terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aviso aos meus contemporâneos.

Só para re-lembrar vocês que Novembro é o mês do combate ao câncer de próstata.

A galera nascida de 1977 para trás, sobretudo aqueles com histórico na família, não podem descuidar.

Deixe de lado a vergonha, o preconceito e procure um(a) urologista de confiança.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Notícias assim nos fazem refletir.


Notícias como esta que estampa a 1ª manchete do portal UOL reforçam minha opinião de ser favorável às cotas para negros e pardos.

Mais do que isso, reforça meu desejo de, se novamente investido de cargo eletivo em Ipuã, levantar a bandeira da adoção de política pública de cotas na cidade.

Caso seja no Executivo, promover uma discussão envolvendo a sociedade civil e a Câmara Municipal no sentido de conscientizar sobre esta importante questão e então apresentar projeto de lei dispondo sobre a reserva de 25% das vagas de concursos público para negros e pardos.

Caso seja no Legislativo, cobrar do Prefeito a adoção de tal medida nos concursos públicos em Ipuã, inclusive a discussão com a sociedade civil.

Leia a matéria completa do UOL aqui.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Gritos, cantos e palavras de ordem.

Eis que fico sabendo que a família e ex gravadora do cantor Tim Maia está processando o Corinthians.

O motivo? O uso da música "Não quero dinheiro" para fins comerciais.

Trata-se de uma paródia feita em 2008, usada pela Fiel Torcida durante todo aquele ano (aqui).

Curioso como no meu tempo não tinha dessas coisas. Aliás, era comum em jogos escolares, o apoio da torcida com cantos que empurravam o time adiante.
"Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar" para fins comerciais.... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/11/06/familia-de-tim-maia-e-gravadora-processam-o-corinthians-por-uso-de-musica.htm?cmpid=copiaecola
"Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar" para fins comerciais.... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/11/06/familia-de-tim-maia-e-gravadora-processam-o-corinthians-por-uso-de-musica.htm?cmpid=copiaecola
"Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar" para fins comerciais.... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/11/06/familia-de-tim-maia-e-gravadora-processam-o-corinthians-por-uso-de-musica.htm?cmpid=copiaecola
"Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar" para fins comerciais.... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/11/06/familia-de-tim-maia-e-gravadora-processam-o-corinthians-por-uso-de-musica.htm?cmpid=copiaecola

Tempo de ingenuidade, dirão os jovens do século XXI, mas acreditem, não troco a ingenuidade de outrora pela malícia dos dias atuais jamais.

Já escrevi aqui que um colega de faculdade em um encontro de turma assim me definiu: "Tu é um Romântico do car...".

Aliás esse amigo participará de um fato neste texto logo mais.

Voltando aos cantos da torcida...

Nos ingênuos anos 80, pelo menos na ingênua Ipuã, os jogos de guerra eram animados com gritos de guerra padrão das torcidas.

Recordo basicamente de 2:

"É canja, é canja, é canja de galinha. Arranja outro time pra jogar na nossa linha".
"A meia noite e meia passou um avião, e nele estava escrito nosso time é campeão".

Confesso que tais cantos não sobreviveriam a uma boa interpretação textual.

O que a canja de galinha tem a ver com o jogo? Por que se faria necessário outro time na nossa linha? Afinal, está pedindo para trocar o time? Então não é um canto de guerra para ajudar?

Onde a gente estava quando o voo noturno avisou que nosso time seria campeão? Ele puxava uma faixa ou estava escrito na fuselagem? Meia noite e meia era hora de criança estar na rua vendo aviões? Como conseguiu ler se era meia noite e meia?

Nunca mais entoei canto nenhum, salvo no estádio onde quando fui segui o coro dos cantos da torcida, ainda assim os tradicionais, nada dos modismos passageiros como a paródia da música do Tim Maia que deu essa polêmica toda.

Mas vamos à história do amigo acima citado. Já escrevi neste blog em outra ocasião mas é sempre bom relembrar.

Chama-se Odilon, já era dentista com a carreira consolidada quando resolveu, depois de criados os filhos, estudar História. Era o mais velho da turma, mas não o mais antigo. Espirituoso, dono de uma inteligência e sagacidade raras, além de um senso de humor peculiar.

Enfim, uma figuraça.

