sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Natal bonificado.

Os servidores municipais de Ipuã tiveram seus proventos mensais tonificados com um bônus salarial de final de ano.
Coisa em torno de mais de R$ 400,00 pagos indistintamente a todos os servidores.
Que fique claro: Todos receberam a mesma quantia independente do cargo ou salário.
Eis que sou interpelado na rua e por e-mail e me sinto instado a comentar algumas considerações.
01. O dinheiro tem origem das arcas da Câmara Municipal, cuja receita é maior que a despesa e todo ano "sobram" recursos.
02. Esses recursos não gastos são devolvidos ao erário, sob a responsabilidade do Executivo, que com esse "dinheiro a mais" pode fazer o que quiser.
03. Repito: O Prefeito pode gastar esse dinheiro como quiser: comprar ônibus, comprar um carro novo, pagar dívidas ou pagar um bônus aos funcionários. A Câmara, ao devolver esse dinheiro, perde o controle sob como o mesmo será gasto.
04. Deve-se louvar a iniciativa da Câmara em devolver esse dinheiro, porém afirmar que são os Vereadores quem estão dando esse benefício é um tanto quanto temerário, pois não me consta que prover gratificações aos servidores municipais seja prerrogativa do Legislativo.
05. O que acredito que tenha ocorrido foi um acordo de cavalheiros (o que envolve laços de confiança recíproca entre Legislativo e Executivo): Devolução dos recursos mediante pagamento de bônus aos servidores.
06. Não sei de quem partiu a ideia, só sei que é digna de apluaso. Para muitos servidores, tal gratificação vai representar um adicional de mais de 80% do salário mensal.
07. Não sei se cargos em comissão estão inclusos no recebimento. Na minha modesta opinião, não deveriam (principalmente Diretores e Secretários).
08. Professores também tem direito e ponto final, não importa que já recebam bônus exclusivo, não é privilégio que o municipio lhes garante, mas lei federal.
09. Só acho uma coisa perigosa: Abrir precedente. O servidor pode começar a contar com esse dinheiro todo ano e pode acontecer de legislaturas futuras, ou executivos futuros não querer repetir o que fora feito nesse ano de 2011.
PS: Como o blogueiro não sabe de quem foi a ideia de dar esse bônus, nem os termos da seua realização (houve lei? houve requerimento? foi acordo de cavalheiro?) e nem tem tempo para ir atrás, o blog está aberto à manifestações dos envolvidos que assim desejarem fazê-lo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Brasileirão 2011 - Balanço Geral.

O Coritnhains foi disparado o time mais regular. Mereceu o título por isso. Quando pisou na bola, contou com a sorte, pois a sorte também faz os campeões.
O Vasco foi guerreiro: Ganhou a Copa do Brasil e mesmo assim entrou de corpo e alma no Brasileirão. Mesmo sem seu técnico, convalescendo de um AVC lutou até a última rodada.
Fluminense beliscou o título em certos momentos do campeonato. Chegou a encher os olhos da torcida, porém perdeu quando não podia perder. E isso em um campeonato tão parelho foi crucial.
Flamengo conseguiu vaga na Libertadores arrancando empate com o Vasco na última rodada. De quebra ajudou o timão, embora independentemente do resultado, a conquista do penta corinthiano estava sacramentada.
Internacional beliscou a última vaga na Libertadores 2012, favorecido pela campanha do Vasco que uma vez no G4, abriu vaga para o 5° colocado.
São Paulo nadou, nadou e morreu na praia. Candidato ao título nas 5 primeiras rodadas, perdeu o rumo após a vexatória e histórica goleada sofrida contra o Timão. Vai se contentar em disputar ano que vem a taça que eles tanto desdenham: Copa do Brasil.
Já o Figueira chegou a assustar: 14 jogos invictos e vencendo grandes clubes. Fogo fátuo: o “sapeca iá ia” contra o Flu restabeleceu a ordem das coisas. Bem feito para o arrogante técnico Jorginho.
O Coritiba é um daqueles casos em que a gente lamenta. Merecia vaga na Liberatdores, mas faltou tradição na chegada. Não sairia impune de uma derrota para o maior rival, (um time em vias de ser rebaixado) na última rodada.
Botafogo teve lampejos de bom futebol e logo a grande mídia pintou-o como campeão. Mais um caso de cavalo paraguaio.
O Santos abriu mão do Brasleirão por já estar na Libertadores do ano que vem. Deveria ter seguido o exemplo do Vasco e lutado para conquista tudo.
Melhor que o Palmeiras, que até risco de rebaixamento foi falado no lado de dentro dos muros do São Caetano da Barra Funda. Piorou a situação quando alardeou que estragaria o título do rival e não conseguiu nem isso fazer.
O Grêmio mais uma vez decepcionou sua torcida, não conseguindo nada além de uma vaga na sulamericana.
Atlético/GO e Bahia fizeram bonito: mantiveram na série A e chegaram a atrapalhar a vida de times grandes.
O xará mineiro, Atlético/MG além de flertar com o rebaixamento, envergonhou sua torcida na última rodada, quando não livrou o rival Cruzeiro levando uma saraivada de 6 x 1.
Cruzeiro que envergonhou sua torcida durante 37 rodadas, a última redimiu tudo.
Os rebaixados, Atlético/PR (campeão em 2001) ficou na ZR o tempo todo; Ceará  entrou na ZR na reta final e deixou o povo Cearense órfão de série A.
América/MG teve uma arrancada digna de escapar da degola, vencendo vários líderes, mas logo a força acabou e vai amargar o retorno à série B.
O Avaí teve um começo de ano fantástico com bela campanha na Copa do Brasil, mas o 2° semestre lhe foi cruel.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Se balançar bem a árvore, cai mais.

