quarta-feira, 15 de março de 2017

Professores manifestam em Ipuã e dão aula de Democracia.

- Hoje a aula é do que professores?

- DEMOCRACIA!!!!

Com estas palavras de ordem, professores e professoras deram um exemplo na porta da Prefeitura agora de manhã.

Vestidos de preto, organizaram uma manifestação pacífica contra a Reforma da Previdência proposta pelo Governo golpista e ilegítimo do Presidente Michel Temer e também, em favor da Educação Ipuanense, que não vem tendo a devida atenção por parte do poder público Municipal.

Cobram, dentre outras coisas, o Plano de Carreira que eles ajudaram a elaborar e que ainda não foi sequer enviado à Câmara Municipal.

E tinha que ser a categoria dos professores para dar orgulho às pessoas que não aceitam as coisas como elas estão, seja no Plano Federal, Estadual ou Municipal.

Como eu, que sinceramente (e me perdoe os colegas professores)não esperava viver para ver uma manifestação contra uma Administração PMDBista em minha cidade.

Professores que tantas vezes são taxados injustamente de encrenqueiros, quando na verdade são engajados.

Que o exemplo deles, de reivindicar direitos e melhorias na categoria se espalhe para outras áreas da Administração, e que médicos, motoristas, merendeiras, garis e todas as demais categorias que se sentirem prejudicadas em seus direitos, saiam da letargia que se encontram e ganhem as ruas cobrando o Prefeito.

Já passou da hora!

Tempos difíceis, tempos de ódio, tempos de hipocrisia.

Jô Soares foi execrado pela Direita por entrevistar, (veja vocês: entrevistar!!!. Logo ele, o maior entrevistador da TV Brasileira) a então Presidenta Dilma Rousseff.


Até um "Jô Soares morra" foi escrito na rua de sua casa, em um Condomínio em Higienópolis.

Por sinal, o mesmo onde mora Juca Kfouri, também alvo da ira de "corajosos" mascarados que cantavam pneu na porta de sua casa e ao serem enfrentados por ele, que desceu para tirar satisfação, alegaram que faziam por não entender como ele era contra o impeachment.


Chico Buarque pediu que retirassem sua música "Roda Viva", usada como trilha na abertura do programa homônimo da Cultura, porque este programa entrevistou (veja vocês, entrevistou. Logo o Roda Viva, o mais antigo programa de entrevista da TV Brasileira) o recém empossado Presidente, Michel Temer.


Leandro Karnal sofreu com o ódio da Esquerda, que não aceitou uma foto sua em um jantar com o Juiz Sérgio Moro, em encontro promovido por um juiz amigo em comum de ambos.

Como se uma pessoa pública, um Historiador e Professor Universitário, cuja opinião é veiculada diariamente nas redes sociais, no rádio e na TV não pudesse jantar com o Moro.


E antes que me digam que isso é anti ético, pois ele estaria supostamente "contaminando" opiniões futuras, ou a babaquice de que com o jantar ele está mostrando seu posicionamento político reacionário, direitista e coxinha, me respondam: o que diria você que assim argumenta se a foto fosse um jantar do Karnal com, digamos, a ex Presidente Dilma?

Francamente, a polarização está emburrecendo o diálogo.

E quem ganha com isso?

domingo, 12 de março de 2017

Proteste Já, do CQC, já denunciou um Prefeito com ligações com nossa cidade.

Perdoem publicar coisa antiga (4 anos já é quase velharia em se tratando de internet) mas só hoje eu vi este vídeo do quadro "Proteste Já", Programa CQC da Band.

O Prefeito em questão procurado pela reportagem, o Sr Sebastião Biazzo (6 vezes Prefeito de Aguaí/SP), hoje ex prefeito, tem ligações com Ipuã/SP.

Ele é o proprietário do terreno onde se encontra a antiga fábrica de óleo, e de todo aquele prédio velho e inútil (próximo ao Recinto de Festas).

Milionário, não vende, não aluga e não empresta aquela velharia para nada, cuja cidade tem crescido em volta e inevitavelmente aquele amontoado de sucata um dia terá que ser expulso de lá.

Vendo a matéria dá pra saber porque aquela estrutura permanece inalterada, enfeando a nossa cidade.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O aniversário de 68 anos de Ipuã "subiu no telhado".

