quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Sugestão cultural da semana. [Há 10 anos].

Há 10 anos o contraparente do Blogueiro expunha suas obras nas estações do metrô em São Paulo.

Segue o texto:

Sugestão cultural da semana.


Indo à Pauliceia desvairada, em meio à tanto corre-corre, sobretudo nas estações de metrô, onde as pessoas vão e vem num ritmo frenético; vale a pena dar uma paradinha para apreciar a boa arte.

Por enquanto na Estação Vila Madalena, e em breve em outras estações, encontra-se em exposição, algumas obras do artista plástico e publicitário Rodrigo Lima, intitulado Pop Art.
Vários sites divulgaram a exposição em seus cadernos de cultura. O abaixo publicado, foi tirado do Portal Terra, espero que não se importem.

Caso queiram conhecer melhor as obras de Rodrigo, digite "Rodrigo Lima Pop Art" no Google e busque bons sites e portais, seu trabalho está nos melhores sites do gênero.

Segue abaixo a reportagem publicada dia 31 último no caderno "Arteum" do portal Terra.

PS: É com grande satisfação que o blogueiro, pela primeira vez neste blog, anuncia como sugestão de arte, o trabalho de um membro da família.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Agora é oficial: Saiu meu 1º livro!

Quem diria que o Blogueiro um dia seria chamado de "autor".

A Editora Appris resolveu arriscar e publicar minha Dissertação de Mestrado.

Meu trabalho foi revisar e atualizar a pesquisa, de 2012, transformando-a em livro, publicado esse ano e sem data e local de lançamento.

O livro, porém, já se encontra a venda nas melhores livrarias do país.

Público alvo dessa obra são os colegas Professores, estudantes de Pedagogia e demais Licenciaturas, estudantes de Pós Graduação na área de Educação, além de interessados em Política Pública de Educação.

O tema principal, a Avaliação Educacional no Estado de São Paulo e a prática do Bônus, que há 10 anos é adotada em nosso Glorioso Estado.

As informações obtidas na pesquisa, bem como seus resultados você descobrirá lendo.

Que seja o 1º de muitos.

Segue abaixo a capa e contra capa. 



Lula S2 Sarney S2 Collor S2 Sarney. [Há 10 anos].

10 anos atrás, 1 dia depois de postar a coletânea de "gentilezas" trocadas entre Lulla, Sarney e Collor, eu postava uma coletânea de afagos entre eles, para mostrar que, no fundo, deveriam ser idênticos.


Lula S2 Sarney S2 Collor S2 Sarney.

“Eu não disse apenas a biografia. Eu disse que o Ministério Público, como uma instituição poderosa que é, tem que tomar cuidado de cumprir a lei ao pé da letra, porque, se ele ceder à pressão do Executivo, à pressão da imprensa e à pressão do Legislativo, muitas vezes as pessoas são condenadas antes de provar que não cometeram um crime”. (Lula, defendendo Sarney e sua permanência na Presidência do Senado).

"Presidente Lula da Silva apoia Collor de Mello para governo de Alagoas" (Manchete do Jornal 'Tribuna de Alagoas').

"Quero fazer Justiça ao senador Collor e ao senador Renan, que têm dado sustentação ao governo em seu trabalho no Senado" (Lula, sobre Collor e Renan, antigos desafetos, hoje membros da companherada).

"A Crise do Senado não é dele, mas do próprio Senado" (Lula, eximindo Sarney dos diversos crimes cometidos contra o erário do Senado).

“Eu não aceito, com a responsabilidade de ex-presidente da República, que se trate dessa forma um homem que governou o Brasil, que cumpriu a transição democrática com grandeza e com maestria e que hoje está sendo vitimado por acusações de toda natureza. Sei o que é isso porque eu por isso passei em muito maior escala, e sei como essas coisas funcionam. Sei como tudo isso é feito, como tudo isso é forjado” (Collor, defendendo Sarney).

“Estou do lado dele e do presidente José Sarney. Essa casa não deverá de se agachar àquilo que certa parte da mídia deseja. Ela não conseguira retirar o presidente Sarney dessa cadeira.” (Collor, agora na tropa de choque do homem a quem um dia chamou de ladrão).

“Sempre exaltei o projeto, e ele precisa continuar avançando. Desde Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek não tivemos um governo que assumisse uma postura de indutor do desenvolvimento.” (Collor, sobre Lula. Isso mesmo, Lula, aquele a quem um dia o ex Presidente acusou de tanta coisa).

"Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum." (Lula, 2009, no Cazaquistão, defendendo Sarney, que aos olhos do Presidente, em 20 anos mudou de "ladrão" à dono de uma biografia que não permite ser tratado como "pessoa comum").

