quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Para os candidatos a reeleição de Vereador.

Prezado Vereador candidato a reeleição,

Caso você:

* Votou favorável ao Aumento de IPTU (até 120%).

* Não investigou a legalidade da prorrogação de processo seletivo que sequer estava previsto em edital.

* Não cobrou o cancelamento do Processo Seletivo, quando o Concurso (da mesma empresa) foi cancelado.

* Não pediu abertura de CPI quando da Operação QI na Prefeitura Ipuanense.

* Se uniu a adversários que sempre criticou e por eles foi criticado.

* Não repudiou (ou cobrou melhorias) as mudanças ocorridas no atendimento nos Postos de Saúde que tanto prejudicou a população. 

* Nada falou quando o CEARDI ficou 1 no sem fisioterapeuta. 

Faça-me um favor: NÃO PEÇA MEU VOTO.
Att
O.R.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Brancos, Nulos e Abstenções.

Informações mais precisas, apenas a partir de 2004.

Por isso o histórico está pequeno.

Mas segue abaixo o histórico dos votos Brancos, Nulos e Abstenções, para Prefeito* em Ipuã nas últimas 3 eleições municipais.

2012
Brancos: 124 (1,32%)
Nulos: 230 (2,45%)
Abstenções: 13,8%

2008
Brancos: 92 (0,9%)
Nulos: 316 (3%)
Abstenções: 1.123 (10%)

2004
Brancos: 93 (1,16%)
Nulos: 202 (2,7%)
Abstenções: 972 (10,7%)

O número de votos Brancos e Nulos praticamente se mantiveram ao longo das 3 eleições analisadas.

Certamente, grande parte destes votos assim se fazem por razões religiosas.

Algumas igrejas mais conservadoras têm entre seus fundamentos, a orientação aos seus fiéis para não se misturar com questões políticas, o que acaba levando muitos a optar pelo voto banco ou nulo, já que a obrigatoriedade exige o comparecimento.

O que tem aumentado é a quantidade de abstenções.

Não encontrei os números absolutos de 2012, mas houve uma elevação significativa quando comparado às eleições anteriores.

A maioria das abstenções apresentam dois perfis:

1. Eleitor que tirou o título em Ipuã, mas hoje reside fora.

Estudantes, profissionais que foram trabalhar em outra cidade, antigos morados que deixaram Ipuã mas não transferiram seus títulos e usam a eleição como, vez ou outra, motivo para vir visitar os parentes.

2. Eleitores que transferiram seus títulos para Ipuã e hoje residem fora.

Basicamente, imigrantes nordestinos que, orientados por candidatos, transferiram seus títulos e hoje, com a mecanização da lavoura de cana e a diminuição da oferta de trabalho, retornaram para suas cidades e ainda não transferiram os títulos de volta.

Existe ainda um 3º perfil, que são os eleitores que por alguma razão não poderão estar presentes no dia da votação, mas acredito que este número seja ínfimo.

Então, analisar o descontentamento da população Ipuanense com as eleições deste ano deverá, necessariamente, ser baseada nos votos Brancos e Nulos.

Um aumento significativo na quantidade destes votos mostrará o nível de interesse e revolta do eleitor ipuanense.

*Corrigido: 21:30h.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Avisos necessários:

* O Blogueiro é crítico da atual Administração, como já devem ter percebido, mas isso não significa que ele apoia ou vota na candidatura adversária.

* Tenho recebido, e bem, todos candidatos que me pediram voto.

* Recebi a visita do candidato a Prefeito pela oposição em 3 oportunidades (uma delas com seu vice) a quem expliquei minha posição e não me negou respostas às muitas perguntas que eu tinha.

* Tenho sim, dado dicas e opiniões quando solicitado, mas isso eu faço com lideranças e políticos de ambas as candidaturas, porque gosto de política e marketing. Deve ser alguma doença que tenho no sangue e que em época de eleições seus sintomas aparecem.

* A razão de nos últimos dias ter havido mais textos referentes à candidatura da situação, se faz em razão de que esta tem produzido mais fatos novos ao longo da campanha, e portanto, fornecido mais objetos de análise para o Blog.

* Mas não sou hipócrita: não nego que a critico com especial apreço, por razões políticas e históricas.

* Sou filiado ao partido Rede Sustentabilidade, que não apoia ninguém nas eleições municipais em Ipuã e cujo nº 18, deverei digitar na urna eletrônica dia 02 de outubro.

* Para vereador, existem 53 opções, e eu seria muito exigente, para não dizer indecente, se achasse que nenhum mereceria meu voto. Felizmente há vários que merecem e infelizmente só posso votar em 1, e vou fazê-lo com convicção.

