segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um feriado pra não se pensar em nada. Ou quase nada...

Feriadão em plena segunda feira.
Feriado que começou na quinta, com a ressaca do título e se estende até hoje.
Dia de não fazer nada. Ou quase nada.
Após um breve agradecimento aos valentes soldados constitucionalistas, que há 80 anos defendiam os interesses da locomotiva da República, vou curtir o ócio.
Ócio, aliás, muito bem descrito no vídeo abaixo.
Nem preciso dizer que vale a pena assistir, afinal é Vinícius & Toquinho, de quebra acompanhado pelo Quarteto em Cy.
Bom Feriado!!!

domingo, 8 de julho de 2012

Novas palavras para velhas coisas.

Há algum tempo tenho me dedicado a analisar as diferenças socioculturais e linguísticas entre Ipuã e outras cidades.
Comecei a perceber que cada cidade, mesmo vizinhas, são separadas por um oceano de especificidades que muitas vezes tornam, cada uma dela, realmente únicas.
Tudo começou com observações na minha infância sobre "juju".
Se você for ipuanense, saberá muito bem o que é juju; se não for, saberá o que é após eu explicar e então irá falar que, na sua cidade, essa guloseima se chama ????.
No lugar do ????, pode ser qualquer um dos 600 nomes existentes para denominar o suco de pozinho (aqueles tipo Ki-Suko) que colocado dentro de saquinhos, são levados ao freezer para, após congelar, serem chupados através do buraquinho feito com os dentes em um dos cantos da outra ponta do saquinho, já que a outra ponta, a aberta, é fechada com um nó.
Sacou o que é Juju?
Então vai lá, confira outros nomes e algumas regiões:
Ituverava: Chup Chup.
São Paulo: Gelinho.
Praia: Raspadinha.
Ribeirão Preto: Sacolé.
Fortaleza: Flau, Chopinho, Din Din.
Moçambique: Gelo Doce.
União dos Palmares/AL: Peito de Véia.
Fora outros nomes comuns do tipo: Geladinho, Sukinho, Flauzinho, Chupa Chupa, ...
Mas aula mesmo de variações linguísticas e particularidades regionais, eu tive em São Paulo, onde após 2 anos de contatos semanais com pessoas da capital, na capital, descobri que:
Errorex é Branquinho.
 T (aquele de ligar 3 tomadas) é Benjamim.
Alpendre é Varanda.
Café é Vanila.
E finalizando...
Desde que eu jogo bola, e lá se vão muitos anos, sempre que o tempo do jogo acaba, como não existem árbitros na várzea para dar os tradicionais acréscimos, os jogadores do time de fora gritam a frase "último fora", para indicar que assim que a bola sair, o jogo encerrará.
Na vizinha Guaíra/SP, a expressão usada é "Saiu cabô" (Saiu acabou).
Para ver como não são as distâncias geográficas que determinam as diferenças socioculturais.

sábado, 7 de julho de 2012

Algumas curiosidades curiosas de uma eleição curiosíssima.

Acreditem: são apenas constatações sobre a eleição deste ano em nossa cidade.
Isenta de qualquer posicionamento político, até porque não o tenho até o presente momento e assim pretendo permanecer até o final da eleição.
Minha opinião sobre cada uma das “curiosidades” apresentadas será escrita em azul ao final de cada uma delas.

01. A última vez que uma eleição na cidade não teve como candidato a Prefeito Nenê Montanher e/ou Itamar foi na eleição de 1976 (ano do nascimento do Blogueiro).
De lá pra cá, ou um (88, 96, 2000) ou outro (82 e 92) ou os dois (2004 e 2008), sempre estiveram envolvidos em eleição para Prefeito.
O partido disputou 8 eleições a Prefeito na cidade: Tonim Tomate (76), Itamar Romualdo (82 e 92), Nenê Montanher (88, 96, 2000, 2004 e 2008).
Se isso não mostrar uma certa despreocupação dos partidos em renovar seus quadros, e uma certa necessidade de perpetuação no poder, então não sei o que é.
Prova disso é o PMDB Municipal, que em quase 40 anos de existência limita-se a apenas 3 nomes apresentados à população como candidatos a Prefeito.

02. Mais uma vez não teremos um Prefeito eleito que já tenha sido vereador.
O mesmo não acontece com seus respectivos vices.
Ao que parece, a Câmara Municipal não é um bom trampolim para candidatos a Prefeito.
Uma pena, pois acredito que a experiência no Legislativo é condiação fundamental para uma boa administração municipal.