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Lula x Sarney x Collor x Lula. [Há 10 anos].

Há 10 anos eu postava uma coletânea de gentilezas trocadas entre Lulla, Sarney e Collor.

Confira o que um já falou do outro no passado.


Lula x Sarney x Collor x Lula.

"Espero que ele vote corretamente, depois de tantos males que já fez pelo nosso Brasil" (Lula, 1989, respondendo a Collor sobre como se sentia, tendo o então Presidente Sarney como seu eleitor).

"Isso pra mim tem um nome, cambalacho. E quem faz cambalacho é cambalacheiro. Eu não entendo essas questões das alianças, não entendo esse apoios (...) não tem competência, não tem experiência para Governar, e isso é verdade nunca foi Prefeito nunca foi Governador, não sabe a diferença entre uma fatura e uma duplicata" (Collor, 1989, sobre Lula e o fato dele não renegar publicamente, apoios como os de Sarney).

"O que ele não diz é quem é que tá financiando os 12 jatinhos que trouxe ele pra São Paulo hoje (...) O famoso Caçador de Marajás, não passa de um caçador de Maracujá" (Lula sobre Collor).

"Este homem engravidou uma namorada e lhe deu dinheiro para que fizesse o aborto" (Collor no último debate eleitoral em 89, depois de dizer que o aparelho de som do Lula era melhor que o seu, encerrou o "debate" com essa acusação).

"Gostaria de tratar o Sr José Sarney com elegância e respeito, mas não posso, porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco (...) O Sr sempre foi um político de segunda classe, nunca teve uma atitude de coragem" (Collor, 1989, falando sobre o Presidente Sarney).

"O Brasil é testemunha da brutalidade, da violência, do desatino, com que fui agredido por um candidato profundamente transtornado"  (Sarney, 1989, rebatendo as críticas de Collor).

"Sou vítima da violência, do vandalismo verbal, do terrorismo verbal. O que não faria no poder quem não respeita como simples candidato à Presidência" (Sarney, 1989, respondendo ataques de Collor, questionando sua capacidade de ser Presidente e antevendo o futuro).

"Nós sabemos que antigamente se dizia que o Ademar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Ademar e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do perto do grande ladrão que é o governante da Nova República" (Lula, 1987, chamando Sarney de ladrão).

domingo, 11 de agosto de 2019

O que herdei de meu pai.

À exemplo do que o Blogueiro fez no Dia das Mães (aqui), segue algumas considerações sobre o que eu herdei de meu pai, nos poucos mais de 12 anos de convivência.

Herdei (ou pelo menos penso que) de meu Pai:

* O nome, acrescido de Jr.

* A paixão pelo Corinthians.

* A racionalidade de pensamento.

* O gosto pela leitura.

* O gosto pela política.

* A sinceridade.

* O bom humor.

* O respeito às religiões em harmonia às dúvidas pessoais.

* A "esperar a tarde para dizer se o dia é belo".

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Erramos.

Saiu publicado dia 7 desse mês um artigo escrito em 2016 e não postado.

Por algum erro ainda não detectado acabou sendo publicado.

Ainda que corrobore com a opinião do Blogueiro, não faz sentido um texto de 2016 ser publicado agora, quando o contexto é outro.

Por esse motivo, após identificado o equívoco, o texto foi apagado.

O Blog pede desculpas pelo inconveniente.

Música Sertaneja - Definindo. [Há 10 anos].

Há 10 anos, postava o 2º Capítulo dos meus estudos sobre a música sertaneja.

Em Tempo: Não citei o Estado de Tocantins porque à época ainda não havia estourado duplas como Maiara e Maraísa e Henrique e Juliano, egressos daquele estado.


Música Sertaneja - Definindo


Afinal o que é Música Sertaneja?

Responderia de bate e pronto: Toda e qualquer música feita por um sertanejo.

E o que é sertanejo?

R: Aquele que mora no sertão.

Onde fica o sertão?
R: ...

Esta dialética, digna do Filósofo Sócrates, serve para ilustrar o quanto uma denominação pode ser equivocada.

Houve um tempo em que o país se dividia em litoral e sertão.

Nas áreas banhadas pelo mar, e proximidades (algo em torno de 100 Km interior adentro) era tudo chamado de litoral.

Aos demais territórios, aqueles que adentravam neste, nesta época, inexplorado país, chamavam sertão.

Assim sento, 90% do país era sertão.

