domingo, 18 de dezembro de 2011

Não deu pro Peixe.

Diz o ditado: "o jogo é jogado, o lambari é pescado".
Messi e Cia levaram carretilha e anzol e voltaram com o embornal cheio: 4 x 0, fora o baile.
Uma verdadeira aula de jogar futebol.
O Santos entrou na roda, parecia aqueles "bobinho" que times fazem após o rachão do meio de semana.
 Foi a maior goleada em finais de mundial desde 1961, a maior desde que o torneio passou a ser disputado em jogo único.
De nada adiantou o sortista japonês que a Globo procurou nas vésperas do mundial. O japa vidente previu enigmaticamente:
- A carpa vai virar dragão.
Isso bastou para todos associarem: O Santos (carpa = peixe) vai se superar e crescer.
E mais, o veinho sortista concluiu:
- A raposa vai cair no buraco.
Nova associação: Messi - esperto - raposa.
Nada disso ajudou o time da Vila Belmiro que, brincadeiras a parte, entrou em campo com um respeito exagerado ao potente Barcelona.
Claro que nenhum outro time do Brasil venceria essa partida, claro que o Santos tem todos os méritos de ter chegado nessa final, claro que o Barça é o melhor time do mundo, mas nada, repito, nada justifica a falta de atitude do time santista.
Não que deveria partir pra cima, pois se assim fizesse, tomaria mais que 4.
Mas não dar nenhuma chegada no Messi (sem maldade, mas pra mostrar que o jogo é trucado), não se impor em campo e apenas assistir à partida de uma posição privilegiada do estádio (o campo), é algo que o exigente torcedor santista não irá perdoar.
Neymar perdeu um gol feito, Ganso não jogou nada e a zaga do peixe é horrorosa!!!
Mas o que a torcida não perdoa é a falta de atitude de um time passivo.
E pra finalizar, nada justifica o foguetório aqui na cidade a cada gol do Barça e após o término da partida.
Sou Corintiano, não torce pro Santos, assim como os santistas não torceram pro Corinthians dois domingos atrás, mas jamais soltaria foguetes pra vitória de outro time que não fosse o Corinthians.
Acredito que todos devam fazer dessa maneira: comemorar a vitória do seu time e não a derrota do adversário.
E como não me consta a existência de espanhóis na cidade, achei uma péssima atitude, seja lá de quem for.

Top 5 - Diabo no cinema.

Na ausência da série a série "Nos palanques da vida", me dedicarei, aos domingos, a uma nova empreitada.
Quero selecioanr o Top 5 sobre vários assuntos que me vierem à cabeça: cinema, futebol, mulheres,...
Será um desafio, pois além de selcionar 5 tops, tentarei ordená-los na ordem de minha preferência, do 5° ao 1° lugar.
Pra começar, vou elecar os 5 melhores diabos que já vi no cinema.
As 5 melhores interpretações do satanás no cinema, para mim, são:

5° lugar: Peter Stomare, em "Constantine".
4° lugar: Rosalinda Celentano, em "A paixão de Cristo".
3° lugar: Jack Nicholson, em "As bruxas de Eastwick".
2° lugar: Al Pacino, em "O Advogado do Diabo"
1° lugar: Gabriel Byrne, em "O fim dos dias".

Próximo domingo, a menos que haja mudanças, teremos os 5 melhores filmes de julgamento (tribunal).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Com o giz na mão.

No último "Com o giz na mão" do ano, poucas palavras...
Foi com enorme emoção que fui paraninfo de uma turma do 3° Médio em um colégio que dou aula na vizinha cidade de Guaíra.
Nunca antes na história desse humilde professor, ele havia sido convidado por alguma turma para ser paraninfo, nem qualquer outra coisa.
Fica registrado meu agradecimento e postado a foto (com o discurso que foi lido) dessa turma que certamente deixará saudades.
Boys: Rodolfo, Rodrigo, Lukas, David, Paulo, Paulo Vitor e Cauê.
Girls: Aline, Taís, Thuany, Lorena, Isabella, Maísa, Bruna e Ana Laura.

PS: A série a série "Com o giz na mão" entra de férias, voltando em 2012.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A divisão de São Paulo

Gosto de imaginar como seria se o nosso glorioso Estado de São Paulo entrasse na onda divisória que assola o país (Pará não é o único caso em discussão), e também se dividisse.
Nem precisava ser fragmentado em vários estados, bastava a criação do Estado da Mogiana (Região n° 6 no mapa abaixo).