2017 parece ser um ano pouco festivo para o Ipuanense.

O ano de 2017 não foi recebido com a tradicional queima de fogos, até então realizada ininterruptamente nos 11 anos anteriores.

"Estão economizando para o Carnaval", diziam os fiéis eleitores PMDBistas.

Veio o Carnaval e a Administração Municipal não colocou o "bloco na rua".

"Esperem para ver o Aniversário da cidade", novamente a meia dúzia de gato pingado que ainda insiste em tapar o sol com a peneira.

Certamente motivados pelo mesmo boato fajuto que ouvimos nos anos anteriores de que, sem Carnaval, o dinheiro seria usado para trazer o cantor Eduardo Costa no aniversário da cidade ou algum outro mega show similar. 

E mais uma vez nem Carnaval, nem Eduardo Costa.

E pior, ao que parece pelo andar da carruagem, nada este ano.

Nem João Marcos e Matheus (de novo?!), nem show gospel!.

Nem bolo, salgadinho e "refrigereco".

Rumores dão conta de que o 68º aniversário da cidade passará em brancas nuvens. No máximo, uma ou outra atividade esportiva (a chatice do motocross), uma apresentação ou outra e a pescaria, aquela mesma tão desdenhada e hoje a atração principal da Festa.

Mas como ainda faltam pouco mais de duas semanas para o aniversário, os Organizadores podem nos surpreender e presentear os cidadãos com algum bom show.

Mas em se confirmando a falta de atrações, a desculpa agora dos eternos fiéis cegos deverá ser: "Espere para ver a Expuã".

Olha, sinceramente, com tanto dinheiro economizado em outras festas sendo guardado para a Expuã, é de esperar Jorge e Mateus, Henrique e Juliano, Marília Mendonça, ou quem sabe, a promessa antiga do PMDB Ipuanense e seus aliados de trazer Ivete Sangallo.

Quem sabe é este ano que se cumpre?

E não é porque critico que não vou. Caso Sra Sangallo venha mesmo, podem ter certeza que estarei lá no gargarejo pra ver a Veveta fazer o chão Ipuanense tremer.

Mas se nada disso acontecer, que os quinzócritas comecem o mantra: "Espere para ver os 70 anos de Ipuã". Ou então: "Espere a Expuã de 2020" (ano eleitoral).

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia da Mulher.

Todo 8 de março é a mesma coisa.

Homens rendendo elogios às mulheres, falando se sua importância em nossas vidas, reconhecendo a mulher como o sexo forte, defendendo que elas continuem a ocupar seu espaço na sociedade etc e tal.

Tudo lindo, maravilhoso e, diga-se, justíssimo.

Eu próprio já me rasguei de elogios aqui no Blog em ocasiões da comemoração do Dia da Mulher.

Mas me pergunto: e nos outros 354 dias?

* Lembramos que somente em 2006, houve a aprovação de uma Lei efetiva de garanta à proteção da mulher no âmbito doméstico e familiar?

* Lembramos que mulheres trabalham 7,5h a mais que os homens por causa da dupla jornada?

* Lembramos que mulher recebe, em média, um salário 17,9% menor que o de um homem para realizar a mesma função?

* Lembramos que o Brasil ocupa o nº85 no Ranking Mundial da Desigualdade de Gênero?

* Lembramos que ainda hoje, as mulheres são responsabilizadas pela maioria da sociedade quando são violentadas?

* Lembramos que a violência no ano passado atingiu uma em cada 3 mulheres?

O preconceito contra a mulher, à exemplo do preconceito de raça, que se diz que "não existe", ou quando muito, que é "velado", aparece em muitos detalhes:

* Os EUA preferiram escolher para Presidente um destemperado à uma mulher.

* Muita gente dizia torcer pela Hilary Clinton porque "o marido iria estar por trás".

* Ipuã não elege uma Vereadora há 4 eleições. (* Proporcionalmente, Ipuã já elegeu mais Prefeita que Vereadoras).

* Em nossa cidade, havia uma empresa que "coincidentemente" demitia funcionárias pouco tempo após estas se casarem. Certamente antevendo despesas com o direito à licença maternidade, mais propenso às mulheres casadas.

* Mulheres bonitas bem sucedidas não recebem o mesmo tratamento jocoso que homens bonitos bem sucedidos.

