sábado, 31 de março de 2012

Com o giz na mão.

Ontem, sexta feira 30 de março, mais uma vez utilizei uma série de vídeos que baixei e editei para ensinar Vinícius de Moraes.
Trata-se um uns vídeos que há 2 anos eu montei em um dvd para ilustrar a obra do Poetinha.
É bom ver que ano após ano, ainda consigo me emocionar com as músicas e a poesia de um de nossos maiores poeta e compositor.
Melhor ainda é ver alunos que, apesar de não gostar do gênero, mostram-se receptivos a conhecer melhor o talento desse gênio da raça.
A história se repete todo ano: muitas músicas que os alunos conheciam (geralmente de novelas) mas não sabiam que era dele, e outras que eles gostam à primeira "ouvida".
Sei que dificilmente esses alunos vão apaixonar pela Bossa Nova, até mesmo pela idade que, pede algo mais agitado, comercial e momentista. Mas fazê-los apaixonar pelo estilo não é minha intenção.
Minha real intenção é fazer com que eles conheçam a obra do Vinícius de Moares e saibam da sua importância dentro da literatura e da música brasileira, admirada no mundo todo.
Se depois de tudo isso um aluno se encantar e quiser conhecer melhor, e quem sabe até começar a incluí-lo entre suas preferências musicais, terá sido um "efeito colateral" muito bem vindo.
Segue abaixo 3 vídeos que valem a pena assistir.
Junto com Vininha, estão Tom Jobim e Toquinho. Companhia melhor impossível!







quinta-feira, 29 de março de 2012

Palpite.

Rumores falam em João Carreiro e Capataz e o cantor Leonardo, como duas das atrações da Expuã 2012.
A dupla, pelo enorme sucesso que teve na sua apresentação de 2011, um dos, senão o melhor show daquela edução.
Leonardo seria um toque de saudosismo, pois foi, com seu irmão Leandro, em 1995, o primeiro grande show do então recém inaugurado Parque de Exposições, na primeira gestão do Prefeito Itamar Romualdo (1993 - 1996).
Naquela ocasião, a dupla tinha status que hoje desfruta artistas como Jorge e Matheus ou Fernando e Sorocaba, e foi o maior público da Expuã até Bruno e Marrone em 1999, que seria superado pela apresentação da banda Charlie Brown Jr.
Mas deixando a história de lado, há que se confirmar esses shows, uma vez que o blogueiro ouviu apenas rumores.
E faltam os outros 2 ou 3 pra fechar a grade de shows.
Se ficar sabendo eu conto.

terça-feira, 27 de março de 2012

Errar é da espécie.

O Blogueiro não é patrulheiro da nossa língua mátria.
Além de não ter conhecimento suficiente para tal, vez por outra comete deslizes no nosso "rude e doloroso idioma".
Ortografia, concordância, semântica e é claro, digitação.
Quem escreve está fadado a um ou outro erro. Exceto as pessoas conhecem profundamente os caminhos da Língua Portuguesa, seja por meio de faculdade, seja de maneira autodidata.
Isso tudo pra contar uma gafe ocorrida dias atrás:
Um convite saído do seio da Prefeitura Municipal, convidando para uma inauguração de uma creche e o nome da homenageada saiu grafado de maneira errada.
Não se tratou de um "s" no lugar de "z", ou uma letra digitada errada em razão da proximidade entre elas no teclado, mas a inclusão de um sobrenome, ao nome da homenageada.
Um inexistente "Dias", adicionado ao nome sabe-se lá por qual motivo, mas que passou despercebido.
Nada que soe ofensivo, acredito que tudo tenha sido resolvido com um merecido pedido de desculpas à família da homenageada, mas dada toda a liturgia que envolve os cerimoniais públicos, foi muito deselegante.
Como disse, não é patrulha, tampouco picuinha, mas um fato que, de tão atípico, é digno de nota.
PS: Na série "Nos palanques da vida" deste domingo, vou contar um erro meu. Muito semelhante a esse.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ipuã 63 anos.