* Muita gente que me elogia hoje, me criticava ontem e certamente criticará amanhã, porque assim é o eleitor ipuanense, movido à paixão. Basta você criticar alguém que o eleitor goste para você ser demonizado, e basta aliar-se ao seu candidato preferido para ser santificado pelo seu grupo político. Por isso prefiro ficar no Purgatório.

* Sou consciente da minha situação: quem gosta de mim, me admira; quem não gosta me odeia. A questão é saber em cada eleição quem vai me admirar e quem vai me odiar? As pessoas trocam muito de lado.

* Eu, com quase 40 anos nas costas, deixei as paixões políticas de lado há algum tempo; e como toda paixão, por conta de desilusões colecionadas ao longo do caminho. Hoje tento ser racional, o que não é fácil nos dias atuais onde como bem disse Umberto Eco, a internet "deu voz a uma legião de imbecis".

* E por que não me acho um destes imbecis? Porque diferente da maioria eu não escrevo "a verdade", nem discuto posts exaustivamente quando discordado, porque aprendi que falar o que pensa é também estar preparado para aceitar o que o outro pensa, e principalmente, porque não escrevo para convencer as pessoas de que o certo sou eu, escrevo apenas para externar o que eu penso. E nada mais.

* Ou talvez eu seja um destes imbecis e ainda não saiba. Vai saber... 

domingo, 18 de setembro de 2016

Comício revela que a paciência do eleitor anda curta.

O primeiro comício do ano revelou duas coisas: Um racha interno na base aliada e a paciência curta do eleitor ipuanense.

Ao levar algo em torno de 5 dezenas de candidatos para discursar no Bairro Santa Cruz, o que o comando da campanha queria era apresentar a força de um grupo unido, mas acabou por revelar um racha, manifestado em discursos onde candidatos trocaram farpas e acusações entre si.


A "União por Ipuã" preocupou-se tanto em unir-se a antigos adversários, que se esqueceu de unir os antigos aliados.

Em seu discurso, o ex Presidente da Câmara, Vereador Nilson Verdureiro, um dos principais representantes do Bairro, acusou que fora boicotado por duas pessoas e por isso o Bairro perdeu uma academia ao ar livre.


Não citou nomes, mas quem acompanha as sessões na Câmara sabia que era um replay de uma discussão acalorada que ele tivera com outro colega sobre o mesmo tema.


O colega em questão era o também Ex Presidente da Câmara, Arnaldo da Lanchonete, que chegada a vez de discursar, entre as conquistas que trouxe para Ipuã (e uma ótima iniciativa: pediu que parassem as brigas, de ambos os lados, na internet), fez questão de dizer que a pessoa a quem o colega vereador mencionou era ele e sua esposa, servidora municipal, e então classificou a fala do colega como infeliz e rebateu que jamais ele e sua esposa boicotaram quem quer que fosse, inclusive em administrações passadas quando eram oposição.


Mas não desceu do palco sem antes deixar a plateia com uma pulga atrás da orelha: o vereador criticou um colega vereador tentando reeleição, que estaria trabalhando pedindo votos para o candidato a Prefeito da oposição. O nome do suposto Silvério? não foi dito.


A noite de discursos revelaria ainda outra surpresa, o Presidente da Câmara Isaías Romualdo, de volta ao ninho PMDBista, mostrou que conta com prestígio junto à campanha, com um tempo muito além do imaginado, recorreu a toda gama de discurso para justificar a união dos partidos em torno da candidatura de Nenê Barriga, quando "falta de opção" seria a resposta mais curta.

Chegou a vez do candidato a vice falar, e então o destino revelou seu capricho. Léo Nascimento foi discursar no exato local em que, há 4 anos, fora acusado, por muitos daqueles que hoje ostenta seu nome em propaganda eleitoral, de ser um mau gestor da saúde.


Nenê Barriga indagou à época que quem não dava conta de cuidar da saúde do município iria dar conta de cuidar de uma Prefeitura?


Quatro anos depois, crítico e criticado dividiram palanque pela primeira vez.

E então, passadas das 23:00h, o principal personagem da Campanha começou seu discurso.


Nenê Barriga levou os lábios ao microfone por volta das 23:15h (olha a união dos números de novo), quando uma plateia mirrada já não aguentava mais 3 horas em pé.


O Destino, este Deus caprichoso, revelou novamente sua face cruel.


No mesmo local, há 4 anos, um candidato a Vereador fez troça do comício do adversário na Capelinha no dia anterior. Disse o candidato na ocasião que havia mais pessoas no caminhão em que discursavam que plateia assistindo ao comício do 23 na Capelinha no dia anterior.


Pois 4 anos depois, foi a vez do Nenê Barriga e sua equipe experimentarem o dissabor de discursar para meia dúzia de gatos pingados.