Caiu mais um Ministro da Dilma: Carlos Lupi (PDT), Min do Trabalho.
O mesmo que disse que só sairia abatido a bala, acabou mesmo abatido com um pedido de Dilinha: ou sai por livre e espontânea, ou será saído.
Optou pela primeira.
É o 7° Ministro a deixar a Esplanada de Brasília, o 6° a sair sub suspeição de corrupção e et céteras.
Coincidentemente, todos os 7 foram indicados por Lulla ou aliados como Sarney e Temer.
No país onde renunciar é recurso para não pagar pelo que fez (vide Jáder, Renan, ACM, Collor etc...), até João Havelange, embora na esfera internacional, utilizou-se desse recurso, para não ter sua condenação e expulsão do COI por corrupção, optando por deixar a entidade.
Acho mais juntos que ser preso, seria fazer esses ministros devolverem o dinheiro.
Aí sim queria ver...
Lupi é mais um que cairá no esquecimento, seja da memória do eleitor, seja da mídia ou pior, da justiça brasileira.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nos palanques da vida.

Certa vez, fui procurado por um assessor de um deputado federal de Franca/SP dizendo que o deputado gostaria de ajudar a cidade na área de esporte e lazer.
Após ouvir meus pedidos sobre o que eu gostaria que fosse ajudado na cidade, o assessor disse que o nobre deputado tinha muita influência junto ao time de masters do Corinhtians, que inclusive o ex jogador Biro Biro era um dos assessores em São Paulo e poderiam agendar um jogo no aniversário da cidade a um preço camarada.

Corinthiano como sempre fui, perguntei na hora pelo Sócrates.
Infelizmente o Doutor não fazia parte do selecionado corinthianos de masters. Assim como o Casagrande, Zenon e Wladmir.

Era uma turma boa, alguns dos anos 90 outros do final dos 80, muita gente conhecida mas nenhum dos chamados "figurões".

Não deixava de ser uma boa oportunidade de ver ídolos do passado.

Nem cheguei a falar pro Prefeito que, Santista, não acredito que ele aceitaria gastar dinheiro pra ver, alguns dos imortais guerreiros alvinegros vestindo o manto sagrado desfilar nos gramados ipuanenses.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Deu a lógica.

A grande mídia é preconceitusoa.
O que sempre achei que fosse mania de perseguição minha, ou mesmo teoria da conspiração, se confirmou nesse brasileirão.
Nem parecia que era o líder do cameponato x o 11° colocado.
O time que liderou 27 rodadas x o time que, se fosse apenas o 2° turno, amargaria o retorno à série B.
O time que disputava o título x o time que ficou outubro todo e parte de novembro sem vencer uma única partida sequer.
Só porque o Corinthians é um time de massa.
Falavam como se uma vitória corinthiana fosse uma zebra e não uma lógica.
Se houve um erro no jogo, foi a postura do Tite: entrou pra empatar.
O Palmeiras só pra dar pancada e tentar colocar chopp na festa do Timão.
Valdívia mostou o que é: um jogadorzinho fracassado, reserva no Chile, cachaceiro e que só os palmeirenses pensam que ele joga.
Felipão também mostrou sua cara: Um  vitorioso no passado que HÁ 10 ANOS NÃO GANHA NADA! Expulso do Chelsea e do time do Usbequistão que ninguém sabe o nome.
Mas a imprensa? Ah a imprensa...
Que aplaude quando o fracassado Valdívia dava o "chute no vácuo", (só o fazia nos instantes finais do jogo, quando seu time estava a frente no placar), é a mesma imprensa que ataca Jorge Henrique por fazer o mesmo.
Com o chileno é futebol arte, com o corinthiano é falta de respeito?
E pra finalizar, vou parafrasear Galvão Bueno, o indecente mais tendencioso do esporte Brasileiro: Ganhar Brasileirão é bom, ganhar em cima do São Caetano da Barra Funda, é muito melhor.

