Ipuã, 1990...
Adolescente, último ano do Ensino Fundamental, já saía à noite com os amigos, olhava para as meninas da mesma idade de maneira diferente, e para o futebol da maneira de sempre: visão Romântica, idealizada.
Éramos embalados por uma vinheta da Globo cujo refrão dizia "Papa essa Brasil" (aqui). Um trocadilho entre a gíria brasileira "papar", que tem sentido de conquistar, vencer, apossar; e o mais alto cargo da Igreja Católica, o Papa, que como se sabe, mora no Vaticano, um "país" dentro da Itália (país sede daquela Copa).
Só entenderia anos mais tarde que a Seleção teria em 1990 sua pior participação, seu pior time e seu pior técnico de todos os tempos em Copas do Mundo, até 2014.
Recordo de assistir aos primeiros jogos na casa de amigos, mas logo fui deixando de lado para assistir em casa mesmo, sozinho.
E assim eu vi a Seleção perder no 4º jogo, logo nas oitavas de final, para a atual Campeã do torneio, a Argentina, que se classificara em 2º lugar de sua chave fazendo assim as oitavas contra o Brasil.
Seria como se nesse ano, a Alemanha ficasse em 2º de seu grupo, fazendo assim um jogo de vida e morte com nossa Seleção logo nas oitavas (toc toc toc).
Lembro que foi um jogo duro, difícil, que a Argentina só conseguiu um gol numa bobeada do meio campo já na etapa final do jogo.
Anos mais tarde soube-se que eles deram água com sonífero para jogadores brasileiros que passaram mal e ficaram sonolentos em campo. Apesar da trapaça, o time nosso era horroroso.
Chorei pela última vez.
Pelo menos a última por causa da Seleção, pelo Corinthians eu ainda choraria por mais algum tempo.
Aliás, aquele ano só não foi perdido futebolisticamente falando, porque o Corinthians foi Campeão Brasileiro pela 1ª vez (e o seria outras 6 depois disso, tornando-se o Maior Campeão Brasileiro com 7 conquistas).
Das lembranças familiares, recordo de uma irmã chorando por causa da derrota e um vizinho tentando explicar para ela o quanto isso era bobeira e ouvindo dela respostas não muito comedidas e não muito educadas.
E também recordo de responder que "sim", quando um primo, muito espirituoso, me perguntou se eu achava que o "Careca deveria entrar", sem entender o trocadilho de cunho sexual envolvendo o apelido do atacante brasileiro naquela Copa.
Esse primo levou uma enorme repreenda do pai que estava presente quando do infame trocadilho.
Da Copa não lembro mais nada, nem assisti a final, vencida pela Alemanha sobre a Argentina, repetindo a final da Copa anterior.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Nesse Dia dos Namorados, uma dose de Anti-Lirismo.
"Ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez" (Raul Seixas)
"Todo grande amor só é bem grande se for triste" (Vinícius de Morais).
"Quando você deixou de me amar aprendi a perdoar e a pedir perdão" (Renato Russo).
"Talvez encontre alguma chance de juntar: você, o amor e eu" (Belchior).
"Sinto dizer que amo mesmo tá ruim pra disfarçar" (Ana Carolina).
"O amor que eu tenho guardado no peito me faz ser alegre, sofrido e carente" (Benito de Paula).
"Chorei, com você em meus passos me pedindo de novo esse amor que não deu" (Neguinho da Beija-Flor).
"Ah coração... esquece esse medo de amar de novo" (Roupa Nova).
"Meu coração tem mania de amor e amor não é fácil de achar" (Paulinho da Viola)
"Se um dia eu chorar, ninguém vai saber porquê. É meu modo de amar, é meu jeito de querer" (Belmonte e Amaraí).
"Não se esqueça que eu te amo e por amor te deixo ir" (Zezé di Camargo).
"O que é o sofrer para mim que estou jurado pra morrer de amor?" (Djavan).
"Esperando o momento de viver novamente o amor que restou em mim" (Toquinho).
"Mas quase também é mais um detalhe. E um grande amor não vai morrer assim" (Rei Roberto I).
"Todo grande amor só é bem grande se for triste" (Vinícius de Morais).
"Quando você deixou de me amar aprendi a perdoar e a pedir perdão" (Renato Russo).
"Talvez encontre alguma chance de juntar: você, o amor e eu" (Belchior).
