quinta-feira, 10 de julho de 2014

Caçambas e entulhos.

Uma ação que vem da mineira cidade de Uberaba: o emplacamento das caçambas de entulhos.

Não sei se são caçambas públicas, como não sei se é alguma lei que disciplina a questão para as empresas particulares.

Mas que o emplacamento deve ter alguma finalidade, isso deve com certeza.

Senão qual a razão de fazê-lo.

Quem sabe esta ideia não contribui nas discussões sobre o grave problema dos entulhos de construções particulares em Ipuã?

Não resolve o problema, mas vai que pelo menos cria uma certa organização nesta questão que tem afetado - e muito - a vida dos Ipuanenses neste período de aquecimento no setor da construção civil.


 
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# 983.

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Top 5: O lado bom da derrota Brasileira.

05 - Podia ter sido pior, podia ter sido para a Argentina.

04 - O Santos tem alguém pra dividir o 7 x 1.

03 - O Muller não marcou 6 que o faria também superar o Ronaldo.

02 - O Maracanazzo não parece tão ruim agora.

01 - Finalmente a "Tragédia do Sarriá" em 82 será esquecida.
 
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# 982.

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terça-feira, 8 de julho de 2014

Passada a euforia, hora da realidade.

Terminadas as piadas e as paixões, hora de usar a razão.

O que ficou da humilhante derrota da seleção?

Culpa do técnico? Dos jogadores? Crise emocional? Baixa qualidade técnica? Ausência de Neymar? Méritos da Alemanha???

Usemos esta derrota para pensar de o que acontece dentro de campo não é reflexo dos desmandos da CBF que tanto malefício traz ao nosso futebol.

De nada adianta mudar técnicos, jogadores e comissão em geral se não expurgarmos essa matilha que há 2 décadas e meia infelicita nosso futebol: Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, e outras farinhas deste mesmo saco.

Clicando aqui, vocês verão uma opinião sensata que vocês não assistirão na grande mídia (leia-se Rede Globo) porque esta, assim como a CBF, faz nosso futebol (patrimônio imaterial do povo brasileiro) virar um lucrativo negócio. Para eles apenas.

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# 981.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Nem senti falta da Copa do Mundo.

"O Corinthians não é o melhor time deste mundo.
Mas o Corinthians é o melhor time deste mundo.
Porque o Corinthians é o meu time neste mundo".

E é parafraseando Fernando Pessoa que o blogueiro abre o texto desta segunda feira para informar aos seus 9 fiéis leitores que no dia de ontem ele esteve na vizinha Uberaba/MG para assistir ao amistoso do Corinthians contra o Uberaba Sport Club.

Jogo este, olha só veja você, transmitido pela Sportv.

Mas que preferi assistir in loco, acompanhado do AAF (Assessor para Assuntos Futebolísticos), o uberabense e Unespiano de 7 costados Danilo Ferrari, amigo dos tempos de faculdade e cicerone na vizinha cidade.

Confesso nem ter sentido falta da Copa do Mundo.

Até porque tinha estreia do paraguaio Romero e da reestreia do volante Elias.

O primeiro, iniciou a jogada que resultaria no gol do segundo.

Final da contenda: 4 x 1 para os visitantes.

Pena que só registrei 2 dos 4 gols, conforme vídeo abaixo.

Além de ter registrado o espetáculo da fiel torcida, sempre presente onde o clube se apresenta.

OBS: Abaixo estão os gols de Jadson (cobrando penalidade erroneamente marcada pelo árbitro) e o do Elias, um petardo da entrada da área, pena que sem a jogada do outro estreante, Romero.



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# 980.

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domingo, 6 de julho de 2014

RIP Kombi.

Este blog não faz merchan.

E o vídeo abaixo nem de longe tem tal pretensão.

Mas ao assisti-lo recordei de passagens da minha vida envolvendo a boa e velha Kombi, que está na contagem regressiva para deixar as montadoras e entrar na história.

Kombi foi o primeiro carro que eu sonhei ter.

Não sei bem por quais razões, mas quando moleque, a Kombi foi o primeiro carro que eu desejei. Sonhava em quando adulto possuir uma Kombi na cor preta, com vidros escuros, na época chamados de fumê.

Evidentemente na inocência da idade eu nem imaginava que uma Kombi preta com insulfilm nos vidros seria o alvo favorito de blitz policiais ou mesmo paradas por suspeita enquanto trafegava tranquilamente pelas ruas da cidade.

Tampouco imaginava como é difícil dirigir aquilo. Se você já dirigiu uma, sabe do que estou falando.

