domingo, 26 de outubro de 2014

Nos palanques da vida.

Nem parecia eleição.

Fui votar agora a pouco e:

Não tinha aquela muvuca na porta da escola.

Não havia bandeiras amarradas em nenhum poste de luz no caminho de casa à escola onde votei.

Não fui perseguido por nenhum mili(gnorante)tante imaginando que eu estaria comprando voto.

Não ouvi notícias sobre eleitores presos em flagrante boca de urna.

Não vi nenhuma manifestação já organizando carreata.

Não vi fiscais de partidos nas sessões eleitorais.

E pior: Não verei os eleitores cujo candidato perdeu dizendo que houve fraude, que sumiram urnas,  que a eleição será anulada etc etc etc.

sábado, 25 de outubro de 2014

Com o giz na mão.

Recordo que nos meus tempos de aluno alguns professores realizavam enquetes na sala sobre as preferências eleitorais dos alunos.

Pelo menos nas eleições estaduais e nacional, já que nas eleições municipais o assunto sempre foi mais controverso.

Não me imagino, nem de longe, fazendo esta prática.

Por dois motivos:

1º: Invariavelmente acabaria em bate boca entre partidários de um e de outro candidato o que me valeria o incômodo de ter que chamar atenção, por ordem na sala, ...

2º: Invariavelmente haveria questionamento dos pais, lideranças políticas, etc... sobre "O que este professor quer com isso?".

E agora me ocorreu um 3º motivo: Não é da minha conta nem é atividade pedagógica da minha disciplina realizar enquetes eleitorais em sala de aula.

Assim sendo, uma boa eleição aos meus alunos amanhã.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Uma adição vale um aperto de mão.

Gostaria de agradecer ao Exmo Ex Prefeito de Ipuã, Juscelino Maruno, pelas palavras que a mim dedicou referente ao meu texto deste mês no Jornal "A Voz Ipuanense".

O Ex Prefeito utilizou-se da rede social para, em comentário privado, me parabenizar pelo texto e se dizer leitor do meu espaço no referido jornal.

Disse mais.

Relembrou que em seu último ano de mandato optou por sofrer o desgaste político de não realizar a Expuã, ciente de que tal gasto comprometeria o final do seu mandato no que tange às contas públicas. Ato que lhe valeu inúmeras críticas na cidade, inclusive (e isso ele não citou, nem precisava pois faço mea culpa) deste que vos escreve.

Suas palavras, elogiosas e de uma singeleza e franqueza ímpares, acompanhada de um pedido de adição na rede social, causaram em mim reações imediatas:

A primeira foi aceitar de imediato a nova amizade na rede social.

A segunda, de responder, ou pelo menos tentar, com a mesma singeleza, franqueza e elegância à mensagem por ele enviada.

E a terceira de refletir sobre o fato relatado por ele.

Que merecerá algumas considerações em melhor ocasião.

Por hora, resta a satisfação de ver que, se no passado houve diferenças entre nós, o presente, com ambos evoluindo suas formas de pensar e mais maduros politicamente, é um terreno para a convergência de ideias e discussão saudável sobre o futuro de nossa querida cidade.

E em tempos de modernidade, uma adição em feicebuqui vale um aperto de mão, que aliás espero fazer na primeira oportunidade em que encontrá-lo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pontapé inicial

Paquinha dando o pontapé inicial na inauguração da Arena Boa Sorte.

Solução para o voto nulo.

Um colega dos tempos de faculdade, anti aecista e anti petista (ao que parece mais o 2º que o 1º) me deu o seguinte conselho para eu pensar caso resolva demover da ideia de votar nulo neste 2º turno presidencial:

"Votar no Aécio tem de ser igual quando se beija mulher feia, a gente faz mas não conta pra ninguém".

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Este mês na "Voz Ipuanense".

Texto publicado na edição de outubro do jornal "A Voz Ipuanense".




“Expuã: algo precisa ser mudado”.
Por Orandes Rocha.