Fomos a uma manifestação da Unesp em São Paulo, para protestar contra alguma votação sobre verbas para Universidades. Eu, ele e outro colega, o Danilo; este de Uberaba também historiador, dono de uma memória privilegiada (consultor informal deste Blog) e muito espirituoso.

Nós 3 descíamos a Brigadeiro Luís Antônio acompanhando a manifestação (meio arrependidos daquela roubada) e durante o trajeto, palavras de ordem, semelhante aos gritos de torcida, eram cantadas pelos manifestantes:

"Você aí parado, também é explorado".
"Fernando 1. Fernando 2. Qual é a m... que vem depois".
"Sai FHC. Mais THC".

A 2ª frase, uma referência a dois Presidentes com nome de Fernando (Collor de Mello e Henrique Cardoso) alvo da oposição dos manifestantes ali presentes.

E a 3ª, um trocadilho entre a sigla que se referia ao então Presidente, com o um composto da família dos fenóis, principal componente de uma planta bastante apreciada por alguns dos manifestantes ali presentes (aqui).

Em meio àquela bagunça, Odilon se vira para mim e pro Danilo e diz:

- Estes gritos de ordem não estão com nada. Eles tinham que gritar aqueles refrões antigos do tipo: "A meia noite e meia passou um avião e nele estava escrito que o Colégio Nossa Senhora das Dores é Campeão".

Ao perceber que o verso não caberia na melodia, completou:

- Vixi! O verso ficou grande demais.

E eu retruquei: 

- Ficou um verso bárbaro. (verso com 13 ou mais sílabas poéticas).

Não satisfeito, Odilon sugeriu outro canto de sua época, uma pérola que ficou na nossa memória até hoje:

- "Joguei meu canivete no capim barba de bode. Faz tempo que nóis não m..., faz tempo que nóis não f...".

Daí pra frente nem preciso dizer que acabou a manifestação para nós.

A rima para canivete e bode foi censurada pelo Blogueiro, crianças podem estar lendo. Na dúvida, complete a letra com as respectivas rimas.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Preciso de fotos [Há 10 anos]

10 anos atrás eu fazia um apelo por fotos de Ipuã nos anos 80.

Mais especificamente, apresentava uma relação do que eu necessitava para ilustrar um livro que eu escrevia sobre reminiscências do Blogueiro na sua infância na cidade.

10 anos depois e nenhuma foto conseguida, o livro continua empacado.

Quem sabe um dia sai.

Quem sabe agora, com o Blog, com milhões de visitas diárias (na época do texto as visitas estavam apenas na casa dos milhares), não tem mais sorte.

Segue o texto e o pedido renovado pelas fotos abaixo discriminadas.


Preciso de fotos


Sei que este blog não anda muito visitado, mas apelo para meus leitores que me ajudem numa cruzada em busca de fotos.

Como já disse aqui, estou escrevendo algumas memórias e gostaria de ilustrá-las com fotos, portanto, se você tem ou sabe quem tem fotos abaixo relacionadas, favor me empreste que eu faço cópia e devolvo, juro que devolvo! E se não tem e nem sabe quem tem, me ajuda a procurar caramba!!!!!

Necessito das seguintes fotos:

* Letreiro de propaganda que ficava na Praça onde hoje é o carrinho de sorvete do caolho (aquele letreiro que tinha um compartimento para guardar uma TV)

* Alguma foto do antigo Bar Pinguim, se possível com gente frequentando.

* E por falar em bar: fotos dos bares Zero Grau (Varanda), bar do Márcio.

* Foto da Quermesse quando ainda era redonda.

* Foto do bicão.

* Foto Lanche do Guina.

* Foto do pessoal de Ipuã no Rock in Rio.

* Foto das ruas enfeitadas para a procissão de corpus cristi.

* Foto da Discoteca no Lira Santanense.

* Foto do Ipuã Country Clube quando ainda tinha aquele "corguinho".

* Foto do Esperança FC e do Time do Véio Genim.

Bom, por enquanto essas, assim que for lembrando outras, vou postando aqui. Por favor colaborem.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Imbecilidade humana começa na adolescência.

Quando a gente acha que a imbecilidade humana é limitada, corre-se o risco de se descobrir ingênuo.

Parece não ter limites. E mais, começa cedo, bem cedinho, junto com os primeiros hormônios da puberdade.

