segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma difícil interpretação.

Como todos sabem, o blogueiro não é advogado.
O parco conhecimento jurídico que tem, advém de consultas com colegas da carreira jurídica, de leituras em jornais e revistas, e em sites especializados.
Porém é inegável que me faltam os recursos ensinados nos bancos escolares de direito, para promover as possíveis interpretações e aplicações da lei.
Esse introito todo foi para falar sobre um fenômeno que acontece em Ipuã e região: adesivos em carros contendo números de possíveis candidatos.
Pelo o que eu pesquisei, não se configura propaganda extemporânea, a adesivação de carros contendo números, desde que não haja menção a candidatos.
Pesquisa na internet, encontrei o seguinte:
 2. Não configura propaganda eleitoral antecipada a utilização de adesivos em automóveis particulares apenas com número coincidente com o de partido político, sem qualquer menção aos elementos caracterizadores do apelo explícito ou implícito ao eleitor (nome, cargo pleiteado, ação política a ser desenvolvida ou méritos pessoais de pré-candidato), de modo a associar a mensagem à eventual candidatura. (Precedentes do TSE: Resolução nº 21.039 - Consulta nº 704, julgamento em 21/03/2002, Rel. Min. Fernando Neves e AgRgREspe nº 26.367/PI, publicação em 06/08/2008, Rel. Min. Felix Fischer).
Disponível em http://www.blogeleitoral.org/2012/03/propaganda-partidario-em-veiculo.html
A lógica parece ser a seguinte: O número, por si só, não se configura campanha política antes do perído legal a ela destinado. Não havendo referência a algum pré candidato, trata-se apenas de um número aleatório, colado no carro.
E a discussão é boa.
Se por um lado, o carro é da pessoa e nele ela cola o que quiser (inclusive, um número), podendo alegar que se trata de seu número de sorte, ou que se uma referência ao dia do mês em que se casou ou nasceu; por outro lado, ver uma dezena de carros com o mesmo número estampando adesivos garrafais que contem um número que, todos sabem que se trata do n° de determinado partido político, é de supor que trata-se de referência política.
Em outro site, encontrei uma entrevista realizada pelo jornal Gazzeta, da imprensa do Estado de Pernambuco, concedida pelo juiz eleitoral Josilton Antônio Silva Reis, que falou sobre o assunto.

GAZZETA – Constantemente nossa equipe tem registrado nas ruas, o uso de adesivos em veículos, fazendo algum tipo de referência a pré-candidatos ou partidos. Os exemplos que enviamos em anexo podem ser considerados propagandas indiretas ou antecipadas?
JOSILTON – Todo ato em que haja promoção pessoal de pré-candidatos com o objetivo de obter o voto do eleitorado, ainda que de forma subliminar, configura propaganda eleitoral extemporânea, mesmo que realizada sem a anuência do beneficiário (do pré-candidato), podendo haver responsabilização do responsável pela propaganda (quem divulgou) e também do beneficiário, se ficar comprovado que este tinha conhecimento efetivo ou potencial da divulgação da propaganda irregular.

O blogueiro, como disse no início do texto, desconhece os caminhos jurídicos. Ao que me parece que a legalidade, está no fato de não ter como provar ilegalidade.
Todo mundo sabe que tais adesivos, são sim referências políticas, porém não se pode provar, uma vez que não há referência explícita.
Já os caminhos políticos, o blogueiro conhece um pouco melhor e não me agrada, como marqueteiro, a antecipação de campanha eleitoral.
A pré campanha deve ser usada mais como instrumento de obtenção de apoios, de partidos e/ou lideranças (não só políticas, mas líderes comunitários dentre outros) e não angariando votos por meio de divulgação.
O pré candidato deve, nessa fase, estar mais preocupado em criar a estrutura necessária para sustentar sua candidatura e, dessa forma, disputar (aí sim, com apoio de eleitores divulgando n°, nome e propostas) e vencer o pleito.
Mas como o Ipuanense é fanático por eleição, fica difícil conter a ansiedade pelo início da campanha municipal. Sobretudo a deste ano, que promete ser acirrada.
Mas essa é outra história.

domingo, 20 de maio de 2012

Nos palanques da vida.

