domingo, 23 de junho de 2019

Teremos Expuã afinal. [Há 10 anos].

Na época em que a finada Expuã ainda era realizada, havia rumores de que em 2009 a mesma não aconteceria.

Há 10 anos, eu dava em primeira mão a notícia de que seria realizada a Expuã naquele ano.

Não sem criticar que os valores cobrados fossem populares, pois se a justificativa para uma Festa mais simples era a crise financeira, eu lembrava que tal crise atingia a todos e não apenas a Prefeitura.

Teremos Expuã afinal.


Terminou o período de incerteza sobre a Expuã 2009 - aliás, este blog afirmou categoricamente há mais de 1 mês que, apesar da boataria e da pouca mobilização da organização da festa até aquele momento, haveria sim Expuã este ano.

Pois bem, não só iniciou-se os preparativos, como alguns shows já foram fechados.

Como este Blog também "previu" na ocasião, será uma festa realmente simples, algo totalmente diferente dos padrões de anos anteriores.

Segundo informações, a dupla sertaneja Zé Henrique e Gabriel já estaria fechada e será o carro chefe da Expuã 2009, cabendo aos demais shows, reservados a ilustres desconhecidos do grande público. E é cada vez mais forte a chance de que haja um dia dedicado aos talentos locais, em apresentações no palco principal e não mais na Barraca Central como de costume.

Resta agora saber se a simplicidade das apresentações, "reflexo da crise financeira" (APUD), refletirá no valor das entradas. Afinal a crise não é exclusividade apenas dos Governos.

sábado, 22 de junho de 2019

Hoje tem Luiz Fernando e Ramon na maior festa de Ipuã em 2019.

O palco do Recinto de Festas N. Sra Santana (mas pode chamar de Barraca do Padre) recebe hoje a dupla Luiz Fernando e Ramon, na 104ª edição da mais tradicional  - e nesse ano, maior evento ipuanense - Quermesse de S. Sra Santana.

A dupla natural de Ipuã abre a série de shows previstos para a Quermesse (conforme divulgamos aqui), que encerra com os Miguelopolenses João Pedro e Cristiano.

Ao longo da semana o que mais se ouviu foi pessoas dizendo que chegarão mais cedo para guardar lugar. E a julgar pelo 1º dia da Festa, sábado passado, com a Barraca lotada, não é exagero chegar um pouquinho antes mesmo.

Ouvi agora a pouco que cogita-se fechar os portões quando der a lotação máxima permitida.

Também não será exagero afirmar que haverá lotação máxima.

E motivos não faltam: a tradição da Quermesse, a pouca opção de lazer da cidade, a excelente qualidade da dupla e ainda, a possibilidade de ser o último evento do gênero em nossa cidade em 2019.

Digo último porque, pelo 2º ano consecutivo, poderemos não ter a Expuã/Feira da Bondade/Rodeio. O que fará da Quermesse o último e maior evento musical do ano em Ipuã.

Não importa o motivo, o importante é não perder o show na Quermesse hoje e, se possível, chegando um pouco mais cedo.

Deixo como sugestão para que a organização do evento antecipe também as atividades da Quermesse, começando um pouquinho mais cedo o comércio de comidas e bebidas e também os bingos, para ir entretendo o público que chegou mais cedo e arrecadando um pouco mais.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Vai começar a maior Quermesse do Mundo!

O Blogueiro confessa que o adjetivo usado no título do texto pode conter, além da falta de embasamento científico que o comprove, algum exagero.

Não sei se é a maior do Mundo.

Dentre as que conheço, certamente seja, pois dura aproximadamente 1 mês e meio: 15/06 - 29/07.

No entanto, se o título fosse mudado para "Vai começar a melhor Quermesse do Mundo" aí com certeza não haveria exagero algum e nada que uma pesquisa rápida, sem muito rigor acadêmico, não a veracidade da afirmação.

A centenária Quermesse de N. Sra. Santana em Ipuã é sem dúvida a melhor do Planeta.

Está na lembrança de todos nós, atravessando gerações há mais de 100 anos sempre com o mesmo espírito festivo que nos encanta.

Não há um ipuanense que não tenha uma boa lembrança da Quermesse guardado em um lugar especial da memória.

E este ano em especial, nossa Festa foi repaginada. Conta com parcerias com a Entidade Santana e o Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça, que farão apresentações ao longo dos dias da Festa.

E ainda uma extensa e excelente grade de shows (cartaz abaixo).