"Sinto dizer que amo mesmo tá ruim pra disfarçar" (Ana Carolina).
"O amor que eu tenho guardado no peito me faz ser alegre, sofrido e carente" (Benito de Paula).
"Chorei, com você em meus passos me pedindo de novo esse amor que não deu" (Neguinho da Beija-Flor).
"Ah coração... esquece esse medo de amar de novo" (Roupa Nova).
"Meu coração tem mania de amor e amor não é fácil de achar" (Paulinho da Viola)
"Se um dia eu chorar, ninguém vai saber porquê. É meu modo de amar, é meu jeito de querer" (Belmonte e Amaraí).
"Não se esqueça que eu te amo e por amor te deixo ir" (Zezé di Camargo).
"O que é o sofrer para mim que estou jurado pra morrer de amor?" (Djavan).
"Esperando o momento de viver novamente o amor que restou em mim" (Toquinho).
"Mas quase também é mais um detalhe. E um grande amor não vai morrer assim" (Rei Roberto I).
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Minha história em Copas do Mundo - 2ª Parte.
Ipuã, 1986...
As lembranças dessa Copa são mais nítidas que a anterior, evidente.
A vinheta da Globo que embalava nossa torcida era "Mexe coração" (aqui), uma cacofonia para formar a palavra "México", país sede e melhor participação Brasileira em uma Copa do Mundo. Mais nostalgia impossível.
Recordo que meus pais assistiam à cada jogo na casa de algum amigo, sempre acompanhados de cerveja e algum tira gosto.
É minha primeira lembrança de comer amendoim.
Foi também, por consequência, a primeira (e, infelizmente, última) Copa que acompanhei sempre indagando meu pai sobre jogos e jogadores.
São filmes em minha memória:
* Meu pai falando que Platini era melhor que Maradonna (seria meu pai anti argentino?).
* Um amigo da família, que assistíamos aos jogos em sua casa, soltou uma frase no gol do Josimar (2º dele na Copa, havia feito um sem ângulo na 1ª partida da seleção, contra a Polônia) que hoje seria politicamente incorreta:
- Aprendeu fazer gol negão?!
* No momento do gol, eu a filha dele contávamos as estrelas das bandeiras do Brasil para ver se todas tinham a mesma quantidade. E ouvimos dos nossos pais que era óbvio que tinha, pois era um símbolo nacional e não uma imagem que cada um desenha como quer.
* E claro, recordo da desclassificação na casa de outro amigo. O gol perdido no meio do jogo, os erros nas cobranças, a bola batendo na trave, nas costas do goleiro Carlos e entrando de volta... Novamente meu pai explicando: "A trave é neutra gol legal".
* Recordo ainda de chorar (pela primeira vez) por causa de jogo da Seleção. E de ouvir de meu pai: "Não dá pra chorar por essa Seleção, a de 82 ainda dava, mas nessa o time está mais velho, sabia que não tinha chance".
* E por fim, de uma festa junina no sítio, acho que no dia da desclassificação. Uma festa junina linda, no curral do sítio, com muitos parentes e amigos, algo mesmo para esquecer a tristeza pela perda da Seleção na Copa.
* O mais impressionante desse dia foi uma fogueira feita aproveitando uma velha figueira usada como tal, que ao começar a queimar, seus galhos ganharam a silhueta de um homem de braços abertos. Não demorou para ver semelhança com Jesus pregado na cruz e o terço ser rezado em volta da fogueira/figueira/crucifixo.
Foi a última Copa com meu pai.
As lembranças dessa Copa são mais nítidas que a anterior, evidente.
A vinheta da Globo que embalava nossa torcida era "Mexe coração" (aqui), uma cacofonia para formar a palavra "México", país sede e melhor participação Brasileira em uma Copa do Mundo. Mais nostalgia impossível.
Recordo que meus pais assistiam à cada jogo na casa de algum amigo, sempre acompanhados de cerveja e algum tira gosto.
É minha primeira lembrança de comer amendoim.
Foi também, por consequência, a primeira (e, infelizmente, última) Copa que acompanhei sempre indagando meu pai sobre jogos e jogadores.
São filmes em minha memória:
* Meu pai falando que Platini era melhor que Maradonna (seria meu pai anti argentino?).