Em uma final de basquete juvenil escolar na cidade de Natal/RN (31/10), entre times de uma escola particular da cidade versus o time de uma escola pública, os cantos entoados pela torcida da escola particular em nada se pareciam com os antigos gritos de guerra dos meus tempos de escola.

As palavras de "apoio" da torcida em questão eram:

"1, 2, 3. 4, 5, 1000, queremos Bolsonaro Presidente do Brasil".
"Sua mãe é minha empregada".
"O meu pai come sua mãe".

Mais que preconceito, isso é uma imbecilidade de um bando de filhinho de papai mal criados, mal educados, com algum complexo que poderia certamente ser bem resolvido em boas sessões de terapia, ou quem sabe alguma carraspana paterna ou materna; aquele bom e bom e velho puxão de orelhas, que um agricultor e uma ex doméstica sempre me deram aqui dentro de casa.

Mas longe de culpar pais e mães, que talvez nem saibam que filhinhos e filhinhas estavam agindo assim, apenas ressalto que os pais e a escola (que certamente não prega tais valores em seu currículo, e repudia tais ações, portanto deve emitir opinião sobre o assunto) deveriam identificar os autores desse ato repugnante e tomar providências.

Obrigá-los a um pedido de retratação pública e em seguida, obrigá-los a praticar algum ato de generosidade com o próximo menos favorecido. Um trabalho voluntário em asilo, orfanato, alguma ONG, coisas do tipo, nada que envolva pagamento em dinheiro, para eles a saída mais cômoda, mas algo que faça com que eles fiquem imersos no mundo que desconhecem.

Quem sabe de uma próxima vez, pensem duas vezes antes de gritar asneiras em jogos da escola.

O vídeo com os xingamentos não estão disponíveis na internet, infelizmente. Ou felizmente, assim não temos que passar pelo constrangimento, pela vergonha alheia de ver tal cena.

Mas um vídeo de um médico de Natal falando sobre o tema, de maneira bem ponderada me pareceu uma boa maneira de encerrar este texto.

Caso não consiga assistir ao vídeo, clique aqui.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Um agradecimento necessário.

Sempre digo que quem inventou os 7 pecados capitais esqueceu-se de um: a Ingratidão.

A Ingratidão é para mim o 8º pecado capital.

Razão pela qual me sinto, passado o susto, no dever de agradecer a cada servidor do Pronto Socorro Municipal pelo atendimento dado à Sra Maria Inês, doravante chamada de Mãe, no dia de ontem (02/11).

Motoristas, enfermeiros, médicos, atendentes, enfim, toda a equipe do Pronto Socorro merece o sincero agradecimento por parte de minha família pela forma como executaram suas tarefas em favor de minha Mãe.

Minha Mãe não poderia ter sido melhor atendida aqui em Ipuã.

Aproveito também para comunicar e agradecer a todos que perguntaram, se preocuparam e oraram pelo seu restabelecimento, que ela encontra-se em constante melhora no Hospital do Coração de Franca, onde após procedimentos, nada mais grave foi constatado; além do susto que aquele velho coração de mãe, tão calejado, vez por outra insiste em lembrar que requer melhores cuidados.

Cuidados que serão retomados assim que ela retornar ao lar, o que espero que seja o mais tardar nessa segunda feira.

Meu muito obrigado a todos e a todas, de coração.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Mais essa agora: Querem "despatronar" Paulo Freire.

A notícia não é nova.

Fiquei sabendo pelas Redes Sociais da Dep Luiza Erundina (aliás, em quem votei nas últimas eleições) que existe um movimento para "despatronar" (com perdão do neologismo) o título dado ao Prof Paulo Freire de Patrono da Educação Brasileira.

Chama-se Stefanny Papaiano a "Jênia" da ideia. E não está sozinha, o Escola Sem Partido apoia essa ideia.

Motivo alegado: “Paulo Freire é considerado filósofo de esquerda e seu método de educação se baseia na luta de classes” (aqui).

Motivo real: O Escola sem Partido na sua cruzada contra aquilo que eles chamam de doutrinação, promovem a boa e velha iconoclastia já de olho nas eleições em 2018.

Menos mal que a "Jênia" não faz como muitos de seus pares do Escola Sem Partido e chama (propositadamente ou ignorantemente) Paulo Freire de Educador Marxista.

Costumo dizer em sala de aula que quem chama Paulo Freire de Marxista ou não conhece Paulo Freire, ou não conhece Marxismo.