Mas não vamos exagerar mulherada feminista:

* Não saia por aí acusando de machismo todo homem que elogia a beleza feminina (muitos antes de nós o fizeram).

* Não se sinta inferiorizada ou ofendida por receber uma boa cantada (ainda pensamos que somos nós quem devemos fazer a corte).

* Não é porque há propagandas exibindo belas mulheres que as mesmas são objetos (é tudo marketing para fisgar nós, pobres homens consumidores de cerveja).

* Não fique p da vida porque todo furacão tem nome de mulher (lembre-se que barcos também são, em sua maioria, denominado com nomes femininos).

No mais, um bom dia das mulheres a todas vocês.

Aqui e aqui, os melhores textos sobre este dia especial já publicados no Blog.

sábado, 4 de março de 2017

Unespianos 20 anos: Uma nota de alegria se cala.

Durante um tempo pensei se deveria deixar esse texto para o final, para o último capítulo desta minissérie.

Talvez não quisesse que algo tão festivo terminasse em tom de tristeza.

Também questionei se deveria escrever sobre este assunto.

Mas algo me diz que não deixa de ser uma homenagem.

E também porque como bem disse o poeta francês:

"Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano".


Então vamos nos permitir sermos tristes só por hoje?



Moisés foi um dos primeiros amigos que fiz na Unesp.

Relembrar histórias vividas com ele e em conjunto com outros tantos amigos daria assunto pra mais de mês.

Por seu temperamento contemporizador e sua serenidade mineira, além da lealdade, tornou-se amigo da sala toda rapidamente.

E parecia que tudo acontecia para reforçar a simpatia dele com a sala.

Salvo engano, Moisés foi o primeiro colega a ser papai durante o curso. Ele nos contou que a namorada, Juliana, engravidara; e para nosso deleite, foi alvo de boas piadas da turma.

E a turma acolheu a boa nova de uma maneira fraternal, ansiosos pela chegada desta criança.

Criança que ele acreditava que seria menino, pois os exames mostravam isso. Ao retornar das férias e ser perguntado sobre como estava o bebê que nascera, ele respondeu:

- Não é bebê, é "bebéia".

E então nos informou o engano do exame e do médico.

Anos mais tarde, já formado, Moisés teria outra "bebéia" e formaria uma linda família.

Família que eu perderia o contato completamente.

A última vez que estive com o Moisés foi em seu casamento, em dezembro de 2001, ocasião em que me convidou para padrinho, o que aceitei com muito orgulho.

O Moisés entrou ao som de uma música italiana enquanto a noiva entrou ao som de "I don't want to miss a thing" da banda Aerosmith, ou coisa que o valha.

A daminha da cerimônia não poderia ser outra que não a pequena Isabela, até então única filhinha do casal. Que com pouco mais de 2 anos, entrou na igreja quebrando o protocolo gritando: "Papai vai casar!".

E de fato, papai casou. E com mamãe, o que foi melhor ainda, para alegria da Isabela.

Terminada a cerimônia, eu iria até uma pequena recepção na casa dos pais da noiva e de lá retornaria para Ipuã, pois ainda que tivesse preparado para pernoitar (levei saco de dormir) optei por voltar naquela noite mesmo.

A última imagem que tenho do Moisés foi me despedindo dele e da esposa nas imediações da igreja enquanto me dirigia ao meu carro.

Olhei pra trás e acenei para eles...

Uma imagem que não me sai da retina.

E então o tempo passou e perdemos contato. Uma única ligação depois do casório, em 2005.

Após novo afastamento, sempre com a desculpa da "vida corrida", o Orkut e o MSN nos aproximou novamente.

Então as conversas ficaram frequentes e sempre tive notícias dele, da esposa e de um mestrado que ele fazia na UFMG.

Até um novo - e definitivo - afastamento, também com a desculpa da "vida corrida", até não mais vê-lo no Orkut.

Sem perceber passaram os anos e quando corria o ano de 2011, vi no perfil da esposa dele umas fotos dele com mensagens tristes, sempre no tempo passado.

Confesso que demorei criar coragem para perguntar e as frases que ela postara em nenhum momento indicavam o que de fato havia acontecido. Apenas revelando uma grande tristeza da Juliana.

