.

Curioso como a perda do status de ídolo traz para o artista, esportista, escritor, personalidade, todas as realidades até então exclusivas dos "mortais".

Um cantor do passado muito famoso mas que há anos se encontra no ostracismo não causará comoção, não gerará homenagens na TV, ou mesmo programas especiais cobrindo a sua morte.

Tonico e Tinoco que num passado distante eram o que Cristiano Araújo é hoje morreram, com 20 anos de intervalo, e a mídia não lhes rendeu 10% das homenagens que hoje assistimos em todos os canais de TV.

Não que Cristiano não mereça, mas uma dupla que fez tanto pelo Brasil no passado, merecia um pouco mais de consideração.

O enterro de Ayrton Senna teria a comoção que teve se o piloto tivesse morrido velhinho?

Mamonas Assassinas seriam cultuados hoje se não fosse a queda daquele avião?

John Lennon teria ainda a legião de fãs caso vivesse como pai de família ao lado de Yoko?

Paradoxalmente, os ídolos - para serem imortais - têm que morrer durante a idolatria, caso contrário corre o risco de virar apenas uma notinha no jornal.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Justiça será feita.

Demorou mas a verdade apareceu.

Infelizmente nada poderá ser feito para consertar o estrago feito no passado.

Apenas garantir que este ladrão nunca mais prejudique milhões de pessoas outras vez.

Para ver a matéria completa, clique aqui.

Intolerância religiosa.

Uma menina praticante de Candomblé é apedrejada no Rio de Janeiro.

Menos de uma semana depois, um médium é assassinado, também na cidade maravilhosa.

Não se sabe se o assassinato tem conotação religiosa mas estes fatos revelam algo até então inimaginável no Brasil: a intolerância religiosa.

Sempre acreditei que a intolerância religiosa fosse apenas no debate entre aqueles que creem versus aqueles que não creem (ou que pelo menos, duvidam).

Já postei no Blog a opinião do Dr Dráuzio Varela (ateu notório) sobre o tema e como os religiosos se mostravam intolerantes em relação aos que preferiam se apegar na ciência e não na fé.

Lamentavelmente os tempos são outros.

Há religiosos que não aceitam a religião do outro, e isso é preocupante.

Preocupante na medida em que vivemos num país multicultural, onde pessoas de diversos credos e raças convivem, ou pelo menos conviviam, harmoniosamente.

Acontece que o fundamentalismo, e aqui não cabe crucificar esta ou aquela religião, parece cada vez mais presente na sociedade, seja na simples (e equivocada) manifestação de um jogador de futebol, seja nas contundentes opiniões de líderes políticos cujos discursos que confundem política com religião podem estar incitando o ódio nos seus muitos seguidores.

Que não me venha algum "Malafaia" distorcer minhas palavras e dizer que prego contra igrejas que vai ouvir de mim o mesmo que o Malafaia ouviu do Boechat.

Para muitos eu não seria a melhor pessoa a defender o multiculturalismo religioso no país, afinal não sigo qualquer religião e sigo uma linha de me apegar mais na ciência que na fé para explicar as coisas do mundo.

Mas incentivo que, aqueles que creem, busquem na religião, livre de fundamentalismos, o conforto para os momentos difíceis e faça dos rituais (orações, cultos, passes,...) um instrumento para a paz interior.

Desde que gratuitamente, sem a exploração da fé incauta.

E talvez eu seja a melhor pessoa sim, afinal apesar de formado nas ciências históricas que sou, não deixo de reconhecer nas figuras do Padre Cícero Romão Batista e do Médium Chico Xavier, as principais personalidades histórico-religiosas do Brasil no Século XX.

E também apesar de agnóstico, não deixo de valorizar a importância da Igreja Católica na formação histórico-político-cultural-social e educacional do nosso país; de reconhecer o trabalho das igrejas evangélicas na recuperação de dependentes químicos e pessoas em conflito com a lei que, após a sincera conversão, mudam - para melhor - suas vidas.

Não deixo de enaltecer o trabalho humanitário que diversos lares espíritas realizam em favor dos excluídos; nem o exemplo de fé e devoção que nos trás os Testemunhos de Jeová; ou não admirar a beleza da cultura Islâmica tão mal interpretada entre aqueles que não a conhece.

A importância dos cultos afros como Candomblé e Umbanda, arraigados em nossa cultura desde os tempos da colonização, herança dos escravos que contribuíram na cultura do país.

Batistas, Adventistas, Mórmons, Budistas, Xamanistas... a lista é longa.

E porque não dizer, Ateus e Agnósticos.

O Brasil é multifacetado e é isto que torna nosso país tão especial, esta mistura gostosa que nos faz um povo original.

Cada um que viva sua fé, ou a falta dela, respeitando a do próximo.