Que não demorou para cair no gosto popular, inclusive com comentários de que poderia perfeitamente substituir a finada Expuã.

No que concordo, pois os artistas que se apresentarão este ano na Quermesse poderiam perfeitamente se apresentar no palco da Expuã e dar um excelente espetáculo, caso os organizadores da Expuã tivessem a humildade de fazer uma festa mais simples, sem luxo e ostentação.

Mas a arrogância os impede de fazer uma festa mais simples, e assim perderão mais uma vez (caso não mudem de ideia até setembro) a oportunidade de resgatar o antigo espírito da Feira da Bondade (shows mais simples e festa beneficente) e gastar pouco para oferecer à população alguma opção de lazer.

Paciência, um dia isso muda.

Talvez antes do que pensamos.

Segue o cartaz da 104ª Quermesse Nossa Sra Santana.

terça-feira, 11 de junho de 2019

São João Séc XXI. [Há 10 anos].

Eu criticava o São João "moderno" há 10 anos.

Não citei a fonte, mas deve ter sido no site do terra, que na época era por mim lido diariamente.

Falha nossa.

Mas a ideia de definir em lei o que é Festa Junina continua uma boa ideia.

Se já não foi feita.

Segue o texto.


São João Séc XXI.

A "modernidade" chegou às festas Juninas.

Acabo de saber que as duas maiores estas de São João (Juninas) do País, Caruaru - PE e Campina Grande - PB, já estão impregnadas pelos vírus do consumismo e da modernidade.

Camarotes de cervejarias, abadás de blocos e apresentações musicais diferentes das tradicionais, com inclusão de gêneros musicais que nada têm a ver com o período junino.

Por mais absurdo que possa parecer, a modernidade está engolindo a tradição.

E tradição existe justamente para mostrar às novas gerações, como era determinado evento em seus primórdios, não existe para ser "modernizada".

Isso me lembra uma lei, se não me engano, criada anos atrás estabelecendo o que é a caipirinha. Parece besteira, mas ao se criar uma lei estipulando o que é a bebida típica do país, impede que outras similares possam ter a mesma denominação.

Fizeram o mesmo com acarajé baiano e o churrasco gaúcho.

Deveriam agora, criar mecanismos similares de perpetuação das tradições.

sábado, 8 de junho de 2019

A morte de um, sobrevivência dos outros... [Há 10 anos].

10 anos atrás eu comentava a transferência do Kaká, do Milan para o Real Madrid.

Com um comentário ácido em relação ao jogador e sua relação com os líderes da Igreja a qual ele pertencia, à época presos nos EUA.


A morte de um, sobrevivência dos outros...
"Ao vencedor, as batatas".

Kaká migrou de Milão para Madrid. Do Milan, direto para o Real.

E nessa, todo mundo vibrou:

- Kaká, por respirar novos ares.

- Real Madrid, por receber um jogador de qualidade, como há tempos não se vê por lá.

- O Milan, por ter feito uma das maiores transações dos últimos anos.

- O São Paulo, que receberá uma porcentagem da transação, por ser o clube formador do atleta (dinheiro que vem em boa hora, uma vez que no clube tricolor é cada vez mais forte os rumores de que a venda do Borges seria a salvação da crescente dívida do clube).

- E finalmente, vibra a Igreja Renascer; que certamente receberá os merecidos 10% da parte a que o moçoilo terá direito na negociação. Aliás, como já recebeu o prêmio em dinheiro e a taça que a FIFA deu à Kaká, quando o fiel jogador foi escolhido o melhor do mundo e quis agradecer à graça alcançada.

O bispo e sua mulher, "encarcerados", agradecem.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Jovem Pan erra de um lado e acerta de outro.

O afastamento (podem chamar de pré demissão) do Historiador Marco Antônio Villa dos quadros de comentaristas da Rádio Jovem Pan tem lugar na estante das grandes injustiças de empresas de comunicação com seus funcionários.

Com seu estilo mordaz, o Prof Villa se firmou na rádio como um dos principais críticos dos Governos petistas e mais tarde do Governo Temer.

Villa se tornou um dos principais interlocutores nas sabatinas promovidas pela rádio a candidatos à Presidência e a Governador do Estado realizadas nas eleições do ano passado.

Neste ano, passou a criticar, como fez com os antecessores, também o Presidente Bolsonaro, mantendo o mesmo estilo que o consagrou e cativou os oposicionistas de outros governos. As críticas aos atual Presidente, dizem, foi a causa de seu afastamento temporário.