* Um amigo da família, que assistíamos aos jogos em sua casa, soltou uma frase no gol do Josimar (2º dele na Copa, havia feito um sem ângulo na 1ª partida da seleção, contra a Polônia) que hoje seria politicamente incorreta:
- Aprendeu fazer gol negão?!
* No momento do gol, eu a filha dele contávamos as estrelas das bandeiras do Brasil para ver se todas tinham a mesma quantidade. E ouvimos dos nossos pais que era óbvio que tinha, pois era um símbolo nacional e não uma imagem que cada um desenha como quer.
* E claro, recordo da desclassificação na casa de outro amigo. O gol perdido no meio do jogo, os erros nas cobranças, a bola batendo na trave, nas costas do goleiro Carlos e entrando de volta... Novamente meu pai explicando: "A trave é neutra gol legal".
* Recordo ainda de chorar (pela primeira vez) por causa de jogo da Seleção. E de ouvir de meu pai: "Não dá pra chorar por essa Seleção, a de 82 ainda dava, mas nessa o time está mais velho, sabia que não tinha chance".
* E por fim, de uma festa junina no sítio, acho que no dia da desclassificação. Uma festa junina linda, no curral do sítio, com muitos parentes e amigos, algo mesmo para esquecer a tristeza pela perda da Seleção na Copa.
* O mais impressionante desse dia foi uma fogueira feita aproveitando uma velha figueira usada como tal, que ao começar a queimar, seus galhos ganharam a silhueta de um homem de braços abertos. Não demorou para ver semelhança com Jesus pregado na cruz e o terço ser rezado em volta da fogueira/figueira/crucifixo.
Foi a última Copa com meu pai.
XVIII EXPUÃ [Há 10 anos].
10 anos atrás o Blogueiro anunciava em 1ª mão, os shows da Expuã daquele ano: Ultraje a Rigor, Bruno e Marrone, Eduardo Costa, Guilherme e Santiago e João Pedro e Cristiano. E acreditem, tinha gente que reclamava.
Desmentia também os boatos que davam conta de que a festa seria realizada em julho, fora do período eleitoral. O que aliás, entendo ser uma medida correta.
Eu ainda não conhecia Eduardo Costa, que a bem da verdade havia estourado pouco antes e que naquele ano faria um dos melhores shows da história da Expuã.
Não imaginava que Ultraje a Rigor decepcionaria em seu show.
E aquele ano a festa trazia um fato curioso sobre a dupla Bruno e Marrone que, exatos 9 anos depois, pisava em solo santanense. Agora já famosos e conhecidos no Brasil todo.
XVIII EXPUÃ
Desmentia também os boatos que davam conta de que a festa seria realizada em julho, fora do período eleitoral. O que aliás, entendo ser uma medida correta.
Eu ainda não conhecia Eduardo Costa, que a bem da verdade havia estourado pouco antes e que naquele ano faria um dos melhores shows da história da Expuã.
Não imaginava que Ultraje a Rigor decepcionaria em seu show.
E aquele ano a festa trazia um fato curioso sobre a dupla Bruno e Marrone que, exatos 9 anos depois, pisava em solo santanense. Agora já famosos e conhecidos no Brasil todo.
XVIII EXPUÃ
Não sei de onde saiu a informação de que a Expuã 2008 seria em Julho!
Pois bem, Julho está aí e a XVIII Expuã será, como foi em 99% das suas edições, no começo de Setembro.
Esse ano para, a minha grata
surpresa, com Rock dos anos 80; década aliás que tem sido contemplada na
mídia com inúmeras apresentações na "linha retrô". Para quem não
conhece a banda Ultraje a Rigor, será uma boa oportunidade de conhecer
esta banda que ao lado de ícones como Blitz, RPM e outras, imortalizou
na década de 80 sucessos que até hoje ecoam na mídia.
E para quem conhece, uma boa dose de saudosismo.
Outro fato peculiar é a
apresentação da dupla Bruno e Marrone, no dia 04/09; data
coincidentemente simbólica, pois será há exatos 9 anos de sua última
apresentação na nossa cidade. Na época, uma dupla com grande expressão
regional, sem ter conquistado o mercado nacional (como hoje) e que na
época, todos reclamavam que eles vinha aqui todo ano, e após o sucesso
país afora, com o encarecimento de seu show e consequentemente, sua
ausência em nossa cidade, todos começaram a reclamar porque eles não
vinham mais.