Peço licença aos leitores do jornal para mudar o tema desta coluna.
Tradicionalmente escrevo sobre Educação aqui neste espaço, mas hoje gostaria de mudar a nota do samba e falar sobre outro assunto que sempre que posso divago sobre: Expuã.
Minhas divagações começam pela origem da festa, traçando um breve histórico que começa no ano de 1990 quando pela primeira vez em nossa cidade o poder público, leia-se Administração Municipal, resolver instituir um evento anual com shows e entretenimento para a população além de arrecadar fundos para as entidades beneficentes.
Nascia assim a Feira da Bondade, que durante muitos anos foi realizada na praça da Rodoviária, com shows modestos e gratuita para a população.
Em 1995, com a construção de um recinto de festas para abrigar a Feira da Bondade e outros eventos, uma vez que a praça da rodoviária tornara-se apertada para o público e ausente de qualquer infraestrutura (sanitários, etc...), invariavelmente depredada nos dias de festa, o evento não apenas foi transferido para o recém construído recinto, como ganhou uma nova festa, a Expuã, mantendo o caráter beneficente porém conferindo ares de festa de exposição agropecuária.
Além de encampar o Rodeio de Touros, tradicional festa da cidade que era realizado em agosto, e que desde então passou a fazer parte do conglomerado: Expuã/Feira da Bondade/Rodeio.
Com a criação do recinto, veio com ele a cobrança de ingressos na entrada, à época taxas simbólicas.
E até o ano de 2001 a festa seguiu este modelo: preços mais acessíveis, porém com shows de médio porte.
Após aquele ano, surgiu o impasse:
De um lado a Feira da Bondade, festa realizada com objetivo de ajudar as entidades assistenciais do Município, que nos dias de festa montam suas barraquinhas e vendem produtos diversos para complementar suas rendas anuais.
De outro, a Expuã, que com seus shows de artistas de renome porém a custa de ingressos mais caros..
Tal discussão mudaria para sempre o modo de se fazer a festa em nossa cidade, mais que isso, criaria uma crise de identidade no evento.
O tempo trataria de mostrar que tais festas são incompatíveis.
Não dá pra ser beneficente trazendo prejuízo aos cofres municipais.
Enquanto rodeios em cidades vizinhas já deram mais de R$ 150.000,00 de lucro aos organizadores, a Expuã traz ao erário municipal um prejuízo acima de R$ 300.000,00.
Prejuízo financeiro, fique bem claro, pois há as benesses: renda para as entidades, lazer para a população etc...
E por que deste prejuízo?
Porque nas cidades vizinhas nem sempre é a Prefeitura quem organiza, no máximo contribui com algum generoso patrocínio bem longe do valor que gastaria sendo ela a mantenedora da festa.
E quando é a Prefeitura a organizadora destes eventos em cidades vizinhas ela vale-se de duas importantes fontes de arrecadação inexistentes em nossa cidade:
1. O aluguel de barraquinhas dentro do recinto.
2. Grandes patrocínios de grandes empresas da cidade e região.
O primeiro, impossível de ser praticado em nossa cidade em razão do caráter beneficente do evento que leva ao monopólio do comércio interno da festa na mão das entidades.
Que fique bem claro que não sou contra tal monopólio, só acho que ele não convive com o padrão de festa impresso desde 2002 e que desde então, ou se mantém o mesmo "glamour", ou corre-se o risco de ser ridicularizado pela população.
E o segundo, a inexistência de grandes empresas em nossa cidade e o desinteresse das poucas existentes em Ipuã e região e também da elite local em patrocinar a festa.
A Prefeitura apega-se então aos pequenos e médios patrocínios do comércio local, que embora seja de grande ajuda, nem de longe pagam as despesas dos shows grandiosos a que assistimos.
A Expuã vive hoje uma crise de identidade sem precedentes, ela quer continuar beneficente, pois o trabalho das entidades da cidade é sofrido e necessita desta importante arrecadação para poder continuar desenvolvendo-o com a competência habitual, porém na outra ponta, existe um público exigente que anseia por grandes artistas e uma Festa em padrões que a economia da cidade e o poder de compra do Ipuanense, nem sempre suportam.
E no meio disso tudo, uma Prefeitura sem dinheiro, que vê na cobrança de ingressos a principal fonte de arrecadação para minorar o rombo que uma festa desta promove nos cofres públicos; mas não pode cobrar muito caro pois há a questão social de promover lazer à população; a questão assistencial, de dar dar maior poder de compra aos cidadãos para consumir dentro da festa; e a questão política, que é hipocrisia dizer que não pesa como variável na hora de organizar a festa.
Venho dizendo que há anos insistimos num modelo falido de promover eventos no Município, indício de que ou se preocupa com a auto-sustentabilidade da Expuã, por meio de ações eficazes e não apenas paliativos, ou ficaremos sempre a mercê do “humor da fazenda municipal” a cada edição do evento ou das prioridades desta ou daquela administração.
Trata-se de um modelo errôneo de gestão de eventos, iniciado exatamente quando optou-se por fazer da Expuã/Feira da Bondade, um evento grandioso, cheio de pompa, coexistindo com a ação beneficente que tradicionalmente - e originalmente – caracteriza nossa festa.
Desde que percebi a contradição entre a Expuã e a Feira da Bondade, nos tempos de vereador e mais clarividente na única vez em que quis colaborar com a sua organização, em 2005, comecei a considerar a hipótese de que um dia, o problema viria a tona, e obviamente, mais que ficar divagando sobre causas e efeitos, eu deveria pensar também numa possível alternativa.
Criticar é fácil, propor alguma coisa requer um pouco mais de coragem.
Sempre falei sobre o assunto reservadamente, até porque quando fazia parte da Administração Municipal, eu evitava, pois existia o risco de que minhas teorias e ideias fossem tomadas não como opiniões próprias, mas como indícios de que o Governo Municipal sinalizaria no mesmo sentido.
O que não seria verdade, pois estas são ideias muito particulares acerca de uma questão polêmica, mas em política tudo pode virar fato e prejudicar a sequência de um trabalho, e eu não queria isso.
Minha alternativa para a questão é uma só: Separar as festas.
Teríamos então não uma, mas duas datas festivas em nossa cidade.
Uma, seria a Feira da Bondade, com a Prefeitura organizando como sempre fez, montando as barraquinhas e cedendo-as gratuitamente às entidades do Município para que estas pudessem arrecadar verbas complementares.
Uma festa com atrações modestas misturadas a artistas locais e abrindo a possibilidade para fazer um evento mais cultural (tipo estas semanas culturais que muitas cidades fazem), com gincanas escolares (provas esportivas, culturais e de arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e agasalhos), exposições artísticas, atrações teatrais, etc... e não apenas eventos noturnos, mas ao longo do dia e para todas as “tribos”.
Outra, seria a Expuã, uma festa com a finalidade de ser o mais auto-sustentável possível (ou com o menor prejuízo que puder), que sem a preocupação beneficente, poderia alugar barracas e demais estandes no seu interior.
Contaria com  artistas do primeiro escalão da música brasileira e, consequentemente, ingressos mais caros, vendios no cartão de crédito ou mesmo parcelados em boletos, enfim, uma festa comercial. Encampando também o Rodeio.
Sou contra a terceirização da festa, mas acredito que pelo menos rodeios e camarotes poderiam ser terceirizados o que representaria uma diminuição na despesa do evento e aumento na receita da mesma.
Seria uma espécie de parceria público privada que poderia dar certo.
Tudo isso além de ações eficazes para acabar com o derrame de ingresso que tanto prejudica a arrecadação da bilheteria.
Na minha opinião, é impossível coexistir dentro de uma mesma festa: assistencialismo + shows grandiosos + ingressos acessíveis + Prefeitura sem prejuízo financeiro na sua realização.
Essa matemática é impossível de ser equacionada num mesmo evento.
Não se trata de ser a solução do problema, nem tenho tal pretensão, apenas quis refletir sobre o assunto, coisa que nunca fora feita antes em público, ao menos não tenho notícia de que algum outro veículo de mídia tenha feito; reflexão que em momentos de indefinição sempre vêm a tona, pois em tempos de fartura nunca se pensa a longo prazo.
E esta é uma ferida que ninguém nunca teve coragem de cutucar, até agora.
Mas, é claro que tudo isso pode ser apenas divagações sem muito valor.