03. O PSDB existe em nossa cidade desde 1994 e embora tenha vencido a eleição em sua estreia no pleito municipal de 1996, o partido teve candidato a Prefeito apenas em duas ocasiões: 1996 e 2004.
Em 2000 o partido era vice na chapa liderada pelo PP.
Disputas internas e as coligações com o antigo rival PMDB minaram, pelo menos por enquanto, as pretensões eleitorais Executivas do partido.

 04. Três, das 9 vagas na Câmara serão substituídas com certeza em razão da não candidatura à reeleição de seus ocupantes.
Em 2000, quando me elegi foram 5 casos de 11 possíveis; em 2004, 3 de 9; e na eleição passada, 0 de 9.
Nosso sistema eleitoral abre brechas para possíveis estratégias eleitorais para beneficiar algum candidato.
Dessa forma, a renovação dos membros do Legislativo acaba acontecendo pela desistência dos candidatos à reeleição (seja porque "penduraram as chuteiras", como o Blogueiro; seja para postular cargos de Prefeito ou Vice) e as surpresas eleitorais que todo pleito apresenta.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

São muitos "ex" para uma eleição só.

Na overdose de Corinthians que tomou conta da minha vida nesses últimos dias, acabei deixando de lado as muitas mudanças ocorridas na política eleitoral aqui na Santana dos Olhos D'água.
Tido como certo na condição de vice da chapa situacionista, liderada pelo Ex Secretário da Saúde Léo Nascimento, o Ex-Prefeito Juscelino Maruno perdeu a queda de braço travada internamente no partido, o PSDB (que certamente virará seu Ex-Partido em breve) que repetiu a coligação da eleição passada.
Como vice de Léo, ficou a Ex-Vereadora Rosângela.
A chapa oposicionista, liderada pelo Ex-Candidato a Vice na eleição passada, Nenê Barriga, vai de chapa "puro sangue", apesar do consórcio de partidos pendurados na coligação ser enorme, o nome escolhido foi o do Ex-Vice Prefeito, Candião.
Agora permitam ao Blogueiro uma breve Ex-plicação técnica:
Na minha opinião modestíssima, de Ex-Marqueteiro, Ex-Vereador e Ex-Diretor do Depto. de Educação, ambos os vices não somam nem subtraem aos seus respectivos candidatos a Prefeito.
Quem votava na Rosângela já tinha uma boa inclinação em votar no Léo Nascimento; e o mesmo ocorre em relação ao Candião, onde quem votava nele já ia votar no Nenê Barriga certamente.
Diferente do que ocorreria com a indicação de Maruno para vice de uma ou outra chapa, onde o capital eleitoral do Ex-Prefeito conferiria uma milhar de votos fora do nicho dos dois contendores da peleja municipal de 2012.
E verdade seja dita, foi cobiçado por ambas as coligações.
Apenas para ficar claro: não digo que esse, aquele ou aquele outro é melhor ou pior escolha para vice, só estou dizendo que um deles traria votos "de fora" das bases eleitorais de ambas as coligações, em qualquer coligação que ele entrasse.
Cabe agora ao Léo e ao Nenê correrem atrás desses votos, como certamente vão fazer.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pra encerrar a Libertadores...