E este sertão foi desbravado após os séculos que se seguiam, e a denominação sertão, ficando cada vez mais "empurrada" às áreas do Nordeste, sobretudo àquelas distantes dos grandes centros urbanos (e litorâneos) e castigadas pela seca.

Sertões paulistas (regiões de Sorocaba, Bauru, Araçatuba, Ribeirão Preto,...), mineiro (o sul de minas, não o norte, ainda hoje chamado de sertão, sobretudo graças à Guimarães Rosa), o sertão de Goiás (Chico Mineiro, lembram? "Foi lá no sertão de Goiás"), enfim, todos estes "sertões", embora não sendo assim chamados há muito tempo, foram os responsáveis pela denominação da música feita por homens do campo, com temática específica e uso da viola como instrumento, de Música Sertaneja.

Assim sendo, música sertaneja é antes de tudo geográfica: Estados de SP, MG, GO, e MS. Além de interior do RJ (o Rio de Janeiro rural, hoje praticamente sem expressão no cenário musical sertanejo) e Norte do Paraná.

Apenas em tais regiões um artista pode se dizer sertanejo. Ou você imagina uma dupla sertaneja vinda do Acre? Assim como ficaria estranho um cearense virar cantor de funk.

Mas não seria sertaneja a música produzida no Nordeste do país ou no extremo sul, no interior gaúcho?

R: Em tese sim.

Por isso prefiro chamar a música sertaneja de música caipira, pois caipira é um termo exclusivo daqueles Estados e Regiões a que me referi anteriormente. Ou alguém arriscaria chamar um Catarinense de caipira?

Mas e a cidade de São Paulo, a mais cosmopolita do país?

Exatamente por receber gente de todo o país, foi lá onde o sertanejo se consolidou como gênero musical.

Os migrantes de todas as regiões acima descritas, viviam em São Paulo com saudade de suas origens, e portanto, ouviam as músicas produzidas por seus "conterrâneos".

São Paulo, sede das primeiras gravadoras de disco do país e das primeiras rádios, vai produzir os primeiros artistas sertanejos e consumir sua produção.

Só depois este gênero vai chegar, aos poucos, no interior do país.


Próximo domingo:
Os patriarcas da música caipira.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Conforme prometido: [Há 10 anos].

O Blogueiro já foi jogador de Futebol.

Era um misto de Rivelino com Zidane.

Mas há quem não acredita.

10 anos atrás eu provava, com foto e tudo, depois de enrolar uma semana os leitores que já não aguentavam mais.


Conforme prometido:

Vasculhando os "baús" do HD, topei com um antigo projeto parado: O livro sobre meu olhar sobre os anos 80 em Ipuã.

Coincidentemente, mas mesma semana que recebo um presente: Uma foto do time do Esperança FC, comigo na escalação, antes de um jogo amistoso contra o time de Nuporanga.

Não tenho nenhuma outra foto daquela época em que eu apareço como jogador, daí se concluí o porque, linhas atrás, tratei a foto como um "presente".

Numa memória já não tão rápida como a de anos atrás, recebi a foto e automaticamente recordei daquele dia, cada instante começou a passar pela minha cabeça como um filme:
A compra de um Ki-chute especialmente para este jogo, a ida à Nuporanga (como na época não tinha a praticidade que hoje tem, de ser transportado pelos confortáveis ônibus da Prefeitura, íamos em carros dos pais de jogadores que se dispunham a fazer o favor de transportar o time, geralmente apertados devido à oferta de veículos serem insuficientes para demanda de craques).

Recordo da chegada a Nuporanga, do jogo em si (entrei como titular, dei passe pra gol e joguei 1 tempo e meio), dos jogos das outras categorias (meu primo Marcel perdendo um pênalti), etc... confesso que só não me recordava muito bem da escalação, não lembrava que muitos daqueles tinha jogado comigo. Mas é para isso que servem as fotos.

E para àqueles que não acreditam que fui jogador (era ponta direita, na época que ainda existiam pontas no futebol), segue em anexo a foto.


sábado, 3 de agosto de 2019

Uma medida interessante. [Há 10 anos].

10 anos atrás, o Bloogueiro comentava um Projeto no âmbito da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que ele achou interessante.

À época, eu concordava com testes usados com intuito de promover aumentos salariais, prática que 1 ano mais tarde, já no Mestrado em Educação: Currículo, estudando Avaliação de Políticas Públicas, pude entender o quão absurda é essa ideia.

Da opinião de 10 anos atrás, mantenho firme apenas a medida contra o absenteísmo, mas avaliar eficiência por meio de prova, já deixei de defender há muito tempo.

