A EPTV produziu esse vídeo há 20 anos atrás.
Aqui tem tudo o que o Blogueiro deseja a você e à sua família.
Um Feliz Natal a todos e a todas.
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Um Feliz Natal a todos e a todas.
Existe um rito de passagem aos pais da 2ª década do século XXI chamado Chá Revelação.
Trata-se de um evento social em que se convida parentes e amigos para, junto aos pais, descobrirem finalmente qual é o sexo do tão aguardado bebê.
Usa-se nesses eventos as cores rosa e azul para revelar a todos o sexo da criança.
O problema é como essas cores são apresentadas aos convidados.
Já vi revelações de todo tipo: balões estourando com laminado rosa ou azul dentro, avião jogando água tingida com cores, e claro, o Alok, cuja forma como usou para revelar serviu apenas para humilhar quem quisesse fazer revelação diferente.
Se não viu, clique aqui.
A forma tradicional é o bolo, onde se coloca dentro dele a revelação sobre o sexo do bebê.
Pois a Tauani preferiu ser clássica, escolheu o bolo (ainda bem, porque eu não sou o Alok), mas ao invés do glacê rosa e azul como tradicionalmente se faz, ela recortou coraçõezinhos de plástico azul e rosa, amarrados a uma linha de pesca.
Na ideia dela, iria puxar a linha e os coraçõezinhos iam se intercalando em azul rosa até que, no final da linha, uma sequência de coraçõezinhos da mesma cor indicaria se seríamos pai da Liv ou do Gael.
Criativo.
Porém...
Ao puxar o cordão, vimos que não tinha a sequência.
"A boleira errou", pensamos todos.
Mas nada disso.
Um ardil foi feito e a revelação estava dentro de um balão, com laminados coloridos.
A boleira passou o resultado para uma decoradora que organizou o balão que foi levado até nós para ser estourado.
Estourado o balão, confesso que fechei os olhos na hora e, num relance, vi laminados azuis.
Beijei e abracei a Tau e, ainda de olhos fechados perguntei: É menino?
Ela fez o gesto com a cabeça que sim.
Éramos pai do Gael.
Dentre todos os ultrassons que um pai acompanha, o mais aguardado é o que revela o sexo da criança.
Não que o sexo tenha importância, pois a alegria de ser pai de menina ou menino é rigorosamente a mesma.
Mas a gente que saber para já ir adiantando e comprando roupas e acessórios, mandando fazer decoração já com o nome da criança e, no meu caso, para parar de conversar com o bebê chamando ele de "nenezinho".
Sim, eu converso com a barriga da Tauani na esperança de que a criança esteja ouvindo e, dizem os especialistas, elas ouvem.
Assim, minhas piadas divertidas, meu gosto musical e os jogos do Corinthians já se fizeram ouvidos há algum tempo.
Na minha ilusão, o médico revelaria e sairíamos felizes do consultório.
Ledo engano.
A namorada disse a ele que não queria saber o sexo, para espanto do médico e espanto maior do pai da criança.
Era para o doutor escrever em um papelzinho e colocar dentro de um envelope que ela havia levado.
Tudo era parte de um plano maior que consistia em levar a informação para uma boleira, que faria o bolo que seria usado em um tal de chá revelação, quando então, todos saberíamos o sexo.
Não teve Cristo que fizesse essa mulher deixar essa ideia de lado.
Era tão mais prático o Médico revelar para nós, ali mesmo. Mas não, queria o tal chá e pronto.
Aceitei, sob protestos. Pois nessas coisas o pai nem dá pitaco, quem manda é a mãe.
Deu-se início a uma verdadeira operação de guerra para descobrir o segredo do sexo da criança.
Tentei olhar o Ultrassom no momento em que o Doutro fazia o exame, com a Tau reclamando que eu estava olhando a tela.
Como se a gente conseguisse entender aquelas imagens.
Pensei ter visto um saquinho, então deduzi que era menino, mas soube mais tarde que, o que eu imaginava ser um saco, era o pé da criança.
Tentei pegar o papelzinho que a Tau inocentemente colocou na bolsa. Bolsa essa que ela deixou comigo enquanto mostrava o ultrassom ao ginecologista.
Olhares repressores de outras mulheres na sala de espera do consultório enquanto eu revirava a bolsa não me esmoreceu do meu objetivo.
Pensei em explicar do que se tratava, mas lembrei que estava em meio a grávidas e poderia ser linchado se soubessem que procurava o papel do médico contendo o sexo do meu filho.
Não tive sucesso. Ela me contou que havia colocado em um compartimento secreto da bolsa.