Parabéns Ipuã!!!
Minha eterna "Santana dos Olhos D'água".
Nome muito mais poético que o atual, um genérico de origem indígena.
Mas amo-te mesmo assim minha querida cidade.
Aliás, amo-te apesar e acima de tudo.
Nem em seus sonhos mais profundos, Carlos Fernandes e Dona Tereza (outrora unidos, hoje separados em ruas paralelas que, quem sabe, encontrar-se-ão no infinito) imaginaram que aquele pedaço de terra doado pra fundação do arraial, se tornaria a cidade de hoje.
Você pode sair de Ipuã, mas Ipuã não sai de você. Mais Roseano que isso, impossível!
E eterno Ipuanense que sou, me reservo o direito de, vez por outra, analisar essa cidade luz da antropologia social e quiçá, do inconsciente coletivo dos ipuanenses.
Mas hoje é dia de festa, dia de alegria, são 63 anos de vida administrativa, que fique bem claro. Da fundação da Paróquia, são outros 100 anos a mais!!!!
Comemoramos hoje, 63 anos do nosso "Grito do Ipiranga", quando nos libertamos do julgo da nossa então metrópole, hoje relegada à condição de cidade co-irmã, São Joaquim da Barra.
Não estive presente, mas imagino nossa independência sendo feita bem à maneira Ipuanense: sem conflitos, sem confusão, tudo na "maciota" e comemorado com muita cerveja e fogos de artifício.
Data a ser comemorada a cada ano, com a mesma alegria dos tempos idos!
Parabéns Santana dos Olhos Dágua Ipuã!!!!!

domingo, 25 de março de 2012

Uma infeliz coincidência.

Coincidentemente, enquanto Marciano se apresentava no palco do Parque de Exposições aqui na cidade de Ipuã, seu eterno parceiro, João Mineiro, falecia por complicações de uma cirurgia, na cidade de Jundiaí.
A notícia pode ser lida no Portal Terra, clicando aqui.
Colocando um pouco de filosofia/sociologia/antropologia cultural no assunto: A dupla João Mineiro e Marciano, talvez seja a mais representativa da Quermesse N. Sra. Santana nos idos dos anos 80.
Cheguei a divagar sobre isso em um dos meus, ainda inéditos, escritos.
Não sei para você, mas para o Blogueiro, ouvir as músicas da dupla, remete imediatamente a uma viagem no tempo para esse período e local.
Assim sendo, para aqueles que acreditam, a infeliz coincidência talvez não tenha sido, de fato, uma coincidência, mas ordem e providência de uma força maior.

Atrasado, mas ainda a tempo.

Não vou falar sobre a importância do Chico Anysio no humor nacional.
Nem sua trajetória na TV.
Isso vocês já devem estar cansados de ler.
Tampouco falarei da "geladeira" que a Globo lhe impôs nesses últimos anos, não lhe dando espaço para aparecer e renovando generosamente seu contrato para que ele não fosse para outra emissora.
Já pensaram no impacto na mídia e na audiência de um programa do Chico Anysio na Record ou na Band?
Melhor mesmo mostrar o Chico em ação.
Pensei inicialmente num vídeo do Prof. Raimundo, sucesso do passado (anos 60) que, no final dos anos 80 e durante todo os anos 90, alavancou audiência da Globo em todos os horários pelos quais passou. Revelou talentos, criou tipos e bordões que estavam na boca de todos.
Pensei em mostrar Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro, bem melhor que os vampiros da saga Crepúsculo.
Quis aproveitar o UFC Evangélico, Edir x Waldemiro e exibir um vídeo do Tim Tones, tão antigo e tão atual.
Pensei em Qualhada, Roberval Taylor, Alberto Roberto, Haroldo (também atual),  Severino, Bozó, Pantaleão,...
Eis que, lendo o Blog do Josias de Souza, encontro essa preciosidade.
Uma esquete, do tempo em que o Chico se apresentava no Fantástico. E do tempo em que haviam esquetes na TV Brasileira.
Simplesmente genial, abaixo reproduzido.
E pra quem acha de stand up comedy no Brasil é invenção de Rafinhas Bastos e Danilos Gentilis, esse formato existe na TV Brasileira bem antes.
E com melhor qualidade, diga-se de passagem.
Enjoy!