Não sei se era uma interpretação errada da minha cabeça, mas as frases bem poderiam servir para um fim de relacionamento. Na minha cabeça eu iria perguntar por ele e a esposa me contaria que haviam se separado.

Como a dúvida não me saía da cabeça, após muito hesitar, mandei um e-mail "despretensioso" para a Juliana dizendo que sentia  saudade etc e tal e perguntando como estavam as coisas.

Ela me respondeu lacônica que as coisas estavam "caminhando como Deus queria", "fazer  que né?", respostas assim.

Não tive outra opção a não ser enviar outro e-mail me desculpando pela insistência e perguntando pelo Moisés.

Li o que não queria ler, o que no fundo eu já sabia mas não queria acreditar.

Moisés havia falecido em um trágico acidente de carro em 2008. Eu não fiquei sabendo do fato como aliás acho que nenhum colega ficou, pois ele era nosso único colega da cidade de Itaú de Minas, quem nos avisaria?

E também perdemos contato, as redes sociais engatinhavam naquela época, não tínhamos o hábito de telefonar ou visitar uns aos outros. E ainda, a "vida corrida" nos dava um habeas corpus que usamos quando queremos mascarar nossas ausências.

Eu poderia ter ligado, e não liguei.

Poderia ter ido visitá-lo como tantas vezes prometi, e não o fiz. E chances não me faltaram.

Mas não fiz nada disso.

Fiz duas coisas após a triste notícia: comecei a avisar o máximo de colegas que eu tinha contato e jurei para mim mesmo que nunca mais deixaria de cumprir uma promessa de visita, ou de deixar de buscar notícias com amigos e amigas distantes.

Aprendi a lição do pior jeito.

Tenho feito o que jurei?

Na medida do possível, afinal tem essa m... de "vida corrida" para hipocritamente eu me justificar.

Gostaria de um dia conseguir uma foto minha com ele naquele casamento.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Unespianos 20 anos: 20 anos esta noite.

03/03/1997.

Parece que foi ontem.

Há 20 anos atrás, na noite de uma segunda feira, estas pessoas se conheciam:

Advaldo
Alessandra
Alexandra
Andrea
Andréia
Angelica,
Antônio
Aurimar
Cleide
Dafne
Daive
Danilo
Diana
Diogo
Donizete
Edmar
Edneia
Eliana
Émerson
Fernando
Fransergio
Gean
Gisele Dourado
Gisele Helena
Jorge
José Raimundo
Juraci
Lea
Leandro
Lucien
Luciene
Lucimara
Luzinete
Maria Augusta
Moisés
Noraldino
Odilon
Orandes
Raimundo
Romida
Rosiléia.
Terezinha
Vanessa

E para nossa felicidade, cada um em uma época, e ao seu jeito, estas outras pessoas somavam à Turma XXXV: 

Alexandra
Aline
Eliana
Fabiana
Josiane
Juliana
Osana
Tariana.
Thaísa.

As time goes by...

quinta-feira, 2 de março de 2017

Unespianos 20 anos: Panelas.

Esqueça questões existenciais do tipo "De onde viemos?" e "Para onde vamos?".

Não tente compreender questões filosóficas e definir o que é epistemologia e o que é ontologia.

Não queira entender cabeça de mulher ou o que faz um Terapeuta Ocupacional.

O grande mistério do Universo é: Como os iguais se atraem no ambiente Universitário.

Por mais que eu tenha tido contato com as turmas antes (XXXIV) e depois (XXXVI) da nossa XXXV Turma de História Noturno, e por mais que também tenha tido, não só eu como quase todos da minha sala, ótimas relações de amizades nessas turmas, não consigo me imaginar em uma delas.

Curioso é que quase prestei vestibular para História em 1995, portanto, se tivesse passado, eu seria uma turma antes da minha. Não dá pra imaginar o curso de História sem muitas das figuraças que formaram comigo.

Como não dá pra imaginar algum deles em outras turmas.

E o mais curioso é como as panelas, inevitáveis, formam-se por afinidade antes mesmo que tal afinidade seja perceptível racionalmente.

No primeiro dia de aula você entra, escolhe um lugar e senta. Então vai conhecendo as pessoas à sua volta, decorando nomes, estabelecendo contatos e quando menos percebe, está formada uma panela cuja aproximação reforça similitudes.