O papel chegou às mãos da boleira. No dia seguinte a procurei "despretensiosamente" querendo encomendar um bolo e assim tentar ver o recheio do bolo da revelação. Também sem sucesso, pois já havia sido advertida sobre minha tentativa.
O papelzinho foi parar nas mãos de uma pessoa que a Tau havia encomendado umas lembrancinhas para dar às madrinhas.
Pensei em invadir a casa dela e roubar o papel. Desisti, melhor esperar para pegar as lembrancinhas e abri-las.
Assim que buscamos as lembrancinhas, esperei um descuido da Tau para tentar abrir. Mas o laço que foi feito no embrulho eu não conseguiria refazer, todos saberiam que foi aberto.
O jeito foi esperar 3 longos dias.
Na véspera da revelação, tendo os meus planos fracassados, comecei a pensar nas pessoas que souberam antes de mim: o médico, a boleira, a ajudante da boleira, a decoradora que fez a caixinha com lembrancinhas para as madrinhas.
E eu nada!
Não é justo!!!!!
Meu medo era que o médico escrevesse menino ou menina e que a caligrafia dele não desse para identificar.
Mas além de boa caligrafia, ele escreveu "sexo masculino".
Ok, comparar uma Tese a um filho é um enorme exagero.
Mas, ao terminar de escrever o trabalho que começou há 4 anos atrás, quando decidi fazer Doutorado, não dá pra não se ter a sensação de que, nesse período, fui responsável pela gestação de uma pesquisa.
A orientadora, era a médica que acompanhava a gestação. E as orientações eram os pré natais.
A qualificação foi o mais importante ultrassom.
Abaixo, o ultrassom morfológico que estou enviando para a banca da defesa, ou seriam a equipe médica?
A defesa será o parto?
Resta saber se será cesariana ou natural.
Ano que vem, quando nascer, eu conto para vocês.
Passado o susto da gravidez inesperada, mas desejada, vem uma das partes mais complicadas na vida de um casal de pais de primeira viagem: a escolha do nome.
Claro que após algum tempo de namoro sempre surgem sugestões de nomes no casal, seja nas conversas sobre assunto de filhos futuros, seja nas conversas moles de casal apaixonado que sonha uma vida além dos dois.
E foi assim que descobri que a Tauani preferia nomes mais simples como Luiz, Miguel, Francisco e Joaquim.
Vi que minha missão seria difícil, convencê-la que havia opções melhores de nomes.
Não que fossem nomes feios, pelo contrário, os nomes sugeridos eram bonitos. Mas eu entendo que nome deve ser uma homenagem que fazemos a alguém que admiramos.
Dessa forma, quase deu separação quando propus como nome, Belchior e Sócrates.
Na minha vã ingenuidade, quando eu lhe mostrasse as músicas do Belchior, a quem homenagearia se tivesse um filho, ela começaria a chorar copiosamente e diria com a voz embargada: Nosso filho vai ter esse nome!!!!
Não foi o que aconteceu.
Com Sócrates ela nem abriu margem a negociações:
- Não quero nome de filósofo grego em filho nosso.
Nem explicando que a homenagem era ao jogador de futebol e médico, Dr Sócrates do Corinthians e não ao filósofo, consegui demovê-la da ideia de não aceitar esse nome.
Então ela me pediu uma lista de nomes para que ela, com poder de veto, para ajudar na empreitada.
De cara eliminou nomes masculinos como Andrew e Forrest, por achar americano demais.
Tom e Amyr também não gostou.
Caetano ela até gostou, mais deixou de stand by.
Orandes ela ama de paixão, mas desde que fosse Neto, e eu não queria Neto.
Nada contra, mas preferia Orandes Carlos da Rocha III, já pensaram? Continuo exclusivo na cidade.
Até que um nome foi consenso: Gael.
Nome de menina foi mais complicado.
Na discussão para escolher nome de menina tive de ouvir:
- Já tem uma com esse nome na família.
- Nossa, esse é nome de menina enjoada.
- Tinha uma colega de sala com esse nome que eu odiava.
- Você já beijou alguém com esse nome? Se eu descobrir que nossa filha tem nome de ex peguete sua, eu te mato!
Novamente fiz uma lista, com poder de veto da parte da mãe da criança.
Nomes como Bela e Linda estavam na lista, mas eu mesmo excluí. Se a menina puxar para a mãe, tudo bem os nomes farão sentido, mas já pensou se puxa pro pai?
- Seu nome?
- Linda.
- 🤭
Novamente encontrei resistência aos nomes americanos como Alícia, indígenas como Raíra e homenagens como Marina.