Enfim, 9 anos e muita água debaixo
da ponte, Bruno e Marrone estarão aqui novamente. Das músicas daquele
show (um dos maiores públicos da Expuã ao lado do Charlie Brown Jr) não
acredito que repitam alguma, afinal a dupla evoluiu para um estilo mais
pop (tendência natural de toda dupla sertaneja de expressão nacional),
uma pena.
Ainda teremos Eduardo Costa dia
03/09 e seu repertório animado; Guilherme e Santiago dia 06 e no último
dia, João Pedro e Cristiano.
Haja Johnny Walker...
domingo, 10 de junho de 2018
Minha história em Copas do Mundo - 1ª Parte.
Ipuã, 1982.
Corria o ano de 1982.
Muita coisa na minha cabeça:
1. Eleições para Governador, Deputado, Senador, Prefeito e Vereador (que meu pai foi candidato).
2. Corinthians me encantando por causa de um médico genial e um garotão roqueiro maluco, que pediam Democracia.
3. Primeira vez que eu me recordo de uma Copa do Mundo.
Algumas memórias dessa Copa:
* Minha primeira (e até recentemente, única) camiseta da Seleção. Uma amarela (óbvio) com propaganda do "Café do Brasil", uma campanha dos cafeicultores para vender no exterior o produto nacional. Curiosidade: Minha 2ª camiseta é réplica daquela e usarei esse ano em todos os 7 jogos da Seleção.
* O fatídico dia da desclassificação, com meu pai assistindo ao jogo em um bar em Orlândia, onde me levara no dia pois eu tratava com fonoaudióloga naquela cidade.
* Um jornalista (não me recordo qual, infelizmente) dando a notícia com lágrimas nos olhos (essa talvez seja a lembrança mais difusa, porque não acho notícia sobre esse fato).
* A música "Voa canarinho" embalando nossos corações**. aqui
Enfim, quis o destino que na minha "primeira Copa", melhor Seleção desde 70 (senão a de todos os tempos), eu não comemorasse um título.
O que só iria acontecer 12 anos depois.
Mas essa é outra história.
**Atualizado às 18:00h.
Corria o ano de 1982.
Muita coisa na minha cabeça:
1. Eleições para Governador, Deputado, Senador, Prefeito e Vereador (que meu pai foi candidato).
2. Corinthians me encantando por causa de um médico genial e um garotão roqueiro maluco, que pediam Democracia.
3. Primeira vez que eu me recordo de uma Copa do Mundo.
Algumas memórias dessa Copa:
* Minha primeira (e até recentemente, única) camiseta da Seleção. Uma amarela (óbvio) com propaganda do "Café do Brasil", uma campanha dos cafeicultores para vender no exterior o produto nacional. Curiosidade: Minha 2ª camiseta é réplica daquela e usarei esse ano em todos os 7 jogos da Seleção.
* O fatídico dia da desclassificação, com meu pai assistindo ao jogo em um bar em Orlândia, onde me levara no dia pois eu tratava com fonoaudióloga naquela cidade.
* Um jornalista (não me recordo qual, infelizmente) dando a notícia com lágrimas nos olhos (essa talvez seja a lembrança mais difusa, porque não acho notícia sobre esse fato).
* A música "Voa canarinho" embalando nossos corações**. aqui
Enfim, quis o destino que na minha "primeira Copa", melhor Seleção desde 70 (senão a de todos os tempos), eu não comemorasse um título.
O que só iria acontecer 12 anos depois.
Mas essa é outra história.
**Atualizado às 18:00h.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Festa Junina Raiz x Festa Junina Nutella.
Festa Junina Raiz: Camisa xadrez sem marca.
Festa Junina Nutella: Camisa da Hollister, Tommy,...
Festa Junina Raiz: Roupas largas e com remendo.
Festa Junina Nutella: Slim fit e impecáveis.
Festa Junina Raiz: Chapéu de palha todo desfiado.
Festa Junina Nutella: Chapéu 20X, Boné John Jonh.
Festa Junina Raiz: Quadrilha com essa música aqui.
Festa Junina Nutella: Anitta, Pablo Vitar, Sertanejo Universitário.
Festa Junina Raiz: Enfeite com bandeirinhas coloridas, balões, etc...
Festa Junina Nutella: Iluminação.
Festa Junina Raiz: Sanfoneiro.