Nos palanques da vida.

FHC era chamado de "Viajando Henrique Cardoso", pelo pessoal do Casseta e Planeta.
Lulla que tanto o criticava, viajou muito mais. Algo em torno de 1/4 de seu governo (2 anos) ele passou em outro país.
Na minha vida pública, nunca tive a oportunidade de viajar fora do país no exercício de minhas funções.
Mas algumas viagens, dentro do território nacional, ficaram marcadas para mim.

- 2002, Novembro, São Paulo: Visita à Assembleia Legislativa.
Estávamos em 4 Vereadores e fomos procurar Deputados para pedir verbas para Ipuã.
Visitamos o plenário em meio a uma sessão, sentamos numa bancada de honra e tivemos nossos nomes anunciados pelo Presidente da Casa. Tudo isso transmitido ao vivo pela TV Assembleia.
- 2005, Janeiro, São Paulo: Primeira viagem minha à São Paulo sozinho. Não sabia sequer pegar o metrô. Mas tive de ir para resolver, junto com o Prefeito que lá já estava, uma herança maldita: quem ficaria na Escola Antonio Francisco D'ávila.
- 2005, Março, São Paulo: Reunião com o então Secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita. Além de me sentar na cabeceira da mesa, pude falar em nome de alguns Diretores de Depto de Educação presentes, sobre os problemas que o FUNDEF acarretava em cidades pequenas como as nossas.
Deixei o pedido de um micro ônibus naquele dia, que, coincidentemente ou não, foi atendido.
- 2006, Março, São Paulo: Visita ao Secretário Adjunto da Casa Civil, no Palácio Bandeirantes. Nesse dia pude presenciar o tamanho da influência do Prefeito Itamar Romualdo no Governo Estadual.
- 2006, Agosto, Caraguatatuba: Ipuã foi a única cidade convidada (sem pagamento de taxa) a participar de um Congresso de Educação e Tecnologia, que contou com palestra de Gilberto Dimenstein. Meu nome foi anunciado no auditório lotado do teatro onde o evento se realizava, perguntando onde eu me encontrava, o que, obviamente, não o fiz.
- 2007, Dezembro, Brasília: Minha única viagem à Capital Federal no exercício de minhas funções. Fui com o Prefeito e seu filho, assisti a uma sessão no plenário do Senado, a poucos metros do Sen. Suplicy.
Percorremos vários Ministérios garimpando recursos e nessa viagem, ao sabermos sobre uma lei (que seria votada por aqueles dias) que prejudicaria os municípios paulista, dentre outros do Sudeste, pudemos participar de uma reunião com o então Presidente da Câmara, Dep. Arlindo Chinaglia, onde o Prefeito Itamar praticamente liderou a reunião, argumentando sobre os malefícios que a lei causaria nos município do Estado do referido Deputado.

sábado, 24 de março de 2012

Um show de outro mundo.

Aí galera, a parada é a seguinte:
Nada de ficar em casa fazendo cera, vamos mexer o doce e ir fazer um contato imediato do 3° grau, afinal um cara que vem de Marte, para cantar na nossa city, merece a nossa presença, não é verdade?
Vamos curtir o Marciano, que para quem gosta, como eu, será um show de outro mundo.
Como disse em outra ocasião: pena que não tem o João Mineiro.
Mas como o Marciano vai cantar antigos sucessos, não perco por nada.
E já vou avisando: se cantar "No mesmo lugar", o Blogueiro vai procurar a barraquinha de cerveja mais próxima!

Com o lápis na mão.

Com o lápis na mão e o pé na estrada!!!
Não conheço alguém que tenha viajado, para estudar, mais do que eu.
Dos 20 anos que passei com "o lápis na mão", passei 9,5 anos tendo que viajar para estudar.
Porém só pra vocês imaginarem o quanto eu passei na estrada, segue um breve resumo.
Em vermelho, a conta, aproximada, do quanto eu rodei em cada ano.
Claro que existe uma margem de erro em cada somatória.
A distância entre Ipuã e as cidades citadas, foram calaculadas com base no Google Maps.
Levei em consideração os dias letivos de cada escolas e um número médio de faltas.
Nas viagen para São Paulo, o Blogueiro possui o histórico de faltas da faculdade, portanto pode precisar com maior exatidão a quilometragem rodada.