Até que um nome que eu sempre falei e ela sempre gostou foi unanimidade: Liv.
Assim mesmo, sem a letra "i", sem a letra "e" (todos chamariam de laive, ainda mais que foi gerada em.plena pandemia) e sem a letra "y".
E assim ficou Liv e Gael.
Afinal somos Orandes e Tauani, se nossos filhos tivessem nomes fáceis não combinaria com a gente.
Fico imaginando daqui a alguns anos, na escola, primeiro dia de aula:
- Liv/Gael.
- Presente, professora.
- Você é filha(o) do Orandes e da Tauani?
OBS: Escrevi esse texto antes de saber o sexo da criança.
A notícia já não é novidade para muita gente: Michele Zanutim será a próxima Secretária de Educação e Cultura no Município de Ipuã.
Professora de Língua Portuguesa na rede municipal de ensino de Ipuã e de uma escola particular na cidade, a Profª Michele, que já havia sido convidada para o cargo em outra oportunidade e achou na época mais prudente declinar do convite (no que fez muito bem) e agora, novamente convidada optou por aceitar o convite.
Sou suspeito em comentar a escolha por ter com ela uma relação de amizade de décadas.
Mas que se dane minha suspeição!
É uma excelente escolha. Capacidade e honestidade não lhe faltam para desempenhar essa função com a mesma competência que desempenha sua carreira de professora.
Os desafios são muitos. De quebra 3 para ela pensar: A transição das aulas do modelo remoto para o presencial, que desejamos que ocorra ao longo 1º bimestre; a adequação do currículo escolar à BNCC; e a elaboração do Plano de Carreira dos Professores.
Mas a capacidade e a vontade se superá-los são muito maiores.
Parabéns pela indicação e sucesso à Nova Secretária.
Mantendo a tradição do inverno gelado nos pés em se tratando de eleições, as torcidas do Blogueiro não foram vitoriosas nesse 2º turno de eleições Municipais.
A começar por São Paulo, onde torci pelo Guilherme Boulos/Luiza Erundina, e deu Bruno Covas.
Em Ribeirão Preto, torci pela Suely Vilela, deu Nogueira.
Em Franca, torci pela Flávia Lancha, deu Alexandre Ferreira.
Em Porto Alegre, a torcida pela Manuela D'ávila não foi feliz, deu Sebastião Melo.
No Rio de Janeiro, torci para a eleição ser anulada, mas deu Eduardo Paes.
Alegria mesmo, em poucas cidades:
No recife, na eleição familiar eu torci pelo João Campos contra a prima, Marília Arraes.
E em Uberaba, onde torci pela Elisa Araújo contra o Tony Carlos.
Que venha 2022, para eu exorcizar essa má fama.
Pais de 1ª viagem, 1º ultrassom, o casal juntos para fazer o exame e... Pandemia proibindo os dois de entrar juntos.
Imagina a sensação?
Ansiedade a mil, o medo de ter notícia ruim, a expectativa de ouvir o coraçãozinho e o pai é barrado devido aos protocolos sanitários.
Lágrimas dos olhos da mãe e conformismo do pai.
Resignado vou me dirigindo à porta de saída quando uma funcionária piedosa da situação, me chama no canto e diz que, abriria exceção.
Entro sorrateiramente pela porta lateral e chego até a sala do exame, onde a mãe da criança estava esperando para ser examinada.
Surpresa, alívio e alegria.
Agora para o dia ser perfeito, era só estar tudo bem com o nenezinho.
Entra o médico, pergunta se era a primeira gravidez, respondemos felizes que sim e eu complemento, para o olhar repreendedor da namorada:
- É o primeiro de muitos Doutor!
Começa o exame, namorada pergunta:
- É só 1 né Doutor?
Ele responde que sim, para minha tristeza.
- Vocês queriam 2?
Namorada responde:
- Não Doutor, só ele queria gêmeos.
E então escutamos o coraçãozinho...
Até então, os sons mais bonitos que eu já havia ouvido na vida eram a Ária da Corda sol do Bach e o 1°gol do Sheik na final da Libertadores de 2012. Eis que surge um vencedor: o som do coração acelerado daquela vida começando.
Olhos cheios de lágrimas, mãos dadas com a mulher amada e ouvindo o coraçãozinho batendo.
Foi tanta emoção que talvez eu tenha criado isso na minha cabeça, mas tenho certeza que eu disse "vai corinthians" e o coração do nenezinho deu uma acelerada.
Ainda não sabia o sexo, mas já sabia o time.
Desde que eu soube que seria pai, em meados de agosto de 2020, confesso que pensei muito se deveria compartilhar algumas curiosidades dessa vida de pai recente, ou fresco, se preferirem.
