domingo, 28 de outubro de 2018

Eleição disputada.

Em 1989, eleições presidenciais, o voto era em cédulas.

No 1º turno, Collor disparou na frente. O duelo era para ver quem iria contra ele no 2º turno (que estreava no Brasil naquela eleição).

Lulla e Brizola disputavam voto a voto essa 2ª vaga.

Cada novo boletim na TV apontava um na frente do outro.

No final, Lulla prevaleceu; Brizola não o apoiou no 2º turno e o resto a gente já sabe.

Em 1998, eleições para Governador, o voto ainda era em cédulas na maioria das cidades.

No 1º turno, Maluf diparou na frente.

O duelo para ver quem venceria as eleições, pois que disputasse contra ele o 2º turno venceria, tamanha sua rejeição.

Mário Covas e Marta Suplicy protagonizaram um embate eletrizante.

Covas saiu na frente, Marta virou e na reta final, nova virada. Covas passou para o 2º turno e venceu aquelas eleições.

Em 2018, com voto eletrônico (mais sem graça para esse tipo de disputa) a emoção será a disputa voto a voto entre Dória e França.

Quem vencer, a diferença será pequena.

Chutaria de 2% a 3% no máximo.

Com uma margem de erro de 10 pontos para mais ou para menos, pois o DataOrandes não gosta de errar.

Bolsonaro ou Haddad? Quem irá ocupar o 2º cargo mais importante do país?

Porque o cargo mais importante já está ocupado:


Votei.

Em minha 7ª eleição presidencial como eleitor, votei neste 2º Turno pela 3ª vez seguida do mesmo jeito.

Curioso é que apareceu o mesmo nome na tela nas 3 vezes.

Em minha 7ª eleição para governador como eleitor, votei em um número que nunca tinha votado antes para Governador; porque para Presidente, eu votei nesse número no 1º turno da eleição passada.

Na 1ª eleição foi em 1994, votei no Mário Covas.

Mas o voto é secreto, não vou nem dar dicas para vocês sobre como foram meus votos.

Boa eleição a todos e a todas.

Eu??? jornalista??? [Há 10 anos]

Já antecipei esse texto em postagens anteriores.

Sobre um jornal de Sorocaba que, em matéria sobre o possível mascote para a Copa no Brasil de 2014, usou meu Blog como fonte e referência.

Até aí normal, a curiosidade fica por eu ter sido chamado de "jornalista", coisa que nunca fui.

O texto foi esse, pena que o endereço do site não esteja mais disponível, o que poderá me fazer passar por mentiroso.


Eu??? jornalista???


Estava eu procurando os resultados da eleição de 2000 para passar o site ao meu amigo Carlos Franco, quando me deparo com um site de Sorocaba que citava este humilde blogueiro.

O site, mostrava uma matéria (sem assinatura) sobre a polêmica envolvendo a escolha do Saci como mascote para a Copa de 2014. A campanha pelo saci apareceu na mídia e logo ganhou adeptos e contrários, cada um com seus argumentos.

Na época, este blogueiro deu sua opinião e para a minha surpresa, a matéria do site citava justamente meu texto do blog e mais, dizendo que o Jornalista Juca Kfouri era contra, o Jornalista e Sociólogo Mouzar Benedito era favorável e que o Jornalista (sic) Orandes Rocha não tinha opinião formada sobre o assunto etc...

Eu??? Jornalista???

Onde já se viu uma coisa dessas? sou professor (aliás, é a única coisa que sei fazer na vida).
Está lá, meu nome estampado ao lado do Juquinha e desse outro que me revelo ignorante em não conhecê-lo.

E mais: a matéria do site deu mais destaque a mim que aos outros dois, quanta honra para um sujeito que há pouco mais de 1 ano abriu um blog onde escreve sobre os mais diversos temas só para ter espaço para emitir sua opinião.

Muito provavelmente o responsável pelo site deve ter lido minha matéria no blog e pela qualidade dos meus textos, (preciso procurar "modéstia" no dicionário) deve ter achado que se tratava de algum jornalista ainda sem expressão nacional.