Até hoje sou lembrado por algumas frases, que disse em palanque durante minha 2ª campanha pra Vereador.
Em um comício certa vez, cansado de ver os adversários atacarem com ofensas o nosso candidato a Prefeito, chegando à baixaria de xingá-lo mesmo, como a ordem era não revidar, não me contive e usei a seguinte frase:
"Ninguém atira pedra em árvore que não dá fruto".
A frase, evidentemente, não é minha. Trata-se de um dito popular que vez por outra entra em desuso.
Naquele momento foi a minha resposta, educada já que não queríamos nos igualar ao baixo nível das palavras de pessoas incitadas por seus mandatários a nos ofender em palanques.
E em um dos últimos comícios de uma campanha o clima estava tenso. Rumores de compra de votos com cestas básicas, churrascos e mesmo dinheiro vivo, pipocavam nos 4 cantos da cidade.
Mas como o flagra é muito difícil e acusar sem provas seria algo temerário, alguns candidatos da nossa coligação pediam para as pessoas aproveitarem mesmo o que os adversários ofereciam, porém que votassem em nós.
Houve até quem sugerisse isso em palanque.
Embora seja uma tática criativa, afinal não se impede as pessoas de receber agrados, mas não achava correto incentivar a corrupção, ainda que penalizando o corruptor.
Eu tinha de ser conscientizador de que a compra de votos é algo ruim para o eleitor. Mas não podia ser didático, pois em palanque fica chato e as pessoas param de prestar atenção.
Eu queria transmitir a seguinte mensgaem: sobre a perda dos direitos dos cidadãos que vendem seus votos, pois quem compra, não necessita prestar contas parfa ele sobre seu mandato, afinal comrpou e pagou pela mercadoria.
E foi no meio de um discurso sobre a compra de voto que eu disse:
"Voto não tem preço, tem consequência".
Outra frase que não é minha, que devo ter lido em algum lugar em algum momento da minha vida e que naquele momento, de improviso, veio fechar tudo o que eu havia dito.
Aliás, uma frase bem atual se levarmos em conta a proximidade de mais uma campanha municipal.

sábado, 19 de maio de 2012

Com o giz (e o lápis) na mão.

Já fui assistir à aula doente.
Assim como já fui dar aula doente.
Muito embora, eu tenha mais vezes faltado como aluno do que como professor, por motivo de doença.
Recordo que tive rubéola quando era garoto e como havia professoras grávidas na escola, fui obrigado a ausentar da escola por 1 semana.
Eu e um bando de aluno, pois houve um surto de rubéola naquela época. Os que não pegaram, ficaram com inveja.
Já fui à escola com febre e como morava perto, voltei pra casa na metade da manhã.
Como professor, fui dar aula certa vez numa crise alérgica, misturada com faringite e gripe, onde cada tossido minha parecia que uma faca atravessava meu peito.
Os alunos me olhavam com dó.
Também já tive o desprazer de trabalhar e estudar com dengue.
Ano passado, começo de 2011 quando uma nova epidemia de dengue assolou a região, eu fui vítima.
Trabalhei assim mesmo e fui na faculdade até quando deu. Teve um dia que arreguei: a aula era das 19:00 às 22:00, eu pegava o busão de volta pra Ribeirão Preto às 23:00, passava a madruga toda na estrada e ainda tinha de vir de carro pra casa onde chegava por volta de 04:45.
Era demais pra mim, naquelas condições.
Mas aula eu dei, apesar daquele monte de sintoma horroroso da dengue.
E quando perguntado pelos alunos porque não falto quando fico doente, minha resposta é que prefiro deixar pra faltar nos dias em que estou bem de saúde, assim eu posso curtir a falta numa boa, não doente, onde irei faltar do serviço para ficar em casa, convalescendo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Parabéns Guaíra/SP.