O volante fica praticamente fora do veículo porque não há capô dianteiro. Então para virar numa esquina o melhor a fazer é ir até o meio da rua e girar o volante (esterçar) 200 vezes, pois se o fizer logo no começo da curva, a roda traseira acerta a calçada.

Mas nos delírios de criança nem pensava nisso. Imaginava eu, com uma galera animada, descendo a serra do mar em direção ao litoral paulista na tal Kombi preta de vidro fumê.

Nunca realizei este sonho de criança. Pelo menos por enquanto.

Quando adolescente, a Kombi foi o veículo que me levou para estudar em Ribeirão Preto.

Em duas oportunidades eu pude usufruir de seus serviços, na época não terceirizado em nossa cidade.

Tempo o bastante para atestar sua eficiência naquilo que ela se dispõe e dela se espera, e também para entender que o sonho de criança nada mais era do que uma maluquice.

Mas ficou uma simpatia entre mim e a Kombi.

Tanto que quando a Hyundai lançou o Veloster como o carro inovador que tinha 3 portas, dei de ombros para o fato: "Grande coisa, a Kombi tem 3 portas há mais de 7 décadas".

Abaixo o "vídeo despedida".

RIP Kombi.


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# 979.

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sábado, 5 de julho de 2014

A seleção já não me inspirava confiança. Agora então...

Um capitão despreparado, sem a menor condição de exercer esta função.

Quando o time mais precisou dele, recusou-se a bater pênalti contra o Chile e ficou longe do grupo, sentado numa bola chorando e rezando.

Ontem, novamente o time passando sufoco e ele fez uma falta infantil que o tirou da dura semi final contra a Alemanha.

Um treinador completamente perdido em campo, sem variação tática alguma.

Não consegue fazer o time jogar, fica criticando a imprensa, inventou um complô contra o Brasil, declarou que se pudesse teria convocado outro jogador para estar entre os 23 (o que causou mal estar no grupo: no lugar de quem? quem ele arrependeu-se de ter levado e de não ter convocado?).

Um time sem meio campo, que faz da ligação direta uma estratégia quando na verdade é muito mais a falta de uma estratégia.

E agora sem a principal estrela da companhia, alijado (e quase aleijado) da Copa graças ao crime praticado por um Colombiano que sequer foi advertido pelo árbitro.

Se Neymar não vinha de grandes atuações, é inegável que sua presença em campo atraía atenções de treinadores e zagueiros, além da possibilidade sempre real de que dos seus pés nasceria a jogada que significaria a vitória brasileira.

Ainda dá pra ser campeão?

Conseguirá o time jogar sem Neymar?

Terá o time o emocional necessário pra superar esta adversidade?

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. Infelizmente agora sem a Bruna Marquzsine.

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# 978.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Top 5: Música de protesto na ditadura militar brasileira.

"Cálice" - Chico Buarque e Gilberto Gil.

Uma letra cheia de simbolismos e subjetividade, beirando ao nonsense.

O trocadilho do título, fazendo no refrão uma referência ao tormento se sofrimento físico de Jesus, e a renúncia que fizera para poder conseguir atingir um objetivo maior, com o verbo calar-se também com o mesmo objetivo, confere um charme especial nesta bela canção.

Muito se especula sobre as diversas interpretações de sua letra, mas pouco se sabe de concreto.



"Alegria Alegria" - Caetano Veloso.

Uma música rebelde e anárquica, bem ao estilo da psicodelia dos anos 70.

Cheia de referências aos ícones de sua época, conseguiu expressar bem o desejo daquela geração.

Uma canção que nos anos 90 voltaria a influenciar os jovens, sendo o hino do movimento "caras pintadas". Grande parte em razão de uma minissérie exibida na Globo sobre a ditadura militar brasileira e que a utilizava como tema de abertura.



"Apesar de você" - Chico Buarque.

Apresentada à censura como uma música romântica, onde o abandono da mulher amada seria superado afinal "amanhã vai ser outro dia".

Quando perceberam que a mensagem da letra era outra, e o alvo era o Presidente Médici, era tarde demais: o disco já estava nas lojas.

A censura então riscou a faixa dos antigos discos de vinil para impedir a comercialização deles.



"É proibido proibir" - Caetano Veloso.

Caetano Veloso apresentou esta canção em um festival e após um discurso improvisado (e memorável) sobre as atitudes da juventude da época, presentes no festival e vaiando a apresentação da música, lhe custaria visitas aos departamentos repressores.

E mais tarde um auto exílio a Londres.

Melhor que a música, é o discurso do Caetano.




"Disparada" - Geraldo Vandré.

Uma música onde o ponto alto é a tomada de consciência do homem que depois de ser gado, se torna vaqueiro (não por necessidade) e nesta condição desperta para ser cavaleiro e assim assumir as rédeas de sua vida.

