quinta-feira, 8 de maio de 2014

A lista do Felipão.

A espera acabou: saiu a lista dos 23 atletas brasileiros que disputarão a Copa do Mundo no Brasil.

200 milhões de técnicos, o Blogueiro entre eles, não vou me atrever a comentar cada jogador, mas algum pitaco na lista eu faço questão.

Goleiro.

Podem dizer que é a confiança do técnico deposita nele, ou o que ele fez na Seleção (apesar de achar que ele nunca fez nada), mas Júlio César no gol é algo que não compreendo.

Qualquer goleiro de um grande clube do Brasil que dispute a série A do campeonato Brasileiro é melhor que um goleiro que disputa o competitivo campeonato canadense depois de amargar a 2ª divisão do Inglês.

Fernando Prass, Diego Cavalieri, Fábio, para não dizer Cássio e ser acusado de corintianismo.

É tanta devoção do técnico que mesmo machucado há 1 ano atrás declarou que Júlio seria seu goleiro titular na Copa.

Zagueiro.

Henrique entrou na lista também pela confiança do Felipão nele e por também jogar como volante. É o discurso oficial.

Dedé, Miranda, e Gil (novamente me acusariam de corinthianismo) são bem melhores que ele, porém nunca jogaram no Palmeiras...

Ataque.

Não consigo confiar e Hulk.

Eu o vejo como saqueiro, tratorista, estivador, amansador de burro brabo,... qualquer coisa, menos como jogador de futebol.

E convocar o Jô machucado, também é de se estranhar.

Mas não questiono suas convocações pelo seguinte: quem seria convocado para a Seleção nos lugares deles?

Luís Pipoqueiro, o artilheiro dos gols inúteis? Robinho? Leandro Damião? Pato???

Dos males, Hulk e Jô foram os menores.

Claro que posso queimar a língua e o Brasil ser campeão contra a Argentina com um gol de cada um deles, uma defesa milagrosa do Júlio César e uma atuação impecável do Henrique marcando o Messi. 

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# 911.

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

5 possíveis razões para a matéria da EPTV não ter ido ao ar.

É público e notório que a EPTV Ribeirão esteve em solo Ipuanense na última segunda feira, 05/05, no período da manhã.

Rumores diziam que a reportagem referia-se às casas populares cujas obras foram interrompidas há algum tempo, cujo motivo que se rumina na cidade seria a falta de pagamento.


Pensei "Que bom, o mistério das casas abandonadas será elucidado".


Ledo engano.


Veio o jornal da hora do almoço e nada da matéria.


"Não deu tempo de editar", pensei com meus botões.


"Passará na 2ª edição do jornal, à noite", imaginei.


Veio a 2ª edição e nem sinal de Ipuã.


"Ficou para amanhã, ao meio dia", imaginando que a pauta da noite estava lotada.


Veio a edição diurna da terça (06/05) e nada de matéria.


Como à noite também.


O que me leva a questionar: o que aconteceu com a reportagem?


Segue abaixo 5 possíveis razões que especulo para a matéria da EPTV não ter ido ao ar.


05. Perderam a filmagem.


04. Acabou a energia em Ipuã na hora de gravar.


03. Passou na TV e eu não vi.


02. Não conseguiram culpar o Prefeito anterior pela paralisação da obra.


01. Acharam desgraça "melhor" para exibir.



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# 910.

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Sobre a apresentação da dupla Joel e Jr no Faustão.

Só quem não conhece nada sobre TV para criticar a dupla Guaíro-Ipuanense Joel e Jr pelo erro do apresentador Fausto Silva.

Em TV cada segundo é rigorosamente aproveitado, não se pode perder tempo, há horários a serem cumpridos, audiência a ser conquistada, anunciantes a serem atendidos,...

Imaginem então em um quadro onde a pessoa tem de se destacar das demais em apenas 30 seg de apresentação?

Ao dizer que a dupla vinha de Morro Agudo/SP, o apresentador usou como referência as informações de algum produtor do programa, que passou para o apresentador o atual endereço residencial da dupla, de fato, Morro Agudo/SP.

Certamente o produtor não conferiu com ninguém a origem de cada um dos integrantes da dupla, de onde vieram, onde começaram e coisas do tipo.

Até porque em TV, nem sempre nada disso importa.

No pouco tempo dedicado em conversar com os artistas, Faustão ainda deu ao Jr a oportunidade de mencionar a cidade de origem do Joel, mas como é típico do apresentador, não deu para falar muita coisa mais além disso.

Tivesse chance, com certeza o Jr teria dado seu recado à cidade de Guaíra, e o mesmo teria feito Joel com Ipuã.

Aqueles que erradamente criticam queriam o que? Que eles corrigissem o Faustão no ar? Que desandasse a mandar abraços para suas cidades ao invés de se apresentar?

Pouco importa a gafe cometida pelo Faustão, pois o que importa realmente disso tudo é nossa satisfação de ver uma dupla da nossa terra se apresentando na principal emissora do país, num programa que apesar de todas as críticas que possa ter, é um dos mais importantes da grade da emissora (há 25 anos nos ar).