domingo, 19 de outubro de 2014

Todo ano eu tenho que informar que...


Eu odeio horário de verão!!!

Nos palanques da vida.

Admito: ao longo da minha vida pública não tomei nenhuma iniciativa para colaborar com o meio ambiente.

Estava tão envolvido com educação, esporte e políticas para a juventude que deixei de lado o meio ambiente e a sustentabilidade, este conceito que seria apresentado a mimo em sala de aula na qualidade de docente de geografia.

Mas ações para colaborar com ela, posso até consultar meus arquivos, mas que eu  me lembre, nenhuma.

Até mesmo quando o Prefeito da época em que fui Diretor da Educação resolveu criar um viveiro de mudas e inventou de distribuir algumas aos alunos, confesso não me envolvi muito com a ideia.

Enquanto cidadão tenho feito minha parte: jogando lixo no lixo, plantando árvores no sítio, não consumindo produtos transgênicos, votando na Marina Silva,...

Pouco, perto do que a Natureza necessita.

Lamentavelmente políticas públicas de ecologia e sustentabilidade não estão na pauta dos governos Nacional, Estaduais e Municipais.

Talvez porque não dê voto.

Quem sabe no dia em que cada árvore plantada possa ser inaugurada pelas administrações e placas com duas dezenas de nomes sejam fixadas (não no tronco, obviamente), inclusive com cada árvore com um nome de algum ilustre morador cuja família agradecerá a quem indicou a nomeação daquela árvore com votos, quem sabe neste dia nós possamos olhar melhor para a natureza.

Ou vai dizer que tudo o que está acontecendo hoje não tem nossa parcela de culpa?