sábado, 20 de setembro de 2014

Com o lápis na mão (republicação).

Estarei esta semana participando (como ouvinte apenas) de um Simpósio na Unesp/Franca.

Voltar onde tudo começou não dá pra não recordar o dia em que tudo começou...

Por isso, republico abaixo um texto veiculado no blog antigo.

***

Era dia do tradicional "trote" e ninguém escapava. 

Na UNESP, a tradição exigia que os "Bixos" puxassem uma carroça com veteranos em cima e barris de vinho que era distribuído a todos, enquanto percorríamos as estreitas ruas do centro da cidade de Franca.

Fomos levados a uma praça onde alguns bixos foram "convidados" a lavar uma fonte ali existente.

Isso fora a sujeira de ovo, farinha, e sabe lá mais o que mais eles sujavam os pobres calouros.

De óleo de sardinha à tinta de carimbeira, tudo era permitido.

Recordo que estava imundo e sem condições de viajar no ônibus de volta pra minha cidade, e pedi arrego a um veterano que me cedeu sua casa para tomar banho.

Não sei seu nome, nem recordo onde ficava sua casa, lembro apenas que a família ficou assustada quando viu aquele jovem coberto de sujeira entrando na sala. 

Tirei apenas o excesso da sujeira e fui pegar o busão, que aliás quase perdi por não saber voltar para a UNESP, não conhecia nada em Franca.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

3x Drummond nesta sexta feira.

Um legítimo representante do Rock Brasileiro, mineiro como o poeta cujos versos foram musicados.

Um gênio da raça da dramaturgia brasileira.

O maior compositor da MPB.

3x Drummond nesta sexta feira.

Bom fim de semana a todos!




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tem Japonesa no Rock Nacional.

O nome dela é Tsubasa Imamura, e regravou inúmeras músicas brasileiras.

Entre elas, as duas abaixo, músicas entre as melhores já produzidas pelo rock nacional.

Mas tem outros gêneros também, como MPB.

É só procurar pelo nome dela e curtir.




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pior notícia do ano.

Esqueçam as eleições.

Pouco mais me importa mais quem irá ser eleito(a) Presidenta(e) do Brasil.

Assim como Governador de SP, Senador e Deputados.

Esqueçam a Seleção Brasileira que nos envergonhou este ano.

Esqueçam até Mano Menezes destruindo o Timão!!!!

A pior notícia do ano é o anúncio de que o Jornal Nacional perderá a poesia que há 3 anos nos encanta.

Patrícia Poeta, Paty para os mais chegados, já avisou que irá tocar outros projetos.

Isso basta para transformar aquele telejornal em um informativozinho televisivo diário.

Como será de agora pra frente?

Quem irá os candidatos com aquele gracejo de feminilidade, parecendo saída de um romance de José de Alencar?

Até nas gafes a danada consegue ser deusa, conforme podem ver aqui.

Não sei bem o que fará Paty de agora em diante, mas sei o que eu não vou fazer: assistir ao JN.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

75 anos: o pedido que meu pai faria.

Vivo fosse, meu pai, Orandes Rocha (o original, este que vos escreve é o genérico), teria completado na data de ontem (14/09), 75 anos.

Além das preocupações inerentes à idade, uma a mais estaria martelando sua cabeça: um pedido que ele sempre dizia que faria quando completasse 50 anos.

Eu explico.

Ouvi diversas vezes meu pai dizer que quando completasse 50 anos, pediria para a vida apenas mais metade do que ele vivera até então.

Ou seja, mais 25 anos, que somados aos 50, totalizariam 75 anos que, para ele, seria uma idade apropriada para deixar a vida.

Lamentavelmente não lhe foi permitido fazer nem os 50, ocasião em que ele pediria os outros 25.

Dessa forma, já na casa dos 75 a partir de hoje, talvez estivesse pedindo algum acréscimo no pedido original, pelo menos para que pudesse ver a neta dançando bem o balet, ou o neto formando na faculdade.

E não dá pra não pensar em certas coisas sobre como seria se ele aqui estivesse:

Continuaria Quercista? 

Estaria gostando do Governo do PT?

Votaria na Marina?

Estaria gostando do trabalho do Mano Menezes no Corinthians?

Ainda ouviria Chitãozinho e Xororó?

Só dá pra conjecturar estas e tantas outras questões.

domingo, 14 de setembro de 2014

Nos palanques da vida.

Que eu me lembre, Ipuã nunca recebeu visita de candidato a Senador.

Presidente então, por motivos óbvios, muito menos.