E por "panela", fique bem claro, não é o termo pejorativo, do tipo que se une para promover rivalidade. Até nisso as "panelas" da nossa sala tinham em comum.

Salvo uma ou outra desavença contornável ao longo do curso (eu mesmo tive uma), posso estar muito enganado mas em nenhum momento a sala fragmentou em grupos rivais marcados por sentimentos de ódio ou revanchismo.

Nossas panelas eram só por finidade entre os membros mesmos, sem qualquer traço de sectarismo.

Prova disso que todos alunos que vieram do período diurno para  o noturno sempre foram bem acolhidos por nós. Assim como um ou outro caso de transferência de outra faculdade.

Não vou aqui citar nomes, nem usar o chavão do "poderia ser injusto esquecendo de citar alguém", mas a verdade é que eu certamente esqueceria alguém, ou algum grupo, e seria uma baita injustiça.

Poderia acontecer de algum ex colega se sentir caluniado pela minha classificação arbitrária dele enquanto membro de alguma panela.

Tinha a turma do "Sô Zé". Um grupo de alunos, do qual me incluo, que eventualmente frequentava o saudoso Bar Santa Rita, do saudoso Sô Zé muito mais para bater papo que para beber propriamente. Afinal, éramos estudantes duros naquela época e a cerveja tinha que render.

Havia o grupo intelectual, aqueles que apresentavam sempre seminários impecáveis.

O pessoal do fundão, que contrariando o senso comum, não importunavam a aula.

A turma que se sentava ao lado direito da sala, uns dois grupos, ambos muito unidos e que também apresentavam bons seminários.

Tinha a panela dos Marxistas, como carinhosamente chamavam os colegas militantes engajados da nossa turma.

E, claro, aquela turma formada por alunos que não queriam formar nenhuma panela e sem querer, acabaram se juntando.

No geral, era uma turma de pouca confraternização coletiva.

Tentaram um churrasco em um rancho certa vez, não vingou.

Tentávamos chamar o pessoal pro Bar do Sô Zé, poucos além dos mesmos de sempre, animavam.

Apenas em um churrasco na casa de um colega, no ocaso do curso, conseguimos uma boa adesão.

O próprio encontro de turma tá bem realizado e com tantas participações perdeu o pique do 1º para o 2º. Tanto que nem houve 3º este ano.

Festa mesmo, para todos, somente nas festas Juninas: a 1ª da turma, realizada dentro da Unesp, a 2ª na antiga Praça do Correio e as outras duas, na praça frente ao cemitério.

Seja como for, nestes 4 anos construímos amizades que o tempo e a distância tratou de separar. Mas o o Feicebuqui tem unido.

Espero apenas que não tenhamos que ficar outros 15 anos sem nos ver, para então poder organizar outro belo encontro como o de 2015. 

Encontro, aliás, que me custou uma frente nova para o carro, ao retornar para casa naquele dia. Mas isso é outra história, e eu conto no 3º Encontro no ano que vem.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Unespianos 20 anos: O começo.

A emoção de ler seu nome entre os aprovados do vestibular, em pleno carnaval de 1997.

A emoção de fazer a matrícula na Unesp da Franca.

Uma curiosidade: fui acompanhado pela minha mãe para fazer a matrícula talvez por isso escapei dos primeiros (e mais leves) trotes.

Veio então o 1º dia de aula.

A roupa especialmente escolhida para a ocasião, cadernos em punho, "tinha a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha" e muita vontade de estudar.

E lá fui eu, naquele 3 de março de 1997 conhecer aquele monte de pessoas que até então eram somente nomes numa lista de aprovados do curso de História Noturno da Unesp de Franca.

Quer dizer, mal deu pra conhecê-los naquele dia, pois fomos sumariamente alvo de um trote por parte dos veteranos, ali mesmo dentro da faculdade. Um dos últimos trotes lá dentro, pois o Governo Covas acabaria com a prática 2 anos mais tarde.

E então tive meu batismo: sujo com uma massa feita de farinha e ovo, lambuzado de óleo, uma borrifada de um perfume horroroso (que ainda hoje questiono que aquilo tenha sido produzido em escala industrial) atirado sobre mim e que me acertou os olhos, escrachado publicamente (como deve acontecer com todo Bixo nesse rito de passagem), mas sem nenhum mal trato físico, registre-se.