Estado da Mogiana:
- Sigla: MO
- Capital: Ribeirão Preto.
Claro que seria um dos mais avançados estados da federação, afinal a alcunha de "Califórnia Brasileira" não é ao acaso.
Algumas mudanças teriam de ser feitas, entre elas a criação da Universidade Estadual da Mogiana.
Nas escolas ensinariam História e Geografia desse estado.
Tivesse sido feito anos atrás, talvez algum jogo da Copa do Mundo de 2014 pudesse ser realizado no novo estado.
Eleições estaduais decidiriam nossos Deputados Estaduais e Senadores da República.
Bom, como sou, até onde sei, o primeiro a pensar nesse assunto, me acho merecedor de uma vaga no Senado representanto o Estado da Mogiana.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A divisão do Pará.

E o Pará não foi dividido.
Um  plebiscito decidiu que o Estado do Pará vai continuar como está hoje: uma única unidade federativa, cuja sigla é "PA" e a capital,  Belém.
Engana-se aqueles que pensam que para nós, paulistas distantes da realidade paraense, nada mudaria além de duas capitais e duas siglas a mais para serem decoradas nas escolas.
Raciocinem comigo...
Dois estados a mais implicaria em um aumento de mais 6 senadores representando a região Norte.
Com isso, a região Norte emparatia com a Nordeste com amior peso político nas cadeiras do Senado.
Seriam mais 6 senadores para o governo negociar com seus partidos.
Haja fisiologismo!!!
A divisão de estados enfraqueceria ainda mais o poder político da região sul e sudeste que, se na Câmara seus representantes são proposcionais aos número de moradores, no Senado não é.
E antes que me chamem de bairrista, vou confessando: Sou mesmo.
Ainda mais em regiões onde, ainda hoje, infelizmente, ocorre clientelismo e coronelismo dos grandes líderes políticos que tratam estados como suas capitanias hereditárias.
Políticos que elegem-se às custas da ignorância do povo e perpetuam esse círculo vicioso.
Por que não dividir também a enorme Minas Gerais? Ou o Rio Grande do Sul? ou mesmo o glorioso Estado de São Paulo?
Aliás, como seria se São Paulo fosse dividido????
Divago sobre isso amanhã.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Hipocondríaco.

O duro de ser hipocondríaco, é que nunca somos levados à sério.
Por mais que os sintomas sejam claros e manifestos, todos à nossa volta insistem em não acreditar.
Recordo que no começo do ano reclamei de dores e febre e que acreditava que fosse dengue.
Só quando eu estava com 39° e o corpo todo manchado é que ouvi:
- Talvez seja dengue mesmo.
Claro que para o bom hipocondríaco qualquer sintoma é visto como a mais catastrófica das doenças. Uma dor de cabeça não pode ser uma simples enxaqueca, tem de ser um AVC.
Recordo que uma vez, encovando os dentes, ao tossir vi algum vestígio de sangue e logo diagnostiquei: Tuberclose.
Por mais que nos expliquem que é exagero, fica sempre o medo de, ao não dar importância a um sintoma, correr o risco de que dessa vez seja mesmo algo grave e você não desconfiou de tanto ouvir que é exagero, que nunca tem nada, que sempre encana com isso etc...
Mas não sou daquele hipocondríacos maníacos por remédio, aliás nem gosto de remédio.
Minha preferência é pela prevenção. Meu lance é prevenir as coisas que acho que estou exposto:
- Não dou descarga em banheiro público a não ser que tenha toalha de papel para eu poder puxar a cordinha.
- Evito segurar nas barras de ferro do metrô para não contrair gripe suína. Mas como ficar se equilibrando no trem em movimento me trazia dois riscos à saúde maiores: cair naquele chão infecto ou cair sobre alguém que, ofendido, responderia com violência (mesmo que fosse apenas uma velhinha com sua sombrinha vingadora), optei por usar aquele gel atisséptico a cada viagem de metrô ou circular.
Entre tantas manias que se citar aqui, vão acabar descobrindo achando que sou maluco.
Seja como for, de tanto imaginar doenças e ser desacreditado, imagino um epitáfio perfeito para o meu leito derradeiro:
"Agora vocês acreditam que eu estava doente?"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ausência

Desculpem a ausência, mas a cidade ficou desde ontem à noite sem conexão de internet.
A mesma só foi reestabelecida no final da tarde de hoje, ainda assim com lentidão de conexão.
Tentei usar sinal de fumaça para me comunicar com meus 9 fiéis leitores, mas não acredito que todos entenderiam.
Motivo pelo qual volto amanhã, com alguma ideia na cabeça!
Até lá

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

As férias são o ócio do povo (não me diga?!)