Mas Senador pelo menos deveria receber visita sim.

Governador, recordo que o Quércia já esteve aqui, não me recordo se já na campanha ou em pré campanha.

Eu fazia campanha para o Francisco Rossi (PDT) ao Governo do Estado em 1998 quando estava prevista uma visita dele em nossa cidade.

Por razões logísticas ele não pode comparecer em muitas cidades (sobretudo as menores) e encontrou uma saída criativa: promover a visita da esposa, na qualidade de "candidata" a 1ª Dama do Estado, em eventos nas cidades em que ele não pudesse visitar.

Não era a mesma coisa, mas não deixou de ser uma boa estratégia.

sábado, 13 de setembro de 2014

Com o lápis na mão.

Episódio de hoje: Eleição 1994 na sala de aula.

Eram outros tempos ou as pessoas eram outras.

Recordo que na eleição de 1994 para Presidente eu estava fazendo cursinho em Ribeirão Preto e era muito comum os professores entrarem na sala de aula ostentando adesivinhos (praguinhas) ou mesmo botons dos candidatos à Presidência daquelas eleições.

Basicamente dividiam-se entre eleitores do FHC e do Lula.

Isso atiçava nossa curiosidade com aqueles que iam "à paisana", sem referência alguma a este ou aquele candidato.

Nós, com a curiosidade típica de adolescentes estudantes, perguntávamos a eles em quem votariam.

Não por meio de perguntas "ao vivo", mas pelos bilhetinhos que todas as aulas eram entregues, escritos sabe lá por quem, pois a sala tinha 60 ou 70 alunos e estes bilhetes eram anônimos.

Hoje, não me imagino vendo uma cena destas nas escolas em que leciono.

Mesmo quando questionado por algum aluno sobre em quem vou votar, sempre limito a apenas responder a pergunta de não esticar o assunto nem justificar minha escolha.

E concluo que fora da escola terei o maior prazer em dar maiores detalhes sobre minha escolha, mas que ali naquele ambiente não acho que política partidária deva ser discutida.

Mas como cada vez menos os alunos têm esta curiosidade, cada vez menos respondo esta pergunta.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A verdade sobre Banco Central e Petrobrás.

O que a campanha de Dilma tenta distorcer e ludibriar o povo Brasileiro:


PETROBRÁS não pode ficar a mercê de partidos e políticos.


BANCO CENTRAL AUTÔNOMO tira instituição do partidarismo.


JUROS e INFLAÇÃO são mais baixos em países com BC independente.


Ouça e tire suas opiniões se você vai acreditar em jornalista sério ou campanha caluniosa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Alguém poderia calar a boca do Pelé?

Rei Pelé, meu caro atleta do século.

É por essas e outras que o Baixinho Atrevido, Deputado e futuro Senador pelo Estado do RJ está cada vez mais certo quando disse que Sua Alteza "calado, é um poeta".

Dizer que o Aranha se precipitou e que você já cansou de ser chamado de "macaco" e nem por isso parou partidas, alegando que se o fizesse muitas partidas não teriam sido encerradas, é mais uma frase na lista de declarações lamentáveis que já deu em sua vida.

Penso diferente: se o senhor, com toda a atenção que sempre teve (com méritos) para si, sua popularidade e prestígio tivesse, à época, denunciado as ofensas racistas e boicotado jogos em favor dos direitos dos negros, talvez hoje o goleiro Aranha não tivesse que passar por isso.

Mas infelizmente à época o senhor se omitiu de um papel que tinha todos os predicados para exercê-lo.

Prefiro mesmo separar Pelé do Édson Arantes, como você mesmo faz.

O primeiro, atleta do século, melhor jogador de futebol de todos os tempos, patrimônio do Brasil.

O segundo, um babaca que não perde a chance de calar e deixar de falar asneiras.

Clique aqui e lamente.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Casa de Marina.

Milton Nascimento já cantava: "Minha casa não é minha e nem é meu esse lugar".

Pois bem, é com enorme prazer que comunico que minha Casa será, até o final desta eleição, uma "Casa de Marina".

Uma ideia original da candidata Marina Silva já na eleição presidencial passada, onde ela convertia residências em locais de multiplicação de sua candidatura, uma espécie de comitê informal.

A função destas casas? Servir de referência na distribuição de materiais de campanha e informações úteis aos eleitores da candidata. Além de poder, vez por outra, servir como polo de campanha autoral em reuniões com membros da #Rede e/ou eleitores em geral.

Abaixo, a Casa já devidamente cadastrada (foi registrada 1 dia após o cadastro) no site da candidata.