A empresa alega que busca renovação e aponta o estilo de "adjetivação grosseira" como causa do afastamento, que a bem da verdade, antecede o fim do contrato com o Professor, a se realizar no final deste mês.

Em resumo: férias forçadas para posterior demissão.

Não que não seja direito da emissora, que tem total direito de escolher quem melhor lhe convém, o que não nos impede de acusá-la de oportunismo, pois surfou na onda do anti petismo quando o mesmo estilo do comentarista trazia elevadas audiências para a Pan. E agora, quando não é mais interessante, critica o estilo e justifica a demissão?

Também neste mês, a emissora acertou a contratação de Josias de Souza, da TV Gazeta e UOL para integrar o grupo de comentaristas políticos.

Na minha opinião, Josias é o melhor comentarista político do país, cujo Blog acompanho há mais de uma década.

Dono de um humor sagaz e de uma fina ironia,. Josias de Souza tem tudo para ter na rádio o mesmo sucesso do Blog http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ (um dos mais visitados do país).

Só não esperem "chapa branca", porque Josias não poupa críticas. Em especial ao Petismo, o Clã Bolsonaro e o PMDB.

Vale a pena acompanhá-lo.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Atendendo a pedidos. [Há 10 anos].

Um colega corintiano, Luís Gaspar, já falecido, me solicitou à época que eu publicasse o texto abaixo.

O texto havia sido postado a 1ª vez quando eu tinha um site (não o Blog), no começo dos anos 2000, que eu usava para divulgar minha atuação legislativa, dar notícias, e, eventualmente, postar crônicas.

O Luís havia participado da viagem que deu origem à crônica e imprimiu o texto à época do site para mostrar a amigos e conhecidos. Entretanto ele perdera o papel e pediu que eu publicasse novamente pois naquela época eu já havia feito o Blog, e então ele poderia novamente imprimir para guardar e mostrar.

E assim eu fiz.

OBS1: Este texto seria publicado novamente, já no novo domínio do Blog, em razão do falecimento do Luiz Gaspar.

OBS2: Outro título nada a ver com o texto.

OBS3: Nunca cumprimos a promessa final. Nem vamos...
 

Atendendo a pedidos.


Vocês podem não saber, mas eu já tive site.

O endereço era www.orandesrocha.com; um site que além de dados biográficos, notícias diversas e minha atuação como Vereador, tinha uma sessão chamada "Diário de Bordo", onde eu narrava histórias de viagens que fiz.

Uma destas histórias, foi a viagem que fizemos em 5 amigos para Vianópolis-GO no ano de 2002.

E bastou reunir 3 destes 5 malucos, no último sábado, para relembrarmos da viagem e do texto e é claro, decidir que deveríamos republicá-lo.

Portanto, aqui vai (mais para deleite do blogueiro que de vocês) a publicação original que saiu no site há quase 7 anos.


VIANÓPOLIS - GO, NOVEMBRO DE 2002.
"Raio X de uma viagem".

Data da saída: 14 de novembro de 2002.

Retorno: 17 de novembro de 2002.

Integrantes: Jean, Reginaldo, André, Orandes e Luís (os nomes foram trocados para preservar a identidade dos envolvidos e protegê-los de eventuais transtornos decorrentes dos fatos narrados).

Horário de saída: 16:00hs (por culpa do Reginaldo que não podia sair do banco antes deste horário).

Coincidência: 5 Corinthianos.

Fora: "Tô esquecendo alguma coisa" (André).

Distância: 530 Km e uma caixa de cerveja.

Músicas: Todos os tipos; sertanejo, rock, mpb. 

CD’s: “Sertanejo e cerveja”, “MPB e cerveja”, “Som do Churrasco”, “Som do Boteco”,...

Melhor piada: “Então é fera comendo fera, tchê!!!”

“Quanto falta para chegar?”: “Depois da balsa, mais uns 256 km.”, “Catalão é a metade do caminho”.

Posto JK: Parada obrigatória, na ida e na volta.

Melhor tirada: - “Até aqui eu conheço”
- “Uai, não quis chegar até Pires do Rio? Chegou até aqui e voltou?”

Pires do Rio: 1º pouso da viagem, com direito à janta caprichada na fazenda de uma pessoa X. 3 colchões, um sofá e um saco de dormir. 1ª visita a um bar na viagem, para um brinde (foi o 1º de uma série de 32 bares mapeados pelo Luís e cadastrados pelo André, que pretendem fazer um guia chamado: “Goiás em 100 bares” e será lançado pela editora Rocha Press).