Enfim férias.
Não quero fazer nada além de caminhadas, cervejinha no fim de tarde e curtir o bom e velho ócio.
Tudo isso é claro, assistindo ao recebimento de proventos mensais sem a necessidade de gastar latim e sola de tênis, conforme nos deixou como legado, a Ditadura Varguista.
Quero curtir o Sítio Boa Sorte, morada de Epícuro, Baco e Horácio.
Quero me dedicar ao Estádio Orandes Carlos da Rocha, em fase final de suas obras.
Quero debruçar no blog e tentar trazer coisas legais aos meus 9 fiéis leitores.
Enfim, quero viver de não fazer nada até o recomeço das aulas em 2012.
Ok, agora acorda Orandes... Você tem um mestrado pra terminar!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Nos palanques da vida.

Nesse último "Palanques" do ano, uma história curiosa.
Eu estava no Departamento de Educação quando fui informado sobre um projeto de exposição de filmes nas escolas, promovido por um grupo itinerante e patrocinado por uma grande empresa multinacional do ramo de herbicidas e OGM com filial em nossa cidade.
A ideia era boa: Um grupo rodava o país levando sessões de cinema nas escolas em cidades onde a tal empresa tivesse filiais.
Além do filme, distribuiam pipoca e brindes com o logotipo da empresa entre os alunos expectadores.
Na época eu já não via com bons olhos a política da tal empresa, já era contrário aos OGM's, por isso relutei um pouco em aceitar.
Fui demovido da ideia por ordens superiores, pedindo que eu deixasse de lado a minha ideologia e mostrasse alguma diplomacia, pois seria indelicado e desrespeitoso ser a única cidade a não aceitar o "brinde" apenas por capricho do Diretor do Departamento.
Confesso que fosse hoje, conhecendo melhor essa empresa e após o malfadado episódio envolvendo a mesma e a arrecadação de tributos ao município, preferiria a demissão a aceitar migalhas desta empresa.
Pelo sim pelo não, as sessões ocorreram normalmente na Escola Monir Neder. Que fora escolhida por mim por uma simples razão: É uma escola de bairro periférico, de população majoritariamente de média e baixa renda e portanto, seus alunos tinham menos acesso à cultura.
E como sempre achei que todos tem o direito do acesso à cultura, indistintamente de cor, raça, religião, gênero ou classe social, optei em levar para lá as sessões de cinema.
Mesmo que os filmes tenham sido horrorosos.
Mesmo que tenha sido patrocinado por uma empresa que anos depois utilizaria da cruel legislação tributária brasileira para não arrecadar impostos em nossa cidade, mas em Uberlândia, prejudicando assim o erário municipal.
Mesmo sendo de uma empresa que ainda vai destruir o mundo com seus herbicidas e seus trangênicos.

PS: Esta série a série entra em recesso parlamentar. Voltando suas atividades em fevereiro.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Com o giz na mão.

Começou a temporada de formaturas das escolas.
Sábado passado tive o prazer de ir à formatura dos alunos do 3° Médio da escola em que trabalho aqui em Ipuã.
É mais um rito de passagem desses jovens, que tanta coisa ainda tem pela frente, pra viver dentro de um asla de aula.
Faço questão de estar sempre presente nessas ocasiões, ausentando apenas quando não tem como evitar.
Em homenagem a esses alunos e alunas, agora universitários, esse "Com o giz na mão" será diferente.
Duas imagens apenas:
A primeira, uma foto feita em sala de aula, que me fora dada como presente pelos alunos no dia da formatura.
A segunda, bem a segunda é o seguinte... Não sei de onde tiraram que minhas piadas em sala de aula são sem graça, que meu humor beira o sarcasmo. Tanto que outro presente me fora dado na formatura: um livro de piadas.
Presente que ao ser entregue, teve por parte do aluno narrador a seguinte recomendação: "Pra você melhorar um pouco as suas piadas".
Confesso que não entendi o porquê, mas tudo bem.



Atrás: Ígor, Alef, Tainara, Júlio, Orandes, Jocimar, Jorlan, Walter e Taís.
Na frente: Micaeli, Isadora, Gabrielly, Tainara C. e Maria Eduarda.
Abaixo, o verso da foto em questão:



Na próxima quinta, o prazer será ir à cerimônia de formatura dos alunos da escola em que trabalho, na vizinha Guaíra.
Com certeza, mais fotos e histórias pra contar.