Pois bem, preciso visitar Sorocaba, pode ser que esteja famoso por lá e não saiba. Pode ser que minha carreira jornalística esteja começando e eu não saiba. Seja como for blogonautas, peço que não me desmintam, por favor!

Ah, e para quem está duvidando, segue abaixo o link do site, afinal este blogueiro mata a cobra e mostra a cobra; pois mostrar o pau não prova que você realmente a matou, concorda?

sábado, 27 de outubro de 2018

O país conhece a nossa rotina eleitoral.

Pessoas inconvenientes se achando no direito de palpitar sempre que alguém critica seu candidato.

Outros que nunca deixaram sequer um "Feliz aniversário" no seu Feicebuqui, comentando suas postagens diariamente.

Eleitores cegos se achando Donos da razão.

Votar em um só para não ver o outro vencer.

Famílias, amigos e vizinhos brigados por causa de eleição.

Não respeitar quem vota diferente.

Analistas políticos surgindo aos montes.

Ofensas.

Agressões.

Intransigência.

Provocações.

Ignorância.

E assim o País todo agora sabe como são as eleições municipais em Ipuã.

Há muito tempo!

Boa eleição a todos e a todas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Falta pouco... falta pouquinho.

Domingo é um daqueles dias em que temos em mãos uma oportunidade única.

No caso, uma oportunidade que nos apareceu após 24 anos e que, se não aproveitarmos, pode ser que outra dessas, só daqui igual período.

Domingo é o grande dia de expurgarmos do poder um partido político que há duas décadas e meia se perpetua no poder no Glorioso Estado de São Paulo.

PSDB tomo o Estado para si em eleições sucessivas onde, seja de carona na eleição Nacional, seja no carisma de candidatos, ou seja por falta de adversários, venceu todas. Algumas no 1º turno.

2018, um ano tão diferente, pode marcar o fim de mais uma era: a Era PSDB em São Paulo.

O partido chega nessa eleição em frangalhos.

Seu candidato a Presidente obteve uma mísera votação, perdendo inclusive no Estado em que Governou por 4 oportunidades e já elegeu Senadores, Governadores e até um Prefeito de capital, até então um empresário lobista milionário e um péssimo apresentador de talk show.

Prefeito aliás que traiu a cidade, abandonando-a, traiu seus amigos descumprindo promessa e, mais recentemente, traiu seu padrinho político (o candidato da votação miserável), que inclusive o chamou de traidor em plena reunião.

E não é de hoje, pois o sonho dele era ser candidato a Presidente, e fez de tudo para tirar esse direito do padrinho Geraldo Alckmin, a quem ele diz ser grato, mas é incapaz de demonstrar gratidão.

Não, esse candidato não é falso como uma nota de R$3,00. Ele é falso como uma nota de R$3,50.

Uma pessoa que se apresentou como novidade, mas que ao chegar ao poder, se revelou tão igual como os outros que ele diz combater.

Um político (embora não goste de ser chamado assim) cujo único feito é se jactar de ser contra o PT, tentando colocar a pecha de petista em todos que o desafia parta assim ganhar votos dos anti-PT.

Chama de Petista o Governador do estado, seu rival (finalmente um rival à altura para o PSDB) e se esquece de uma coisa: como pode ser petista alguém que foi vice do Alckmin? como ser petista alguém que tem o apoio do Presidente da FIESP?

Márcio França é uma feliz novidade para nós eleitores.

Representa a ruptura lenta e gradual com esse partido que tanto infelicita nosso Estado.

Por isso acredito nele.

Por isso, votarei nele novamente, como fiz no 1º turno quando comecei a acreditar que dava para passar.

Agora acredito que dá ganhar.

Mas ele vai precisar de você.

Vote em Márcio França 40, converse com amigos e familiares, consiga apenas mais 1 voto para ele que está empatado tecnicamente com o ex "Prefeito" que quis passar a perna no Padrinho.

Se até o Império Romano um dia caiu, por que não o PSDB em São Paulo?