Não ouso dizer que havia mais pessoas no palanque que embaixo assistindo, pois a maioria dos candidatos, terminadas suas falas, desceram do palanque, mas em 20 anos que acompanho política posso afirmar: foi a menor plateia que já vi em um comício.


Fruto de um erro primário: a ideia absurda de colocar 50 pessoas (incluindo até coordenador de campanha) para discursar antes do Prefeito, quando o mais sensato seria dividir os candidatos entre os comícios realizados e, no último, cada um dos candidatos dar seu recado relâmpago,


Sexta feira próxima o comício será na Capelinha, quando espera-se que uma boa D.R. evite um 2º round entre os candidatos a vereadores e uma diminuição no tempo dos discursos, pois a paciência do eleitor Ipuanense para ter seu prazo de validade vencido.

Continuando assim, corre-se o risco de, em discursos próximos, os candidatos dispensarem o uso do microfone.

sábado, 17 de setembro de 2016

Acabo de ser entrevistado por pesquisa eleitoral.

Mas não direi as respostas, apenas as perguntas:

Tem candidato a Vereador?

Qual?

Dentre estes 2 candidatos em quem o Senhor votaria?

Qual sua idade?

Qual sua profissão?

Qual sua religião?

Dica gratuita de Martketing eleitoral - Parte 3.

Em uma coligação com muitos candidatos a Vereador, a Coordenação da Campanha deve dividir os candidatos que discursarão nos comícios.

É um erro tolo achar que, para que se haja uma igualdade entre os candidatos, todos discursem em todos os comícios.

Todos candidatos discursando em todos os comícios não é vantagem para ninguém:

Para os candidatos a Vereadores: É preferível falar um tempo maior em apenas 1 comício que falar um pouco (nesse caso, pouco mesmo) em 4 comícios. Melhor ficar a impressão boa de um comício bem feito que a impressão média de 4, isso é lógico.

Para o candidato a Prefeito: Imaginem 50 candidatos inscritos para discursar. Suponhamos que cada um fale em média 2 minutos (tem aquele que falará 30s e o que falará 3min), teremos então 100min de discurso (quase 2 horas).

Soma-se ainda a apresentação que o locutor faz, chamando um a um (e mais o Prefeito e o Vice) no palco; soma-se o jingle que sempre toca; soma-se a apresentação individual do locutor quando o candidato a vereador vai discursar; soma-se o discurso de autoridades Estaduais ou Federais que sempre se fazem presentes; e então, após 3 horas, o Prefeito discursa.

Como vocês acham que está a disposição para ouvir o discurso do Prefeito (personagem principal da campanha) das pessoas que estão há 3 horas em pé ouvindo uma sucessão de discursos? 

Para o eleitor: Que estará sem paciência para ouvir após o 10º discurso. E que tem que ficar em pé o tempo todo.


Melhor então dividir, e como?

Comício em determinado Bairro, discursariam os candidatos ali residentes e outros que tenham alguma identificação com o referido Bairro.

Faz-se isso em todos os discursos e deixa, para o último, geralmente na Praça Matriz, um "recado relâmpago" de cada um dos candidatos.

Certamente o resultado final seria bem melhor.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Debate já!

Enquanto nossa campanha estiver presa ao mundo maravilhoso da propaganda eleitoral, ao surto de humildade dos candidatos quando visitam as casas e na vergonhosa troca de farpas nas redes sociais, nós, eleitores, que somos os personagens principais da eleição (apesar dos políticos acharem que são eles) ficamos fora da realidade.

Por isso defendo que já passou da hora de haver em Ipuã um debate eleitoral entre os candidatos a Prefeito.

Um debate nos moldes destes a que assistimos na TV, com um confronto franco e direto entre os candidatos a Prefeito, um perguntando ao outro e ambos respondendo às perguntas da população.

Tudo isso transmitido ao vivo pela rádio da cidade (que aliás é comunitária, pode e deve agir no sentido de prestar este serviço à comunidade).

Talvez no debate de ideias, sem marquetagem, sem intervenção de militantes, sem leitura de textos, nós eleitores poderíamos ter alguma base para nos decidir em quem votar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Plano de Governo ou Plágio de Governo?

Já conferiu as propostas de Governo do candidato à reeleição no site do TSE?

Ainda não?

Você pode conferir no site do TSE clicando aqui.

Ou no Plano de Governo da Prefeitura de Campos Novos/SC (aqui).

Com uma ou outra modificação é verdade, mas 99% idêntico.

Como idêntico está a outra dezena de sites com o mesmo Programa de Governo, basta copiar qualquer trecho e jogar no Google pra conferir.

Formalidade burocrática ou descaso?