Vida que era tratado como gado, e "gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente".


Detalhe: Apresentação histórica de Jair Rodrigues e o percussionista usando como "caxixi" uma queixada de burro.


Ous concurs

"Pra não dizer que não falei das flores" - Geraldo Vandré.

Talvez a música mais reprimida da nossa história.

Uma música que faz alusão à revolução silenciosa, que cada um de nós podemos iniciar para mudar o mundo.

Uma música que fala de união em torno de um mesmo ideal, fala da não violência, e que critica a ditadura de uma maneira tão singela e ao mesmo tempo tão ameaçadora, que se tornou o hino da geração que lutou contra o regime de exceção brasileiro.



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# 977.

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bem-vindo Messi.

Leonel Messi tem 2 defeitos: ser argentino e nunca ter jogado no Corinthians.

Um destes ele ainda pode corrigir.




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# 976.

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Dois blogueiros, uma frase, o mesmo sentimento.

Para uns, terá sido plágio deste Blogueiro.

E apesar dos horários diferentes das postagens (o meu mais cedo), ainda assim seria possível alterar meu texto.

Terão portanto que acreditar em mim e na minha lisura. Até porque, sempre que cito frase de outrem faço questão de citar a fonte.

Para outros, terá sido uma feliz coincidência.


Dois blogueiros que viram na frase histórica uma possibilidade de uma paródia com o fato histórico de ontem.

Para mim, em meus delírios de megalomania, o jornalista em questão é leitor do meu blog assiduamente e deve ter gostado da frase e transcrito.

A frase, "Joaquim Barbosa deixa a vida para entrar na história", apareceu no meu texto ontem sobre a saída do Min Joaquim Barbosa do STF (aqui) no penúltimo parágrafo enquanto no texto do jornalista Josias de Souza (aqui) no 3º parágrafo.


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# 975.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Obrigado Joaquim Barbosa.

Peguemos nossa máquina no tempo e voltemos 60 anos.

Mais precisamente no ano de 1954.

Mais precisamente ainda na cidade mineira de Paracatu.

Na modesta casa dos Barbosa Gomes, nascia o primeiro filho do casal: Joaquim Benedito.

Negro, como o santo que leva em teu segundo nome, filho de trabalhadores humildes e honrados. Em outras palavras: a essência do povo brasileiro.

Imagine que algum dos viajantes do tempo diga ao casal que este menino, recém nascido, será no futuro um advogado, Procurador da República, Jurista, Professor no Brasil e no Exterior, Ministro do STF.

A família não acreditaria.

E com razão.

Em um país onde ainda hoje a discriminação racial existe (velada, mas existe), onde as oportunidades aos menos favorecidos são escassas, imaginem nos idos dos anos 60 e 70 as dificuldades do jovem Joaquim para vencer na vida?

Não deve ter sido fácil, mas fato é que venceu.

E hoje, em um país onde o senso comum trata a injustiça e a impunidade como marcas do sistema judiciário, era de se esperar que uma figura contra hegemônica como Joaquim Barbosa ganhasse status de herói nacional.

Apesar de ele próprio recusar o título dizendo-se um "barnabé".

No fundo ele fez o que todos nós queríamos: ver justiça sendo feita pelo menos uma vez na vida, fazendo pagar com a liberdade quem sempre nos oprimiu.

Razão pela qual teu nome aparecia entre os presidenciáveis sem sequer ser candidato. Uma clara e legítima manifestação popular.

Declinou dos pedidos da voz rouca das ruas apesar da chance de ser nossa versão tupiniquim do Barak Obama.

Longe de ser unanimidade, Joaquim Barbosa é alvo dos mais diretos ataques e mais recentemente ameaças de morte.

Graças ao jeito pouco polido com que trata colegas e a falta de corporativismo com que trata questões inerentes à magistratura e carreira jurídica (questionando dogmas, criticando atitudes e expondo mazelas), além do fato de ter colocado atrás das grades a fina flor dos políticos petistas.

Alegria para uns, tristeza para outros, Barbosa deixa o STF ainda este mês.

Para não ser presidido pelo desafeto Min Ricardo Lewandowski? Por não aceitar viver em um STF cada vez mais politizado? Pelo sentimento de missão cumprida? Por saber que muito mais teria a fazer (tem muito político solto neste país ainda) e não saber se conseguiria? Para cuidar das dores que lhe flagelam a coluna?

Ou a resposta oficial de que o STF necessita de renovação? Que ele próprio diz que mandato de Ministro deveria durar 12 anos apenas.

Seja qual motivo for, Joaquim Barbosa sairá da história para entrar na vida.

Boa sorte e muito obrigado.

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# 974.

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