Sorte grande: O carro quebrar em frente ao Faria (outro nome fictício).

Explicação para tudo: “Fatalidade”!

Criancisse: Vídeo Game do Luquinha (Reginaldo é um viciado naquilo, mas ganhei pelo menos uma dele).

Visitas: aos raros ipuanenses que moram em Vianópolis.

Bar nota 10: O bar “Aki Ki nóis lancha”, da Dona Maria (embora o Luís tenha “passado a perna nela”).

Churrasco: Na casa do Renato.

Quem dirigia o carro?: Revezávamos durante o dia e o Jean dirigia sozinho à noite. Por que será?

Sábado: Almoço no Chicão.

O melhor bar da cidade: Pizzaria Escalibur: 18 chopp + 3 pizzas + 3refrigerantes pet = R$ 32,00.

Frase mais repetida: “Uma cerveja e 4 copos”.

2ª Frase mais repetida: “No Brasil não é assim”.

Objetivo da viagem: Maranhão.

Onde fica o Maranhão: - “Maranhão é Piauí né?”.
- “Não meu! Maranhão é Maranhão! É estado”.

Sorte pequena: Bolão da supersena (a cartela que acertamos mais, acertamos 2 números).

Milionários por algumas horas: Por alguns instantes, acreditamos realmente que havíamos ganho o prêmio, então, planejamos uma viagem de 1 ano entre nós 5 ao redor do mundo. No bar da Dona Maria eu disse:
- “Dona Maria, traga mais uma; que é a última cerveja que eu bebo como pobre”.

Silvânia: Boate tocada com som de automóveis, desorganização na entrada, deserção de alguns companheiros.(Não enxerguei o rosto de ninguém naquela boate, de tão ruim que era a iluminação, ou não!).

Regresso: Domingo de manhã.

Almoço: Frango xavecado no Bar do Joel (“Conhecido” do Luís).

Ninguém acredita: “O Reginaldo estava atrapalhando a minha visão, tampando o pilar do Posto na hora que eu bati o carro”.

Motivo de alegria comum: Ouvir o jogo do Palmeiras (aquele em que ele foi rebaixado para a segundona) pelo rádio e assistir ao finalzinho pela TV (ah ah ah ah ah.)

A promessa: Outra viagem desta, com os mesmos companheiros e outros mais para algum outro lugar, talvez uma praia.

sábado, 25 de maio de 2019

Estatuto do Espectador: por que não? [Há 10 anos].

Se algum Vereador, Secretário ou mesmo o Prefeito tiver interesse, pode adotar a ideia que tive há 10 anos atrás e que, se um dia tiver oportunidade, espero eu mesmo sugerí-la.

O Estatuto do Espectador, garantindo o direito à dignidade ao público ipuanense.

OBS: No texto original  "Espectador" saiu com "x", "Expectador". Não só no título mas em todas as vezes que foi citado no texto.

Que é uma palavra que até existe, significa "aquele que está na expectativa".

Ou ninguém percebeu minha jumentice há 10 anos, ou acharam que eu me referia à pessoas na ansiosas por assistir a eventos na cidade.

Achei melhor não arriscar agora e corrigir.


Estatuto do Espectador: por que não?

O incidente lamentável ocorrido no Rodeio de Jaguariúna me fez refletir sobre nossa própria casa. Assim como aquela tragédia ocorrida num rodeio em Mato Grosso, no ano de 2005, quando parte da arquibancada desabou, vitimando dezenas de pessoas.

A imagem chocante naquela época, associada a proximidade da Expuã, me fez pensar: E se fosse aqui?

E é justamente este pensamento que motiva organizadores de eventos a se cercar de precauções e assim impedir, ou ao menos diminuir as chances de catástrofes similares.

Lógico que incidentes acontecem, mas ao cercar-se de cuidados, o evento fica sujeito apenas à fatalidade, e não fazê-los, sabendo de riscos similares e mesmo assim “arriscando”, tais incidentes deixam de ser imprevistos e se transformam em negligência.

A organização do Rodeio de Jaguariúna certamente não esperava tamanho tumulto, pois sendo uma das mais importantes festas do gênero do país, com toda certeza teriam tomado as devidas medidas previamente. Ao que me parece, foi mesmo uma lamentável fatalidade.