Festa Junina Nutella: DJ.
Festa Junina Raiz: "Óia a cobra", "A ponte caiu", "Cavaleiro cumprimenta a Dama",...
Festa Junina Nutella: "Macarena", "Ai se eu te pego", "Despacito" e "Ragatanga".
Festa Junina Raiz: Correio elegante, entregue por moça bonita com roupa decorada de coração.
Festa Junina Nutella: Whatsapp.
Festa Junina Raiz: Pipoca fria e salgada.
Festa Junina Nutella: Pipoca doce, com leite ninho e, claro, nutella.
Festa Junina Raiz: Leite quente, Quentão (castigado no gengibre),...
Festa Junina Nutella: Smirnoff Ice, Skol Beats Azul ou Vermelha,...
Festa Junina Raiz: Cachaça de alambique.
Festa Junina Nutella: Corote de sabor.
Festa Junina Raiz: Paçoca, Pé de moleque,...
Festa Junina Nutella: Torrone, cookie,...
Festa Junina Raiz: Bolo de fubá.
Festa Junina Nutella: Pavê.
Festa Junina Nutella: Camisa da Hollister, Tommy,...
Festa Junina Raiz: Roupas largas e com remendo.
Festa Junina Nutella: Slim fit e impecáveis.
Festa Junina Raiz: Chapéu de palha todo desfiado.
Festa Junina Nutella: Chapéu 20X, Boné John Jonh.
Festa Junina Raiz: Quadrilha com essa música aqui.
Festa Junina Nutella: Anitta, Pablo Vitar, Sertanejo Universitário.
Festa Junina Raiz: Enfeite com bandeirinhas coloridas, balões, etc...
Festa Junina Nutella: Iluminação.
Festa Junina Raiz: Sanfoneiro.
Festa Junina Nutella: DJ.
Festa Junina Raiz: "Óia a cobra", "A ponte caiu", "Cavaleiro cumprimenta a Dama",...
Festa Junina Nutella: "Macarena", "Ai se eu te pego", "Despacito" e "Ragatanga".
Festa Junina Raiz: Correio elegante, entregue por moça bonita com roupa decorada de coração.
Festa Junina Nutella: Whatsapp.
Festa Junina Raiz: Pipoca fria e salgada.
Festa Junina Nutella: Pipoca doce, com leite ninho e, claro, nutella.
Festa Junina Raiz: Leite quente, Quentão (castigado no gengibre),...
Festa Junina Nutella: Smirnoff Ice, Skol Beats Azul ou Vermelha,...
Festa Junina Raiz: Cachaça de alambique.
Festa Junina Nutella: Corote de sabor.
Festa Junina Raiz: Paçoca, Pé de moleque,...
Festa Junina Nutella: Torrone, cookie,...
Festa Junina Raiz: Bolo de fubá.
Festa Junina Nutella: Pavê.
sábado, 2 de junho de 2018
Almanaque CBN: Intervenção Militar.
A Rádio CBN Ribeirão, na esteira de um assunto polêmico e atual, em evidência nas redes sociais, gravou um programa Almanaque especial para debater o tema "Intervenção Militar".
Para debater o assunto, a rádio convidou o Dr Domingos Stocco, Presidente da OAR de Ribeirão Preto; o Major da PM de Ribeirão Preto, e um dos porta vozes da corporação, o Major Marco Aurélio Gritti; e por conta o risco da emissora de rádio, também convidado o Prof Orandes Rocha, tratado como Historiador apesar de, a priori, não o sê-lo necessariamente, de ofício, mas convenientemente.
Foi minha segunda vez participando do Programa na CBN Ribeirão, e espero não ser a última.
Minha contribuição deu-se no sentido de situar os ouvintes sob o ponto de vista histórico, enquanto a parte legal ficou por conta do Presidente da OAB e o aspecto, digamos, operacional institucional do que seria uma intervenção ou coisa que o valha, ficou sensatamente explicada pelo Major, aliás um capítulo a parte na entrevista como vocês poderão conferir logo mais.
Para quem defende Intervenção ou um Regime Militar, vale a pena ouvir e refletir.
No comando do Programa, o Jornalista Marcius Ariel e nos trabalhos técnicos, Maguila.
Seguem algumas fotos e o áudio.
1ª parte do Programa aqui.
2ª parte do Programa aqui.