Curioso como me vem à cabeça agora que, dentre as pessoas que me conhecem bem, não irão associar o adjetivo "fresco" com o pejorativo trocadilho homofóbico que muitas pessoas fazem aos pais recentes, mas ao sinônimo de enjoado, sensível, aquele que tem frescura, pois a maioria pensa isso, erroneamente, de mim, só por causa de uma ou outra mania, inclusive de limpeza e assepsia.
Mas o sentido do "fresco" do título dessa série, que ora se inicia, é de novo, recente; enfim, será o diário de um pai que virou pai recentemente, é isso.
Explicado o título, passamos ao começo de tudo e, se você é pai, vai saber o que estou dizendo.
Tudo começa com um certo atraso, se é que me entendem, e isso basta para viramos experts no assunto:
- É assim mesmo!
- É stress.
- Meu ciclo tem vez que fica longo.
- Meu ciclo tem vez que fica muito longo!
E quando esgotam-se todas as alternativas cientificamente comprovadas como eficazes, como rezar e perguntar aos amigos se com eles aconteceu o mesmo, é que o casal procura uma método mais antiquado para tirar a dúvida: um médico.
E foi em um desses que ouvimos que o atraso poderia ser problema de saúde ou gravidez, e pelo sim pelo não, melhor fazer exame de gravidez para descartar.
Confesso que a gente fica torcendo nesse caso que seja gravidez. E confesso também que tenho certeza que ao sairmos do consultório, o médico deve ter balançado a cabeça e pensado "bobinhos".
Claro que ele sabia que era gravidez, ele é médico pô!
E não é que no caso foi mesmo? Exame aberto na porta do consultório, abraços, choro, beijos, choro, risos, choro, mais choro e choro.
Então retorna-se ao médico com os olhos vermelhos e o exame e, claro, o pai da criança agora entra junto.
Ir com a mulher ao ginecologista é uma experiência que eu recomendo a todos vocês.
É uma especialidade que, salvo nesses casos, nós nunca iremos em nossa vida, então a gente não sabe bem o que perguntar.
O bom é que ele próprio vai explicando e preenchendo um monte de coisa. Eles têm uma espécie de tutorial e muito bom, porque até dúvidas que eu tinha ele respondeu sem eu perguntar (de hoje em diante só me consulto com ginecologista).
Foi nessa consulta que fiquei sabendo duas coisas que me fundiu a cuca: gravidez são contadas em semanas e a contagem começa no primeiro dia que "parou de vir".
Contar gravidez por semana até entendo, mesmo que fique difícil fazer as contas.
- De quanto tempo sua mulher está?
- 18 semanas?
- São quantos meses?
- Sei lá quantos meses são, 1 mês são 4 semanas e 2 dias, faz as contas aí!!!!!!
O que não dá pra entender, é porque contar o tempo da gravidez desde quando meu filho era um gameta feminino com a mãe e um gameta masculino com o pai, pois é isso o que o Gael ou a Liv era no 1º dia que "parou de vir".
Isso não vou entender.
Obs: Texto escrito antes dos pais saberem o sexo da criança.
Se pensarmos em nomes são:
Dra Nevine
Itamar Jr
Claudiano Cal
Querosene
Claudinho
Acácio
Thonny Martins
Dr Marco Aurélio
Zé Carlos
Com uma candidatura ainda sob júdice, com uma improvável troca de um dos eleitos.
Se pensarmos em oposição x situação, são 5 x 3, e ainda temos 1 candidato independente.
Mas essa divisão nem sempre é tão explícita.
Pensemos em duas divisões mais interessantes:
1. Eleitos agora e reeleitos, assim são: 6 x 3.
2. Novatos e veteranos? São 5 x 4.
O que eu quero dizer com isso?
Seja os eleitos agora, seja os novatos, esses são MAIORIA na Câmara.
Eles representam o desejo de mudança da população.
Assim, esses candidatos têm a chance única de "tomar" a Câmara para eles, elegendo o Presidente e toda a mesa diretora e mais, vencendo todas as votações na Câmara.
E para que?
Para fazer uma Câmara INDEPENDENTE, como deve ser o Poder Legisltivo.
Se eu pudesse dar um conselho a Nevine, Itamar Jr, Claudiano, Acácio, Thonny e Zé Carlos seria: Deixe de lado o posicionamento "oposição x situação" e assumam a Câmara para vocês.
Façam uma Legislatura independente e confirmem com seus mandatos o desejo de mudança que a sociedade ipuanense confiou em vocês.