O dia está chegando.

Domingo, vamos de Márcio França 40.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eu voltei, agora pra ficar... [Há 10 anos]

Há 10 anos atrás, uma comemoração que espero nunca mais fazer.

Segue o texto.


Eu voltei, agora pra ficar...


Mesmo com um time mediano.

Mesmo com cartolagem duvidosa e sem transparência.

Mesmo que a série B tenha sido uma mamata.

Mesmo com o ostracismo da elite do futebol, proporcionado por uma gente que arrasou o Corinthians roubando dele o que podia e metade do que não podia.

Mesmo com tudo isso, o Timão voltou.

Voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído, ao lugar de onde fora sumariamente expelido, vítima de uma corja de ladrões que por mais de 14 anos manipularam em favor de seus interesses a maior paixão futebolística do planeta!

Que o exemplo recente sirva de lição para que algo aconteça nesse clube que é muito mais que um time, mas uma paixão. Poucos clubes conseguem motivar tamanha reação nos torcedores, seja de amor ou seja de ódio.

Que haja planejamento no clube para que o ano do centenário (2010) seja motivo de orgulho para a sua imensa torcida.

Bem-vindo Sport Club Corinthians Paulista à Série A, que não foi a mesma sem você.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Pra não dizer que não falei da flor.

Marina Silva é referência para mim há muitos anos.

Pela sua história de vida, pela sua trajetória política e por suas ideias.

É das raras pessoas da vida pública que conseguiu atravessar um chiqueiro se sujar. Aliás, sem ao menos pegar o mau cheiro, o que quase sempre acontece com atravessa esse ambiente.

Por essa razão votei nela em 3 oportunidades: 2010, 2014 e 2018. E votaria tudo de novo, se pudesse voltar no tempo.

Sofri com a campanha criminosa feita em 2014, por pessoas que hoje desfrutam da hospitalidade do sistema carcerário brasileiro ou esperam para ser alcançadas pelo longo braço da Lava Jato.

Padeci nessa eleição com a desidratação de votos que levará à fusão do seu partido a outro, se quisermos sobreviver.

Digo "quisermos" porque sou um dos fundadores da rede em Ipuã, onde estamos fazendo uma trabalho de formiguinha com vistas às eleições futuras em nossa cidade.

Continuo admirando Marina Silva pelo o que ela representou e representa, e não por outro motivo, respeito a decisão pessoal dela de votar em Fernando Haddad, apesar de discordar.

Ainda que, na visão dela e eu, repito, respeito inteiramente, Bolsonaro represente uma ameaça ao que ela defendeu na política, um Brasil "economicamente próspero, politicamente democrático, socialmente justo e ambientalmente sustentável", mas daí a achar que Fernando Haddad se aproxima desse modelo, entendo ser um abismo enorme.

O tal "voto crítico" que ela alega estar dando, nada mais é do que o "voto anti" mascarado com um nome mais chique.

Eu, em seu lugar, teria permanecido neutro.

Mas como disse, a decisão foi dela, pessoal, de foro íntimo, cabendo a mim não outra coisa a não ser respeitar.

Como respeito quem escolheu um ou outro e também quem não vai escolher nenhum.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

1º (de muitos) FECODI

Foi realizado em Ipuã o 1º FECODI.

Um evento organizado pela Divisão de Cultura do Município e que contou com diversas atividades culturais para atender aos mais variados gostos.

Tratou-se do 1º, de muitos tenho certeza, evento deste porte realizado em nossa cidade e que certamente tem tudo para, nos anos vindouros, firmar-se no calendário de atividades em nossa cidade.

Não pude estar presente em nenhum evento, infelizmente, ora por compromissos profissionais, ora por compromissos acadêmicos e no sábado e domingo, em razão de confraternização fora da cidade.

À distância e pelas redes sociais, percebo a boa repercussão do evento, com muitos elogios e, como dito, cultura para todos os gostos: Orquestra de viola caipira, apresentações de duplas da cidade, palestras com autores locais e visitantes (Café Literário), festas, apresentações culturais diversas de Ipuã e região.