Para debater o assunto, a rádio convidou o Dr Domingos Stocco, Presidente da OAR de Ribeirão Preto; o Major da PM de Ribeirão Preto, e um dos porta vozes da corporação, o Major Marco Aurélio Gritti; e por conta o risco da emissora de rádio, também convidado o Prof Orandes Rocha, tratado como Historiador apesar de, a priori, não o sê-lo necessariamente, de ofício, mas convenientemente.
Foi minha segunda vez participando do Programa na CBN Ribeirão, e espero não ser a última.
Minha contribuição deu-se no sentido de situar os ouvintes sob o ponto de vista histórico, enquanto a parte legal ficou por conta do Presidente da OAB e o aspecto, digamos, operacional institucional do que seria uma intervenção ou coisa que o valha, ficou sensatamente explicada pelo Major, aliás um capítulo a parte na entrevista como vocês poderão conferir logo mais.
Para quem defende Intervenção ou um Regime Militar, vale a pena ouvir e refletir.
No comando do Programa, o Jornalista Marcius Ariel e nos trabalhos técnicos, Maguila.
Seguem algumas fotos e o áudio.
1ª parte do Programa aqui.
2ª parte do Programa aqui.
terça-feira, 29 de maio de 2018
Top 5: Coisas que muita gente começou a fazer com a Greve:
5. Eleger caminhoneiros como "heróis do Brasil".
4. Xingar a Rede Globo.
3. Pedir intervenção militar.
2. Abastecer o carro ou estocar produtos mesmo que sem necessidade.
1. Lembrar que existem caminhoneiros e que nosso transporte depende deles.
4. Xingar a Rede Globo.
3. Pedir intervenção militar.
2. Abastecer o carro ou estocar produtos mesmo que sem necessidade.
1. Lembrar que existem caminhoneiros e que nosso transporte depende deles.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Para quem defende Governo Militar no Brasil.
Seja com o "belo" nome de "Intervenção Militar" ou mesmo "Governo Militar", certamente por vergonha de citar a palavra "Ditadura", há quem peça o retorno de uma Ditadura Civil-Militar no Brasil nos moldes da que tivemos entre 1964-1985.
Os argumentos são basicamente 3:
1. A ausência de corrupção governamental no período citado.
2. Melhor qualidade de vida, sobretudo os avanços proporcionados pelo "Milagre Econômico".
3. Apenas terroristas e guerrilheiros foram perseguidos, o que se justifica para não deixar o país virar uma Cuba Comunista.
Sobre o 1º argumento, vale lembrar alguns casos de corrupção do período.
A fonte é o Prof Leandro Karnal, da Unicamp.
* Caso Luftalla.
* Escândalo Coroa - Brastel.
* Os Trens da GE e os irmãos Costa e Silva.
* Construção de Itaipu.
E da pesquisa do Blogueiro, um Historiador infinitamente menor que o Prof Karnal, ainda cita:
* Escândalo Colted (envolvendo compra de livros didáticos).
* Delfin Neto e Camargo Correia.
* Indicações de Governadores Biônicos comprovadamente corruptos (como na BA e PR).
* Contrabando dentro da 1ª Cia do 2º Batalhão da Polícia do Exército no RJ.
Sobre o 2º argumento, da suposta melhor qualidade de vida, Prof Karnal também nos lembra os números de alguns indicadores sociais do período:
* Entregaram o país com uma inflação de 220%.
* Desemprego chegou a 1 milhão (só nas grandes cidades) em 1981.
* Mortalidade infantil* em SP (Estado mais rico) saltou de 7% em 1964 para 9,17% em 1971.
* 600 mil menores abandonados nas ruas de SP em 1971.
* Mais de 33% dos municípios brasileiros não tinham abastecimento de água.
* 65,4% da população era desnutrida (Relatório do Banco Mundial em 1975).
* Presidente Figueiredo declarou que "se ganhasse um salário mínimo, se suicidaria".
E sobre o 3º argumento, de que apenas "gente ruim", ou que ameaçava a soberania nacional foi perseguida pela ditadura, segue abaixo uma lista de "perigosos", "criminosos" e "terroristas" que, seja apenas repreendido, seja preso e torturado, foram perseguidos pelo Regime Militar.
* Jô Soares (comediante).
* Caetano Veloso (cantor).
* Gilberto Gil (cantor).
* Chico Buarque (cantor).