Posto esse texto para mostrar como opiniões mudam em razão de uma boa bagagem teórica. E porque não tenho vergonha do que já escrevi e hoje penso diferente, afinal como dizia uma colega diretora: "Só não muda de opinião quem não a tem".

E como bem me ensinava Cortella, "ser flexível é diferente de ser volúvel".


Uma medida interessante.


Você imagina um professor da rede pública do Estado de SP recebendo algo em torno de R$ 7.000,00 mensais?

Pois é exatamente isso que propõe um Projeto de Lei enviado à Assembleia Legislativa pelo Secretário Paulo Renato.

Mas esse "aumento" não é automático.

Ele seria dado gradativamente à medida que o Professor fosse avaliado em testes frequentes realizados pela Secretaria, e sendo aprovado, iria mudando de faixa salarial.

E não é só isso, para ter direito a tal vencimento, o Professor não poderia ficar menos que 3 anos numa mesma escola e tampouco ter faltas além de um número estipulado pela lei (que, acredito, será das 6 abonadas a que já têm direito).

Acho excelente ideia, remunerar bem os professores exigindo como contrapartida eficiência e assiduidade, pois como diversas vezes já defendi aqui neste espaço, o absenteísmo e a falta de avaliação de desempenho, é um dos fatores para os péssimos índices que a educação no nosso país obtém, quando avaliada por órgãos internacionais.

Evidentemente a Lei não obrigará todos os professores de participarem desta avaliação. Os que quiserem continuar à mercê dos reajustes legais (quinquênio, sexta parte e reajustes salariais por decreto do Governador), poderão ficar; só não poderão reclamar no futuro que ganham mal, pois abriram mão de ganhar melhor, certamente por não querer da duas "simples" contrapartidas: melhorar seus conhecimentos para ser bem avaliado e não faltar das aulas livremente.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Música Sertaneja - Origens. [Há 10 anos].

10 anos atrás eu começava uma mini série no Blog falando sobre Música Sertaneja.

Um tema que tenho grande interesse  e até tentei fazer mestrado em História para estudá-lo, mas a estrada da "Educação" se abriu para mim e resolvi percorrê-la e nela estou até hoje.

Quem sabe num futuro próximo não o faça por hobby?

Segue o 1º Capítulo:


Música Sertaneja - Origens.

Falar da origem da Música Sertaneja, é antes de tudo, confundir-se com as origens do povo brasileiro.

Somos fruto da miscigenação das raças branca (Europeia), indígena (Nativa) e Negra (Africana), e não coincidentemente, a música sertaneja tem elementos destas 3 culturas.
O Europeu que aqui aportou, trouxe consigo as músicas do seu continente.

Sobretudo o Português, que se pouco contribuiu com ritmos para o surgimento do sertanejo, contribuiria com a temática: Saudade. A saudade de sua terra natal e o sentimentalismo, além da exaltação das coisas da terra (ufanismo) - características tão próprias do povo português - marcaria de sobremaneira a nascente música sertaneja.

Além disso, a tradição europeia de usar a música como fonte histórica, a chamada oralidade que desde os tempos trovadorescos, auxilia na perpetuação da memória histórica nas sociedades menos letradas (como a europeia do séc XIV e a brasileira até meados do século XX).

Do indígena, herdamos as danças de roda e danças onde batidas de palmas e de pés faziam parte da coreografia . Da fusão do vira português, com o bater de pés e palmas dos índios, nasceria mais tarde o catira, e todas as suas variáveis: recortado paulista, rasqueado, pagode...

E finalmente, o negro africano, que além de também contribuir com a temática da saudade (o "banzo" do sertanejo que abandona a terra em direção à cidade grande), contribuiu também com o nosso folclore: congadas e outras manifestações religiosas criadas em função do sincretismo religioso promovido pelo afluxo de escravos no país, serão um dos principais berçários da música sertaneja.

E o que folclore tem a ver com música sertaneja?

Na verdade, folclore está no DNA da música sertaneja; é através dele que este estilo nasce, cresce e se propaga pelo país.

Catira, Lundu, Cateretê, Congada, Corta Jeca, Arrasta Pé, ... e tantos outros ritmos que, unidos, compuseram a nossa música sertanea são, antes de tudo, manifestações da cultura popular. Muitos deles criados aqui, outros desenvolvidos a partir de matrizes já citadas (europeia, africana e indígena).

Assim surgiu um embrião chamado música sertaneja, que nos anos seguintes cresceria e se transformaria completamente.

Mas isso é assunto para outra ocasião.

No próximo domingo:
- A Geografia da Música Sertaneja (Sertanejo x Caipira).
- Consolidação do gênero musical.
- São Paulo: Produz e consome.