Mas tudo isso foi pra dizer que seja em casos graves como os citados, ou outros incidentes que possam estragar o evento, fazendo do dia do espectador, previsto para ser de agradável lazer, transformar-se em um dia a ser esquecido.

O artista que “deu os canos”, o organizador que vendeu mais ingressos que a capacidade do recinto, mudanças de assentos ou mesas sem a prévia comunicação e concordância do espectador, enfim, problemas que sempre aparecem e que podem estragar a sua noite. O que fazer nestes casos? A quem socorrer?

Quando há fatalidade pode-se acionar o Ministério Público em ação criminal e em outros casos, procurar o mesmo órgão para ações cíveis? (Me ajude, advogados que visitam este blog).

Por isso acho que o que deveria ser feito, é um estatuto nos moldes do Estatuto do Torcedor, alguma lei que garanta aos espectadores dos mais diversos gêneros (de teatro a rodeios, passando por bailes, cinema, etc...), o mínimo de direitos.

E já que em esfera nacional seria uma discussão distante para nós, por que não fazer um Estatuto Municipal do Espectador?

Um documento elaborado em parceria com os organizadores de eventos, as 3 esferas de poder (Prefeitura, Câmara e MP) e as Polícias Civil e Militar, além da sociedade em geral, que é na verdade quem prestigia tais eventos.

Neste documento, prever a obrigatoriedade de normas de segurança (extintores em dia, saídas de emergência, venda de ingressos de acordo com a capacidade do recinto, etc...), garantir a presença de especialista em primeiros socorros no local, e outras coisas do gênero. Ideias a serem discutidas entre todos e analisado a viabilidade, torná-las obrigatórias.

Não só no caso de incidentes com vítimas, mas também garantir direitos “menores” como a não mudança de sua mesa num baile, o reembolso em caso de não apresentação do artista, enfim, dar ao cidadão uma maior certeza de que sua noite (ou dia), previsto pra ser de alegria, não acabe se transformando em dor de cabeça.

Em suma, está aí uma ideia que gostaria de um dia ver discutida e realizada.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Sobre a Santa Casa de Ipuã.

Confesso não conhecer os meandros que levaram a Santa Casa de Misericórdia de Ipuã a chegar ao ponto de problemas financeiros que a aflige atualmente.

Porém, pelo meu conhecimento dos meandros da política Ipuanense, esse sim um pouco mais aprofundado, posso apontar uma causa para a crise que a entidade atravessa: a relação promíscua com a Administração Municipal.

O que presencio na Santa Casa de Ipuã é a sua utilização como terceirização de serviços da Prefeitura municipal.

Eu explico.

Pela legislação brasileira, uma Administração Municipal não pode gastar mais que 54% do seu orçamento, e também garante que concurso público seja a forma de ingresso no serviço público.

Ao contratar os profissionais que a Administração Municipal necessita, e também aqueles que ela deseja que sejam contratados, a Santa Casa resolve dois problemas da Administração: evita gastos com folha de pagamento e permite que sejam contratados, sem a necessidade de concurso, pessoas que lhe interessam trabalhar na saúde, seja lá escolhidas por quem e porque.

E a troco de que?

A troco de repasse da Prefeitura à entidade. E que fique bem claro, uma entidade beneficente da cidade que presta importante serviço na área da saúde há décadas.

A questão que discuto é: o valor repassado é maior, igual ou menor que o valor gasto pela Santa Casa para bancar o papel de terceirizadora e contratar quem a Administração Municipal lhe manda contratar?

Se for maior, bem faz a Santa casa ao obter com isso um lucro.

Se for igual, tá bancando o papel de boba na história.

Se for menor, tem de tirar dos próprios cofres para bancar essa relação, repito, promíscua, e não pode reclamar de estar no vermelho.

É ilegal? de forma alguma.

É imoral? Podemos discutir.

Porém entendo que a Santa Casa deveria ser independente se quisesse contar com o respeito dos seus usuários, que aliás têm reclamado que não veem vantagem em pagar o convênio, pois o tratamento é o mesmo que o do SUS, inclusive com o mesmo médico atendendo aos dois.

Lembrando que Santa Casa é uma entidade de direito privado, que para ter status de filantrópica, deve ter 60% de atendimento gratuito (SUS) e para isso, firma com a Prefeitura Municipal Ipuanense uma parceria há décadas, que na maioria das vezes foi benéfica para ambos e assim deveria continuar sendo.