Muitos clubes brasileiros têm a taça Libertadores, faltava o maior de todos.
Conseguimos ontem, de maneira invicta e incontestável: Eliminamos o melhor clube do RJ, atual vice campeão Brasileiro; eliminamos aquele que, até então, era tido como o melhor clube do país e com o melhor jogador da América (há quem o comparava ao Messi) em pleno ano de seu centenário; e vencemos na final, o clube mais temido da Libertadores, o copeiro argentino Boca Jrs, que não perdia uma final pra clube brasileiro desde os tempos de Pelé.
E de quebra, terminamos invictos a competição.
Foi a Libertadores dos nossos sonhos.
A imensa torcida contrária, que nos cobrava esse título mais do que nós, bando de loucos, (coisa estranha isso!) agora chora a falta da única coisa que eles (e que fique bem claro, apenas ELES sentiam a falta desse título ao NOSSO clube) tinham pra tentar macular a grandeza da nossa centenária história.
Ganhamos esse título, que existe claro uma enorme importância, mas nada hipervalorizado para NÓS. Está ali, no mesmo patamar que o Paulista de 77, o Brasileiro de 90 e o Mundial de 2000.
O 1°, após um jejum de 23 anos, ocasião em que qualquer outro time do mundo teria esvaziado a sua torcida. Mas "aqui é curíntia mano", nossa torcida não só aumentou como ganhou a fama de "fiel".
Em 90, o mesmo sarro que até ontem, ou melhor, anteontem, porque ontem os anti jogaram a toalha antes do jogo, estava na boca dos antis, para eles o Corinthians era time regional, que não vencia Brasileiro. E então, derrotamos nossos eternos fregueses na final daquele ano e hoje temos 9 conquistas nacionais.
E o Mundial de 2000? Tentam ridicularizar algo já sacramentado nos anais da FIFA e que esse ano, se tivermos a alegria de vencer o temível Chelsea, seremos Bi Campeões legitimamente reconhecidos pela entidade máxima do futebol.
Quero dizer a todos, Corinthianos ou não, que o Corinthians amanheceu hoje do mesmo tamanho que ele sempre foi. Um pouco mais feliz pela conquista desse importante torneio é verdade, mas não seria uma derrota que nos deixaria menor.
Quanto aos Anti, essa "torcida sem bandeira, sem hino e sem grito" que deixa de ver seu time para ver o NOSSO, que vai ao estádio na final do mundial de seu time e fica lembrando do Tolima, que deixa de comprar camiseta do seu time para comprar de um time argentino que tantas vezes os humilhou, que organiza carreata e grava hino do clube argentino na expectativa vã de ter alguns minutos de alegria, sinceramente... sua desgraça hoje é a minha alegria e o inverso disso, jamais acontecerá.
Sabem por que?
Porque "aqui é curíntia mano".

Parabéns Corinhtians


- Prazer América, eu sou o Corinthians.
- Prazer Corinthians, eu já te conhecia e agora sim sou feliz!

PARABÉNS S.C CORINTHIANS PAULISTA

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Se vencer será apenas mais um título.

Alô Fiel Torcida!
Apesar do que a mídia diz, o dia de hoje está longe de ser o mais importante da nossa gloriosa e centenária história.
Assim como o título nada mais será que mais um, na nossa imensa coleção. Como o vice também será mais uma das tristezas, que só um time acostumado a chegar em finais pode ter.
Mas hoje é um dia histórico pelo ineditismo da conquista.
Assim como atravessamos os anos 80 e parte dos anos 90 com os anti (sim, eles sempre existiram) nos chamando de time regional e hoje temos nada mais nada menos que 9 conquistas nacionais, sendo 5 Brasileirões legítimos (nada da CBF transformar "Robertão" e "Taça Brasil", afinal não aceitamos esmola), 3 Copas do Brasil (aquela que um certo time aí jamais venceu) e até uma série B, engrandecida com nossa presença como nunca antes fora e jamais será novamente, nós tivemos.
Assim como nos acusam de ser time nacional, apesar de termos ganho o 1°, e talvez o mais legítimo, Campeonato Mundial da FIFA.
Agora nos "ofendem" por nunca ter vencido esse torneiozinho que até 1992, sequer era transmitido pela maior emissora do país, que só o fez depois que começaram a valorizar em excesso esse, repito, torneiozinho.
Hoje temos a chance de prestarmos um grande serviço à Commenbol. Tenho comigo que a Libertadores da América tem um enorme frustração por nunca ter sido vencida pelo mais apaixonante dos clubes de futebol do planeta.
E essa frustração pode acabar hoje, caso conquistemos o título.
Confesso que se por um lado tem a alegria de ser Campeão despachando Vasco (nossos eternos fregueses) e o Santos (tido como melhor time do país e que desmoronou depois de uma simples eliminação) e vencer na final um adversário difícil (coisa que São Paulo, Santos, Palmeiras, Internacional, Vasco,... nunca tiveram); por outro tenho motivos para ver esse título com um certo pesar:
1. Não estamos na nossa casa nova, aquela que será palco da abertura da Copa. Ali sim, o Bando de Loucos ficaria melhor acomodado.
2. O que os antis e a imprensa colorida (Thiago Leifert, Renata Fan, Milton Neves e similares) vão ter pra falar depois que conquistarmos o último título que nos falta?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Para bons entendedores...

