domingo, 19 de outubro de 2014

Todo ano eu tenho que informar que...


Eu odeio horário de verão!!!

Nos palanques da vida.

Admito: ao longo da minha vida pública não tomei nenhuma iniciativa para colaborar com o meio ambiente.

Estava tão envolvido com educação, esporte e políticas para a juventude que deixei de lado o meio ambiente e a sustentabilidade, este conceito que seria apresentado a mimo em sala de aula na qualidade de docente de geografia.

Mas ações para colaborar com ela, posso até consultar meus arquivos, mas que eu  me lembre, nenhuma.

Até mesmo quando o Prefeito da época em que fui Diretor da Educação resolveu criar um viveiro de mudas e inventou de distribuir algumas aos alunos, confesso não me envolvi muito com a ideia.

Enquanto cidadão tenho feito minha parte: jogando lixo no lixo, plantando árvores no sítio, não consumindo produtos transgênicos, votando na Marina Silva,...

Pouco, perto do que a Natureza necessita.

Lamentavelmente políticas públicas de ecologia e sustentabilidade não estão na pauta dos governos Nacional, Estaduais e Municipais.

Talvez porque não dê voto.

Quem sabe no dia em que cada árvore plantada possa ser inaugurada pelas administrações e placas com duas dezenas de nomes sejam fixadas (não no tronco, obviamente), inclusive com cada árvore com um nome de algum ilustre morador cuja família agradecerá a quem indicou a nomeação daquela árvore com votos, quem sabe neste dia nós possamos olhar melhor para a natureza.

Ou vai dizer que tudo o que está acontecendo hoje não tem nossa parcela de culpa?

sábado, 18 de outubro de 2014

Tinha de ser o Timão

Nos cinemas de todo o Brasil, o justo reconhecimento ao maior movimento esportivo em favor de um Estado Democrático de Direito já realizado no mundo.

Tinha de ser o clube mais popular.

Tinha de ser o clube mais democrático.

Tinha de ser o clube mais politizado.

Tinha de ser um clube consciente de que sua influência poderia transformar a sociedade.

Tinha de ser o clube onde jogava Sócrates, Casagrande e Wladmir.

Tinha de ser Corinthians.



Com o giz na mão.

Quando comecei na carreira docente, lá atrás, no começo dos anos 2000, dar aula de bermuda era algo que eu sempre tive vontade.

Lembrei desse fato agora com essa onda de calor que invade nosso estado e a falta de chuva que contribui para tornar o tempo quase insuportável.

Curioso é que nunca cheguei a dar aula de bermuda.

Não sei se por vergonha ou mesmo por não saber como o patrão reagiria.

Indaguei uma diretora certa vez sobre a possibilidade de dar aula com tal traje.

Ela respondeu que em anos de carreira era a primeira vez que algum professor a questionara sobre, e que não via mal caso fosse alguma bermuda daquelas mais longas, bem abaixo do joelho, inclusive que muitos alunos usavam.

Mesmo assim não animei.

Anos mais tarde vi, com alguma inveja, um colega professor, numa escola particular onde inegavelmente a liberdade é maior, dando aula trajando bermuda.

Mas eu já estava institucionalizado, burocratizado e era já um trintão.

E a burocracia apenas aumentou, pois sempre que me imaginava lecionando em faculdade, imaginava usar blazer. Não o terno completo, apenas o blazer mesmo, algo bem casual com jeans e - evidentemente - tênis.

Também não tive coragem.

Talvez por achar que blazer com tênis num ambiente educacional seria algo beirando o ridículo, talvez por achar exagero usar blazer, talvez por achar que transmitiria uma seriedade excessiva, desproporcional à necessidade, ou talvez, e este acredito ser o principal motivo, lecione em Ribeirão Preto, onde o calor combina muito mais com a bermuda sonhada no começo da carreira que o blazer sonhado recentemente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Apenas para assinantes.


A maioria das reportagens do site do Jornal "Folha de SP" estão bloqueados. Disponíveis apenas para assinantes.

Única justificativa é que a mídia eletrônica está assassinando a impressa.

Se a moda pega, farei o mesmo: cobrarei para as pessoas lerem besteiras como esta que escrevo agora.

Apesar de não crer que meus 9 leitores diários (2.500 pela margem de erro do IBOPE), caso todos virem assinantes, irão conferir a mim uma renda extra ao final do mês que compense o incômodo de fazê-los pagar.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A culpa é do rato ou do queijo?


Já vi muita coisa nessa vida, mas rato colocar a culpa no queijo, é a primeira vez!!!

Clique aqui.

O indecente salário docente no Brasil.

Para refletir...


A fonte não é das melhores, mas serve para refletirmos sobre o salário da atividade docente pública no país (aqui).

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mais um 13/10.

"(...) eis que assisto
a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo
de me tornar planície (...)
".
(Carlos Drummond de Andrade).