1991: São Joaquim da Barra, 5 vezes por semana. (5.088 Km).
1993: Ribeirão Preto, 5 vezes por semana. (17.510 Km).
1996: Ribeirão Preto, 5 vezes por semana. (15.459 Km).
1997 -  2000: Franca, 5 vezes por semana. (54.188 Km).
2010: (1° sem.): São Paulo, 1 vez por semana. (6.435 Km)
2010: (2° sem.): São Paulo, 2 vez por semana. (11.154 Km).
2011: (1° sem.): São Paulo, 2 vez por semana. (10.725 Km).
2011: (2° sem.): São Paulo, 1 vez por semana. (5.148 Km).
2012: São Paulo, 4 viagens (1716 Km).

Total percorrido em 9,5 anos: (127.423 Km).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Meu coração é povão.

Caríssimos Santanenses!

Na proximidade dos 63 anos da nossa querida - e eterna - Santana dos Olhos D'água, dou sequência nas reflexões sobre a comemoração da efeméride.

Já falei sobre os shows, não vou repisar.

Quero falar do evento que felizmente, para mim, há anos não acontece: o baile de gala.

Criado para satisfazer os desejos da elite burguesa ipuanense, ansiosa por participar de um evento digno de suas presenças, sem o desconforto de esbarrar em nós, povão, tampouco o dissabor de ser abordado por embriagados de plantão.

Esse baile era para mim, um monumento à desigualdade social.

Nunca gostei, sempre achei que melhor seria usar esse dinheiro para trazer um show legal, não daqueles artistas da crista da onda, mas uma coisa boa pra marcar a data. Prefiro a proximidade da galera ao distanciamento frio da elite.

Meu S2 é povão!!!

Além do glamour exagerado e desnecessário, havia a escolha da miss Ipuã, o que atrapalhava o baile barbaridade. Tava lá curtindo e de repente, havia um brake e o baile parava por quase uma hora.

Um monte de gatinhas de rostinhos vermelhos e chapinhas no cabelo desfilavam, enquanto a elite enchia a pança e torcia por suas preferidas. O anúncio da vencedora durava uma eternidade e o resultado sempre era alvo de críticas, qualquer que fosse ele.

Sempre sonhei com o dia em que nós, num acesso de fúria revolucionária, invadiríamos esse baile à maneira da tomada da Bastilha, lá na França Absolutista.

Nossa invasão deixaria a elite burguesa perplexa, que, de queixo caído, assistiria à nossa Revolução:

- A banda seria obrigada a tocar Sertanejo, Forró, Pagode e Axé ao invés das baladas anos 50;

- A valsa e o rosto colado seriam substituídos por um bom e velho "rala coxa";

- Cadeiras "arredadas" para aproveitar melhor o espaço;

- Os bem vestidos garçons do baile, seriam agora obrigados a nos fornecer cerveja, e ai se não viesse gelada!

- Legião de homens e mulheres vestidos com camisetas, blusinhas, tênis e alguns até de camisa xadrez e botina no pé, contrastando com os paletós naftalinados e os "pretinhos básicos", que só entraram graças à semanas prévias de dedicação e abstinência alimentar;

- Certamente, a elite ficaria chocada aos ver a cara de repulsa com que comeríamos aqueles embolorados queijos fedorentos e os carpaccios não identificados. Perguntaríamos pelos espetinhos, pastéis e caldos de costela!

- Assim como seria ofensa para eles, a falta de etiqueta na fúria com que devoraríamos as cascatas de camarões.

Já pensaram? Daria até Jornal Nacional.

Felizmente nada disso foi preciso, bastou a revolução silenciosa e cortar o mal pela raiz.

Não pelos mesmos motivos que os meus, mas por questões financeiras.

Ainda assim agradeço profundamente, desejando que o próximo Prefeito, seja ele quem for, não reviva esse apartheid social.