Timão Campeão!

Poucas coisas na minha vida são eternas.
Ser corinthiano é uma delas.
Vai Corinthians!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma perda irreparável.

Recebi como legado paterno, além das lições de caráter e hombridade, a alegria de ser corinthiano.
E na casa em que nasci e cresci, não daria pra torcer por outro time que não fosse o Corinhians; Único filho homem de um pai fanático pelo Corinthians.
Meu pai era daqueles que, quando jovem, ouvia jogo no rádio, sofrendo pelo timão. Perdia noites de sono quando o time perdia, xingava barbaridade quando o jogo não dava certo e vibrava muito em cada vitória.
E assim cresci vendo-o pronunciar nomes estranhos de jogadores: Zenon, Biro Biro, Wladmir...
E outros, que eu não sabia por qual motivo, recebiam status de divindade ou pessoas da família, já que ele os chamava pelos apelidos: Casagrande, virou Casão; Zé Maria, Super Zé; e um sujeito alto e magrelo com nome grego de Sócrates, chamado simplesmente de Doutor.
Vim a saber anos depois que eram apelidos públicos e não particulares como imaginava aos 6 anos deidade quando ouvi pela primeira vez.
Assim como soube mais tarde que "Doutor", é porque aquele jovem magrelo era médico.
Como podia uma pessoa jogar futebol e estudar medicina?
Aquele lá podia, aliás, podia ser astronauta e jogar futebol se assim ele quisesse.
Ídolo não só dos Corinthianos, mas de todos os brasileiros.
Defendeu o movimento das "diretas já", liderou no Corinthians o maior movimento político/esportivo em favor da democracia que se tem notícia na história mundial: A Democracia Corinthiana.
Disputou duas Copas do Mundo, sem jamais vencê-las (azar da Copa do Mundo, que nunca teve o prazer de ver o Dr. campeão).
Pendurou as chuteiras, virou comentarista de programas de TV, apresentador de talk show e referência nacional nas questões políticas esportivas.
E eu acompanhando sua carreira ao longo dos anos já completamente fã dessa pessoa. Tanto que minha primeira camiseta do corinthians comprada depopis de adulto, é uma réplica da usada pelo timão nos anos 80. Mandei colocar o n°8 em homenagem ao Sócrates, queria colocar seu nome, mas o narcisismo falou mais alto que a idolatria.
O Doutor é daquelas pessoas que a gente gostaria que fosse eterna.
E talvez agora ele seja.
Peço licença às minhas convicções religiosas para imaginar a cena do Dr. Sócrates entrando no céu. Barba mal feita, cabelo despenteado, usando camiseta e tênis.
Deus vai em pessoa recebê-lo, pois afinal, como se sabe, Ele é corinthiano.
O mundo hoje, ficou um pouco pior sem a sua presença.

Excepcionalmente o texto da série "Nos palanques da vida" vai ao ar amanhã. Coincidentmente era um texto futebolístico sobre o corinthians onde o Sócrates é citado.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Com o giz na mão.

No primeiro "Com o giz na mão" nesse novo blog, nada mais justo que contar minha primeira vez em sala de aula.
Corria o ano de 2000, início do ano letivo no Cursinho da UNESP - Franca, um cursinho gratuito destinado a alunos que fossem aprovados em processo seletivo que incluía uma prova e análise socioeconômica.
Para dar aula nesse cursinho, tive também de passar por uma seleção, pois embora não houvesse salário, havia uma disputa muito grande por parte dos alunos da graduação da UNESP por essas aulas.
Além de ser uma ótima oportunidade de iniciar na carreira docente, era um bom conteúdo para os nossos currículos.
E assim fui eu, no começo daquele ano "enfrentar" 84 alunos em uma sala de tamanho médio no prédio da UNESP. Dividindo meu tempo entre as aulas no cursinho e as aulas da faculdade (eu estava no último ano).
Era uma turma mais velha e rolava uma pré disposição dos alunos em estudar, uma vez que eles ralaram pra conseguir sua vaga.
Mas tinha momentos de discontração também, toda aula era um festival de bilhetinhos que os alunos me passavam (que eu chamava carinhosamente de "e-mails"), com perguntas, piadas, zuações com colegas, tiração de sarro por causa de futebol, até cantada eu recebi, pode?
Fiquei lá dois anos: 2000 e 2001.
Foi um bom começo na carreira docente, que me deixou boas recordações.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ipuã/RJ