Antigamente, no mesmo quadro, o Faustão, após a apresentação da dupla e a votação pelo júri, ainda aproveitava para pedir algo mais dos entrevistados, algo que os parcos 30 segundos não permitiram.

Pensei que aconteceria o mesmo neste domingo, e que então Joel e Jr poderiam mostrar muito mais para seus fãs.

Não sei se a direção do programa ou o próprio apresentador, há algum tempo abandonou esta prática.

Torço muito para que num futuro próximo estes 30 segundos de agora virem 30 minutos no mesmo Domingão do Faustão.

Aí então poderão falar, ou tentar falar pois o Faustão fala mais que o entrevistado, sua história, origem e declarar o que sentem por suas respectivas cidades.

Imaginem o Faustão dizendo, com sua voz inconfundível: "Tanto no pessoal como no profissional, a melhor dupla sertaneja de todos os tempos galera!".
 

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# 909.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Seleção simplificada prorrogada.

Acabo de ser informado o destino do Processo Seletivo Simplificado do ano passado: foi prorrogado até dezembro.

Era de se esperar, pois algo que começou errado não poderia terminar de outra maneira.

Começou errado porque foi realizado ano passado com o ano letivo já em andamento. Homologado em abril daquele ano, entenderam que sua validade seria até... abril deste ano.

Em resumo: um processo seletivo destinado ao preenchimento de vagas eventuais com validade entre abril de um ano a abril do ano seguinte.

Há que se perguntar: Se sabiam que a duração seria até o meio do ano seguinte, porque não fazê-la mais curta, até dezembro de 2013? ou mesmo dezembro de 2014? Pouparia toda esta celeuma desnecessária sobre o assunto.

Faltou planejamento.

Sou completamente leigo em matéria jurídica, mas me permito questionar a legalidade da prorrogação de um processo seletivo simplificado, que sequer previa tal prorrogação em seu edital.

Quanto à parte de política educacional, a gente entende alguma coisa.

E no meu entendimento tal atitude prejudica os melhores classificados do processo seletivo, pois não terão a chance de repetir o desempenho do ano anterior e novamente ter aulas atribuídas neste ano letivo, uma vez que para estes "a fila andou".

Prejudica ainda os egressos das faculdades do ano de 2013 que viam no novo certame a possibilidade de ingresso na carreira docente.

E eu me pergunto: a troco de que? De economizar R$20.000,00?

Certamente não.

Fosse eu professor eventual no município, já teria procurado o Ministério Público há algum tempo.

Enquanto ninguém o faz, fica o imponderável como regra. 

Estranha-me muito que o Departamento Jurídico e a Sessão de RH, outrora excessivamente preocupados com questões como estas, hoje tenha atitude diferente.

Se com o mesmo Diretor de Educação, Diretor Jurídico e Chefe de RH estas coisas não aconteciam antes, começaremos a pensar que a culpa talvez seja do Prefeito ou de algum assessor direto. 

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# 908.

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E continua sem resposta.

Continua um mistério: o que aconteceu com a seleção simplificada.

Se foi prorrogada, por que não foi divulgado?

Se não foi prorrogada, como estão contratando professores substitutos? 

Por mistérios assim que Hamlet sentiu algo de "diferente" no Reino da Dinamarca.

Quem sabe na sessão de hoje na Câmara Municipal alguma alma caridosa não levante a questão de elucide o assunto, não a este humilde blogueiro, mas aos professores não efetivos do município. 

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# 907.

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domingo, 4 de maio de 2014

Nos palanques da vida.

Era começo de 2008.

Eu já sabia que meus dias no Departamento de Educação estavam chegando ao fim.

Pelos meus planos, que se concretizaram, eu ficaria após o processo seletivo simplificado (que naquela época havia todo ano antes do início de cada ano letivo), a atribuição de aulas e o começo do ano letivo.

Era para eu ter saído no final do ano letivo de 2007, até discursei em tom de despedida no almoço anual da educação realizado no final do ano, mas o Prefeito Itamar me pediu que adentrasse ao ano de 2008 por achar que processo seletivo simplificado e atribuição de aulas eram momentos delicados dentro da educação e que em ano eleitoral, melhor alguém com experiência para realizá-los.

Descobri anos mais tarde que além de realmente pensar isso, era um plano dele para tentar me segurar na pasta pelo menos até o final do seu 1º mandato, o que me atestou que ele sempre confiou em mim e eu correspondi às suas expectativas.

Mas estava decidido, eu iria sair e pronto.

Meu "Canto do Cisne" foram: a instalação da tele sala do COC para cursos de ensino superior e capacitação docente à distância e o PAR.

A Tele Sala do COC já falei várias vezes e falarei ainda mais sempre que houver oportunidade (uma das mais importantes e a mais ousada ação em Educação da História de Ipuã), mas o PAR é algo inédito que me veio à mente agora.

Tratava-se do Plano de Ações Articuladas para a Educação (aqui), um programa do Governo Federal que visava obter de cada cidade uma espécie de Raio X da rede para balizar ações futuras como distribuição de recursos e capacitação técnica, orientar ações, estratégias etc...