Pontos fortes que percebi, ainda que à distância:

1. A escolha do local.

2. A participação das escolas.

3. Envolvimento da comunidade.

4. A valorização de artistas e autores locais.

5. Festas inéditas (como o Happy Holi, que poderia se pensar em escala maior, numa Expuã por exemplo).

E também à distância, tomo a liberdade para comentar alguns pontos que, ao meu ver e muito humildemente, sugiro aos organizadores que repensem na edição seguinte:

1. A escolha da data.

Outubro me parece uma data muito espremida para as escolas (entre semana da criança e a reta final do 4º bimestre). Além de ser um período de chuva, o que poderia prejudicar todo o planejamento. 

Entendo as razões da realização nesta data este ano, mas para o ano que vem, poderia ser melhor pensado e discutido. Sugiro o começo de maio ou meados de agosto (na data em que havia o Concurso de Bandas Marciais).

2. O número de apresentações.

Outro ponto a se discutir refere-se ao grande número de atrações ao longo do evento.

Não que não seja bom, mas a dificuldade de se organizar e divulgar os horários das apresentações pode tirar o foco do evento e gerar alguma confusão no público.

3. Eventos distintos.

Talvez a ideia também de separar apresentações culturais e Feira do Livro, fazendo cada um em uma dada diferente.

É sempre muito interessante a ideia de divulgar livros e faculdades, mas corre o risco de ficar apagado em meio a tantas outras atrações como as festas e as apresentações musicais.


Que essas reflexões sirvam para que o II FECODI seja ainda melhor.

Pelo 1º, nos resta parabenizar toda a organização do evento, na figura da Chefe da Divisão de Cultura, Rosana Bonadio; o Vereador e agitador cultural, Joacir Guarnieri e obviamente ao Prefeito Municipal, Nenê Barriga que acreditou na ideia e incluiu o investimento à cultura na política pública ipuanense.

Espero estar presente no 2º FECODI.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Para apanhar de todos os lados.

Claro que posso estar errado, mas...

O Brasil não vai virar Nazista. Nem Comunista.



1. Não acho que Bolsonaro seja Nazi-Fascista.

Por vezes Bolsonaro é chamado de Nazista, outras vezes de Fascista, mostra bem como as pessoas que assim o denomina não sabem sequer diferenciar os dois regimes, quanto mais atribuir a Bolsonaro, a adesão a um ou outro.

Bolsonaro tem ideias retrógradas, defende ditaduras de Direita, idolatra torturador, minimiza os fatos acontecidos durante a Ditadura Militar Brasileira, e muito mais coisas que eu, pessoalmente, execro.

Mas daí a ser classificado como Nazista ou Fascista, existe uma distancia enorme. Ou pior, uma vez eleito, o Brasil se tornará um Estado Totalitário de Direita à exemplo da Alemanha ou Itália pós I Guerra Mundial.


2. Não acho que Haddad seja Socialista ou Comunista.

Por vezes Haddad é chamado de Comunista, outras vezes de Socialista, mostra bem como as pessoas que assim o denomina não sabem sequer diferenciar os dois regimes, quanto mais atribuir a Haddad, a adesão a um ou outro.

Haddad tem ideias contraditórias ao defender ditaduras de esquerda na América do Sul. minimiza o que acontece na Venezuela, se mostra incapaz de criticar ditador amigo e minimiza regimes como Cuba, que eu, pessoalmente, execro.

Mas daí a ser classificado como Comunista ou Socialista, existe uma distancia enorme. Ou pior, uma vez eleito, o Brasil se tornará um Regime Comunista.

Notaram a semelhança dos textos? Pois é, ambos partidários usam os mesmos argumentos falaciosos para que seus militantes continuem a propagar argumentos que induzam o eleitor ao medo ou ao ódio.

É uma eleição que ao invés de olhar para frente, olha para trás.

E para o lado.

Triste Brasil que assiste a um 2º turno onde os dois candidatos se alimentam desses discursos para angariar votos.