* Geraldo Vandré (cantor).
* Antônio Abujanra (ator)
* Norma Bengel (atriz).
* Zuzu Angel (estilista).
* Vladmir Herzog (jornalista).
* Marília pera (atriz).
* Norma Bengell (atriz).
* Edson Celulari foi fichado (ator).
E a lista é longa, certamente deixarei gente importante de fora, por isso paro por aqui.
E por que a imprensa da época não divulgava nada disso?
Porque era impedida por Censores dentro de jornais, revistas, rádios e TVs.
Inclusive o Jornal O Estado de São Paulo, divulgava no lugar das matérias censuradas obrigatoriamente pelo Governo, trechos do livro "Os Lusíadas", como forma de mostra à população que algo havia sido impedido de ser publicado.
Qual a razão disso?
Não publicar apenas notícias permitidas, evitando assim que hoje, quando alguém pegar os jornais da época, dizer: Se fosse verdade, o jornal teria noticiado.
Era uma forma de resistência e perpetuação da memória.
Encerro com as palavras de outro professor, Mário Sérgio Cortella, que certa vez disse em uma entrevista algo mais ou menos como: A Democracia é tão bonita que dá às pessoas o direito de pedir a Ditadura, quero ver se numa Ditadura as pessoas têm o direito de pedir Democracia?
*Corrigido a posteriori.
Os argumentos são basicamente 3:
1. A ausência de corrupção governamental no período citado.
2. Melhor qualidade de vida, sobretudo os avanços proporcionados pelo "Milagre Econômico".
3. Apenas terroristas e guerrilheiros foram perseguidos, o que se justifica para não deixar o país virar uma Cuba Comunista.
Sobre o 1º argumento, vale lembrar alguns casos de corrupção do período.
A fonte é o Prof Leandro Karnal, da Unicamp.
* Caso Luftalla.
* Escândalo Coroa - Brastel.
* Os Trens da GE e os irmãos Costa e Silva.
* Construção de Itaipu.
E da pesquisa do Blogueiro, um Historiador infinitamente menor que o Prof Karnal, ainda cita:
* Escândalo Colted (envolvendo compra de livros didáticos).
* Delfin Neto e Camargo Correia.
* Indicações de Governadores Biônicos comprovadamente corruptos (como na BA e PR).
* Contrabando dentro da 1ª Cia do 2º Batalhão da Polícia do Exército no RJ.
Sobre o 2º argumento, da suposta melhor qualidade de vida, Prof Karnal também nos lembra os números de alguns indicadores sociais do período:
* Entregaram o país com uma inflação de 220%.
* Desemprego chegou a 1 milhão (só nas grandes cidades) em 1981.
* Mortalidade infantil* em SP (Estado mais rico) saltou de 7% em 1964 para 9,17% em 1971.
* 600 mil menores abandonados nas ruas de SP em 1971.
* Mais de 33% dos municípios brasileiros não tinham abastecimento de água.
* 65,4% da população era desnutrida (Relatório do Banco Mundial em 1975).
* Presidente Figueiredo declarou que "se ganhasse um salário mínimo, se suicidaria".
E sobre o 3º argumento, de que apenas "gente ruim", ou que ameaçava a soberania nacional foi perseguida pela ditadura, segue abaixo uma lista de "perigosos", "criminosos" e "terroristas" que, seja apenas repreendido, seja preso e torturado, foram perseguidos pelo Regime Militar.
* Jô Soares (comediante).
* Caetano Veloso (cantor).
* Gilberto Gil (cantor).
* Chico Buarque (cantor).
* Geraldo Vandré (cantor).
* Antônio Abujanra (ator)
* Norma Bengel (atriz).
* Zuzu Angel (estilista).
* Vladmir Herzog (jornalista).
* Marília pera (atriz).
* Norma Bengell (atriz).
* Edson Celulari foi fichado (ator).
E a lista é longa, certamente deixarei gente importante de fora, por isso paro por aqui.
E por que a imprensa da época não divulgava nada disso?
Porque era impedida por Censores dentro de jornais, revistas, rádios e TVs.
Inclusive o Jornal O Estado de São Paulo, divulgava no lugar das matérias censuradas obrigatoriamente pelo Governo, trechos do livro "Os Lusíadas", como forma de mostra à população que algo havia sido impedido de ser publicado.