Toda cidade tinha de fazer e poucas estavam conseguindo.

Participei de uma série de reuniões promovidas pelo Governo Federal em várias cidades da região (até fora da nossa região, como Jardinópolis) e em todas estas, o PAR não andava em nossa cidade.

E muitas pessoas nos procuravam oferecendo os serviços de suporte para a consecução do nosso plano e todos com elevados valores.

Até que vendo que deixaria um abacaxi enorme para a minha sucessora resolvi fazer a coisa andar do nosso jeito.

Convoquei várias professoras de todas as etapas do nosso ensino e em uma reunião na minha sala (a melhor reunião que tive) esboçamos o que viria a ser 80% do PAR.

Saí antes de vê-lo terminado, mas minha sucessora teve apenas o trabalho de concluir e enviar à Brasília dentro do prazo.

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# 906.

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sábado, 3 de maio de 2014

Com o giz na mão.

Nunca fui de faltar no serviço.

Nem quando fico doente.

Aliás minha teoria é de que se for faltar, que seja em um dia que não esteja doente para poder curtir a falta, e não para ficar acamado o dia todo. Prefiro estar doente no serviço.

E já fui dar aula com dengue, com febre, com costela fraturada, com uma tosse que mais parecia facada no peito.

Uma irresponsabilidade desnecessária mas que eu, hipocondríaco assumido, conheço muito bem o meu limite, e nunca ultrapasso.

E tem as faltas que a gente sabe com antecedência que vão acontecer e com isso se planeja.

Geralmente marco provas nestes dias, assim a escola pode se organizar e o dia letivo não é "perdido".

Ou passo algum trabalho, caso seja muito fora da data dos exames mensais.

O ruim de faltar é que sempre se corre o risco do chefe não perceber sua falta e, assim, descobrir que você não faz falta alguma na escola.

E evito substitutos, vai que a turma gosta mais dele que mim. 

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# 905.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tô no whatsapp.

Por obra e graça de um colega voluntarioso que se dispôs a vir até minha casa, o Blogueiro agora tem em seu celular o famigerado WhatsApp.

WhatsApp que só fui conhecer há pouco tempo mês atrás.

Sempre que eu dizia para alguém que não tinha o tal "Zap Zap" , era olhado como seu fosse um cyber leproso, um net pária, um dalit digital.

Pronto, agora entrei na modernidade.

De posse do meu passaporte tecnológico, o negócio agora é aprender a mexer.

E acostumar.

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# 904.

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Abril se foi. E a seleção simplificada também.

Abril se foi e com ele a seleção simplificada de professores que vigoraria até este mês também.

Como contratar professores a partir de agora?

A promessa, feita em entrevista na rádio para a cidade toda ouvir, de que haveria novo processo seletivo virou palavras ao vento.

Assim como a promessa de que os cursos de esporte e cultura na escola "de tempo integral", também.

Fica difícil acreditar na 3ª promessa daquela fatídica entrevista: que mesmo terceirizadas as linhas universitárias, o valor pago pelos alunos não sofreria reajuste. 

Você acredita?

Eu não acredito mais.

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# 903.

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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O último grande herói.

Às vezes me pergunto como nascem os ídolos.

Nem sempre chego à uma resposta conclusiva.

O caso de Ayrton Senna por exemplo é daqueles sem muita explicação.

Um esporte de elite, que não suscita paixões, discussões de botequim, torcidas acaloradas, que não passa a paixão de pai pra filho. Um esporte que no Brasil acontece uma vez por ano e cuja esmagadora maioria dos brasileiros vai morrer sem nunca ter assistido ao vivo.

Enfim, um quase "anti futebol".

E então, entre tantos antecessores igualmente talentosos, um se tornou imortal.

E me pergunto por que?

Por que gostamos tanto daquele rapaz?

Talvez seja seu exemplo de simplicidade e dedicação.

Talvez porque nosso país carecesse de heróis já naquela distante década de 90.

Talvez porque hoje, nossos heróis do esporte tenham sucumbido à lógica do Deus Dinheiro.

Talvez porque fosse mais ético que os demais.

Talvez pela galhardia com que ostentava a bandeira nacional.

Talvez porque nosso país não tenha produzido outro ídolo à altura desde então. Seja em qual esporte for.

Barrichelo e Felipe Massa? Além da falta de talento e carisma, ambos engolidos pelo jogo de equipe que faz do "esporte" Fórmula 1, um evento muito mais de escuderias que de homens.

Ronaldo? Alguém que poderia ter feito algo de concreto pelo esporte nacional mas preferiu aliar-se àqueles que há décadas infelicita nosso futebol.

Anderson Silva? Neymar? Melhor parar por aqui.

Passados 20 anos de sua morte ainda não conseguimos encontrar alguém à altura. Por mais que a grande mídia tente fabricar algum.

Tenho uma teoria de que certas pessoas têm mesmo que morrer jovens e no auge de suas vidas, para que a aposentadoria e o ostracismo não corroam tudo aquilo que construíram nos áureos tempos.

A morte de Senna elevou-o a um patamar que poucos ídolos conseguem alcançar: o de mártir.

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# 902.

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