Hoje é aniversário da vizinha cidade de Guaíra.
Parabéns à cidade e aos seus cidadãos por essa data tão importante.
Desde que me entendo por gente, frequento a cidade com assiduidade.
Na primeira infância, arrastado pelos pais. Era a cidade onde morava, e ainda mora, grande parte dos meus parentes.
Meu avós paternos moravam lá, e as visitas dominicais eram sagradas.
Quando criança, era meu destino nas férias. Eu passava boa parte das férias em Guaíra.
Na adolescência, quando motivado por outros interesses, que não apenas visitar parentes, também passei bons momentos por lá.
O curioso é que nessa época, tô falando de anos 80 (sim, estou ficando velho, fazer o que?!), havia uma certa animosidade entre as duas cidades. Uma rivalidade sem explicação que, vez por outra, chegava às vias de fato entre alguns "cidadãos".
Mais curioso ainda é que nunca passei por nenhuma situação perigosa por causa dessa rivalidade. Todas as vezes que tive problemas, a causa não foi xenofobia.
Na fase adulta, com CNH na mão, meu destino invariavelmente era lá. Embora dividido com outras cidades da região, mas nunca escondi minha preferência.
E mais recentemente, para encerrar esse naco de biografia, consegui emprego na cidade, o que me ajudou a consolidar relações interpessoais com um grande número de pessoas.
Seja pelas relações de parentesco, trabalhistas, sociais e vez por outra, amorosas, Guaíra é minha 2ª cidade (desculpe Sampa, mas você é minha 3ª).
Inclusive, faz parte de um bom pedaço, de uma interminável obra, que um dia espero concluir. Enquanto esse dia não chega, deixo aqui uma passagem do livro que eu gosto muito, e não deixa de ser minha maneira de homenagear a cidade:

Eu era criança nos anos 80 e estava de férias em Guaíra junto com um primo também de Ipuã.
Meio de semana à tarde, fomos na lagoa e paramos pra assistir a um treino de um time de futebol em um dos campos que havia por lá.
Sentados assistindo, descobrimos que se tratava do Ouro Verde FC, um time que, certa vez, havia enfrentado o nosso time de Ipuã (Esperança FC) e o jogo terminara em briga entre alguns jogadores. Aliás, os confrontos entre os dois times sempre eram de grande rivalidade de parte a parte.
No mesmo instante, alguns jogadores também nos identificaram. O que fez com que o técnico parasse o treino para ouvir os jogadores, que apontavam o dedo pra nós e diziam qualquer coisa para o treinador.
Meu primo e eu nos tocamos de que haviam reconhecido a gente, certamente do fatídico jogo que terminou em pancadaria e agora iriam vingar na gente.
O time todo começou a se dirigir em nossa direção.
Levantamos e fomos saindo de fininho, andando como se nada houvesse acontecido, até estar em uma distância segura o bastante para correr desesperadamente. Até que um deles gritou:
- Não corre que é pior!!!
Ficamos parados, esperando aquela "horda" chegar até nós.
Havíamos sido reconhecidos, não daria pra negar que não éramos de Ipuã, nem do time rival, então o jeito seria explicar que não entramos na briga, que aquilo foi errado, que temos parentes em Guaíra etc...
Ao chegarem em nós, fomos rodeados pelo time. Me senti Daniel San, no filme Karatê Kid (sucesso na época desse fato narrado) rodeado pelo treinador e alunos da academia de karatê, pronto pra levar uma surra.
O técnico disse:
- Vocês são de Ipuã né? Jogam nos Esperança FC?
Dissemos que sim e antes mesmo que começarmos a implorar clemência, ele concluiu:
- Venham aí amanhã treinar com a gente.
Alívio geral!!! Era uma bandeira branca estendida a nós.
No outro dia fomos, jogamos futebol uma tarde inteira, um pessoal gente boa e que nos tratou muito bem.
Mas o melhor de tudo, nunca mais houve briga entre os dois times.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quanto custa seu artista favorito?