Essa relação com o poder municipal sempre aconteceu, porém enquanto a entidade era bem administrada e com as contas em dia, ninguém questionava.

Agora começam a aparece casos de atrasos aqui e ali, inclusive salariais. Começam a aparecer casos de falta de médicos e foi alvo de matéria jornalística regional em situação que ainda carece de explicações.

Se ainda assim, a Diretoria da entidade se mantiver sem tomar atitude e permitir o esfacelamento de um patrimônio construído também com a ajuda do povo ipuanense, então que se troque Provedor e os Diretores (chamados de Irmandade, parece coisa de novela das 9).

Mas que se troque por pessoas que promovam uma Santa Casa que continue parceira da Prefeitura, porém que seja INDEPENDENTE.

Porque enquanto a Santa Casa de Ipuã se prestar ao papel de ser um "puxadinho" da Administração Municipal, para que esta escape dos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal, não vai conseguir o respeito do povo ipuanense e em especial daqueles que necessitam de seus serviços, nem progredir enquanto entidade filantrópica em nosso município.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Expuã 2009 (III). [Há 10 anos].

No último episódio da divagação sobre a política pública de festas em Ipuã, eu apresentava uma saída (meio arriscada é verdade) para a crise que eu anunciava que a Expuã/Feira da Bondade/Rodeio vivia há 10 anos.

A Administração da época não me ouviu minha sugestão. A atual muito menos. Quem sabe a próxima ouça.

Ou quem sabe terá de ser eu a, um dia, adotar as sugestões que abaixo seguem.


Expuã 2009 (III).

Desde que percebi a contradição entre a Expuã e a Feira da Bondade, nos tempos de vereador e mais clarividente na única vez em que quis colaborar com a sua organização, em 2005, comecei a considerar a hipótese de que um dia, o problema viria a tona, e obviamente, mais que ficar divagando sobre causas e efeitos, eu deveria pensar também numa possível alternativa.

Criticar é fácil, propor alguma coisa requer um pouco mais de coragem.

Sempre falei sobre o assunto reservadamente, até porque quando fazia parte da Administração Municipal, eu evitava, pois existia o risco de que minhas teorias e ideias fossem tomadas não como opiniões próprias, mas como indícios de que o Governo Municipal sinalizaria no mesmo sentido.

O que não seria verdade, estas são ideias muito particulares acerca de uma questão polêmica, mas em política tudo pode virar fato e prejudicar a sequência de um trabalho, e eu não queria isso.

Minha alternativa para a questão é uma só: Separar as festas.

Teríamos então não uma, mas duas datas festivas em nossa cidade.

Uma, seria a Feira da Bondade, com a Prefeitura organizando como sempre fez, montando as barraquinhas e cedendo-as gratuitamente às entidades do Município para que estas pudessem arrecadar fundos complementares; atrações modestas misturadas a artistas locais e abrindo a possibilidade para fazer um evento mais cultural (tipo estas semanas culturais que muitas cidades fazem), com gincanas escolares (provas esportivas, culturais e de arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e agasalhos), exposições artísticas, atrações teatrais, etc... e não apenas eventos noturnos, mas ao longo do dia e para todas as “tribos”.

Talvez em Julho, no período de férias escolares.

Outra, seria a Expuã, na data atual, uma festa com a finalidade de ser o mais auto-sustentável possível (ou com o menor prejuízo que pudesse), que sem a preocupação beneficente, poderia alugar barracas e mais stands no seu interior; contaria com  artistas do primeiro escalão da música brasileira e, consequentemente, ingressos um pouco mais caros, enfim, uma festa comercial. Encampando também o Rodeio, evidentemente.

Na minha opinião, é impossível coexistir dentro de uma mesma festa: assistencialismo + shows grandiosos + ingressos acessíveis + Prefeitura sem prejuízo financeiro na sua realização.

Essa matemática é impossível de ser equacionada num mesmo evento.

Não se trata de ser a solução do problema, nem tenho tal pretensão, apenas quis refletir sobre o assunto, coisa que nunca fora feita antes em público, ao menos não tenho notícia de que algum outro veículo de mídia tenha feito; reflexão que em momentos de indefinição sempre vêm a tona, pois em tempos de fartura nunca se pensa a longo prazo.

E esta é uma ferida que ninguém nunca teve coragem de cutucar, até agora.
Mas, é claro que tudo isso pode ser apenas divagações deste blogueiro.