Como tem carioca nessa cidade.
Bastou o gol do Vasco para ouvir os primeiros sinais dos cariocas ipuanenses com seus rojões.
Gol aliás que apenas adiou o inevitável, o caneco amanhecerá na segunda feira na Av São Jorge, 777.
Mas em homenagem aos milhares de cariocas que no domingo próximo se acotovelarão em frente à TV, de roerão suas unhas a cada jogada do Vasco e que torcerão para o paulista Palmeiras colaborar com o clube carioca, aí vai algumas sugestões do blogueiro para que a Prefeitura Municipal de Ipuã/RJ torne a cidade mais agradável a eles.
1. Substituir o letreiro na entrada da cidade "Bem Vindos à Ipuã" por "Bem vindossssh à Ipuã brow".
2. Nomear a lagoa do Country Club de "Lagoa Rodrigo de Freitas".
3. Adotar o 20 de janeiro (Dia de São Sebastião) como feriado religioso municipal.
4. Criar UPP's na cidade.
5. Mudar o nome do "Morro do Zé Alvim" para "Morro do Dendê".
6. Instituir o Funk nas escolas.
7. Por falar em escolas, incluir feijoada no cardápio da molecada.
8. Adaptar o recinto de festas para o desfile de escolas de samba.
9. Servir de cenário para novelas do Manoel Carlos.
10. Chamar os torcedores do tricolor (Fluminense) de bambis.
Enfim, tudo para tornar Ipuã uma cidade um pouco mais carioca.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bullying da moda.

Fui a Ribeirão Preto ontem com um único propósito: comprar um blazer.
Em toda loja que entrei, vendedores solícitos mostram inúmeros modelos, cores, preços (geralmente caros para meu pobre bolso de professor).
E todos fazem inúmeras sugestões de combinações. E é aí que o problema se dava...
Quando eu informava que queria algo pra usar com jeans, logo os atendentes diziam que seria boa combinação se usasse com camisa ou camiseta polo, etc etc etc
Aí eu falava que eu uso tênis o diálogo era o seguinte: 
- Com sapatênis fica muito legal.
- Eu só uso tênis.
- Que tipo de tênis?
- Tipo, Nike.
E a cara de repulsa era visível.
É que os funcionários nessas lojas geralmente são pessoas de bom gosto, que conhecem as tendências da estação e os caminhos da moda.
Ao falar que uso social com tênis para essas pessoas, equivale a eu pedir farofa para acompanhar um prato de ostras em um restaurante chique.
Confesso que fiquei com medo que em alguma dessas lojas o(a) atendente me expulsasse achando que era algum cliente (freguês?) duro sem nada melhor pra fazer e indo de loja em loja só por diversão, fazendo-os de bobo.
Mas não era o caso, eu era um cliente (freguês) duro sem nada melhor pra fazer e procurando um blazer que combinasse com tênis, ainda que ninguém aceite que possa haver combinação.
Ou pior, o (a) atendente poderia acreditar mesmo que eu queria blazer pra usar com tênis e eu seria expulso da loja sob pena de ser preso.
Motivo do crime: atentado contra a moda.
Em cada loja eu me sentia um pária social.
Mania de perseguição a parte, podia ver outros(as) atendentes da loja conchichando entre eles e apontrando seus dedos acusadores para mim. Como que dizendo:
- Você viu só aquilo?!?! Ele vai usar com tênis!!!!!!!! Nike!!!!!!!!!!!
O gerente da loja balançando a cabeça decepcionadamente, num gesto de que era um caso da peça de roupa certa, para a pessoa errada.
Ainda no meu delírio de perseguição, imagino que meu cartão de crédito tenha sido consultado em vários serviços de proteção antes de ser aceito.
Confesso que saí da loja com o medo de que o alarme soaria, não por roubo de produto, mas para alertar todo o shopping de que ali estava alguém que não merecia ser atendido em outras lojas.