Se você pede shows para a Expuã e não sabe, nem se preocupa em quanto custa o artista, dá uma olhada na foto abaixo.
O crédito da imagem é do site do Terra, mas perdi o link.
Escolha seus 4 preferidos e some os valores.
Quanto você acha que teria de ser cobrado na portaria, para poder amortizar parte do valor gasto?
Lembrando que, fora patrocínios e verba pública, não existem outras fontes de receita para a Expuã.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tudo na vida tem um preço. Estaríamos dispostos a pagar?

Começa hoje o rodeio que é, considerado por muitos, o melhor da região.
Seja pela qualidade da estrutura, seja pelo nível dos shows, a Festa do Peão de Guaíra é uma das mais procuradas da nossa região.

Uma festa particular e beneficente, que conta com apoio do poder público municipal , mas não a responsabilidade da realização do evento, como ocorre em Ipuã, por exemplo.
Arquibancadas cobertas e 2 shows por noite são as novidades para esse ano.

Aliás, 2 shows por noite deve estar em breve na pauta das revindicações da pretensa elite social ipuanense, e por conseguinte, nas bandeira de campanha de muitos candidatos.

A cada noite, 2 artistas (um mais famoso, outro menos) se apresentarão no palco da festa entre hoje e sábado.

No domingo, sabiamente, não há show, nem montaria, apenas um evento gastronômico, tipo "Queima do alho".

E como tudo na vida tem um preço, o ingresso para o expectador usufruir disso tudo é:

* Quarta e Quinta Feira: R$ 50,00.
* Sexta Feira e Sábado: R$ 70,00.
* Pacote para 4 dias: R$ 100,00.

Na minha opinião, os valores cobrados, embora caros para meu pobre bolso de professor, são na verdade, justos pela qualidade da festa. R$ 100,00 o pacote para assistir a 8 shows, sai R$ 25,00 por noite, R$ 12,50 por show.

Mesmo valor que o que se paga para ir a uma boate ou um baile, com a vantagem de que no Rodeio, você assiste a um show do artista de seu gosto.

Os preços da portaria eu achei meio salgado, mas certamente é proposital para vender pacote. Como fazem 100% das festas de peão na nossa região.

Tenho ouvido muitos jovens já reclamando dos shows da nossa cidade e, como sempre, comparando com os shows das cidades vizinhas.

No que eu questiono: Você aceitaria pagar os mesmos valores para ver os mesmos shows?
Duvide-o-dó, que não chiariam feito locomotiva estragada, se na nossa Expuã fossem cobrados tais valores. Ainda que entre as atrações estivesse Ivete "sonho dourado da elite" Sangalo, Jorge e Matheus e Michel Teló.

Daria impeachment do Prefeito na hora!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tomara que o Corinthians perca a Libertadores 2012.

Prezado leitor, prezada leitora.
Você não leu errado, o Blogueiro, Corinthiano alucinado, não quer seu time vencendo a Libertadores 2012.
Aliás, nem a de 2013.
Avisos:
01 - Este blog não foi raqueado.
02 - O Blogueiro não está maluco.
03 - O Blogueiro não mudou de time (que na realidade, equivale ao mesmo que o exposto no item 02).
 Tomei essa decisão após ver as imagens que abaixo seguem

 





Vai ser muito melhor ver o Timão vencer o único título que nos falta, na nossa enorme galeria de conquistas, em nossa própria casa.
Que vai ficar mais ou menos assim:




 LIBERTADORES 2014, ESSA SIM EU QUERO.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Naquela mesa tá faltando ele.

O vídeo eu não conhecia.
Nem sabia que Zélia Duncan já havia gravado "Naquela mesa".
Mas a música, essa sim eu conheço.
Aliás, me acompanha, infelizmente, nesses últimos 23 anos de saudosa existência.
Segue abaixo o vídeo e, abaixo dele, a letra.



"Naquela mesa"
(Sérgio Bittencourt)

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre, o que é viver melhor.
Naquela mesa ele contava histórias,
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã.

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim.
Se eu soubesse o quanto dói a vida,
Essa dor tão doída não doía assim.