Só mesmo a boa e velha execração pública necessária para "assassinar" a figura do estudante secundarista, renascido para uma nova vida.

E eu, cego e com falta de ar por causa do saco de palha de arroz que mandaram a gente enfiar a cabeça, recebi por parte de um veterano alguma piedade, me levando até o banheiro e deixando que ali eu tivesse 2 min de paz.

Terminada a paz, hora de puxar a carroça pelas ruas de Franca, beber vinho chapinha e lavar a fonte da praça.

Terminado o Charivari, cada pega seu rumo e eu, que fiquei para lavar a fonte, ouço de um veterano: pronto, agora você é um Unespiano.

Ainda desconhecia o peso e a importância deste rótulo: Unespiano.

Recebi piedade de outro veterano que me levou para sua casa onde sua família assustada com o bixo completamente imundo, permitiu uma chuveirada para ficar mais dignamente apresentável para entrar no ônibus que me traria de volta a Ipuã.

Lamentavelmente não recordo o nome do veterano, devia ser da turma da manhã pois nunca mais o vi. Caso ele esteja lendo, se identifique por favor, devo agradecimentos maiores a ele e a sua família.

Recordo, hoje com certa vergonha, de não saber onde eu estava pois mal conhecia Franca e não havia outro bixo para poder voltarmos juntos à Unesp. E todo mundo que eu parava para pedir informação se negava a conversar comigo dada a situação lastimável que eu me encontrava.

Com muito custo alguém me ensinou a voltar a Unesp e eu assim o fiz.

Esperando meu ônibus, ainda sujo do trote e fedido do "perfume" que me jogaram, olhava para aquele prédio e pensava: Não vou me dar bem aqui.

Confesso que entrei no antigo prédio da Unesp para fazer faculdade de História com uma única ideia fixa na cabeça: terminar o mais rápido possível.

Na minha cabeça, o lance era entrar, fazer o curso e me formar e sumir de lá sem olhar pra trás.

O que eu não imaginava é que naquela faculdade eu viveria meus melhores anos dentro de uma sala de aula e que seria para sempre um Unespiano.

PMDB ipuanense e o Carnaval.

E mais uma vez não tivemos Carnaval em Ipuã.

Pelo 5º ano consecutivo, a maior festa do país e maior manifestação cultural popular Brasileira não foi objeto de interesse da política pública de lazer da Administração PMDBista em nossa cidade.

Seria algo normal, com a justificativa de que há outros interesses maiores e mais urgentes para o uso do dinheiro público, não fosse um detalhe: Festas e eventos sempre foram uma das principais bandeiras PMDBistas (e dos partidos aliados) em nossa cidade.

Lideranças e militontos sempre apontaram o partido como o que melhor faria festas, o que melhor as promoveriam em nossa cidade, etc e tal. Inclusive em toda eleição praticaram terrorismo eleitoral, dizendo que outra Administração que a PMDBista, poderia significar o fim das festas em Ipuã. Ou no mínimo, festas de qualidade muito inferior.

O tempo passou, a fila andou e no 5º ano de Administração a realidade parece ser bem diferente daquela que, os agora desaparecidos críticos da falta do Carnaval Ipuanense, pregavam nas redes sociais. 

Parece que assim como os militantes do PMDB nacional que, corretamente, batiam panelas contra a corrupção no Governo Dilma e agora nada falam sobre a corrupção no Governo Temer; também os patrulheiros das festas ipuanenses, sobretudo da ausência do Carnaval, desapareceram. 

Na fritada dos ovos do alvorecer do 2º tempo de Governo PMDBista, o omelete de Festas e Eventos é, por assim dizer, pequeno:

* Não promoveu Carnaval popular um único ano sequer até o presente momento.

* Interrompeu o tradicional Rodeio em 2015.

* Não realizou a tradicional queima de fogos que, nos últimos 11 anos fora realizada ininterruptamente.

Que os próximos anos apaguem esta má impressão deixada até agora no quesito "Festas e Eventos".

No item "Festas e Eventos" a Administração PMDBista Ipuanense mostrou-se incapaz de fazer melhor; pior, incapaz de fazer diferente do que já vimos antes em nossa cidade.