"Política não se faz com ódio, pois não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração". (Ulysses Guimarães).
Peço licença para discordar da mais felpuda das velhas raposas da política brasileira.
No cenário atual, política se faz sim, com o fígado. Mais que isso, se faz com sangue nos olhos e a faca entre os dentes.
Consciência , caráter e coração, sucumbem à traição, ingratidão e falsidade.
Em tempos assim há que separar adversários de inimigos; ficar sempre atento aos primeiros, tentando trazê-los para seu lado, e ser implacável com os segundos, apertando-lhe os pescoços e só soltar quando perceber que não mais se degladiam.
Sufocar a 5ª Coluna, sempre e se possível, no seu nascedouro; não dando chance alguma para que ela se espalhe e contamine sua administração.
Radicalismo da minha parte?
Com certeza!
Melhor radical que hipócrita.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Votar nem sempre é democrático.

Há muito tempo que questiono o voto como expressão máxima da nossa democracia.
Não que votar não seja democrático, pois ainda é o nosso principal instrumento na busca por uma sociedade melhor.
Excluem-se aqueles que o vendem, afinal não podem reclamar depois sendo que a mercadoria vendida foi paga.
O voto só não é 100% democrático por dois motivos:
1. Obrigatoriedade.
2. Legislação anacrônica.
Ambos os itens são, para 99% dos políticos, interessantes a sua permanência da forma como está.
Nunca entendi o porque nos obrigar a votar se nos dá a oportunidade de anular ou votar em branco.
Talvez na crença de que, indo votar, acabemos optando por alguém de última hora.
Para mim, democracia é votar em quem quiser, se quiser.
Não obrigar as pessoas a comparecer às urnas mesmo que nenhum dos candidatos que disputam o pleito corresponda às suas expectativas.
Já a legislação para cargo no Legislativo (vereador e deputados) acaba por, ao utilizar o sistema de coeficiente eleitoral, fazer com que votando em um, ajudemos a eleger outro.
Os votos do Tiririca ajudaram, e muito, a eleger Valdemar Costa Neto, um dos réus do mensalão. Só pra citar 1 exemplo.
Que bom será quando se um dia votarmos em quem quisermos e se quisermos, e apenas os candidatos mais votados assumirem suas vagas nas Câmaras Federais, Estaduais ou Municipais, sem que votos de um "puxem" outros candidatos ou lhes sirvam como "escada".
Quem sabe nesse dia também, fichas sujas e políticos com contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas também sejam impedidos de candidatar.

domingo, 1 de julho de 2012

Nos palanques da vida.

Convenções...
Geralmente são amistosas, existe uma única chapa e todos os filiados votam nela, evidentemente.
O problema é quando há interesses diferentes em chapas diferentes.
Ou pior, quando há 2 ou mais pré candidatos pleiteando a indicação do partido para ser, candidatos.
Como já aconteceu aqui em Ipuã, no começo do ano 2000.
O PMDB vinha de derrota nas eleições municipais anteriores (1996) e os dois pré candidatos que se revezavam na candidatura estavam aptos a serem candidatos.
A disputa interna entre os 2 foi parar na mão do diretório. 30 pessoas decidiriam quem seria o candidato.
Um dos pretendentes anteviu a disputa e fez uma troca "despretensiosa" de membros do diretório, aumentando suas chances colocando votos amigos no diretório.
Além disso, alegou ser o candidato natural, pois fora humilhado na eleição anterior e por isso merecedor de ser a bola da vez.
Finalizou a bela estratégia, conversando com alguns outros membros que "coincidentemente" foram agraciados mais tarde com cargos no governo.
Vitorioso na disputa interna, foi o responsável pelo racha no partido, o que trariam sérias consequências num futuro próximo, com duas derrotas inesperadas derrotas seguidas e a pecha de freguês do ex companheiro.
Participei desse fato à distância, era de outro partido e ainda, parente e seguidor de um dos debatedores.
Fiquei feliz com o racha, era a oportunidade de nos livrarmos de certas pessoas e suas influências nefastas que prestavam um desserviço à administração pública e começar uma história nova.
O que em certo ponto até aconteceu, pena que algumas dessas pessoas, infelizmente, ainda fariam parte do governo anos mais tarde. E mais infelizmente ainda, continuam fazendo.

PS: A série a série "Nos palanques da vida" entra em recesso parlamentar e ainda estou decidindo se volta em agosto ou só depois das eleições. Uma coisa é certa, qualquer que seja a minha decisão comunicarei a vocês, meus 9 fiéis leitores.