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguem mais fala no seu bandolim.
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim.

domingo, 13 de maio de 2012

Nos palanques da vida.

Mãe de candidato sofre. Mas diverte também.
Pelo menos foi o que percebi nas duas vezes em que candidatei a vereador. Em ambas, minha mãe foi muito atuante, ajudando em muito nas minhas campanhas.
Além de algum apoio financeiro, pude contar com sua disposição em me acompanhar em visitas diárias a antigos amigos dela, parentes dos quais ela tinha mais contato, antigos vizinhos enfim, pessoas que ela me abriu a porta para poder levar minha mensagem.
Até cozinhar, para que meus cabos eleitorais almoçassem na minha casa essa mulher já fez, vê se pode?!
E não parou por aí: distribuía santinhos entre os eleitores em dia de comícios, trazia notícias da campanha, me acompanhava no "santo reis",...
"Santo Reis" é o nome dado aqui na cidade à prática do candidato a Prefeito visitar eleitores de casa em casa, acompanhados de um séquito que inclui candidatos a vereadores e correligionários.
Nessas visitas, quando minha mãe acompanhava a "caravana", eu ficava por último da fila, desse modo dava tempo dela saber quem era a pessoa e me trazer alguma informação útil, como o nome da pessoa ou algum detalhe que pudesse criar uma simpatia instantânea.
Lembro que em uma dessas visitas, ela me avisou que naquela casa morava uma antiga empregada da família, que cuidara de mim quando era ainda bebê.
Qual não foi a surpresa da eleitora quando, ao me ver, fui logo chamando-a pelo nome e dizendo o quanto o tempo se passara desde o distante período em que ela havia trabalhado lá em casa. Relembramos rapidamente a rua onde morei e coisas assim, para então eu pedir meu voto.
E eu que já devo muito a ela na minha vida privada, tenho também uma dívida eterna na minha vida pública.

sábado, 12 de maio de 2012

Com o giz na mão.

Sou avesso às tendências em Educação.
Houve um tempo em que a palavra de ordem na educação era "o aluno precisa aprender a aprender", ou como é citado no clássico Sociedade dos Poetas Mortos (EUA, 1989), "Educar é ensinar a aprender sozinho".
Pronto, parece que os educadores que levantaram essa bandeira (vendendo livros e dando palestras) haviam descoberto a pólvora.
Depois vieram a época dos professores "showmen".
Aqueles que em cada assunto introduzido, sempre tinha uma piadinha, uma gracinha, até musiquinhas eram usadas para decorar fórmulas etc...
Já quis ser assim, aliás, já tentei ser assim, nada contra, mas não gostei do resultado.
Pra mim não deu certo, mas evidentemente que muitos professores conseguem achar o time ideal para ensinar com bom humor, e isso sim é digno de elogio. Sou contra é a tendência, que faz com que professores tentem fazer, para serem aceitos pelos alunos, algo que não é de sua própria natureza.
Eu me limito a tentar ser agradável, sem gracejos. Piadas, quando surge oportunidade, faço questão de ser as mais sem graças possíveis, afinal é assim que me divirto.
Depois veio a bandeira dos "contadores de histórias".
Professor bom era aquele que se transformava em Sheherazade e fazia das suas aulas, uma eterna "1001 noites".
Mais recentemente, tivemos o modismo do "trabalho diferenciado" em sala de aula. Ainda que pouca gente conhecesse na teoria, todos se diziam práticos desse tipo de trabalho.
A bola da vez é o "encantamento". O professor tem de encantar o aluno.
O curioso é que não vejo essas tendências, por exemplo, na medicina.
Já pensaram um médico ter de contar historinhas para convencer o doente a tomar o remédio? Ou pior, ter de encantar o paciente para esse aceitar o tratamento?
Mantidas as devidas proporções, o aluno é o paciente, eu sou o médico e o que ensino a ele, é o remédio para a sua doença.
Não faço a menor questão de seguir tendências.
Quero ensinar, e quero que o aluno aprenda, apenas isso. Não é pedir muito vai?!