Qual a razão disso?
Não publicar apenas notícias permitidas, evitando assim que hoje, quando alguém pegar os jornais da época, dizer: Se fosse verdade, o jornal teria noticiado.
Era uma forma de resistência e perpetuação da memória.
Encerro com as palavras de outro professor, Mário Sérgio Cortella, que certa vez disse em uma entrevista algo mais ou menos como: A Democracia é tão bonita que dá às pessoas o direito de pedir a Ditadura, quero ver se numa Ditadura as pessoas têm o direito de pedir Democracia?
*Corrigido a posteriori.
1ª Companhia do 2º
Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/04/01/conheca-dez-historias-de-corrupcao-durante-a-ditadura-militar.htm?cmpi
da 1ª Companhia do 2º
Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/04/01/conheca-dez-historias-de-corrupcao-durante-a-ditadura-militar.htm?cmpid=copiaecola
1ª Companhia do 2º
Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/04/01/conheca-dez-historias-de-corrupcao-durante-a-ditadura-militar.htm?cmpid=copiaecola
domingo, 27 de maio de 2018
Considerações sobre a greve dos caminhoneiros.
1. Na verdade, a greve é das transportadoras, grandes e médias empresas do setor, cansadas dos aumentos sucessivos no preço dos combustíveis.
2. O que não diminui a importância do movimento, apenas explica algumas coisas.
3. Mostra como o país e refém de uma única matriz energética e um único modal de transporte.
4. Mostra ainda como o "Presidente" Michel Temer não preside um país, mas é presidido pelos fatos.
5. Não será esse Governo fraco e imoral a resolver de vez o problema.
6. Colocar Força Nacional para acabar com a Greve mostra apenas como o (P)MDB Nacional decide as coisas. Foi assim no RJ, agora no país todos.
7. Mais do que questionar aos pré candidatos "o que ele fariam para resolver o problema", as emissoras de TV prestariam grande serviço questionando-os: "O que fariam para a situação não chegar no ponto em que chegou?".
8. Curioso que um país que se diz autossuficiente em petróleo tenha que reajustas o valor dos seus combustíveis de acordo com o dólar.
9. Se combustível no país é dolarizado, quando a moeda desvaloriza os preços deveriam abaixar.
10. Apesar de reconhecer a escassez de produtos por conta da greve, ainda acho que a "histeria coletiva" provocado pela fagulha do "estoquem porque vai acabar", gerou a falta de combustíveis e demais mercadorias no mercado. Se todo mundo continuasse com sua rotina normal de abastecimento e compras, os efeitos da greve demorariam para chegar.
11. Como sempre, todo medo gera lucro para alguém.
12. Sim, eu apoio a greve. Aliás, não só essa, mas de toda categoria achatada com a nefasta política econômica que o Governo Dilma trouxe e que sob Temer, piorou.
2. O que não diminui a importância do movimento, apenas explica algumas coisas.
3. Mostra como o país e refém de uma única matriz energética e um único modal de transporte.
4. Mostra ainda como o "Presidente" Michel Temer não preside um país, mas é presidido pelos fatos.
5. Não será esse Governo fraco e imoral a resolver de vez o problema.
6. Colocar Força Nacional para acabar com a Greve mostra apenas como o (P)MDB Nacional decide as coisas. Foi assim no RJ, agora no país todos.
7. Mais do que questionar aos pré candidatos "o que ele fariam para resolver o problema", as emissoras de TV prestariam grande serviço questionando-os: "O que fariam para a situação não chegar no ponto em que chegou?".
8. Curioso que um país que se diz autossuficiente em petróleo tenha que reajustas o valor dos seus combustíveis de acordo com o dólar.
9. Se combustível no país é dolarizado, quando a moeda desvaloriza os preços deveriam abaixar.
10. Apesar de reconhecer a escassez de produtos por conta da greve, ainda acho que a "histeria coletiva" provocado pela fagulha do "estoquem porque vai acabar", gerou a falta de combustíveis e demais mercadorias no mercado. Se todo mundo continuasse com sua rotina normal de abastecimento e compras, os efeitos da greve demorariam para chegar.
11. Como sempre, todo medo gera lucro para alguém.
12. Sim, eu apoio a greve. Aliás, não só essa, mas de toda categoria achatada com a nefasta política econômica que o Governo Dilma trouxe e que sob Temer, piorou.
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