Auto declarado "Esquerda Progressista", Paulo Freire obviamente bebeu de fontes de escritores epistemologicamente alinhados ao Marxismo e mesmo ao Neo Marxismo, e sua dialética "opressor x oprimidos" reproduz em certa maneira uma luta, não de classes, mas de condições sociopolíticas, cujo desfecho para o autor seria a adoção de uma "Educação Libertadora", onde o oprimido não busque o lugar do opressor (e assim usar do mesmo modus operandi), mas a sua própria Libertação.

A Sra Papaiano (que deveria ser Papagaio, por repetir sem refletir) talvez desconsidere que Paulo Freire seja o único escritor Brasileiro com livro na lista dos livros mais pedidos em Universidades de Língua Inglesa (aqui). E que seu acervo acaba de ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade (aqui).

Ou que é um dos Brasileiros mais laureados com título de Doutor Honoris Causa em faculdades internacionais (29 no total).

Nada mais natural que uma pessoa idolatrada no mundo todo, ser reverenciada em seu próprio país; tão acusado de não tratar bem seus bons exemplos.

Certamente o "crime" que o Escola Sem Partido acusa Paulo Freire é o de se esquerda, ou ter contribuído para a Fundação do PT, ou ter sido Secretário de Educação da Administração de Luiza Erundina, ou ainda, o título de Patrono ter sido dado pela ex Presidenta Dilma Rousseff.

Muito mal comparando, seria o mesmo que eu começar um movimento para excluir de Pelé o título de Rei do Futebol em razão dele não ter jogado no Corinthians, desconsiderando sua importância para o futebol Brasileiro e Mundial.

Ter feito mais de 1000 gols, ter parado uma Guerra, ter sido considerado o atleta do século, ter ganho 3 Copas,... tudo isso deixado de lado em razão de não ser do time que eu torço?

Já pensou se a moda pega e um Presidente de Esquerda resolve retirar a homenagem feita do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais "Anísio Teixeira" (INEP) - uma das principais autarquias da Educação no Brasil - retirando o nome do Educador em razão de seu posicionamento Liberal, ou de "Direita" como alguns confundem?

Talvez melhor seria esse pessoal tratar essas questões em boas sessões de terapia e não com ideias estapafúrdias como esta.

Seatle Brasileira. [Há 10 anos]

Bastou eu postar, há 10 anos atrás, um texto sobre a Banda Tiu Pecus e pedir para que outras bandas me procurassem para divulgá-las, que fui procurado pelo pessoal da banda NI-16 e também fiz um texto para eles.

Aproveitei a ocasião em que muitas bandas surgiam na cidade (além da Tiu Pecus tinha a Banda J.U.D.A.S. - também objeto de texto na época - e a NI-16) e tentei colar o rótulo (forçado, é verdade) de "Seatle Brasileira", devido à cidade americana ser um grande celeiro de "Rock Garagem".

Obviamente que o apelido não pegou, a onda roqueira infelizmente passou e hoje, 10 anos depois, posso tentar forçar o epíteto de "Goiânia Paulista", devido ao grande número de duplas sertanejas surgidas em Ipuã e em plena atividade.

Mas melhor eu não forçar a barra.

Infelizmente não registrei o nome dos integrantes da Banda, se alguém souber favor avisar para que eu possa me retratar e incluir neste texto.

Texto que aliás, segue:


Seatle Brasileira.

Famosa pelo surgimento anual de inúmeras bandas de rock, a cidade americana de Seatle parece ter a sua co-irmã brasileira: Ipuã. Mantidas as devidas proporções, é de se admirar que uma cidade pequena como a nossa tenha presenciado nos últimos tempos o surgimento e o fortalecimento de tantas bandas. Ao contrário da cidade americana, não é o clima chuvoso que leva nossos jovens a formar bandas, mas o talento e o desejo de buscar um espaço no mundo da música.

Já tenho um ingresso para o show do pessoal da NI-16, uma banda da cidade que, com seu estilo eclético, promete um show para agradar a "gregos e troianos". Aliás, já agradaram anteriormente, quando se apresentaram publicamente no aniversário da cidade, e foi um sucesso.

Este Blog não faz merchan, apenas divulga o que deve ser compartilhado por todos, no caso, boa música. O show do pessoal da NI-16 acontecerá no dia 07/12 no Sindicato dos Servidores e os ingressos já estão a venda.